12/12/2017

Salvador: Espetáculo de dança conta a história de Lampião

 

A história do Rei do Cangaço, o Lampião, contada através da dança. Essa é a proposta da terceira edição do “For All”, espetáculo que tem como objetivo a valorização da cultura nordestina através do forró. Promovido pelo grupo de dança Forrozin, o evento acontece no próximo dia 13, no Teatro Jorge Amado, em duas sessões: às 19h e às 20h30.

“Não por acaso nos apresentamos no dia 13, dia nacional do forró e aniversário de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, que era um grande fã declarado de Lampião. Vamos homenagear esses dois personagens marcantes do Nordeste por meio das coreografias e também da encenação, que constrói a linha do tempo da história”, explica Daniel Maia, diretor do espetáculo.

Os ingressos para o evento custam R$ 35,00 e já estão sendo vendidos através do link http://pag.ae/bhq4t1N ou na bilheteria do teatro.

Mais informações e outras opções para compra estão disponíveis em: contato@forrozin.com | 71 99280-0998 / 99146-9442 / 99735-2230

FOR ALL

O título do espetáculo se refere a uma das teses de surgimento do termo forró na língua portuguesa. O termo inglês ‘for all’ apareceu no final do século XIX, época de construção das estradas de ferro na região Nordeste. Nesse período, parte dos ingleses que aqui viviam promoviam festas que normalmente não eram abertas para o povo, exceto quando havia um aviso escrito ‘for all’, que significa ‘para todos’. Assim, a variação da pronúncia desse termo teria dado origem a palavra forró.

  • Serviço:

DATA: 13 DE DEZEMBRO

HORÁRIOS: 19H E 20H30

LOCAL: TEATRO JORGE AMADO

ENDEREÇO: Av. Manoel Dias da Silva, 2177 - Pituba

VALOR DO INGRESSO : R$ 35,00

CONTATOS: 71 99280-0998 / 99146-9442 / 99735-2230

Espetáculo "Cárcere" retrata rebelião de presídio no Teatro Vila Velha

Diante da dificuldade de se sustentar com a música, um pianista presidiário – interpretado pelo ator, diretor e escritor Vinícius Piedade - aceita o convite de um amigo que lhe oferece um bico no tráfico de drogas, aproveitando o fato de ele ter contato com tanta gente nos tantos bares onde toca piano. Mas ele vai preso e até vira refém. Este é o mote da peça Cárcere, que será apresentada em Salvador na quinta-feira (14), às 20h, na sala principal do Teatro Vila Velha – espaço apoiado pelo Fundo de Cultura da Bahia através do edital de Apoio a Ações continuadas de Instituições Culturais. Ingressos: R$ 15,00 (meia) e R$ 30,00 (inteira).

Espetáculo

Na prisão, ele tenta negociar com a direção do presídio a entrada do seu instrumento para ensinar outros presos a tocar, quando líderes de facções criminosas acham que essas conversas são caguetagem, o jurando de morte. A direção da cadeia, em uma tentativa precária de protegê-lo, o coloca na Ala dos Seguros, junto a outros presos que correm risco de vida. O problema e´ que quando há rebelião na cadeia, quem e´ candidato natural a refém e´ justamente quem está nessa ala. Em “Cárcere”, o pianista, apelidado Ovo, esta´ em uma semana decisiva de sua vida, entre a segunda-feira, quando descobre que será refém, e o domingo, quando estoura a rebelião.  “Na beira do vulcão prestes a entrar em erupção, na linha do trem que esta´ vindo, na mira da bala com a arma já´ engatilhada”, como expressa o ator no palco, em contato direto e indireto com o público.

Com autoria de Vinícius Piedade e do dramaturgo e escritor capixaba Saulo Ribeiro, o texto chama a atenção para temas como a precarização das prisões e a ineficácia na ressocialização dos ex-presidiários, o monólogo propõe uma visão humanizada para a atual crise no sistema carcerário brasileiro. Além disso, a narrativa de Cárcere é um convite para o público refletir a respeito das liberdades e prisões que nos rodeiam.

“Meu diário é uma metáfora para casamentos aprisionantes, relações encarceradas, trabalhos acorrentadores, mentes algemadas, vidas encarceradas mesmo que em liberdade”, afirma o protagonista em cena.

Serviço:

Espetáculo "Cárcere"

Local: Teatro Vila Velha

Data:  Quarta (14)

Horário: 20h

Ingressos: R$ 15,00 (meia) e R$ 30,00 (inteira) | à venda na bilheteria e no site www.teatrovilavelha.com.br

Classificação Indicativa: 14 anos

Informações: (71) 3083-4600

Exposição reúne telas de artistas famosos e anônimos em homenagem a Irmã Dulce

Como parte das homenagens em memória dos 25 anos de falecimento do Anjo Bom da Bahia, o Memorial Irmã Dulce (MID) inaugura, nesta terça-feira (12), às 16h, no Centro Cultural Solar Ferrão (Pelourinho), a exposição 'A tela, o pincel e uma sublime inspiração'. A abertura da mostra terá a presença de artistas plásticos e museólogos, além de profissionais das Obras Sociais Irmã Dulce (Osid), devotos e admiradores da vida e obra da freira baiana.

Com entrada franca, a exposição reunirá 38 telas, feitas a partir de técnicas e estilos variados, assinadas por artistas renomados e anônimos que fizeram questão de retratar a religiosa, que desde muito jovem chamou a atenção pelo trabalho social. A mostra, que ficará em exibição até 12 de janeiro, inclui também uma área dedicada à arte-educação, com realização de oficinas de arte para crianças e adolescentes, exibição de documentários e do filme 'Irmã Dulce'.

A coleção, que integra o acervo do Memorial Irmã Dulce e é quase toda composta a partir de doações, começou a ser formada com a Mãe dos Pobres ainda em vida. “Era comum ela receber como presente uma tela com a pintura da sua imagem, o que a deixava muito envergonhada, pois não entendia o motivo para tal homenagem”, comenta o assessor de Memória e Cultura das Obras Sociais Irmã Dulce, Osvaldo Gouveia.

Os trabalhos trazem em comum a inspiração no Anjo Bom. “Podemos dizer que muitas destas obras também contam um pouco desses 25 anos sem a presença de Irmã Dulce, pois foram concebidas após a sua morte, por motivações diversas, demonstrando a continuidade e o crescimento do sentimento de amor, admiração, carinho, fé, devoção e respeito pela vida e obra da Bem-Aventurada”, ressalta a museóloga da Osid, Carla Silva.

A exposição 'A tela, o pincel e uma sublime inspiração' é uma realização da Assessoria de Memória e Cultura das Obras Sociais Irmã Dulce, com o apoio do Centro Cultural Solar Ferrão, da Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Dimus/Ipac) e do Governo da Bahia.

Governo entrega instrumentos musicais para fanfarras escolares

Música, educação e cidadania. Na manhã desta segunda-feira (11), a Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS) deu início às entregas de instrumentos musicais nas escolas públicas da Rede Estadual.

No total, 35 escolas, das quais 28 em Salvador, serão diretamente beneficiadas com a entrega de 660 instrumentos de sopro. A primeira foi o Colégio Estadual João Caribé, em São Tomé de Paripe, cuja fanfarra foi vencedora da III Copa Nacional de Campeãs de Bandas e Fanfarras em Pernambuco; título inédito para a Bahia.

"Aqui, teremos médico, advogados, engenheiros, professores, mas podemos ter também grandes músicos. Cuidem com carinho dos instrumentos de vocês e podem contar com o nosso apoio para uma segunda etapa deste projeto e a entrega de mais instrumentos", pontuou o secretário da SJDHDS, Carlos Martins.

O processo de mapeamento das fanfarras escolares teve início em 2015. À época, a ação incluiu capacitação com os maestros e mestres de fanfarras e, este ano, com os próprios alunos através do Núcleo Estadual de Orquestras Juvenis da Bahia (Neojiba). "O Neojiba desenvolve um trabalho fundamental de qualificação e inclusão social através da música, e valoriza também as crianças e jovens, eleva a autoestima e empodera. É a arte enquanto fator de transformação", destacou Martins.

Para o maestro-coordenador do Neojiba e um dos idealizadores do projeto, Helder Passinho, as fanfarras escolares, tal qual o Neojiba, têm a missão de desenvolver, socialmente, crianças e jovens a partir da prática musical coletiva. "Elas são responsáveis pelo primeiro contato com a música e é muito importante garantir a qualidade do ensino desde a ponta".

Por conta da limitação dos antigos instrumentos, não era viável a execução do Hino Nacional e do Hino ao 2 de Julho, por exemplo. "Com esses instrumentos novos, já estamos disponibilizando os dois arranjos para que os alunos executem ambos no próximo desfile da Independência", afirmou Passinho.

O projeto também prevê que alguns alunos das fanfarras escolares sejam selecionados para integrar o Neojiba ou encaminhados a outras orquestras, como a do Teatro Castro Alves, para qualificação e formação profissional. Na Banda Colegial João Caribé, são 70 crianças e jovens do 6° ano Fundamental ao 3° ano do Ensino Médio.

"A grande virtude deste projeto é resgatar as bandas escolares. E qual lugar melhor para descobrir novos talentos que na escola?!", enfatizou o mestre da fanfarra local, Hermival dos Santos. Em agosto, o grupo irá disputar o 2° Troféu Brasil Internacional, no Rio Grande do Sul.

Cortejo Afro comanda a quarta edição do Concha Negra

Encerrando o primeiro ano do Concha Negra e abrindo alas para o verão, o Cortejo Afro comanda a quarta edição do projeto, no dia 17 de dezembro (domingo), na Concha Acústica do Teatro Castro Alves (TCA), às 18h. O espetáculo terá como convidados especiais a banda BaianaSystem e o Núcleo de Ópera da Bahia, além de abertura com a dupla performática Kaylane e Kathleen.

Iniciativa do Governo da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), através do próprio TCA e do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI), e em alinhamento com a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), a ação garante o lugar da música afro-baiana na programação mensal deste que é o maior complexo cultural da Bahia. Os ingressos custam R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia) e podem ser adquiridos no site www.ingressorapido.com.br, na bilheteria do Teatro Castro Alves ou nos SACs do Shopping Barra e do Shopping Bela Vista.

A banda Cortejo Afro, criada em 2 de julho de 1998, na comunidade de Pirajá, faz uma batida percussiva que mistura ritmos africanos, batidas eletrônicas e pop, intitulada de “revolução musical afro-baiana”. Sua origem, dentro dos limites de um terreiro de candomblé, o Ilê Axé Oiá, sob a inspiração e orientação espiritual da Yalorixá Anizia da Rocha Pitta, Mãe Santinha, atesta toda a sua identidade, autenticidade e força.

O grupo é parte integrante do Bloco Cortejo Afro, idealizado pelo artista plástico Alberto Pitta, que, há mais de 30 anos, desenvolve trabalhos ligados à estética e cultura africana. Em cena no carnaval de Salvador e nos seus famosos ensaios pré-carnavalescos desde 1999, eles apresentam releituras de experiências musicais e da estética afrodescendente, transmitindo alto astral através de suas roupas exuberantes, músicas e coreografias ricas em movimentos ligados à cultura afro.

Convidados

Na mistura do Sound System com a guitarra baiana, o BaianaSystem é o sistema baiano contemporâneo de uma sonoridade universal e solar. Fenômeno da cena artística atual, é um dos principais nomes de um movimento independente que busca ressignificar a música urbana produzida na Bahia. Criada em 2009, a banda tem a guitarra baiana de Roberto Barreto junto à retórica provocativa de Russo Passapusso e às linhas de baixo de SekoBass, além da base percussiva (eletrônica ou orgânica), característica de ritmos afro-latinos como frevo, samba-reggae, pagode, groove arrastado, ijexá, kuduro, reggae, dub, entre outros.

Já o Núcleo de Ópera da Bahia (NOP), regido pelo maestro Aldo Brizzi, tem como solistas Graça Reis, Vanda Otero, Carlos Eduardo Santos, Josehr Santos e Henrique Moraes. Com um ano de vida, o NOP já tem currículo extenso na junção do erudito com o popular, das vozes líricas com o rufar dos tambores, em parcerias com nomes como Cortejo Afro e Gilberto Gil e apresentações na Europa. A companhia objetiva explorar a potencialidade dos cantores líricos da Bahia e dos demais artistas de diferentes segmentos envolvidos na produção de uma ópera, aproximando o gênero musical lírico do universo cultural brasileiro, através da sua popularização.

Para abrir a noite, a dupla Kaylane e Kathleen, duas jovens negras, usa teatro, música e poesia para questionar a sociedade sobre assuntos como racismo, homofobia, misoginia e invisibilidade do povo negro. A proposta é de exaltar a beleza e a inteligência de negros e negras, valorizando seus talentos, saberes e empoderamento em busca de uma sociedade igualitária.

Concha Negra

O projeto Concha Negra se compromete a fomentar a diversidade cultural da Bahia, suas tradições e patrimônios. O incentivo a mais um canal de visibilidade e acesso à música afro-baiana se alinha a políticas que reconhecem a cidadania cultural e a afirmação de identidades, combatendo preconceitos e valorizando a expressão das variadas manifestações humanas. A primeira etapa do projeto foi iniciada em setembro, com show dos Filhos de Gandhy, em seguida com o Muzenza, em outubro, e Ilê Aiyê, em novembro, e segue por um semestre até o mês de fevereiro. Depois do Cortejo Afro, completam a lista: Olodum (7 de janeiro) e Malê Debalê (4 de fevereiro). Além das apresentações principais, cada espetáculo tem a participação de pelo menos um convidado especial e também uma abertura com intervenções de outras linguagens artísticas, como teatro, dança e moda.

  • Serviço:

Concha Negra – Cortejo Afro com participação de BaianaSystem e Núcleo de Ópera da Bahia

Abertura: Kaylane e Kathleen

Data: 17 de dezembro (domingo), 18h

Local: Concha Acústica do Teatro Castro Alves

Valor: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia)

 

Fonte: Tribuna/SecultBa/Ascom Dimus/Ascom SHDHDS/Municipios Baianos

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