16/12/2017

Salvador: Final do 44º Festival de Música do Ilê Aiyê

 

Com mais de 80 músicas inscritas nas categorias Poesia e Tema, o Festival de Música Negra do Ilê chega a sua 44º edição e anuncia os ganhadores neste sábado (16), a partir das 16h, na Senzala do Barro Preto, na Liberdade. Tradição na agremiação, o festival seleciona músicas que são a principal fonte para o repertório da Band’Aiyê em apresentações durante o Verão e no Carnaval. Para promover uma noite à altura da ocasião, o Ilê Aiyê promete uma festa com um repertório de grandes sucessos ao som da Band’aiyê e participação especial da banda Movimento.

Ao todo serão apresentadas 20 músicas. Dessas, 12 são da categoria Poesia, em que o compositor é livre para expressar sua criatividade e sentimentos com letras que resgatam a autoestima, história e valorização da negritude. Já na categoria Tema, os candidatos tiveram como inspiração o tema escolhido para o Carnaval de 2018: “Mandela. A Azânia celebra o centenário de seu Madiba”.

O júri, formado por membros da ala de canto, percussão, direção, dança e compositores que já ganharam em outras edições, terá a criteriosa e difícil tarefa de escolher seis músicas, três da categoria “Tema” e três da categoria “Poesia”. “Além do prêmio em dinheiro, os compositores vencedores passam a ter suas canções incluídas nos espetáculos do Ilê Aiyê, integrando com destaque o repertório do próximo Carnaval”, conta Sandro Telles, coordenador do Festival.

  • SERVIÇO

44º Festival de Música Negra do Ilê Aiyê

Atrações: Band’aiyê e Banda Movimento

Dia: Sábado, dia 16

Horário: 16h

Local: Senzala do Barro Preto – Ladeira do Curuzu

Ingressos: R$ 30,00 (pista) e R$ 50,00 (camarote) / À venda na Senzala do Barro Preto (Curuzu) e Boutique do Ilê (Pelourinho).

Cortejo Afro faz Concha Negra neste domingo

Encerrando o primeiro ano do Concha Negra e abrindo alas para o verão, o Cortejo Afro comanda a 4ª edição do projeto, neste domingo (17), às 18h, na Concha Acústica do Teatro Castro Alves (TCA), em Salvador. O espetáculo terá como convidados especiais a banda BaianaSystem e o Núcleo de Ópera da Bahia, além de abertura com a dupla performática Kaylane e Kathleen.

Iniciativa do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Cultura (Secult), via TCA e o Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI), e em alinhamento com a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), a ação garante o lugar da música afro-baiana na programação mensal do maior complexo cultural da Bahia. Os ingressos, a R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia), podem ser adquiridos no site Ingresso Rápido, na bilheteria do TCA ou nos SACs dos shoppings Barra e Bela Vista.

A banda Cortejo Afro, criada em 2 de julho de 1998, na comunidade de Pirajá, faz uma batida percussiva que mistura ritmos africanos, batidas eletrônicas e pop, intitulada de “revolução musical afro-baiana”. Sua origem, dentro dos limites de um terreiro de candomblé, o Ilê Axé Oiá, sob a inspiração e orientação espiritual da Yalorixá Anizia da Rocha Pitta, Mãe Santinha, atesta toda a sua identidade, autenticidade e força.

O grupo é parte integrante do Bloco Cortejo Afro, idealizado pelo artista plástico Alberto Pitta, que há mais de 30 anos desenvolve trabalhos ligados à estética e cultura africana. Em cena no Carnaval de Salvador e nos seus famosos ensaios pré-carnavalescos desde 1999, o bloco apresenta releituras de experiências musicais e da estética afrodescendente, transmitindo alto astral, por meio de suas roupas exuberantes, músicas e coreografias ricas em movimentos ligados à cultura afro.

Convidados

Na mistura do Sound System com a guitarra baiana, o BaianaSystem é o sistema baiano contemporâneo de uma sonoridade universal e solar. Fenômeno da cena artística atual, é um dos principais nomes de um movimento independente, que busca ressignificar a música urbana produzida na Bahia. Criada em 2009, a banda tem a guitarra baiana de Roberto Barreto junto à retórica provocativa de Russo Passapusso e às linhas de baixo de SekoBass, além da base percussiva (eletrônica ou orgânica), característica de ritmos afro-latinos como frevo, samba-reggae, pagode, groove arrastado, ijexá, kuduro, reggae, dub, entre outros.

O Núcleo de Ópera da Bahia (NOP), regido pelo maestro Aldo Brizzi, tem como solistas Graça Reis, Vanda Otero, Carlos Eduardo Santos, Josehr Santos e Henrique Moraes. Com um ano de criado, já tem currículo extenso na junção do erudito com o popular, das vozes líricas com o rufar dos tambores, em parcerias com nomes como Cortejo Afro e Gilberto Gil e apresentações na Europa. A companhia objetiva explorar a potencialidade dos cantores líricos da Bahia e dos demais artistas de diferentes segmentos envolvidos na produção de uma ópera, aproximando o gênero musical lírico do universo cultural brasileiro, por meio da sua popularização.

Para abrir a noite, a dupla Kaylane e Kathleen, duas jovens negras, usa teatro, música e poesia para questionar a sociedade sobre assuntos como racismo, homofobia, misoginia e invisibilidade do povo negro. A proposta é de exaltar a beleza e a inteligência de negros e negras, valorizando seus talentos, saberes e empoderamento em busca de uma sociedade igualitária.

Concha Negra

O projeto Concha Negra se compromete a fomentar a diversidade cultural da Bahia, suas tradições e patrimônios. O incentivo a mais um canal de visibilidade e acesso à música afro-baiana se alinha a políticas que reconhecem a cidadania cultural e a afirmação de identidades, combatendo preconceitos e valorizando a expressão das variadas manifestações humanas.

A primeira etapa do projeto foi iniciada em setembro, com show dos Filhos de Gandhy, em seguida com o Muzenza, em outubro, e Ilê Aiyê, em novembro, e segue por um semestre até o mês de fevereiro. Depois do Cortejo Afro, completam a lista - Olodum (7 de janeiro) e Malê Debalê (4 de fevereiro). Além das apresentações principais, cada espetáculo tem a participação de pelo menos um convidado especial e também uma abertura com intervenções de outras linguagens artísticas, como teatro, dança e moda.

Escola de Dança abre seleção para professores do Curso de Férias 2018

A Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb/SecultBA), através da Escola de Dança, abre convocatória para profissionais da dança que têm interesse em ministrar cursos de férias em janeiro de 2018. Os interessados deverão preencher e enviar um formulário (DOCX) para e-mail livres.danca@gmail.com, entre os dias 13 e 20 de dezembro. O resultado será divulgado no próximo dia 22.

O curso de férias é uma ação pedagógica da Escola de Dança em parceria com os profissionais da área (do âmbito estadual, nacional e internacional) que fazem a composição da programação. O encontro desses profissionais da dança, junto à comunidade promove intercâmbio e fortalece o incentivo à prática da arte na cidade.

“O Curso tem o intuito de oferecer essa troca de experiências entre as pessoas que não tem essa oportunidade durante o ano, recebendo um público que esteja até mesmo de férias na cidade, além de profissionais que trabalham com diferentes vertentes da dança”, explica o Coordenador do Curso de Férias, Leandro Pereira.

As aulas acontecerão no período de 08 de janeiro a 01 de fevereiro de 2018, nos turnos matutinos e vespertinos, em diferentes categorias e com valores que variam de R$ 20,00 a 150,00 (alunos). O curso atrai profissionais e públicos não só do estado e interior, mas também de outros países.

  • Serviço:

Seleção para professores do Curso de Férias

Local: Escola de Dança da Funceb / CFA (Rua da Oração, nº 1Terreiro de Jesus – Pelourinho)

Data de inscrição: 13 a 20 de dezembro de 2017 através do e-mail livres.danca@gmail.com

Informações: (71) 3116-6641

Sala Contemporânea do Palacete das Artes recebe a exposição “Sentido figurado: Silvio Robatto”

A Sala Contemporânea do Palacete das Artes recebe, dia 20 de dezembro, às 17h, a exposição “Sentido figurado: Silvio Robatto”. O projeto foi concebido através de uma parceria entre o Governo do Estado da Bahia/Secretaria de Cultura/Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC)/Palacete das Artes, com a Fundação Pedro Calmon (Centro de Memória da Bahia) e Lia Robatto.

Na mostra, com curadoria assinada por Murilo Ribeiro e organização de Lia Robatto, será apresentado o trabalho realizado pelo arquiteto e fotógrafo Silvio Robatto por mais de 50 anos através das suas lentes; em aspectos do cotidiano, festas populares e o patrimônio histórico da Bahia. Mais de 400 obras estarão à disposição do público, entre quadros e fotografias, que integram parte do acervo privado de Robatto, doado ao CMB.

Organização

Lia Robatto é a responsável pela organização das mais de quarenta mil fotos de Silvio Robatto, desde 2008, ano de seu falecimento. Ela explica que abrir este acervo, com o apoio do governo do Estado, tem o compromisso de apresentar a abrangência do interesse de seu autor. “Foi difícil a escolha das séries, tendo que descartar várias temáticas igualmente significativas, sendo que o critério de seleção foi escolher as fotos mais trabalhadas por ele. A grande dica do conteúdo dessa exposição foi sinalizada pelo próprio Silvio em sua série CAPAS que ele deixou, com títulos de livros que planejava publicar”, explica.

A coreógrafa também destaca que, na exposição, serão apresentadas as duas vertentes do trabalho de Silvio, com características bem diferenciadas do artista: onde as fotos expressam a sua sensibilidade e poética através de uma técnica fotográfica tradicional mais depurada e a outra, recriações das suas próprias fotografias, através de interferências digitais, propositalmente com baixa resolução, em busca de efeitos dos “pixels”, numa aproximação do desenho e gravura, chegando por vezes à abstração do conteúdo. “Esta exposição não apresenta um percurso cronológico, nem um mapeamento territorial. Silvio nunca identificava suas fotos, justificando que seu ofício não era a reportagem. O que perseguia era o “sentido figurado”, ou seja, o sentido poético, estético e conceitual de cada imagem”.

Importância

O diretor do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia, João Carlos de Oliveira, ressalta a importância de encerrar um ano cultural com uma exposição que tão bem expressa a memória da Bahia, cujo presente para o público é conhecer e rever o grande patrimônio de Robatto.“Sua produção arquitetônica, e assim se distingue a verdadeira arquitetura das demais construções, tem a força de atravessar passado e adentrar futuro se comunicando, respondendo e intrigando. Silvio superou todas as artimanhas e conseguiu que a fotografia fosse capaz de mover-se. Coreografias completas captadas em uma única abertura do obturador”.

Zulú Araújo, diretor da Fundação Pedro Calmon, considera ainda mais especial a exposição, por se tratar de uma homenagem ao amigo e professor, que conheceu na década de 70, ainda estudante de Arquitetura. “Estes fragmentos (160 fotos) da sua extensa e magnífica obra (aproximadamente 45.000 fotos),registradas ao longo da vida, e que estarão disponíveis ao público no Palacete das Artes, é muito mais que uma mostra artística ou conceitual, é uma história de vida. É o Sentido Figurado de uma vida, vivida com imensa intensidade. Diria mesmo, das múltiplas vidas que ele viveu em uma só, seja como professor, arquiteto, velejador, cineasta ou fotógrafo. Ou simplesmente Silvio”.

“Silvio Robatto foi precursor do uso de recursos digitais, na época, ainda insipientes. Inconformado com a mera constatação do instante fotográfico, interferindo na foto, abduzindo, transportando, transformando e brincando de levar elementos de uma foto à outra. Apagando, enquadrando, dando arbitrária valoração através de texturas, como num simples toque de mágica. Hoje, é comum que artistas visuais de todas as áreas lancem mão de recursos digitais. Silvio fez isso quando muito poucos faziam. Não era um fotógrafo, já era um artista visual como hoje entendemos”, define o diretor do Palacete das Artes e curador da exposiçãop, Murilo Ribeiro.

Biografia

O cineasta, diretor de fotografia, arquiteto e fotógrafo Silvio Pereira Robatto nasceu no dia 24 de outubro de 1935 em Salvador (BA). Filho de Stella Pereira e do dentista e pioneiro do cinema baiano, o cineasta Alexandre Robatto Filho. Ingressou em 1954 no curso de Arquitetura da Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia (UFBA), onde foi professor. Os primeiros trabalhos de Silvio como fotógrafo foram os registros de seus colegas do Colégio Maristas. A partir daí seu horizonte temático se alicerçou na cultura popular da Bahia, entre festas populares como a Lavagem do Bonfim, o Presente de Yemanjá, no 2 de Fevereiro, a Festa de Santa Bárbara, no universo simbólico do Carnaval; ou nos festejos do 2 de Julho. Na fotografia realizou trabalhos importantes e reconhecidos com a participação de suas fotos juntamente com as de outros fotógrafos apresentadas por Lina Bo Bardi, com curadoria de Martim Gonçalves na V Bienal de São Paulo, na Exposição Bahia, em 1959. Participou de diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Aposentado, atuou como arquiteto da prefeitura e diretor do Museu de Arte Moderna da Bahia. Morreu em 30 de abril de 2008, aos 72 anos de idade. Casado com a coreógrafa Lia Robatto, deixou dois filhos, os músicos Pedro e Lucas Robatto e três netos.

SERVIÇO

Exposição: Sentido Figurado: Silvio Robatto

Abertura: 20 de dezembro, às 17h

Palacete das Artes (Rua da Graça, 284)

Visitação: até 25 de fevereiro de 2018

Terça a sexta, das 13h às 19h/sábado, domingo e feriado, das 14h às 18h

https://museupalacetedasartes.wordpress.com/

Assessoria Palacete das Artes (71 99974 5858 – Cleide Nunes)

Ítalo Pacheco (Assessor da Fundação Pedro Calmon ) - 71-3117-6067

 

Fonte: Bahia Já/Ascom TCA/SecultBa/Ascom Ipac/Municipios Baianos

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