19/12/2017

Verão do Pelô traz a diversidade cultural para os palcos

 

A programação artística-cultura de verão do Pelourinho foi incrementada com a recente requalificação dos Largos Pedro Archanjo, Tereza Batista e Quincas Berro D’Água. Ensaios pré-carnavalescos, mesclados de ritmos e gêneros diversificados, dão a tônica no Centro Histórico. Os eventos são realizados através das Secretarias de Cultura (SECULT) e de Turismo (SETUR) do e do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC).

“No Pelourinho, acontece o verão da diversidade. É dos blocos afro, do samba, do reggae, é de cada estilo representado por artistas dos mais diversos portes, desde os novos, que estão construindo a sua trajetória, aos já consagrados nacionalmente”, destaca a secretária de Cultura da Bahia, Arany Santana.

Alguns ensaios já começaram, como é o caso do Cortejo Afro, que marca presença no Pelô nas noites de segundas-feiras. O segundo ensaio do grupo será nesta segunda (18), às 20h, com a participação da banda É O Tchan. Já o bloco afro Malê Debalê tem datas reservadas para as duas últimas sextas-feiras de 2017, dias 22 e 29/12, e retornando em 19/1, sempre às 20h. O bloco afro Ilê Aiyê faz no dia 5/1 mais uma apresentação no Largo Tereza Batista, sob o comando da Band’Aiyê e convidados.

O Olodum, por sua vez, retorna na primeira semana de 2018 com shows nos dias 2, 16 e 30/1, às 20h. Também acontece um ensaio no dia 21/1, às 14h. O Muzenza, representando o reggae jamaicano fundido com a batida percussiva e elementos do suingue baiano, começa os seus ensaios nas quartas-feiras de janeiro, no Largo Pedro Archanjo, a partir das 20h.

Além dos ensaios dos blocos afro, os palcos do Pelourinho também são ocupados por artistas e shows de diferentes gêneros musicais, trazendo também projetos que terão continuidade durante o verão. O cantor Gerônimo Santana, por exemplo, já iniciou a temporada do projeto “O Pagador de Promessa”, no Largo Pedro Archanjo, sempre às terças-feiras, às 20h.

Palacete das Artes recebe a exposição “Sentido Figurado” de Silvio Robatto

O Centro de Memória da Bahia (CMB), unidade vinculada a Fundação Pedro Calmon (FPC/Secult), em parceria com Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), realizará a Exposição “Sentido Figurado” que conta com os registros fotográficos produzidos pelo arquiteto e fotografo Silvio Robatto. A abertura da exposição acontecerá na quarta (20), às 19h, e ficará aberta ao publico até março de 2018 no Palacete das Artes, na Graça.

Na mostra, será apresentado o trabalho realizado pelo artista Silvio Robatto por mais de 50 anos através das suas lentes; em aspectos do cotidiano, festas populares e o patrimônio histórico da Bahia. Mais de 400 obras estarão à disposição do público, entre quadros e fotografias, que integram parte do acervo privado de Robatto, doado ao CMB. O acervo de Silvio Robatto passou pelo processo de higienização, restauração, organização e digitalização para ser disponibilizado ao público em suporte digital que será disponibilizada na Biblioteca Virtual Consuelo Pondé e no site da Fundação Pedro Calmon.

SILVIO PEREIRA ROBATTO - Nasceu no dia 24 de outubro de 1935 em Salvador (BA), filho de Stella Pereira e de Alexandre Robatto Filho, ingressou em 1954 no curso de Arquitetura da Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Seu horizonte temático se alicerçou na cultura popular da Bahia, entre festas populares como a Lavagem do Bonfim, o Presente de Yemanja no 2 de Fevereiro, a Festa de Santa Bárbara, no universo simbólico do Carnaval; ou nos festejos do 2 de Julho. O foco de sua lente firmava-se em figuras que representavam a construção de uma identidade baiana como as baianas, os saveiros e pescadores da Baía de Todos os Santos, onde costumava velejar desde a adolescência Faleceu no dia 30 de abril de 2008, aos 72 anos.

  • Serviço:

Palacete das Artes recebe a exposição “Sentido Figurado”, de Silvio Robatto

Local: Palacetes das Artes, na Graça

Data: Quarta (20)

Horário: 19h

Gratuito

Casa Preta recebe mostra de performances audiovisuais criadas com o software livre [ARRAST_VJ]

Na próxima quinta-feira, 21, a partir das 17h, será realizado na Casa Preta o evento de lançamento do software livre para criação audiovisual [ARRAST_VJ], desenvolvido em Salvador pelo artista e programador Bruno Rohde. Artistas locais foram convidados a criar performances audiovisuais especialmente para a mostra. A entrada é gratuita.

O evento contará com apresentações de Caetano Britto, Enrique Franco, Lia Cunha e Glerm Soares, além do desenvolvedor, Bruno Rohde. Os artistas serão acompanhados dos músicos Andrea May, Cristiano Figueiró, Edbrass Brasil, Jan Cathalá, Jean Souza e José Balbino, formando duplas e trios que ao vivo irão manipular vídeos, imagens e sons, compondo diferentes narrativas audiovisuais. O projeto conta com o apoio financeiro do Governo do Estado, através do Edital Culturas Digitais 2016, do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia.

[ARRAST_VJ] – Software livre para criação audiovisual que possibilita a manipulação em tempo real de clipes de vídeo (com áudio), imagens e câmeras, e também a criação de composições interativas, que podem ser armazenadas, reproduzidas e exportadas. Inclui módulo de aplicação de efeitos, recursos de mixagem (modo MIX) e mapeamento 2D (modo MAP), além de uma interface de comunicação OSC para integração com outros softwares e hardwares, tudo em uma plataforma de código aberto. Desenvolvido por Bruno Rohde no ambiente de programação Pure Data, é compatível com os principais sistemas operacionais. www.arrastvj.org

  • Serviço:

Mostra de performances audiovisuais com o software livre [ARRAST_VJ]

Data: 21/12 (quinta-feira)

Horário: 17h às 22h

Local: Casa Preta, R. Areal de Cima, 40 – bairro 2 de Julho

Entrada gratuita

Contato: contato@arrastvj.org

Focado nas festas do fim de ano, comércio abre as portas no domingo

O mês de dezembro já segue para sua segunda metade, e pouco tempo resta para fazer as compras do fim de ano, sobretudo para o Natal. Buscando aproveitar ao máximo a procura, lojistas do centro da cidade, abriram as portas neste domingo (17), como forma de aproveitar o movimento de pessoas pela região.

Ao longo da Avenida Sete de Setembro, desde o Campo Grande até descida no cruzamento com as ruas Chile e Carlos Gomes, diversos estabelecimentos funcionaram pela manhã, com boa parte da equipe trabalhando e atendendo um público relativamente menor que aparece nos dias úteis. As expectativas, no entanto, são de melhora para a semana que se inicia.

Entre elas, está uma das unidades da Di Santini, que abriu às 8h30. De acordo com o gerente José Raimundo, esse já era o segundo domingo no mês que a loja abria. “Estamos ainda avaliando se abriremos no próximo, pois dependerá do movimento do sábado anterior”, explica.

Segundo o gerente, o mês de dezembro está melhor do que a temporada do fim de 2016. “A chuva atrapalhou um pouco, mas, o movimento aqui costuma ser cíclico. Em um instante a loja está vazia, mas daqui a pouco enche”. Aos domingos, a hora de melhor movimento é entre 11h e 12h.

Ainda assim, vários consumidores já circulavam pela região, mas nem todos estavam focados em compras do fim de ano. A dona de casa, Edilene Santana, por exemplo, explica que foi à Avenida Sete para fazer a compra de alguns lençóis e roupas de cama que precisaria para o dia seguinte.

“Aproveitei que estava aqui, e quis dar uma olhada para roupas do fim de ano para os meus filhos, e ver se consigo adiantar isso, mas não ficarei aqui por muito tempo”, explica a dona de casa, ainda indecisa.  

Nas proximidades do relógio de São Pedro, outra loja funcionava e está operando em seu primeiro mês de dezembro. Voltada para a moda feminina, a Madoo, trabalha com preços de atacado, vendendo vestidos, blusas e outros assessórios na faixa dos R$ 30 a R$ 60.

Porém, para a temporada do fim de ano, o gerente proprietário Elísio Reis – que tem 12 anos de experiência em confecção –, explica que a loja optou por baixar ainda mais os preços, focando em aumentar as vendas. Dessa forma, era possível encontrar vestidos e blusas, por R$ 20 e R$ 10, respectivamente.

“É nosso primeiro ano aqui no centro, mas acredito que dentro dos próximos dias, o movimento aumente, não só para o Natal, mas para o réveillon também. Com a chegada do verão, o público feminino busca mais roupas como as do tipo que estamos comercializando”, explica o gerente.

Na Baixa dos Sapateiros, o movimento estava aquém do esperado, com poucas pessoas circulando pelo interior das lojas, e ainda menos gente nas calçadas. Ainda assim, o comércio abriu parcialmente, a fim de aproveitar os poucos consumidores que optaram por dar uma volta na avenida.

Embora revelasse certa insatisfação pelo pouco movimento, o gerente proprietário da Espaço Kids – voltada para moda infantil –, Neilon Wesley, guarda otimismo para a próxima semana. Há cinco anos trabalhando na área, o lojista explica que boa parte dos clientes realmente deixa para fazer as compras na última hora.

“A partir do dia 21, 22, o comércio aqui toma outra proporção. Há bem mais gente nas ruas, e mais vendas. No próximo domingo, certamente iremos abrir e aproveitar esse movimento” destacou.      

A previsão do Sindicato dos Lojistas de Salvador (Sindilojas) para as compras do fim de ano é de uma um aumento nas vendas, na ordem de 2% em relação ao mesmo período do ano passado. 

 

Fonte: A Tarde/SecultBa/Tribuna/Municipios Baianos

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