09/01/2018

Bahia: Com 61% de pacientes do interior, HM completa um ano

 

O Hospital da Mulher (HM), no bairro de Roma, em Salvador, completa um ano de funcionamento na terça-feira (9), com números expressivos no atendimento. Mais de 73 mil consultas, 7 mil cirurgias, 190 mil exames e captação de sete córneas para transplantes foram realizados. A unidade tem se destacado na prevenção, diagnóstico e tratamento de câncer de mama e ginecológico.

De acordo com o diretor-geral do HM, Marco Antônio Andrade, a meta para o segundo ano é aperfeiçoar os procedimentos e as práticas hospitalares. “Para nós, é muito gratificante chegar ao fim do primeiro ano com números bastante significativos. Em 2018, nós estamos com uma agenda muito proativa", afirma.

Andrade explica que "para consolidar ainda mais o hospital como uma referência estadual e no Norte-Nordeste, além da parceria com o Hospital de Barretos desenvolvida pelo Governo do Estado, com quem estamos fazendo um intercâmbio de profissionais em áreas específicas, a gente pretende formalizar a qualidade do hospital em padrões também internacionais”. 

A costureira Lúcia Maria da Cruz, 51 anos, se recupera da cirurgia de retirada da mama esquerda. A paciente descobriu o nódulo a partir do autoexame e procurou um centro de saúde do bairro da Liberdade para investigar. Lá, foi encaminhada para o Hospital da Mulher, onde fará todas as etapas do tratamento.

“Eu achei o atendimento muito bom e rápido. A gente não consegue esse atendimento em qualquer lugar. Minha expectativa é que eu seja curada. A médica me tranquilizou, disse que eu posso fazer todo o tratamento aqui. Se eu quiser fazer a reconstrução da mama, aqui também faz", declara a costureira.

Encaminhamento

Todo o atendimento do HM é feito via encaminhamento por unidades básicas, e de pronto-atendimento. A dona de casa Joseane Batista vem de Entre Rios, no nordeste do estado, para realizar exames e tratar miomas uterinos. “Estou sendo bem atendida. A gente pede informação e as pessoas informam direitinho. Não tenho do que reclamar”, conta a paciente, que está na expectativa de fazer a cirurgia.

O hospital já é considerado referência no diagnóstico e tratamento do câncer feminino. “Predominantemente, nossa população é para diagnóstico e tratamento de câncer de mama, mas nós fazemos também o tratamento de pacientes com doenças benignas das mamas. Somos a referência para os 417 municípios do estado. Nós oferecemos a reconstrução imediata, incluindo todos os materiais. É o único serviço no Brasil”, destaca o diretor de Residência Médica e coordenador do Serviço de Alta Resolução para Tratamento e Diagnóstico do Câncer de Mama, André Dias.

Residência médica

Em 2018, o HM oferecerá Residência Médica em Mastologia. “Esses residentes passarão dois anos conosco, em uma imersão de 60 horas por semana. Hoje nós já atendemos um fluxo alto. Somente o Departamento de Mastologia atendeu mais de 15 mil mulheres e realizou mais de 1,5 mil procedimentos cirúrgicos. O serviço de residência vai aumentar esse número de atendimento à medida que temos mais profissionais que precisam estar em contato com os pacientes e as patologias, bem como aprimorar os processos”, completa André.

Para alcançar ainda mais mulheres, agora dispõe de uma unidade móvel que realiza 70 mamografias e 170 exames preventivos por dia. Mulheres que sofreram violência sexual encontram atendimento especializado, através de uma equipe multidisciplinar, e mulheres transgêneros também são acolhidas.

Uso contínuo ou excessivo da pílula do dia seguinte pode ser prejudicial à saúde da mulher

Também conhecida como contracepção de emergência, a pílula do dia seguinte é indicada para evitar uma gravidez indesejada após uma relação sexual sem a devida proteção. São muitas as dúvidas sobre o uso correto desse método, mas o mais importante é a conscientização de que se trata de um medicamento que deve ser usado apenas em situações emergenciais. Seu uso contínuo, excessivo ou inadequado pode ser prejudicial à saúde da mulher.  "É um método contraceptivo de emergência que deve ser usado o quanto antes e até 72 horas após uma relação sexual desprotegida," esclarece o ginecologista Jorge Valente, diretor médico do do Ceparh (Centro de Pesquisa e Assistência em Reprodução Humana).  

O médico adverte que a pílula do dia seguinte não deve ser usada continuamente, pois tem uma dosagem hormonal muito elevada, que pode desencadear vários efeitos colaterais sérios se usada com frequência, além disso a sua eficácia é menor que a dos métodos contraceptivos tradicionais. A pílula do dia seguinte é indicada para casos emergenciais, quando o ato sexual aconteceu sem o uso de preservartivo ou o mesmo se rompeu ou ainda quando a mulher foi vítima de violência sexual.

Segundo Jorge Valente, quando usada nas primeiras horas após a relação sexual, a pílula pode evitar a gravidez em cerca de 95% dos casos. "É um método considerado seguro, quando usado de forma adequada", ressalta. “Apesar de ser chamada de pílula do dia seguinte, a mulher não deve esperar o dia seguinte para tomar, o quanto antes ela usar após a relação sexual, maior será a eficácia”, esclarece o médico.

Dentre os efeitos colaterais comuns, náuseas e vômitos, desregulação da menstruação, inchaço e dor de cabeça.  A pílula do dia seguinte não deve ser usada por mulheres que sofrem de hipertensão descontrolada, insuficiência hepática ou que possuem histórico de trombose.

Mulheres que têm uma vida sexual regular e desejam evitar filhos devem ser avaliadas por um ginecologista porque há no mercado diversos tipos de métodos contraceptivos e só o médico pode avaliar qual o mais indicado de acordo com o histórico de saúde de cada paciente.

População pode contribuir para marco regulatório de suplementos alimentares

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recebe, a partir desta segunda-feira (8), contribuições para o marco regulatório de suplementos alimentares.

De acordo com o órgão, a categoria de produtos, apesar de amplamente reconhecida pelo consumidor e adotada em outros países, não está prevista na legislação sanitária brasileira.

A definição proposta pela agência considera suplementos alimentares todos os produtos de ingestão oral, apresentados em formas farmacêuticas, destinados a suplementar a alimentação de indivíduos saudáveis com nutrientes, substâncias bioativas, enzimas ou probióticos, isolados ou combinados.

Segundo a Agência Brasil, a proposta regulatória pretende reunir na categoria produtos que atualmente se encontram disciplinados em seis categorias de alimentos, além de produtos enquadrados como medicamentos específicos que possuem indicação de suplementação.

"No intuito de tornar as práticas de mercado mais equitativas e favorecer o controle das autoridades sanitárias, a proposta de regulamento define claramente o que pode estar contido em um suplemento, os limites mínimo e máximo de cada constituinte e as alegações que podem ser realizadas, por meio da adoção de listas positivas", destacou a Anvisa.

Ao todo, seis propostas de regulamento estão disponíveis para consultas públicas pelos próximos 90 dias. Os formulários para envio das contribuições podem ser acessados por meio do site da Anvisa.

Temer sanciona com vetos mudanças na carreira de agentes comunitários de saúde

O presidente Michel Temer sancionou, com muitos vetos, lei que reformula a carreira de agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias.

O texto, publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (8), dispõe sobre atribuições, condições de trabalho, grau de formação profissional e cursos de formação técnica e continuada desses profissionais.

Dentre os vários vetos, Temer rejeitou os trechos que tratavam de indenização de transporte aos agentes e da jornada de trabalho, alegando que a competência legislativa da União sobre a matéria é apenas para "diretrizes" e que a questão deve ser tratada pelos respectivos entes federados, conforme a disponibilidade de recursos e o interesse público.

Quanto à jornada, os dispositivos vetados falavam em carga de trabalho para fins de piso salarial de 40 horas semanais integralmente dedicada a ações e serviços de promoção da saúde, de vigilância epidemiológica e ambiental e de combate a endemias, dais quais 30 horas semanais para atividades externas e 10 horas semanais para atividades de planejamento e avaliação de ações.

 

Fonte: Secom Bahia/Reinaldo Comunicação/BN/Agencia Estado/Municipios Baianos

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