20/12/2017

Sexteto Saravá Jazz Bahia lança disco com série de shows

 

Os mais de sete mil quilômetros que separam Nova Orleans de Salvador parecem poucos quando se ouve o disco de estreia do Saravá Jazz Bahia, que será lançado em uma série de shows esta semana. Hoje, o grupo se apresenta em Cachoeira, amanhã, em São Félix e, na quinta, em Salvador.

Criado em 2010,o Saravá Jazz Bahia foi concebido pelo compositor e instrumentista Marcio Pereira depois de ele passar três anos estudando na cidade do sul dos EUA, conhecida como o berço do jazz.

Voltou de lá disposto a montar uma banda que promovesse a combinação entre a estética sonora do jazz e outras expressões da música afro-brasileira e baiana.

"São muitas as similaridades entre a cultura brasileira, especialmente a baiana, e a do sul dos EUA. Nova Orleans é a Salvador americana, uma cidade de maioria negra, com uma movimentação portuária muito forte historicamente. Daí foi que comecei a pensar num processo diaspórico das duas: Nova Orleans e Salvador", explica Pereira.

Segundo ele, a ideia inicial era a de montar uma big band, mas o desejo se esbarrou na dificuldade em se encontrar músicos "acostumados com a linguagem do jazz e da improvisação".

Alguns dos músicos que hoje integram o sexteto foram seus alunos em uma oficina, ministrada com o intuito de auxiliar nessa formação. "Os sopros vieram daí. São músicos que foram meus alunos, pessoas que tinham experiências em bandas, com cantores de axé, como Bell Marques, Timbalada, e que acharam um outro espaço para se desenvolver artisticamente", comenta.

Além de Márcio Pereira (guitarra), o Saravá Jazz Bahia é formado por Ângelo Santiago (contrabaixo acústico), Carlos Careca (bateria), Mateus Aleluia (trompete), Vinicius Freitas (sax tenor) e Bruno Nery (trombone).

O desejo de registrar em disco o som que promoviam em jams de Salvador nasceu com a banda. "Há muito tempo a gente pensava em gravar um álbum, mas é muito caro e, apesar de termos nos inscrito em vários editais, só ganhamos ano passado", lembra Pereira. O disco de estreia foi financiado pelo Fundo de Cultura, do Governo do Estado da Bahia.

Nas dez faixas do álbum de estreia, que leva o mesmo nome do grupo, a improvisação característica do jazz e sonoridades que remetem ao reggae, jazz, blues, soul, música de bloco afro - todas irmãs, vindas um mesmo berço - se fazem presentes. "Algumas faixas soam mais Bahia, outras menos. Quisemos fugir do instrumental daqui, tanto que não colocamos percussão, recorremos ao baixo acústico, ao sopro", enfatiza.

Pereira lembra que a primeira faixa, Pequenos Passos, "de cara é um ijexá, com pitadas jazzistícas". "O balanço e melodia comunicam de uma maneira diferente. A segunda música, Bahianola, já é um diálogo entre o street beat e o samba reggae", complementa.

Gravado no estúdio do Ilê Aiyê entre os meses de maio e abril deste ano, o álbum foi feito como se fosse ao vivo. "Não tínhamos muitas horas disponíveis no estúdio, então nos preparamos muito e gravamos como se fosse ao vivo, tanto que poucos foram os ajustes depois. Se tem uma coisa que posso afirmar, é que tem verdade ali", defende.

Além do disco, o grupo lança um songbook, no qual conta a história das canções e divulga as partituras de todas as faixas. "Queremos atingir músicos propagadores, que possam disseminar a nossa música e se sentirem incentivados a fazer a sua própria. Quem sabe não vira um movimento?", deseja.

Agora, o grupo pretende divulgar o trabalho nas plataformas digitais e fazer apresentações ao vivo maiores, fomentando o jazz com sotaque baiano.

  • Serviço:

Teatro Sesc Senac Pelourinho.

Quinta (21), às 19h.

Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia) - à venda no local.

Saulo participará da primeira edição do projeto Jau Natural de 2018

Jau acaba de confirmar seu convidado para a primeira edição de 2018 dos ensaios de Verão: Saulo. E ainda anunciou quem fará o espetáculo de abertura, que será comandado pelo Cortejo Afro. O projeto, Jau Natural, recebe as atrações no dia 7 de janeiro, às 21h, no Terminal Náutico (Comércio).

No repertório do anfitrião, não vão faltar músicas como Com Carinho, sua aposta para o Carnaval; Viral, gravada com Saulo; e os sucessos Sandália de Couro, Já É e Flores da Favela.

Os ingressos já estão à venda e custam R$ 60, em primeiro lote. Em tempo: nessa temporada, entre setembro e dezembro, Jau já chamou para seus shows artistas como Léo Santana, Durval Lelys, Márcio Victor (do Psirico) e Xanddy (do Harmonia do Samba).

Olodum faz ‘Eu Falei Faraó’ no projeto Concha Negra em janeiro

O bloco afro Olodum abre o projeto Concha Negra em 2018, com o show da turnê “Eu Falei Faraó”, no dia 7 de janeiro (domingo), na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, às 18h. Os ingressos custam R$ 30 e R$ 15 (meia) e estarão à venda a partir de 20 de dezembro na bilheteria do TCA, nos SACs do Shopping Barra e do Shopping Bela Vista e no site Ingresso Rápido.

O espetáculo terá ainda a participação especial da banda Ponto de Equilíbrio e abertura com a Cia. de Dança Lekan Dance. A turnê “Eu Falei Faraó” celebra os 30 anos do samba-reggae e o lançamento do primeiro disco da banda, “Egito Madagascar”.

No show, porém, comparecem clássicos de todas as fases do grupo como “Avisá Lá”, “Rosa”, “Alegria Geral”, “Berimbau”, “Ladeira do Pelô”, “Protesto Olodum” e outros.

  • SERVIÇO

O QUÊ: Concha Negra – Olodum convida Ponto de Equilíbrio

ONDE: Concha Acústica do TCA (Campo Grande)

QUANDO: 7 de janeiro (domingo), às 18h

QUANTO: R$ 30 e R$ 15 (meia)

Nação Zumbi faz show ‘Radiola NZ’ no dia 2 de fevereiro em Salvador

A banda pernambucana Nação Zumbi anunciou a agenda de shows da turnê “Radiola NZ Vol. 1”, baseada em álbum homônimo de releitura de clássicos da música mundial na pegada estético-afetiva do grupo. O show em Salvador está marcado para o icônico dia 2 de fevereiro (sexta-feira).

As demais informações, no entanto, como horário, local e preço dos ingressos, ainda não foram divulgadas.

Em “Radiola NZ Vol. 1”, a Nação interpreta músicas como “Ashes to Ashes”, de David Bowie, “Refazenda”, de Gilberto Gil, “Tomorrow Never Knows”, dos Beatles, “Amor”, dos Secos & Molhados e “Sexual Healing”, de Marvin Gaye.

Na música de Gil, eles contam com arranjo escrito especialmente pelo maestro Letieres Leite, com tambores e guitarras no lugar das cordas.

A turnê passa ainda por Maragogi (AL), Sobral (CE), Recife (PE), Porto Alegre (RS) e outras cidades brasileiras.

Bahiatursa incrementa ações de receptivo durante o verão

A Bahiatursa programou uma série de receptivos especiais para a alta estação baiana 2017/2018. Os turistas que chegam de navio ou avião a Salvador, principal portão de entrada para as 13 zonas turísticas do estado, são recebidos por grupos musicais baianos e com a simpatia de baianas tipicamente trajadas distribuindo fitinhas do Senhor do Bonfim.

Até o fim do carnaval, quando acontece a Operação Até Breve, convidando os turistas para voltar e curtir o São João, uma maratona de ações vai tomar o aeroporto internacional e o Porto de Salvador. No porto, continua até abril, quando acaba o período de cruzeiros marítimos.

Estratégia

Os receptivos foram incrementados a partir do mês de novembro, com o início da temporada nos portos de Salvador e Ilhéus e a inauguração do novo posto do Serviço de Atendimento ao Turista (SAT) em local estratégico, ao lado do portão de desembarque doméstico do aeroporto de Salvador.

“No posto do SAT, o turista tem acesso a material informativo, como folheteria e mapas de Salvador, do Pelourinho e das 13 zonas turísticas do estado, além de atendimento em dois idiomas (inglês e espanhol) com informações essenciais como detalhes sobre rede hoteleira, restaurantes, pontos turísticos, segurança e transporte”, afirma o superintendente da Bahiatursa, Diogo Medrado.

Ações em janeiro

Até o final de dezembro, lembra Paulo Vital, diretor de Operações Turísticas, a Bahiatursa terá realizado 13 ações de receptivo no porto, algumas delas com grupos de samba de roda e nomes como Ed Bala, Swing do Pelô e o Rixô Elétrico animando os turistas.

Em janeiro, mais 12 navios com capacidade total para mais de 35 mil passageiros aportam em Salvador. A Bahiatursa está programando receptivo para todas as ocasiões, sendo que em algumas delas os turistas serão recebidos também com apresentações musicais, além das tradicionais fitas do Bonfim distribuídas pelas baianas.

Carnaval

As ações se intensificam de 8 a 10 de fevereiro, período do carnaval, com a apresentação de grupos de samba de roda e a realização de pintura tribal e oficina de turbante na área interna do Portão de Desembarque Nacional do aeroporto. De 14 a 18 de fevereiro, também no aeroporto, um trio de forró e um casal de dançarinos, além das baianas, vão convidar os turistas que curtiram o carnaval a voltar para o São João da Bahia.

Atendimento ao turista

A Bahiatursa mantém ainda unidades do Serviço de Atendimento ao Turista (Sat) no Pelourinho, na Estação Rodoviária de Salvador e no Mercado do Rio Vermelho. O posto do Sat do Aeroporto funciona, diariamente, de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 20 horas, e aos sábados e domingos das 9 às 19 horas.

O posto do Pelourinho fica aberto das 8h30 às 18h, diariamente. E aos sábados e domingos, das 9h às 17h, mesmo horário do Sat da Rodoviária. O do Mercado do Rio Vermelho atende das 8h30 às 18h, de segunda a sexta; das 9h às 17h, aos sábados, e das 9h às 14h aos domingos.

 

 

Fonte: Correio/Bahia.ba/Ascom Bahiatursa/Municipios Baianos

Comentários:

Comentar | Comentários (0)

Nenhum comentário para esta notícia, seja o primeiro a postar!!