17/12/2017

BNDES prorrogará dívidas de Estados no total de R$ 8,2 bi

 

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai renegociar R$ 8,2 bilhões em dívidas de 14 Estados até o dia 22 de dezembro, informou o banco na noite desta sexta-feira, 15. O prazo das dívidas será estendido em 10 anos, incluindo prazo de carência de quatro anos. São Paulo tem a maior dívida com o banco, de R$ 1,7 bilhão.

De acordo com comunicado do BNDES, a renegociação das dívidas com os Estados é prevista pela Lei Complementar 156/2016, e para ser validada tem que ser encerrada até o dia 22/12. A Bahia tem a segunda maior dívida, de R$ 1,6 bilhão, e o Maranhão, de R$ 1 bilhão.

Esta semana, o BNDES já assinou o contrato de renegociação de dois Estados: do Piauí, com duas dívidas que somam saldo devedor de R$ 515,8 milhões, e do Ceará, também com dívidas de saldo devedor de R$ 368,7 milhões.

Na próxima semana, deverão ser assinados os contratos de mais 22 dívidas dos Estados do Acre (R$ 397,7 milhões), Alagoas (R$ 156,6 milhões), Amapá (R$ 420,9 milhões), Bahia (R$ 1,6 bilhão), Maranhão (R$ 1,0 bilhão), Mato Grosso do Sul (R$ 341,2 milhões), Paraíba (R$ 750,3 milhões), Pernambuco (R$ 119,4 milhões), Rio Grande do Sul (R$ 106,9 milhões), Santa Catarina (R$ 440,7 milhões), Sergipe (R$ 212,0 milhões) e São Paulo (R$ 1,7 bilhão).

“A renegociação desses contratos dependia de normativas federais que foram formalizadas em julho de 2017, abrindo caminho para a formalização dos acordos e sua aprovação pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN). Agora, todos os contratos renegociados terão ainda que ser ratificados pela Procuradoria da Fazenda Nacional, uma exigência para que tenham eficácia”, informou o BNDES.

Tesouro reduzirá intervalo de leilões de títulos prefixados por causa da eleição

A partir do próximo ano, o Tesouro Nacional venderá títulos prefixados de longo prazo do tipo (NTN-F) toda semana, em vez de a cada quinzena.

Segundo o coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, Leandro Secunho, a redução do intervalo entre os leilões dará mais flexibilidade na oferta desse tipo de papel num ano marcado pelas eleições presidenciais.

Nesta sexta-feira (15), o Tesouro publicou o calendário dos leilões de títulos públicos de 2018. O coordenador do Tesouro destacou que o órgão está apenas aumentando a frequência dos leilões, sem aumentar a oferta total de títulos prefixados.

“Eleições são, sem dúvida, uma das preocupações, cenário externo também. Existe toda a agenda política de aprovação da reforma da Previdência e de outras medidas que o governo precisa aprovar”, declarou Secunho. Em 2017, explicou o técnico, o Tesouro deixou de leiloar NTN-F em alguns dias por causa da volatilidade no mercado. Ao cancelar os leilões, o intervalo entre as vendas desse tipo de papel aumentaram para um mês, em algumas ocasiões.

Até 2010, o Tesouro leiloava NTN-F a cada semana. Desde 2011, as vendas passaram a ocorrer a cada 15 dias para incentivar o mercado secundário, quando os investidores revendem os papéis do Tesouro com juros determinados pelo mercado financeiro.

As NTN-F são títulos prefixados de longo prazo, chegando a 30 anos em alguns casos. Esse tipo de papel tem forte participação de investidores estrangeiros. Por meio dos títulos públicos, o governo pega dinheiro emprestado dos investidores para honrar compromissos financeiros. Em troca, o Tesouro compromete-se a devolver o dinheiro com alguma correção, que pode seguir a taxa Selic (juros básicos da economia), a inflação, o câmbio ou ser definida com antecedência, no caso dos títulos prefixados.

Os títulos prefixados são desejáveis pelo Tesouro porque o governo sabe exatamente quanto vai pagar no vencimento dos papéis, daqui a vários anos. A previsibilidade, no entanto, tem um preço, porque os investidores cobram juros um pouco mais altos que a taxa Selic, que atualmente está em 7% ao ano, no menor nível da história. Em momentos de tensão no mercado, os compradores pedem juros maiores, por causa da desconfiança em relação à capacidade do governo de reembolsar os donos dos papéis.

Além de aumentar a frequência dos leilões de títulos prefixados, o Tesouro deixará de fazer leilões trimestrais de recompra de NTN-F e NTN-B (título de longo prazo corrigido pela inflação). De acordo com Secunho, o governo recomprará os papéis apenas quando julgar necessário.

Linhas de transmissão de energia leiloadas vão gerar economia de R$ 620 milhões

O consumidor brasileiro vai poder economizar R$ 620,967 milhões por ano na conta de energia, segundo os cálculos da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), como resultado do leilão de transmissão de 11 lotes para a construção, operação e manutenção de 4.919 quilômetros de linhas de transmissão e subestações. O leilão da Aneel foi realizado nesta sexta-feira (15) na empresa B3, antiga BM&F Bovespa, na capital paulista.

Esta economia é prevista porque as empresas vencedoras do leilão ofertaram menor valor de receita anual permitida (RAP). De acordo com a Aneel, a expectativa de investimentos é de R$ 8,7 bilhões, com geração de 17.868 empregos diretos nas obras.

“Os investimentos são de extrema relevância, corrige necessidades do sistema, como qualidade do fornecimento. E, pensando no futuro, há dois lotes que permitem o escoamento de Belo Monte; mais cinco lotes serão importantes para o escoamento do Nordeste e Minas Gerais”, enfatizou o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético, Eduardo Azevedo Rodrigues, em coletiva à imprensa após o leilão.

O leilão ocorreu nesta sexta-feira (15) na empresa B3, antiga BM&F Bovespa, na capital paulista. Dez estados brasileiros (Bahia, Ceará, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Tocantins) receberão as obras, que têm previsão para serem iniciadas em março de 2018.

Para o secretário de Energia Elétrica, Fábio Lopes Alves, os números mostram o sucesso do leilão. “Por trás destes números está a confiança do empreendedor no próprio país e na retomada da economia, já que são investimentos de longo prazo”. Alves ainda ressaltou a importância dos leilões realizados este ano. “Esse ano, tivemos contratados cerca de R$ 20 bilhões em leilões de transmissão. Isso requer toda uma logística após o leilão; não é só ganhar o leilão, é construir o projeto”. Segundo o secretário, o próximo leilão de transmissão está previsto para o primeiro semestre de 2018.

Pré-sal atinge novo recorde diário: 1,45 milhão de barris

A Petrobras informou, na sexta-feira (15) que a produção total de petróleo e gás natural em novembro foi de 2,72 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), sendo 2,62 milhões boed produzidos no Brasil e 99 mil boed no exterior.

A produção média de petróleo no país foi de 2,13 milhões de barris por dia (bpd), volume 1,5% inferior ao de outubro. Esse resultado se deve, principalmente, à parada programada para manutenção do FPSO Cidade de Niterói, que opera no campo de Marlim Leste, na Bacia de Campos.

A produção de gás natural no Brasil, excluído o volume liquefeito, foi de 78,4 milhões de m³/d, 2,3% abaixo do mês anterior. Essa redução também foi decorrente da parada do FPSO Cidade de Niterói, além da redução da produção em campos do Amazonas devido à manutenção no sistema de compressão.

Produção no pré-sal atinge novo recorde

Em novembro, a produção de petróleo operada pela Petrobras (parcela própria e dos parceiros), na camada pré-sal, atingiu um novo recorde diário, alcançando a marca de 1,45 milhão de barris no dia 30 de novembro.

A produção mensal foi de 1,65 milhão boed, volume 1,5% acima do mês anterior. Esse resultado se deve, principalmente, ao crescimento da produção do campo de Lula, no pré-sal da Bacia de Santos, por meio da plataforma P-66.

Produção de óleo e gás no exterior

Em novembro, a produção de petróleo nos campos do exterior foi de 60 mil bpd, volume 2,8% inferior ao mês anterior. Essa redução deve-se, principalmente, à ocorrências operacionais nos campos produtores de Lucius e Cascade, ambos no Golfo do México.

A produção de gás natural foi de 6,8 milhões de m³/d, volume 6,8% inferior ao mês de outubro de 2017, devido à ocorrências operacionais no campo de Hadrian South.

Ofertas de ações atingem o maior volume desde 2009

Após uma semana movimentada, com as companhias aproveitando a última janela para levantar recursos via bolsa de valores no ano, 2017 registrou cerca de R$ 43 bilhões em ofertas de ações, marcando o maior volume desde 2009. Exclui-se dessa conta, no entanto, a megacapitalização da Petrobras em 2010, que distorceu os números daquele ano.

Um quarto desse volume foi garantido pelas aberturas de capital bilionárias do Carrefour Brasil, de R$ 4,9 bilhões e que saiu da gaveta em julho, e da BR Distribuidora, lançada nesta semana e que rendeu R$ 5 bilhões para o caixa da Petrobras – a estatal vendeu uma fatia de 30% da companhia.

O ano para as ofertas de ações foi encerrado na quinta-feira, com a oferta pública inicial (IPO, em inglês) do Burger King Brasil, que obteve forte procura de investidores e movimentou R$ 2,2 bilhões. De todas as ofertas deste ano, apenas o Burger King conseguiu colocar a ação em seu IPO no topo da faixa indicativa de preço.

Os destaques do ano nessas operações foram as vendas realizadas por fundos de private equity, que são aqueles que compram participações em empresa – casos de Burger King, Azul, Biotoscana e Camil, por exemplo.

Auxílio global

Para que esse volume pudesse ser atingido, a farta liquidez mundial ajudou, e grandes fundos estrangeiros começaram a recompor parte de suas carteiras, depois de manterem, por alguns anos, baixa exposição a ativos brasileiros.

Pesou ainda a favor o fato de os investidores anteciparem a melhora da economia brasileira, depois de um longo período de recessão, diante de algumas sinalizações de retomada da atividade econômica e também em meio ao ciclo de queda de juros e baixa inflação, apesar do atraso das reformas prometidas para este ano e que foram empurradas para 2018.

Do lado das empresas, o mercado de capitais passou a ser uma alternativa mais atrativa diante da maior dificuldade de acesso ao crédito bancário e, ainda, pela menor presença do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Embora o volume de R$ 43 bilhões seja expressivo, ainda mais se observado os últimos três anos – durante os quais a Bolsa foi palco de apenas três aberturas de capital -, os bancos de investimento chegaram a projetar que o movimento com as ofertas de ações neste ano pudesse chegar em R$ 50 bilhões.

Esse número, contudo, foi frustrado devido ao fato de algumas empresas terem deixado suas ofertas para o início de 2018, como a Algar Telecom e Banrisul. Neoenergia, que definiria o valor de suas ações na última quinta-feira, também suspendeu a operação, em função da baixa demanda de investidores. Além disso, a oferta da BR, a maior deste ano, movimentou R$ 5 bilhões, quando poderia ter atingido R$ 7 bilhões – o preço da ação ficou no piso da faixa sugerida.

Neste ano, a B3 foi palco de 26 ofertas de ações, sendo 10 IPOs e 16 ofertas subsequentes (follow ons). Além de BR, Carrefour e Burger King Brasil, as empresas Movida, Hermes Pardini, Azul, IBR Brasil Re, Omega e Camil estrearam na Bolsa.

Já Eneva e Vulcabrás realizaram o chamado “re-IPO”, como são conhecidas as ofertas daquelas empresas já listadas, mas que mal possuem liquidez no mercado e que reestreiam na Bolsa com uma nova emissão.

 

Fonte: Agencia Estado/Agencia Brasil/Municipios Baianos

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