09/01/2018

Lava Jato e a Indústria da Delação Premiada

 

As acusações do advogado Tacla Duran contra a Lava Jato se fundamentam em três documentos.

O primeiro, no print das telas do celular, com a suposta conversa com o advogado Carlos Zucolotto Junior, melhor amigo de Sérgio Moro e sócio de Rosângela Moro em escritório de advocacia.

Na proposta original de delação, Tacla recebeu uma condenação de US$ 15 milhões, além das penalidades criminais.

A conversa com Zucolotto foi por Wickr, um aplicativo que deleta as mensagens depois de cinco minutos. Tacla teria fotografado as mensagens antes de sumirem.

Na conversa auditada, Zucolotto sugere uma contraproposta, diminuindo para um terço o valor da multa, mediante o pagamento de US$ 5 milhões “por fora”, “Porque tenho que resolver o pessoal que vai ajudar nisso”. Menciona um encontro com uma pessoa “para melhorar isso com o DD”. O único DD da Lava Jato é o procurador Deltan Dallagnol, chefe da equipe do Ministério Público Federal.

As conversas teriam ocorrido no dia 24 e 25 de maio.

Apenas dois dias depois, em 27 de maio, o advogado de Tacla recebe um e-mail do procurador Roberson Henrique Pozzobon, com cópia para seu colega Carlos Fernando dos Santos Lima.

No assunto, “Termos de proposta de acordo – Prazo de validade”.

No texto, Pozzobon diz que a minuta está fechada. “Fizemos ontem os ajustes finais com os colegas do GT (Grupo de Trabalho)de BSB”.

E avisa que a próxima reunião seria no dia 30 de maio.

Anexado, a minuta do acordo explicitando a esperteza que seria adotada para mudar os valores.

A minuta previa uma multa total de R$ 55.785.200,00. E dizia para quem seria o pagamento: 80% para a Petrobras e 20% para a União. O “colaborador” – como é tratado Tacla Duran no documento – “compromete-se a depositar em conta judicial no prazo de 30 dias após a homologação do acordo”.

E, aí, entra a esperteza. Os valores deveriam sair da conta de Tacla em Andorra. Ocorre que os procuradores já sabiam que essa conta estava zerada.

Diz a proposta de acordo: “Caso o COLABORADOR comprove que, no prazo de 30 dias da homologação do presente acordo não pode, por motivos alheios à sua vontade, internalizar e depositar em juízo o valor pactuado (…) o MPF buscará a internalização dos valores por via própria”. “Se as diligências (…) não permitirem a internalização dos valores em prazo razoável a ser estabelecido pelo MPF, o colaborador compromete-se, no prazo de 20 dias de sua notificação pelo MPF, efetuar o pagamento de multa no valor de R$ 13.827.000,00 (os US$ 5 milhões na cotação do dia)”.

Os procuradores  e Zucolotto sabiam que não havia dinheiro na conta de Andorra e que na conta de Cingapura, declarada à Receita Federal, havia saldo suficiente para os pagamentos.

Tacla recusou o acordo, pelo fato de  ter sido mantida a condenação penal. A conta de Cingapura foi bloqueada em seguida e o MPF nunca pediu o bloqueio da conta de Andorra, comprovando que sabia da falta de movimentação nela.

A defesa da Lava Jato tem sido a de minimizar a denúncia. Não dá mais. Nem a própria imprensa tradicional está conseguindo conter a ansiedade de colunistas e repórteres.

E, aí, a Lava Jato entra na chamada sinuca de bico. Em algum momento, terão que prestar contas e dar explicações plausíveis sobre o episódio. Se não fizerem, a dinâmica da suspeição se alastrará. Se prestarem, quebra-se a aura da intocabilidade. Em qualquer hipótese, Tacla conseguiu enfiar um punhal no fígado da delação premiada.

Lava Jato se recusa a explicar porquê não interrogou Duran na Espanha

A força-tarefa da Lava Jato não quer explicar porquê desistiu de ir à Espanha para colher o depoimento de Rodrigo Tacla Duran, o ex-advogado da Odebrecht que ganhou os holofotes da mídia após revelar um suposto esquema de propina envolvendo a indústria da delação premiada em Curitiba.

Em dezembro de 2017, Tacla Duran revelou à defesa de Lula que uma audiência na Espanha estava agendada para o dia 4 daquele mês, com a presença confirmada de 3 procuradores de Curitiba – entre eles, Roberson Pozzobon e Orlando Martello. Mas nenhum dos membros da força-tarefa compareceu ao compromisso solicitado às autoridades espanholas pela própria Lava Jato.

Na última sexta (5), o GGN entrou em contato com a assessoria de imprensa do Ministério Público Federal no Paraná e solicitou aos procuradores que explicassem o motivo da desistência e informassem se há previsão de quando Duran será ouvido na ação penal em que é acusado de lavagem de dinheiro. Nesta segunda (8), a resposta obtida foi: “Sobre seu pedido, a força-tarefa Lava Jato não irá se manifestar.”

O encontro entre Duran e os procuradores de Curitiba, na Espanha, deveria ter ocorrido menos de uma semana após seu depoimento à CPMI da JBS. No dia 30 de novembro de 2017, o advogado confirmou aos parlamentares as acusações que fez contra o amigo pessoal do juiz Sergio Moro, Carlos Zucolotto.

Segundo Duran, Zucolotto cobrou pagamento “por fora” para “melhorar” seu acordo de delação premiada com os procuradores de Curitiba.

Zucolotto, que teria dito que parte do caixa 2 seria destinado a pagar os envolvidos na operação, prometeu também colocar “DD” no circuito.

A proposta principal era a de reduzir a multa imposta a Duran (cerca de 15 milhões de dólares) em um terço, entre outros benefícios que, coincidentemente, acabaram contemplados na minuta do acordo que os procuradores enviaram ao réu.

O GGN divulgou com exclusividade o e-mail enviado por Roberson Pozzobon, com cópia aos procuradores Julio Carlos Motta Noronha e Carlos Fernando dos Santos Lima, à defesa de Duran.

A força-tarefa da Lava Jato não quer explicar porquê desistiu de ir à Espanha para colher o depoimento de Rodrigo Tacla Duran, o ex-advogado da Odebrecht que ganhou os holofotes da mídia após revelar um suposto esquema de propina envolvendo a indústria da delação premiada em Curitiba.

Em dezembro de 2017, Tacla Duran revelou à defesa de Lula que uma audiência na Espanha estava agendada para o dia 4 daquele mês, com a presença confirmada de 3 procuradores de Curitiba – entre eles, Roberson Pozzobon e Orlando Martello. Mas nenhum dos membros da força-tarefa compareceu ao compromisso solicitado às autoridades espanholas pela própria Lava Jato.

Na última sexta (5), o GGN entrou em contato com a assessoria de imprensa do Ministério Público Federal no Paraná e solicitou aos procuradores que explicassem o motivo da desistência e informassem se há previsão de quando Duran será ouvido na ação penal em que é acusado de lavagem de dinheiro. Nesta segunda (8), a resposta obtida foi: “Sobre seu pedido, a força-tarefa Lava Jato não irá se manifestar.”

O encontro entre Duran e os procuradores de Curitiba, na Espanha, deveria ter ocorrido menos de uma semana após seu depoimento à CPMI da JBS. No dia 30 de novembro de 2017, o advogado confirmou aos parlamentares as acusações que fez contra o amigo pessoal do juiz Sergio Moro, Carlos Zucolotto.

Segundo Duran, Zucolotto cobrou pagamento “por fora” para “melhorar” seu acordo de delação premiada com os procuradores de Curitiba.

Zucolotto, que teria dito que parte do caixa 2 seria destinado a pagar os envolvidos na operação, prometeu também colocar “DD” no circuito.

A proposta principal era a de reduzir a multa imposta a Duran (cerca de 15 milhões de dólares) em um terço, entre outros benefícios que, coincidentemente, acabaram contemplados na minuta do acordo que os procuradores enviaram ao réu.

O GGN divulgou com exclusividade o e-mail enviado por Roberson Pozzobon, com cópia aos procuradores Julio Carlos Motta Noronha e Carlos Fernando dos Santos Lima, à defesa de Duran.

Investigado, Yunes relata à PF só um negocio com Temer

Advogado e ex-assessor da Presidência da República José Yunes relatou em depoimento à Polícia Federal, no dia 30 de novembro, que realizou apenas uma operação de venda de imóvel para o presidente Michel Temer. A GloboNews obteve a íntegra do depoimento de Yunes, que é investigado por suspeita de corrupção na Lava Jato.

Ele respondeu a 30 questões sobre a sua relação com presidente, de quem é amigo há 50 anos e de quem foi assessor no Palácio do Planalto, no inquérito que investiga suposta propina a Temer no Porto de Santos. Yunes pediu demissão do cargo em dezembro de 2016, após ser delatado pela Odebrecht.

Na pergunta de número 24, Yunes é questionado pelo delegado Ricardo Ishida sobre quais negócios realizou com Temer e se já havia vendido algum imóvel ou repassado algum valor ao presidente. Yunes respondeu:

“QUE nunca vendeu nenhum imóvel para ele como pessoa física; QUE há cerca de vinte anos, quando o declarante tinha uma incorporadora, MICHEL TEMER comprou um andar em um prédio comercial da incorporadora do declarante à época; QUE o andar adquirido é o da Rua Pedroso Alvarenga, 900, 10º andar, sendo tudo contabilizado e informado nas declarações de imposto de renda do declarante e de MICHEL TEMER; QUE não se recorda de nenhum outro negócio envolvendo o Presidente TEMER; QUE nunca fez repasses de valores para Presidente TEMER ou para qualquer emissário dele ou do partido PMDB”.

O único negócio com Temer citado no depoimento de Yunes à PF foi o andar no prédio aonde fica localizado o escritório político do presidente.

O advogado de Yunes, José Luís Oliveira Lima, negou ao blog que tenha havido qualquer omissão no depoimento de Yunes à PF. Segundo ele, quando Yunes prestou depoimento, respondeu a todas as perguntas que lhe foram feitas: “Esclareceu que o presidente Temer comprou há vinte anos um imóvel comercial de uma incorporadora que lhe pertenceu. Essa operação foi devidamente registrada no IR”, explicou.

Yunes é apontado pelo operador financeiro Lúcio Funaro, que fez uma delação premiada, como um dos responsáveis por administrar as propinas supostamente pagas ao presidente e por fazer o “branqueamento” dos valores. De acordo com Funaro, para lavar o dinheiro e disfarçar a origem, Yunes investia os valores ilícitos em sua incorporadora imobiliária.

Em julho passado, a revista “Veja” revelou que a família de Temer comprou do advogado dois escritórios, uma casa e o andar de um prédio em áreas nobres de São Paulo que valeriam atualmente, segundo a reportagem, R$ 18,4 milhões, e foram adquiridos entre os anos 2000 e 2010, quando Temer era deputado federal.

Indagado sobre o fato de não terem sido citados outros imóveis que foram negociados entre as famílias Yunes e Temer, o advogado afirmou que não houve perguntas a respeito.

Relator do impeachment agora evita lugares públicos

A maré virou para Jovair Arantes, o deputado do PTB de Goiás que relatou o processo de impeachment de Dilma Rousseff.

Ele admitiu a um amigo que, dada a baixa popularidade do governo e o desgaste da classe política, tem evitado ir a restaurantes com medo de ser reconhecido e agredido pela população.

Luciano Huck diz que vai participar das eleições mas não é ‘salvador da pátria’

O apresentador de TV, Luciano Huck, afirmou na noite deste domingo (7) que vai participar ativamente das eleições de outubro e “botar a mão na massa”, mais uma vez, deixou no ar uma possível candidatura a presidente da República. “O que Deus espera para mim vou deixar rolar. Neste momento, agora no começo de janeiro, ainda acho que meu papel com esse microfone na mão na TV, motivando as pessoas, pode ser talvez até mais importante do que lá (na presidência)”, disse.

Huck disse, em participação no Domingão do Faustão, que vai ajudar a capitalizar candidaturas novas para a política por meio de dois movimentos, o Agora e o Renova, que de acordo com ele farão um funil de pessoas éticas para concorrer a cargos eletivos. Os grupos de empresários darão estrutura e dinheiro para quem passar no “vestibular” e não tiver meios de fazer campanha.

O apresentador disse que não quer que a presidência seja uma pretensão dele e que jamais será um salvador da pátria, mas adotou um discurso de político, criticando inclusive outro pré-candidato, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC). “Quando vem gente nessa crise querer voltar com a ditadura, não existe isso. A democracia é feita para melhorar a vida das pessoas e a gente tem que agarrar com unhas e dentes”, disse.

O artista criticou os partidos e disse que houve um derretimento da política por causa dos últimos escândalos de corrupção. Segundo ele, o quadro deixou espaço para novos políticos. Huck disse que andou o país por 18 anos e que, por isso, sabe os problemas do país. Segundo ele, chegou a hora de ter altruísmo na política e começar de fato a servir o cidadão.

A participação de Luciano Huck com a mulher Angélica no programa rendeu vários comentários nas redes sociais. Muitos o acusaram de estar fazendo campanha na TV.

 

 

Fonte: Jornal GGN/Ação Popular/Municipios Baianos

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