12/12/2017

Alagoinhas: Colégio cria Núcleo de Pesquisa Científica

 

O destaque alcançado em nível nacional por alguns estudantes do Colégio Estadual Deputado Luís Eduardo Magalhães, localizado no município de Alagoinhas, por projeto de iniciação científica, motivou a criação do Núcleo de Estudos, Pesquisa e Iniciação Científica (Nepic) na unidade escolar. O funcionamento do núcleo no ano letivo de 2018 foi discutido, nesta segunda-feira (11), durante uma roda de conversa sobre o que é ciências e o que é pesquisa científica.

O Nepic, explica a professora de História Maria de Lourdes Ramos, está sendo criado com um dos objetivos de disseminar ideias para o estudo das ciências e a realização de pesquisas científicas no colégio. “Outra finalidade é que os estudantes tragam novas ideias, através de pesquisas, com as quais eles se identificam, incluindo a música e outras formas de expressão artística, e que possam atrair a comunidade do entorno".

A estudante Tailane Menezes, 18 anos, 4º ano do curso técnico de Recursos Humanos, está empolgada para lançar a ideia de um projeto dentro do núcleo que desperte o interesse dos colegas pela leitura. “Vejo a pesquisa como forma de olhar o mundo de uma forma mais profunda, de enxerga-lo além do conhecimento básico que temos em sala de aula. Então, com o núcleo, pretendo estimular a pesquisa sobre a importância da leitura”.

Também empolgado em poder contribuir com a pesquisa científica na escola, Romiel Santos, 16, 8ª série, conta que tem a ideia de desenvolver no núcleo oficinas de pesquisas musicais. “Já que toco vários instrumentos, como violão, guitarra, bateria, baixo e percussão, acredito que posso estimular os colegas a estudarem sobre a música e a importância dela no ambiente escolar”.

Estudantes premiados

No último dia 5, no Rio de Janeiro, estudantes do curso técnico de Recursos Humanos do colégio receberam o prêmio 'Desafio Criativos da Escola', iniciativa do Instituto Alana, com o projeto 'Da Escola Para o Mundo', no âmbito do Programa Ciência na Escola, da Secretaria da Educação do Estado.

O projeto, orientado pela professora Maria de Lourdes, é voltado para jovens em situação de vulnerabilidade social. Pelo alcance e relevância social, ele já foi selecionado, premiado e exposto em feiras e mostras nacionais de Ciência e Tecnologia, em Recife, em Salvador e no Pará. Como uma das premiações, os estudantes já asseguraram participação, em 2018, na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), em São Paulo (Poli-USP).

Ferracini inicia atividades em Amargosa

A famosa marca de calçados masculinos Ferracini deu início a suas atividades nesta segunda-feira (11), em Amargosa. A fábrica funciona na Avenida Luiz Sandes, no galpão da Superintendência de Desenvolvimento Industrial e Comercial da Bahia (Sudic), reformado este ano para receber a empresa, a partir de recursos oriundos de um convênio firmado entre o município e o Governo do Estado.

Na última semana, os diretores da empresa vieram a Amargosa para realizar o processo de seleção e contratação de funcionários e trabalharam nos últimos ajustes para dar início à fabricação dos primeiros sapatos nas novas instalações.

O prefeito Júlio Pinheiro se mostrou otimista quanto aos efeitos gerados por este novo empreendimento no município. “Lutamos muito para a chegada da Ferracini porque sabemos do poder transformador que uma empresa com este nível tem para a nossa gente” comemorou. “Agradeço a todos que contribuíram para esta conquista, em especial ao Governador Rui Costa, pela importante parceria. Seguiremos trabalhando juntos para gerar mais oportunidades para a população”, concluiu.

Emprego e Renda em Amargosa

Durante os últimos meses, foi grande a expectativa para a chegada da Ferracini em Amargosa. O município tem apresentado bons resultados na geração de emprego em renda, apesar do cenário adverso, e encerra o ano com mais um grande empreendimento que ampliará o potencial econômico de toda a região.

Em julho deste ano, foram gerados cerca de 100 empregos diretos e 270 indiretos com a reabertura do frigorífico em Amargosa. A empresa Frinordeste produz no local cerca de 300 toneladas de carne, que são exportadas para o mercado asiático, com pretensão de chegada ao mercado europeu.

Segundo dados recentes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, Amargosa já gerou cerca de 138 novos empregos este ano, ocupando o 46º lugar entre os 417 municípios baianos que mais geraram emprego em 2017.

Sobre a Ferracini

Desde 1984, a marca Ferracini vem se firmando como a uma das principais marcas de calçados masculino. Com o constante investimento na qualidade de vida de seus funcionários, a Ferracini consegue um padrão de mão de obra competente e altamente qualificada que, aliada às melhores matérias-primas disponíveis no mercado, atingem um alto grau de qualidade em seus produtos.

A Ferracini possui atualmente dois mil empregados distribuídos em três fábricas, estando presente em mais da metade do território brasileiro através de oito mil pontos de venda. A empresa produz diariamente cerca de 9.200 itens, entre calçados e acessórios vendidos no Brasil e exportados para mais de 40 países.

Piscicultores de Conceição da Feira recebem filhotes de peixes e bolsões

Os piscicultores de Conceição da Feira, a 120 km de Salvador, contarão com mais comida na mesa e oportunidades de renda a partir dessa terça-feira, 12. Eles serão beneficiados com a doação de 32 mil filhotes de peixes (alevinos) de tilápias e 10 bolsões para a criação dos animais. A ação será realizada pela Bahia Pesca, empresa vinculada à Secretaria de Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aqüicultura (Seagri).

Os peixes e bolsões serão entregues às 6h30 na estação de piscicultura da empresa em Jequié, na Estrada da Barragem de Pedras, à margem esquerda do Rio de Contas. Representantes da colônia de pescadores Z-92 serão responsáveis por receber os animais e fazer a distribuição entre as 32 famílias beneficiadas pela ação.

“Os peixes estarão prontos para a despesca, retirada das aguadas e comercialização ou consumo, em um prazo de seis a oito meses, quando deverão estar pesando, em média, de 900 gramas”, afirma o presidente da Bahia Pesca, Dernival Oliveria Júnior. “Trata-se de um significativo aumento de renda para as famílias e uma importante estratégia de aumento da produção de pescado da Bahia”, complementa.

Pescadoras de Cachoeira recebem atendimento médico gratuito

Uma equipe multidisciplinar da área de saúde estará no município de Cachoeira, na próxima terça-feira (12), realizando oficinas para orientar, diagnosticar e tratar as pescadoras e marisqueiras da comunidade de Santiago do Iguape. A ação faz parte do Programa de Saúde Ocupacional para as Trabalhadoras da Pesca, realizado pela Bahia Pesca (empresa vinculada à Secretaria de Agricultura) em parceria com a Fapesca (Federação das Associações, Sindicatos e Colônias dos Pescadores e Aquicultores do Estado da Bahia).

O Programa – voltado ao cuidado com as mulheres, público mais vulnerável aos problemas de saúde ocupacionais relacionados a esse segmento econômico – conta com oficinas de saúde, consultas clínicas e nutricionais, além de palestras educativas.

Cerca de 120 pessoas serão beneficiadas com a ação. “Serão disponibilizados três técnicos de enfermagem, uma enfermeira, três médicos, dois fisioterapeutas e um nutricionista para, juntos, levar informações de saúde ocupacional para a vida das pescadoras”, afirma a coordenadora de promoção social da Bahia Pesca, Eliana Carla Ramos.

Além de realizar os atendimentos médicos e as oficinas, o Programa também capacitará 16 agentes de saúde ocupacional do município para que possam atender essas mulheres de forma permanente.

As consultas e palestras acontecem das 8h às 12h e das 13 às 17h na Associação Cultural e Artística de Santo Iguape (na praça central, ao lado do posto de saúde do povoado de Iguape). Pescadoras e marisqueiras serão orientadas sobre os principais problemas que atingem esta classe profissional e passarão por exames clínicos. Caso sejam identificados problemas de saúde mais complexos, os profissionais serão encaminhados para a realização de exames no sistema público de saúde.

IPAC assina Notificação de Tombamento do Conjunto Arquitetônico de São Francisco do Conde

Nesta quarta-feira (13), às 8h30, na Câmara dos Vereadores de São Francisco do Conde (a 80 km de Salvador), o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), através da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult-Ba) realiza a Cerimônia de Assinatura da Notificação de Abertura do Processo de Tombamento do Conjunto Arquitetônico da Praça da Independência e da Casa de Câmara e Cadeia da região.

A ação tem como objetivo contribuir para a tutela do patrimônio arquitetônico que se encontra sob ameaça de descaracterização.

Desde o primeiro semestre de 2017, técnicos do IPAC estiveram presentes no município na tentativa de levantar informações sobre os edifícios, para compor o documento de justificação do processo de tombamento.

O conjunto arquitetônico em análise é composto por edificações que testemunham a relevância da região de São Francisco do Conde, no seu período áureo, quando possuía importantes engenhos de açúcar.

Os edifícios nas proximidades da Praça da Independência, junto à margem do rio, mantêm uma unidade que permite a definição de uma poligonal de proteção patrimonial. O tombamento irá possibilitar um maior controle dos prédios e até mesmo uma reversão de construções danosas à paisagem urbana e aos bens já tombados na cidade.

São Francisco do Conde

O município de São Francisco do Conde nasceu em torno do Engenho Real de Sergipe do Conde, instalado em 1563 por Mem de Sá, nas proximidades da foz do rio Sergipe (atual Sergimirim), um dos principais afluentes do Rio Subaé.

  • Serviço

Cerimônia de Assinatura da Notificação de Abertura do Processo de Tombamento

Quando: 13 de dezembro (quarta-feira)

Horário: 8h30

Onde: Câmara dos Vereadores de São Francisco do Conde

Rua Barão do Rio branco nº 18 Centro – São Francisco do Conde- BA

TERREIRO DE JAUÁ COMEMORA 50 ANOS

Tombado em 2006 pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac), o Terreiro de Jauá – Manso Kilembekueta Lemba Furaman, fundado em 1967, no Rio de Janeiro, por Laércio Messias Sacramento (Tata Laércio de Lemba), comemora 50 anos de existência.

Em 1990, Laércio foi a Salvador para cumprir uma obrigação religiosa no Terreiro Bate Folha e, encantado, resolveu se mudar para a capital baiana. Efetivou a mudança em 1992 e, no ano seguinte, transferiu o terreiro para Jauá, na Estrada do Côco, em Camaçari.

O terreiro, de candomblé Bantu, da nação Angola-Muxicongo, ocupa a área de 15 mil metros quadrados, constituída por vegetação nativa, árvores sagradas africanas, como o baobá, além de uma lagoa e animais silvestres: patos, gansos e pássaros da região. Percebe-se uma relação bastante equilibrada entre urbanização e preservação de ambientes naturais, condição fundamental para a manutenção do culto, que depende da flora para a realização dos rituais.

Além da sua importância como templo religioso afro-brasileiro, possui relevância pelos serviços prestados de inclusão social e educação, como o ensino da língua quimbundo, direcionado para atividades religiosas, realizado pelo Centro de Estudo e Pesquisa da Tradição da Origem Bantu. Há também diversos projetos ambientais, entre eles o “Família de Artesão”, que ensina os moradores das comunidades locais a produzirem artesanato a partir de cipós adquiridos na região e o “Roupas de Sinhá”, que beneficia pessoas, entre costureiras, bordadeiras dentre outras pessoas, no qual se confeccionam panos da costa e indumentárias para os Minkisis e os filhos-de-santo da casa.

 

Fonte: Ascom Educação/Ascom Ferracini/Ascom Bahia Pesca/Ascom IPAC/Municipios Baianos

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