17/12/2017

“Fogo amigo” deve acertar Bolsonaro mortalmente

 

Um parlamentar da base do governo do Rio Grande do Sul acaba de nos informar com exclusividade – mas por motivos óbvios sob o véu do anonimato – que o General Antônio Hamilton Mourão será lançado presidente no intuito de sifonar as intenções de voto no Deputado e presidenciável Jair Bolsonaro ainda no primeiro semestre de 2018. Segundo a fonte, observadora privilegiada, “Bolsonaro será desidratado pela Globo”.

Ainda segundo esse parlamentar gaúcho, o “fogo (muy) amigo” conquistaria também “os votos do PSDB e da ‘direita refinada’, que tem ojeriza à falta de bons modos e cultura do Deputado Bolsonaro”.

A expectativa dos mentores desta articulação é a de que “Mourão seja certamente o nome capaz de competir com o ex-presidente Lula no segundo turno, pois o Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, não vai crescer”, afirma o parlamentar gaúcho.

Em tom de confiança, a mesma fonte afirmou que “agora a direita pode votar em um militar sem ter que tampar o nariz. Ao que consta, Mourão seria muito querido pelos militares de alta patente, que rejeitam francamente Bolsonaro, tido como um bufão. Além disso, Mourão é culto, com formação sólida. Tem especialidade em diversos temas. É de uma linha bem conservadora, mas parece que a maioria moderada o respeita muito”.

Para o parlamentar, “ao contrário de Bolsonaro, Mourão realmente pode dizer que fala pelas Forças Armadas, sem objeção visível. Ele teria usado a crítica a Temer, com a posterior demissão, como forma de dizer que sempre foi oposição ao atual presidente e que abomina a corrupção”.

A propósito deste episódio, nunca é demais lembrar que o Genaral Mourão também declarou que “se a Justiça não resolve”, ele será candidato a presidente para “drenar o pântano da corrupção”. Segundo a fonte, “já em meados do ano não restará a Bolsonaro mais que um dígito nas pesquisas”.

O parlamentar gaúcho revela ter ligado para um amigo na Presidência da República e para outro no Ministério da Defesa para checagem. Ambos confirmaram a articulação. Ainda segundo o parlamentar, “(Mourão) será certamente o candidato mais forte contra Lula. Ele é honestíssimo, ao contrário de Alckmin e mesmo de Bolsonaro. Encarnaria muito melhor o anseio difuso da sociedade por ‘combate à corrupção’, bem como o desejo latente em amplos setores da sociedade por uma reação autoritária contra ‘a criminalidade’. Mourão, e não Bolsonaro, será o adversário mais forte de Lula. Deve ir com ele para o segundo turno”, profetiza a fonte.

Ladino, Mourão e seus padrinhos na política pretendem explorar o discurso moralista das tropas e da sociedade, fustigando à exaustão todas as contradições do discurso “ético” do deputado Bolsonaro. Para começar, voltarão as baterias para (i) o nepotismo – que chega a ser caricato no caso de Bolsonaro; (ii) o seu histórico de insubordinação, que o levou mesmo à reserva prematuramente, ainda nos anos 80; (iii) o desprezo esnobe com que lhe “brinda” a alta oficializada das três Forças; e todas os “deslizes” do deputado – e filhos! – na sua longa caminhada junto a “generosos” – mas interesseiros – doadores de campanha (nos caixas 1, 2, 3 e 4!).

Tiroteio na caserna?

Partido que apoia Bolsonaro desmente filiação de Ronaldinho Gaúcho

O partido Patriota, decidido a lançar a candidatura à Presidência do deputado federal Jair Bolsonaro, desmentiu nesta sexta-feira qualquer acordo para apoiar o ex-craque de futebol Ronaldinho Gaúcho a tentar uma cadeira no Senado.

"Não há nenhum acordo feito entre o partido e o atleta Ronaldinho Gaúcho para lançamento de eventual candidatura deste último ao Senado Federal" nas eleições de outubro de 2018, indicou essa formação política em comunicado.

O site do jornal O Globo anunciou na quinta-feira que o vencedor da Bola de Ouro de 2005 havia obtido apoio do partido Patriota para apresentar sua candidatura ao Senado em Minas Gerais, onde em 2013 ganhou a Copa Libertadores como jogador do Atlético Mineiro.

Segundo essa informação, Ronaldinho, de 37 anos, deveria oficializar sua filiação em março, junto com Bolsonaro.

Nas pesquisas de intenções de voto para as eleições de 2018, Bolsonaro aparece em segundo lugar, atrás do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O entorno de Bolsonaro também desmentiu uma aproximação entre o deputado e o ex-jogador. "Estão pregando isso, mas é mentira", disse à AFP uma fonte próxima ao deputado.

O artigo do Globo mostra uma foto de Ronaldinho sorridente, com um livro de Bolsonaro nas mãos, ao lado de Gutemberg Fonseca, apresentado como o vice-presidente do Patriota, que teria convidado o jogador a se unir a essa formação.

Mas o partido indicou em comunicado que Fonseca "não é mais vice-presidente nacional do Patriota em virtude de decisão pessoal tomada há algumas semanas".

O presidente do partido, Adilson Barroso, explicou à AFP que dirigentes do Patriota tiveram contatos com Ronaldinho "a nível local", mas se absteve de confirmar qualquer acordo formal.

"Ele não se filiou ao nosso partido, mas a porta está aberta. Seria uma honra receber uma pessoa dessa qualidade", declarou.

Ronaldinho ainda não aposentou as chuteiras oficialmente, e apenas jogou amistosos desde a sua última experiência profissional no Fluminense, em 2015.

Para Rodrigo Maia, DEM pode ter bom nome para concorrer ao Planalto

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse na sexta-feira, 15, em Fortaleza que o seu partido tem "toda a condição de ter um bom candidato a presidente da República" em 2018.

Ele agradeceu a lembrança de seu nome feita por aliados, mas descartou entrar na disputa. "Agradeço muito a lembrança dos meus aliados, mas eu já disse a todos que eu sou candidato a deputado federal. Tenho ajudado o Brasil e o meu Estado como presidente da Câmara. Se eu conseguir renovar meu mandato de deputado, eu continuarei ajudando o Brasil nas grandes reformas e também o meu Estado", afirmou Maia ao jornal O Estado de S. Paulo, após participar de uma cerimônia no Palácio da Abolição, sede do governo cearense.

De acordo com ele, o partido precisa se organizar internamente. Após o Supremo Tribunal Federal (STF) aceitar denúncia contra o presidente do DEM, senador José Agripino Maia (RN), e torná-lo réu na Operação Lava Jato, o DEM adiou a convenção nacional da sigla que estava marcada para quinta-feira passada. O encontro, agora, será em fevereiro.

Questionado se haveria tempo para se construir essa candidatura ao Planalto, uma vez que outros partidos já largaram na frente apresentando seus pré-candidatos, Maia respondeu que sim. "Acho que a sociedade só vai começar a olhar eleição lá pelo mês de abril", disse.

Além do evento no Palácio, onde acompanhou, ao lado do ministro da Educação, Mendonça Filho, liberação de verbas para o Ceará, Maia também foi à Assembleia Legislativa, para participar da filiação do deputado federal Danilo Forte ao DEM.

Uma faixa com "Rodrigo Maia Presidente - coragem para mudar o Brasil" foi estendida no fundo do auditório. Os oradores disseram que o partido precisa passar de "coadjuvante" a "protagonista" nas eleições presidenciais.

"Temos nomes que têm capacidade para exercer esse protagonismo", disse o deputado Efraim Júnior, citando Maia, o prefeito de Salvador, ACM Neto, e o líder no Senado, Ronaldo Caiado (GO).

 

Fonte: O Cafezinho/AFP/Municipios Baianos

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