02/07/2012

BAHIA: Jorge Portugal descobriu a mina

 

A mina de ouro, não foi descoberta agora com a greve dos professores. Desde o início do governo Wgner, que o professor Jorge Portugal, através de sua empresa Abais Conteúdos Educativos e Produção Cultural, vem metendo a mão no dinheiro público, acumulando pelo menos R$ 6,8 milhões em contratos com o governo do Estado nos últimos quatro anos – todos eles com dispensa ou inexigibilidade de licitação.

Em um Estado que tivesse o Tribunal de Contas sério e atuante e um Ministério Público vigilante e que zelasse pelo patrimonio e pelo erário público, com certeza alguma açao já teria ocorrido para evitar este sangramento do dinheiro do povo canalizado para uma empresa, cujos serviços no mínimo estão sob suspeição, fosse estancado.

Conforme levantamento, os contratos foram firmados com o Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (Irdeb), para realização dos programas televisivos “Tô Sabendo” e “É Bom Saber”, e com a Secretaria de Educação do Estado (SEC).

O último escândalo orçado em 1.6 milhão, referente ao último  contrato firmado teve por objetivo a organização de 384 aulões preparatórios para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), cujo conteúdo já ensejou movimento de protrestos dos alunos convocados, que em lugar de aulas, passaram mais tempo assistindo shows musiscais de qualidade duvidosa.

O caráter emergencial da contratação despertou críticas de deputados de oposição e de sindicalistas ligados ao movimentos dos professores. Portugal alega que os questionamentos são infundados: “Estou sendo bombardeado por um sensacionalismo moralista. Este projeto é sonho dourado de qualquer aluno da rede pública ou particular, pois reúne professores dos melhores colégios e cursinhos”.

Em nota encaminhada a Imprensa, a SEC argumenta que o contrato emergencial foi assinado para “minimizar os prejuízos causados pela greve dos professores aos estudantes concluintes do ensino médio da rede estadual que vão prestar provas do Enem e outros vestibulares”. Contudo esqueceu a SEC do informar a origem dos recursos, esperando a sociedade que não estejam sendo utilizados o do FUNDEB.

Segundo a SEC os requisitos para a escolha da Abaís foram a “capacidade técnica, pedagógica e de infraestrutura” da empresa. Os eventos vão envolver cerca de 100 professores, além de uma infraestrutura de serviço de sonorização, palco, iluminação e filmagem dos aulões para veiculação na internet. Esqueceu também a SEC de dizer, que na Bahia também existem outras empresas com a mesma qualidade.

Fonte: Municipios Baianos.

 

 

 

 

 

 

 

   

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