20/12/2017

Feira: Maternidade do Hospital Estadual da Criança é inaugurada

 

A Ala de Maternidade do Hospital Estadual da Criança (HEC), em Feira de Santana, foi inaugurada na manhã desta terça-feira, 19, pelo governador Rui Costa. Os novos leitos representam um aumento de 67,5% na capacidade do HEC, que passa a contar com 258 leitos, no total, e tem previsão mínima de efetuar 275 partos de alto risco por mês e 115 cirurgias obstétricas.

Na unidade, apenas em equipamentos, foram aplicados quase R$ 4 milhões; as obras foram feitas com recursos da ordem de R$ 3,5 milhões e garantiram a implantação de mais de cem novos leitos, sendo 30 de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e 28 de Cuidados Intermediários (UCI). A nova unidade, capaz de realizar partos de alto risco, conta, ainda, com salas de cirurgia obstétrica e está instalada em uma área de mais de 4,5 mil metros quadrados. A maternidade vai exigir recursos mensais de manutenção de R$ 2,5 milhões.

"Buscamos uma solução para os problemas relacionados a partos no município, por conta da falta de leitos. Hoje, com a ampliação, temos uma unidade com altíssimo padrão, dotada com a última geração de equipamentos. A maternidade sai do Clériston Andrade e vem para o HEC. Não tenho dúvidas que muitas vidas, tanto das mães quanto dos bebês, serão salvas", destaca Rui Costa.

Com a implantação da unidade materno-infantil, o Hospital Estadual da Criança ganhou mais de 500 novos colaboradores. "É uma satisfação trabalhar em um local que possui todos os equipamentos necessários e uma equipe qualificada para atender com segurança mãe e recém-nascido", declara Fernanda Moura, coordenadora da Emergência Obstétrica e UTI Obstétrica.

Saúde como prioridade

A reforma do HEC para implantação da maternidade se soma aos esforços do Governo do Estado de melhorar, regionalizar e descentralizar a saúde na Bahia. Nos últimos meses, uma série de unidades, inclusive de alta complexidade, foram inauguradas em diversas regiões do interior, a exemplo das policlínicas dos Consórcios Públicos de Saúde instaladas no Extremo Sul, Centro Norte e Alto Sertão e dos hospitais regionais da Chapada e Costa do Cacau, instalados, respectivamente, em Seabra e Ilhéus.

Feira: Zé Neto é acusado de usar da liderança para beneficiar candidatura

Há 7 anos na liderança do governo na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), o deputado estadual Zé Neto (PT) acumula um desgaste natural no posto.

Atualmente, não é difícil encontrar nos corredores da Casa algum colega da base aliada disposto a fustigá-lo.

As críticas vão desde ao seu estilo de liderança até o uso do posto para aparelhar sua candidatura à Câmara dos Deputados no ano que vem.

Tem deputado achando que o petista, com o perdão do trocadilho, está legislando em causa própria. Segundo um parlamentar, que preferiu não se identificar, Zé Neto tem apenas pensado na Câmara e esquecido da AL-BA.

“Zé Neto já está achando que está na Câmara, em Brasília, mas esquece que ainda nem saiu do Legislativo Estadual”, criticou.

Um outro deputado também apontou o mesmo problema na forma como o líder governista vem conduzindo a bancada ultimamente. “Ele só pensa na candidatura dele para deputado federal. Nem lembra mais que é líder, que precisa lutar pela base”, atacou o parlamentar, com larga experiência na Assembleia.

Já outro governista disse que, atualmente, o petista é um nome sem credibilidade para ocupar o posto. “Ninguém acredita mais nele. Eu mesmo não quero nem tratar dos meus assuntos com ele. Fica por aí mentindo para os deputados”, fustigou.

Ainda segundo ele, o deputado tem achado que lidera apenas para si mesmo. “Ele usa a posição dele para conseguir o que precisa rápido. Zé Neto, por exemplo, não tem problema com emendas, liberação de nada. Ele tem não sei quantos cargos no governo. Zé Neto esquece que é um líder da base e trata das coisas apenas pra ele mesmo e os mais próximos”, condenou.

O petista rebateu as observações e criticou o anonimato do que apostou ser "fogo amigo": "Tem mais credibilidade quem diz quem é e o que quer de fato".

Uma deputada ouvida pela reportagem ponderou as críticas feitas pelos colegas. Para ela, o petista não mudou seu jeito de conduzir a bancada.

No entanto, a parlamentar cobra outra postura no diálogo dele com os colegas. “Acho que ele poderia conversar mais conosco. Com ele, as coisas são rápidas. Ele tem aquele jeito afobado”, afirmou.

Procurado pela reportagem, Zé Neto afirmou que “não vale a pena” rebater as críticas. “Nem vou responder. Não vou ser unanimidade. Eu cumpro meu papel com tranquilidade e pé no chão. Nem Cristo agradou todo mundo”, respondeu.

Centenas de mulheres feirenses realizarão cirurgia de gigantomastia

Sinto dores, sofro preconceitos, minha autoestima é baixa!”. Esses foram alguns dos relatos das mulheres que participaram da 6ª triagem para a cirurgia reparadora de gigantomastia realizada, no último dia 14, no ambulatório do Hospital Inácia Pinto dos Santos (HIPS), o Hospital da Mulher.

Com o intuito de serem operadas entre 2018 e 2019, cerca de 150 mulheres participaram do mutirão que ocorreu pela manhã na unidade hospitalar. Muitas delas que passam por dificuldades e sofrem com desconforto sonham em se submeter a cirurgia reparadora da mama, realizada através da mamoplastia redutora.

Dona de casa tem problemas por conta do tamanho das mamas desde a adolescência

A dona de casa Ana Lúcia Menezes da Silva, 48 anos, sofre com o tamanho dos seios, assaduras ao redor das mamas, dores na coluna e nos ombros desde a adolescência. Para ela, que já teve câncer de tireóide e cuida de um filho autista de apenas nove anos, a realização da cirurgia seria uma oportunidade para ter uma qualidade de vida.

“Faço tudo pelo SUS. Não tenho condições de fazer cirurgia particular. Minha esperança é passar nessa triagem e ser operada. Hoje eu procuro uma qualidade de vida para cuidar do meu filho. Não é pela estética, é pela saúde mesmo”, explica.

Jovem relata que gigantomastia atrapalha até em atividades simples

Outra paciente, Karine da Silva Santos, 22 anos, soube da triagem através de uma amiga e foi para o hospital de manhã cedo. Ela relata que o tamanho dos seios prejudica bastante as suas tarefas diárias.

“Sinto muito dor nos ombros e na coluna pelo fato de um desvio [na coluna], ficando até com falta de ar. É desgastante ficar desse jeito. Tem vezes que não consigo nem levantar da cama e nem pegar meu filho de três anos”, desabafa a dona de casa, e acrescenta “confiar na seleção para fazer a cirurgia”.

Baixa autoestima interfere no estilo de vida

Além dos problemas de saúde, o psicológico de quem tem hipertrofia mamária também é afetado. A baixa autoestima é uma dos fatores que interfere no estilo de vida dessas pessoas. A empregada doméstica, Viviane Gonçalves, 35 anos, compareceu pela terceira vez para realizar a triagem no Hospital da Mulher.

Ela, que percebeu o crescimento elevado dos seios desde os seus quatorze anos, relata que, além das dores, sofre preconceitos e as dificuldades não tiram a esperança de um dia sua vida e autoestima mudarem.

“Tenho vergonha dos meus seios, já sofri muito preconceito por conta das mamas, de ser chamada de ‘peituda’, de ‘vaca leiteira’. Minha autoestima baixa totalmente. Está sendo difícil, mas não desisto. Se eu conseguir esse privilégio de ter minhas mamas reduzidas vou ficar mais jovem, mais feliz, vou me sentir uma outra pessoa”, revela. 

Mulheres se sentem renovadas após cirurgia, observa especialista

O cirurgião plástico, César Kelly, coordenador do Programa de Tratamento das Gigantomastias Extremas do Hospital da Mulher, afirma que com a retirada do excesso das mamas “as mulheres se sentem renovadas e passam a ter uma vida muito melhor, uma autoestima e uma vida sexual completamente melhorada”.

Após o processo de triagem, as mulheres selecionadas passarão por mais duas etapas: a visita do assistente social até a casa das mesmas, e a realização de exames solicitados antes da cirurgia, como ECG (eletrocardiograma), hemograma, entre outros. 

Todo o custeio é por conta do Município; iniciativa única no país

Segundo Gilberte Lucas, presidente da Fundação Hospitalar de Feira de Santana (FHFS), os exames serão totalmente custeados com recursos próprios do município e as cirurgias selecionadas estão previstas para março de 2018.

“O apoio da Prefeitura por meio da Fundação é fundamental para a realização da operação, já que todo o custeio é cem por cento da gestão municipal”.

Apesar de ser uma cirurgia de rápida recuperação, é preciso seguir alguns cuidados após o procedimento, como: não levantar os braços e nem pegar peso no primeiro mês da realização da operação, orienta o cirurgião. César Kelly frisa que esse é o único programa institucional no Brasil que faz o tratamento das mamas gigantes.

“Começamos desde 2011 graças ao apoio da Prefeitura Municipal de Feira de Santana, da Fundação Hospitalar e de outros hospitais que na época participaram. Aqui na Bahia a procura é muito grande. Já operamos quase 200 pacientes, mostrando a necessidade pública de solucionar esse problema. Acreditamos que seja um exemplo para outras prefeituras, outros Estados para que organizem seus próprios programas”, ressalta.

O cirurgião ainda afirma que o problema já é considerado de saúde pública e que o programa apresenta o diferencial de proporcionar apoio às mulheres. “Reconhecemos que essa cirurgia devolve a autoestima. É um programa que queremos cada vez mais expandir para atender outras mulheres”.

 

Fonte: BN/Secom PMFS/Municipios Baianos

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