04/01/2018

Feira: Apenas 0,1% dos pacientes em policlínicas são transferidos

 

Aproximadamente 0,1% dos pacientes atendidos nas oito policlínicas do município e na Unidade de Pronto Atendimento 24 horas (UPA) localizada no bairro Mangabeira foram transferidos para hospitais da rede pública em Feira de Santana. Esse percentual corresponde a transferência de apenas um paciente por cada grupo de mil pessoas assistidas nas unidades municipais.

Este número, que faz parte de uma ampla estatística elaborada pela Secretaria Municipal de Saúde no período de janeiro a novembro de 2017, traz à luz uma realidade: unidades públicas de atendimento de média e alta complexidade como o Hospital Geral Clériston Andrade, ao contrário do que se especula, não são sobrecarregadas por pacientes transferidos das policlínicas e da UPA vinculadas a Prefeitura de Feira de Santana.

Apenas nestas unidades, os números equivalem a uma média diária de acolhimentos que passa de 2,5 mil – isto não contabilizando os atendimentos de dezembro, que ainda estão sendo consolidados. Neste período, juntas, as unidades prestaram 855.923 atendimentos. Técnicos da Secretaria da Saúde estimam que até o dia 31 de dezembro o número de pessoas atendidas nestas unidades se aproxime de um milhão.

RESOLUTIVIDADE

Os dados da Secretaria Municipal de Saúde revelam ainda um outro detalhe importante: o alto índice de resolutividade das policlínicas e da UPA. Afinal, das quase 856 mil pessoas atendidas nesses locais, somente 887 foram removidas para unidades especializadas, notadamente o HGCA. “É um quadro confirmado nos números que são registrados ao longo do ano. Mostram que estas unidades funcionam muito bem e que elas não sobrecarregam, absolutamente, o Clériston Andrade”, afirma a secretária Denise Mascarenhas [na foto acima].

Segundo a secretária, por meio das suas policlínicas, o Município vem prestando um atendimento eficiente nas emergências. “Quando a equipe percebe que a situação não está no perfil definido de atendimento na unidade, busca-se imediatamente a regulação para uma unidade onde o paciente receba o serviço adequado para o seu problema”.

Neste ano, a policlínica que fez o maior número de atendimentos foi a Dr. José Monteiro Pirajá, no Tomba, com 142.954, que correspondem a 16,7% de toda a demanda desta rede. A unidade é referência para todos os bairros localizados na zona sul e outros mais próximos do centro. Daí a grande demanda. Daquele total, 105 pacientes precisaram ser transferidos.

ATENDIMENTOS DE JANEIRO A NOVEMBRO 2017

Policlínica do Tomba – 142.954

Policlínica Rua Nova – 134.826

Policlínica Parque Ipê – 126.460

Policlínica George Américo – 123.563

Policlínica Feira X – 122.974

UPA Mangabeira – 118.624

Policlínica Humildes – 43.351

Policlínica Maria Quitéria – 43.171

Total – 855.923 (até novembro)

Em janeiro, dobra quantidade de casas fechadas para agentes de endemias

Em janeiro, devido ao veraneio, a quantidade de imóveis fechados em Feira de Santana praticamente dobra. Em períodos normais, este número, de acordo com a coordenação de Endemias, chega a sete mil. Este aumento dificulta a prevenção e combate ao aedes aegypti. 

O mosquito transmite a dengue, chikungunya e zika. O problema é que justamente neste período do ano são esperadas chuvas fortes na região. E o aumento no impedimento do acesso dos agentes de endemias aos imóveis aumenta o risco de reprodução do inseto.

E a água acumulada nos recipientes – grandes ou pequenos, servem como locais para que os insetos depositem seus ovos que podem esperar mais de um ano para que no primeiro contato com água iniciam o processo de maturação, gerando novos mosquitos.

80% dos focos estão dentro das casas, revela Edilson Matos

O problema ganha grandes proporções porque os agentes constatam que 80% dos focos estão dentro das casas. “Daí a importância da entrada dos agentes de endemias nestes locais, porque previnem e combatem o problema”, diz o coordenador de Endemias, Edilson Matos.

Os agentes orientam que antes de viajar, os moradores da casa devem fazer uma varredura no quintal e nos cômodos à procura de objetos que podem acumular água. A iniciativa dificulta a reprodução dos insetos.

Outra iniciativa que gera resultados positivos é deixar as chaves com vizinhos ou familiares da confiança. “Isto facilita muito o trabalho dos agentes, que neste período aumenta consideravelmente”, diz Edilson Matos.

Feira do Semiárido da Uefs será antecipada para o primeiro semestre

A Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) deu início aos preparativos da XI Feira do Semiárido, que em 2018 será antecipada para o primeiro semestre do ano, em atendimento a um dos pontos sugeridos na avaliação da última edição. A programação tem como objetivo chamar a atenção para os saberes, fazeres e as potencialidades da região, observando a capacidade que tem o homem e a mulher do semiárido para oferecer produtos e ideias.

“Isto reflete tanto na convivência quanto nos caminhos para efetivação do desenvolvimento sustentável regional sem perder de vista sua diversidade”, explicou o professor da Uefs, José Raimundo Oliveira Lima, da coordenação do evento.

A realização da Feira do Semiárido é resultado da parceria entre a Uefs, o Movimento de Organização Comunitária (MOC), e diferentes sujeitos como a comunidade acadêmica das demais instituições de Ensino Superior participantes (Uneb, UFRB, IF Baiano) e também a comunidade externa (sindicatos, cooperativas, associações comunitárias, produtores, agricultores familiares e empreendedores rurais, empresários e empreendedores do semiárido, movimentos sociais, gestores públicos e ONGs).

Em conjunto com a Feira ocorrerá mais dois eventos: o “Congresso Internacional de Economia Popular e Solidária” e o “II (Re) Pensar Feira”. Na programação também está incluído um encontro entre pesquisadores e extensionistas da Uefs que atuam com agricultura familiar, na perspectiva de constituir uma rede interna estratégica sobre a pauta. Vale destacar que a primeira reunião entre os parceiros para consolidar esta edição da Feira do Semiárido e tratar sobre a organização do evento está prevista para o dia 6 de fevereiro, às 14 horas, na Uefs.

Feira de Santana recebe a Exposição Itinerante Navio Negreiro – Hansen Bahia e Castro Alves

O Centro de Memória da Bahia (CMB), unidade vinculada à Fundação Pedro Calmon/Secult realiza a exposição Itinerante Navio Negreiro – Hansen Bahia e Castro Alves. Iniciada em Salvador, as obras do artista Hansen Bahia, já passaram por Santo Amaro, Alagoinhas, São Francisco do Conde, Juazeiro e agora será a vez de Feira de Santana. A exposição Itinerante ficará aberta ao publico no Centro de Cultura Amélio Amorim de 6 a 23 de janeiro.

Através do Centro de Memória da Bahia (CMB), unidade vinculada a Fundação Pedro Calmon/Secult a exposição Itinerante irá visitar mais de 10 cidades do interior. O diretor do CMB, Rafael Fontes, reforçou o trabalho do Hansen, “porque leva a gente a fazer uma reflexão sobre esse marco. A história precisa ser pensada e discutida nos dias de hoje. Por isso, a exposição itinerante levará para as cidades oficinas, debates e discussões sobre o que foi a escravidão”, reforçou.

De acordo com o curador da exposição, Ayrson Heráclico, essa obra de Hansen Bahia é única, “porque ninguém nunca ilustrou um poema inteiro”. Inspiradas pelo poema O Navio Negreiro de Castro Alves, Hansen Bahia descreve em imagens a violência contra os africanos subjugados de escravos vindos nos porões dos navios. Será realizada nos dias 22 e 23, durante a exposição, uma oficina de Xilogravura, ministrada pelo artista plástico Zimaldo Baptista Melo

Autor das ilustrações de O Navio Negreiro, Hansen nasceu na Alemanha e naturalizou-se baiano. Ilustrador, escultor, pintor, escritor e professor são algumas das atividades que o artista exerceu durante a vida. Através de um testamento ele doou o acervo para a cidade de Cachoeira, local onde foi criada a Fundação Hansen Bahia.

CMB - O Centro de Memória da Bahia (CMB), unidade da Fundação Pedro Calmon/Secretaria de Cultura do Estado (FPC/SecultBA), tem como objetivo a difusão da história da Bahia, através da preservação e ordenação de arquivos privados e personalidades públicas, bem como a realização de exposições, seminários e cursos de formação gratuitos. Entre suas funções, é responsável pelo Memorial dos Governadores Republicanos da Bahia (MGRB), localizado no Palácio Rio Branco, no Centro Histórico de Salvador.

  • Serviço:

Data: 06 a 23 de janeiro

Local: Centro de Cultura Amélia Amorim

Horário: 19h

Gratuito

Nasce de parto normal primeiro bebê de 2018 no Hospital da Mulher

“Só quem passa é quem sabe a emoção. Não imaginei que ia ter Heitor logo agora. Ele quis chegar ao mundo no dia primeiro”. Esse é o emocionante relato da dona de casa Paloma Palmeiras Dias (na foto acima), 24 anos, que teve uma grande surpresa logo no primeiro dia do ano: seu primeiro filho e, também, o primeiro a nascer em 2018 no Hospital Inácia Pinto dos Santos, o Hospital da Mulher.

O pequenino Heitor nasceu de parto normal precisamente às 1h35min do dia 1º de janeiro, após 38 semanas de gestação, pesando 3,370 kg. Paloma Palmeiras, natural de Mundo Novo, mora em Feira de Santana há 14 anos. Todo o pré-natal da nova mamãe foi realizado em uma unidade básica de saúde (UBS) do bairro Jardim Cruzeiro, local onde também reside.

Para ela, que estava esperando a chegada do seu bebê até o dia 14 de janeiro, a surpresa foi em dose dupla, já que também foi o nascimento do seu primeiro filho. “Ter um filho já é bom, e ter em um dia especial, como primeiro de janeiro de 2018, é melhor ainda. O parto foi tranquilo; é uma sensação maravilhosa”.

A alegria resumida em uma menina

O momento de alegria e surpresa também não foi diferente para Márcia Pereira Bezerra de 24 anos. A dona de casa foi a segunda mulher a ter seu bebê no primeiro dia de 2018, mas com uma diferença: parir a primeira menina no HIPS este ano.

Para a experiente mamãe de duas meninas - uma com 4 e outra 7 anos - o nascimento de Eloá veio para alegrar ainda mais a família em casa. O parto estava previsto para ocorrer no dia 25 de dezembro do ano passado, mas acabou sendo antecipado para o início do novo ano: às 2h05min, Elóa veio ao mundo pesando 3,400 kg.

“Foi maravilhosa a chegada da minha filha, eu só estava esperando. E ainda passar a virada do ano e ganhar esse presente é bom demais”. 

Atendimentos

Somente no ano de 2017, estatísticas da Fundação Hospitalar de Feira de Santana (FHFS) atestam mais de 3 mil partos normais realizados no Hospital da Mulher, considerando uma média de 300 procedimentos/mês.

Ainda, foram mais de 33 mil atendimento em diversas especializadas na área de saúde pública especializada, como ginecologia/obstetrícia (20.537), fonoaudiologia (6.157), enfermagem (2.955), pediatria (1.832), seguido de mastologia (722), psicologia (492), endocrinologia (388), nutrição (224), fisioterapia (213), entre outros serviços.

Biblioteca Arnold Silva tem ajuste temporário em horário de atendimento ao público

A Biblioteca Municipal Arnold Silva, pertencente a Prefeitura de Feira de Santana e administrada pela Fundação Cultural Egberto Costa, sofrerá ajuste, temporariamente, em horários de atendimento ao público. A medida está sendo adotada em razão de decisão do Tribunal de Contas da União – TCU - determinando que todos os pedagogos que se encontram à disposição de outros órgãos municipais, em todo o país, devem se apresentar a sua secretaria de origem.

No caso da Biblioteca feirense, 10 pedagogos estão desfalcando a sua equipe e sendo devolvidos para a Secretaria Municipal de Educação. “Assim, somos obrigados a modificar o expediente do equipamento, mas é algo temporário, pois faremos contratação de substitutos por meio do REDA (Regime Especial de Direito Administrativo) e logo retornaremos aos horários originais”, diz o diretor-presidente da Fundação Egberto Costa, Antonio Carlos Coelho.

O espaço, até então, funcionava das 8 às 20 horas de segunda-feira a sexta-feira e aos sábados das 8hs às 17 horas. Com a medida, desde esta terça, 2, o expediente para os meses de janeiro e fevereiro/2018 será, de segunda-feira a sexta-feira, das 8 às 18 horas. Aos sábados, nesse período, não haverá atendimento ao público.

Previsão é de normalizar horário em março

Conforme o diretor-presidente, o impacto da mudança no expediente é atenuado, em vista de se tratar de período de férias escolares, quando a freqüência de estudantes à Biblioteca Arnold Silva diminui sensivelmente. “A Fundação Municipal Egberto Costa estará fazendo todo esforço possível para que em março de 2018 retorne o horário habitual deste importante espaço público”, afirma Antonio Carlos Coelho.

 

Fonte Secom PMFS/SecultBa/Ascom UEFS/Municipios Baianos

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