05/01/2018

Muquém do S. Francisco ganha nova usina de açúcar

 

O Vice-Governador e Secretário do Planejamento João Leão em reunião realizada hoje em seu gabinete, (03/01), com o empresário Sérgio Paranhos, com a presença da equipe técnica da Seplan, consolidou o projeto de implantação da primeira usina de açúcar e álcool a ser instalada no município de Muquém de São Francisco, que fica na região do Médio São Francisco. O empresário é proprietário do Grupo Paranhos que possui 50 mil hectares de terra na citada região, dos quais uma parte será dedicada a um grande projeto agroindustrial que tem como base a produção de açúcar e álcool.

A usina terá uma capacidade inicial de moagem de 1,2 milhões de toneladas de cana, mas a previsão é chegar a 3,0 milhões de toneladas o que a levará a ser uma das maiores do norte e nordeste do Brasil. A produção será iniciada pelo álcool e no segundo ano da sua implantação será iniciada a produção de açúcar. A previsão é da geração, nos cinco primeiros anos, de cerca de 5 mil empregos. O investimento previsto inicialmente é de 500 milhões.

Esta usina do Grupo Sérgio Paranhos será a primeira usina flex do nordeste, isso significa que produzirá álcool utilizando na moagem cana de açúcar, milho e sorgo. Até o mês de dezembro passado já haviam sido plantados 20 mil hectares de sorgo. O projeto já foi iniciado com a implantação de 15 pivôs que estão molhando 120 hectares de cana já plantados e que servirá para a produção de sementes para os 7 mil hectares que futuramente serão plantados. Os resíduos do milho, sorgo e o bagaço de cana resultantes da moagem serão transformados em ração para animal.

A propriedade tem, também, em confinamento, 15 mil cabeças de gado. O ciclo de utilização dos resíduos se fechará com o uso do esterco do gado para adubação. Um dos objetivos do Grupo, futuramente, será a produção de açúcar orgânico.

O vice-governador João Leão comentou a decisão do empresário Sérgio Paranhos como “uma decisão importante para a Bahia que só produz 9,7% do açúcar que consome e 11,3% do álcool. Esta decisão do Grupo Sérgio Paranhos fortalece a certeza de que com trabalho e perseverança nosso governo está construindo novas perspectivas de desenvolvimento para o interior da Bahia, para os nossos territórios de identidade. Já iniciamos os projetos para a implantação de mais 4 usinas nos municípios de Barra, Xique-Xique e no próprio Muquém do São Francisco”.

Paulo Afonso: ‘Só ajeitou o dele’, dizem servidores

Apesar de a prefeitura de Paulo Afonso ter em sua fachada uma faixa de acolhida para o prefeito Luiz de Deus (PSD), que reassumiu o cargo nesta terça-feira 02, as palavras ali contidas não traduzem o sentimento da maioria.

O funcionalismo efetivo ficou sem a correção salarial, que já dura mais de três governos, pois com a reforma administrativa proposta por Luiz de Deus vindo no pré-datado, eles ficaram a ver navios porque o projeto empancou justamente na segunda etapa em que estava previsto  aumento nos vencimentos destes servidores e não custa lembrar: o concurso público.

“Ele ajeitou só os dele e nós estamos com os nossos salários em fraca defasagem. O que nós sabemos aqui é que acontecerão mudanças, mas ninguém sabe ao certo quais”, me disse um funcionário da prefeitura na condição de anonimato.

O governo que começou com o auspício do flagelo pessoal, ‘vou para o sacrifício’, na verdade está muito bem amparado para tal missão, com seu magnífico salário de prefeito: R$ 33.700 [para não azedar o início do ano dos sem-aumento, não vamos lembrar quanto a prefeitura gastou para ter Luiz Umberto, genro de Luiz de Deus, na administrando o BTN].

Como diria o genial compositor Nelson Cavaquinho: ‘Finjo-me de alegre/ Para o meu pranto ninguém ver/ Feliz de quem sabe sofrer/’.

Na prefeitura, o que mais tem são funcionários dando o famoso tapinha nas costas e enxugando as lágrimas por trás.

Marcas da história: Lampião mete medo até depois de morto

A dois dias das celebrações pelos 79 anos das mortes de Lampião e Maria Bonita, um historiador e um primo da cangaceira visitaram o povoado de Malhada da Caiçara, que fica a cerca de 38 quilômetros de Paulo Afonso (BA). No local ainda é possível encontrar parentes da mulher de Virgolino. O endereço virou ponto turístico em 2006 após a restauração da casa onde Maria Bonita viveu a adolescência.

Segundo Renato Gomes Mendonça, primo da Rainha do Cangaço, há muita mitificação da figura de Lampião, principalmente quando se fala das mortes ocorridas durante o movimento do cangaço. “Lampião era uma pessoa boa também. Ele fazia o bem para muita gente. Ele foi transformado em um homem violento e agressivo por conta das histórias contadas apenas pela volante [polícia da época], mas isso não era a pura verdade.”

Gomes lembrou ainda que até mesmo as volantes que perseguiam Lampião e seu bando cometiam crimes e depois colocavam a culpa no Rei do Cangaço. “Ele tinha mais fama do que currículo de bandido. Os policiais roubavam, estupravam e matavam. Depois era só espalhar pela cidade que tinha sido Lampião”, disse ele.

Medo

Para João de Souza, 45 anos, o medo instalado na mente das pessoas que viveram aquela época fez com que Lampião fosse temido mesmo após sua morte. Alguns cangaceiros, perto de completarem o centenário de vida, ainda seguem em silêncio.

“Muita gente deixou de falar e ainda não fala o que sabe sobre o cangaço porque ainda tem receio dos cangaceiros. Muitos me pedem para parar de ‘desenterrar’ Lampião”, disse o historiador, que lançou o livro “Moreno e Durvinha – Sangue, amor e fuga no Cangaço”.

O fato, segundo o historiador, não é querer desenterrar Lampião pura e simplesmente, mas resgatar a memória de um movimento considerado como um dos maiores símbolos da cultura nordestina. “Trabalhar com pesquisa sobre o cangaço é quase uma atividade heroica, pois muita gente ainda treme quando houve falar o nome de Lampião, principalmente os que conviveram com ele e tem histórias para contar”.

20 anos depois

O primo de Maria Bonita disse que as pessoas precisam saber de suas origens e contar as histórias que sabem ou que viveram com Lampião e o cangaço. “Eu, por exemplo, só fiquei sabendo de meu parentesco com Maria Bonita quando tinha 20 anos. Só fui conhecer meus primos e tios, todos da família de Maria Bonita, aos 40 anos.”

Gomes conta que sua avó morreu e levou para o túmulo o que sabia sobre Lampião. “Ela mesma nunca me contou nada sobre Maria Bonita e Lampião. Quando eu tocava no assunto, ela bufava e mudada o rumo da conversa”.

DECLARAÇÃO ANUAL DE USO DE RECURSOS HÍDRICOS DEVE SER FEITA ATE O FINAL DE JANEIRO

Para fins de monitoramento, foi estabelecido, por intermédio da Resolução da ANA nº 603/2015, o envio dos valores de volumes de água medidos em pontos de interferência outorgados em corpos d’água de domínio da União.

Esses dados são emitidos por meio da Declaração Anual de Usos de Recursos Hídricos (DAURH), que deve ser enviada obrigatoriamente à Agência Nacional de Águas (ANA) até o dia 31 de janeiro de cada ano (com as informações coletadas durante todos os meses do ano anterior), pelos usuários de recursos hídricos.

A medição para preencher a referida declaração é feita usando os parâmetros de velocidade do fluxo, vazão, nível ou volume da água. E é exigida a todos os usuários localizados em corpos hídricos ou trechos de rios selecionados conforme critérios estabelecidos na Resolução da ANA e nas regulamentações específicas. Para saber mais sobre a DAURH,  entender quem é obrigado a declarar e para tirar dúvidas, acesse o site da ANA.

CNRH APROVA ATUALIZAÇÃO DE VALORES DA COBRANÇA PELO USO DA ÁGUA

Foi aprovada resolução do Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH) que define procedimentos para atualização dos valores cobrados pelo uso de recursos hídricos de domínio da União, no dia 19 de dezembro de 2017. O plenário do CNRH definiu que o procedimento de atualização anual tendo como base o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A medida passa a valer após a publicação da resolução no Diário Oficial da União (DOU).

Instrumento estabelecido pela Política Nacional de Recursos Hídricos, a cobrança, quando instituída, é aplicada aos usuários que fazem algum tipo de uso da água, como irrigação, saneamento, indústria, geração de energia elétrica, entre outros.

O secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, Marcelo Cruz, disse que a nova resolução do CNRH traz segurança jurídica para os usuários. “Essa é uma ação da maior relevância, que nos deixa mais perto de atender os compromissos assumidos pelo país quanto à gestão das águas”, afirmou Cruz, ao lembrar que o CNRH acompanha a destinação dos recursos.

De acordo com a resolução, os preços deverão ser reajustados anualmente a partir de 2018 com base na variação do IPCA vigente no período de 12 meses, apurado em outubro do ano anterior. No entanto, fica facultado aos comitês de bacia a apresentação, ao CNRH, de proposta de adoção de outro índice oficial, caso haja justificativa para isso.

Para o superintendente de Apoio ao Sistema Nacional de Recursos Hídricos da ANA Humberto Gonçalves, a decisão do CNRH é um marco para a gestão de recursos hídricos no Brasil. “Esta era uma luta de vários anos e a decisão do Conselho [Nacional de Recursos Hídricos] vem fortalecer ainda mais o nosso Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, à medida que possibilitará a devida correção entre os valores cobrados e o montante que será revertido em ações a serem aplicadas na própria bacia hidrográfica, de acordo com as indicações do comitê de bacia”.

Cobrança

A cobrança é um dos instrumentos de gestão instituídos pela Política Nacional de Recursos Hídricos e tem como objetivo estimular o uso racional da água e gerar recursos financeiros para investimentos na recuperação e preservação dos mananciais das bacias. A cobrança não é um imposto, mas um valor fixado a partir da participação dos usuários da água, da sociedade civil e do Poder Público no âmbito dos comitês de bacia. O instrumento tem sido implementado a partir da aprovação, pelo CNRH, dos mecanismos e valores de cobrança propostos pelos comitês.

Os recursos arrecadados nas bacias são repassados integralmente pela ANA à agência de águas da bacia (ou à entidade delegatária que exerce tal função) para que a instituição aplique os valores em ações escolhidas pelo comitê de bacia. A cobrança já está em funcionamento em seis bacias com rios de domínio da União. São elas: Paraíba do Sul; Piracicaba, Capivari e Jundiaí (Bacias PCJ), São Francisco, Doce, Verde Grande e Paranaíba.

 

Fonte: Bahia Econômica/Ação Popular/G1/Ascom ANA/Municipios Baianos

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