09/01/2018

Feira: Uefs mantém ponto de coleta de óleo vegetal

 

Em parceria com a ONG Movimento Água é Vida, a Equipe de Estudo e Educação Ambiental da Universidade Estadual de Feira de Santana (EEA/Uefs) mantém em funcionamento o ponto de coleta de óleo vegetal usado na preparação de alimentos. O óleo utilizado em casa ou em restaurantes deve ser acondicionado em garrafas PET e entregue na sede da EEA, no campus da Uefs, das 8h30 às 12h e das 14h30 às 18 horas.

A Equipe também recebe doações de papel impresso, embalagens de papel, papelão, livros, jornais e revistas, além de materiais que estejam limpos e sem contaminação, para o reaproveitamento e descarte correto. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (75) 3161-8789 ou pelo e-mail eea@uefs.br.

Hospital Clériston Andrade atendeu 450 vítimas de acidentes de moto em dezembro

O Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA) tem registrado um número excessivo de atendimentos a vítimas de acidentes de motos. Somente em dezembro, a unidade recebeu 450 pacientes, destes 174 apenas entre os dias 22 e 31/12, período festivo (Natal e réveillon). No mesmo período do ano passado, foram registrados 138 atendimentos.

De acordo com a direção do hospital, em todo o ano de 2017 foram registrados 4.355 atendimentos. “Tivemos um número alarmante de acidentados de motos, o que sobrecarrega ainda mais o setor de ortopedia. Estes pacientes geralmente necessitam de uma permanência maior e a maioria de cirurgia, o que gera custos altos para o hospital”, afirma José Carlos de Carvalho Pitangueira, diretor-geral do HGCA.

Pitangueira disse ainda que somente estes atendimentos às vítimas de acidentes de moto no período festivo correspondem a 58% do total de leitos do hospital. O Clériston Andrade é o maior hospital público porta aberta de Feira de Santana e região, pactuado com 126 municípios,e com capacidade para 300 leitos.

Denúncias feitas por mulheres vítimas de violência em Feira aumentaram 33 por cento em 2017

Formada por órgãos municipais e estaduais, a rede de proteção à mulher vitimada pela violência doméstica, em Feira de Santana, vem atingindo os seus objetivos. Está bem estruturada no município. E, mais importante, com base no crescente dos números, vem   encorajando as mulheres a denunciar seus agressores.

Para a delegada Clécia Vasconcelos, titular da Deam (Delegacia da Mulher), o plantão 24 horas contribuiu para que aumentasse a quantidade de denúncias feitas pelas mulheres vitimadas por este tipo de violência, que passou de 2.656 em 2016 para 3.557 neste ano. Outro ponto evidenciado por ela foi que nenhuma das mulheres assassinadas no ano passado tinha procurado a rede de proteção.

A delegada destacou as políticas públicas locais, como a Casa Abrigo Sapho e o Centro de Referência Maria Quitéria que, afirmou, não são vistas em outros municípios. “Feira de Santana não figurou no Mapa da Violência contra mulher em 2016”, disse a delegada – estudos do setor são publicados desde 1998. “Elas estão acreditando nos serviços que estão sendo prestados e se sentem estimuladas a denunciar”.

Município é referência no enfrentamento, diz coordenadora do CRMQ

“Feira de Santana é referência em ações de proteção a mulher”, diz a coordenadora do CRMQ (Centro de Referência Maria Quitéria), Maria Josailma Ferreira Lima Santos. A Secretaria de Desenvolvimento Social tem atuação eficiente na rede de proteção, com o órgão atuando de maneira coesa.

Além do CRMQ, formam a rede de serviços prestados pelo município o CREAS, CRAS e Casa Abrigo Sapho, para onde são levadas – e onde ficam temporariamente – as mulheres que as autoridades consideram correr risco de morte se permanecerem nas suas casas. Procurar ajuda em um destes órgãos é quebrar este ciclo de violência.

Também atuam na rede movimentos sociais, Conselho Municipal da Mulher, MOC (Movimento de Organização Comunitária), Defensoria Pública do Estado, Ministério Público do Estado, Vara da Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, Ronda Maria da Penha – que atua a partir da decretação de medidas protetivas pela Justiça.

CRMQ já atendeu 1.140 mulheres; 389 apenas em 2017

“É um grande aparato para apoiar a mulher quando ela resolve enfrentar a situação de violência”, afirmou a coordenadora do CRMQ. Desde a sua criação, o centro já atendeu 1.440 mulheres – 389 apenas em 2017. “Aqui elas são acolhidas e as orientamos para que denuncie o agressor, melhore a autoestima, se prepare para o trabalho”.

Diferença de preços de itens do material escolar pode chegar a 300 por cento, aponta Procon

O Procon de Feira de Santana consultou os preços de 27 itens que normalmente constam nas listas de material escolar. No levantamento, realizado nos dias 4 e 5, constam alguns preços bem diferentes. Em alguns casos, a diferença pode chegar a 300%, como por exemplo o preço do papel crepom - encontrado por R$ 0,25 em um estabelecimento, e chegando a custa R$ 1,00 em outro.

Para sobressair na crise, vale economizar cada centavo. E a compra do material escolar tira o sono dos pais, neste início de ano. Gastar menos é a palavra-chave. A pesquisa é fundamental neste processo.

Os fiscais estiveram nas livrarias Dom Pedro II, Dinúbia Papelaria, Maskate Papelaria e Bahia Papelaria, quatro das maiores do mercado de Feira de Santana. Outra diferença de preço que chama a atenção na pesquisa é a massa de modelar, item presente na lista de material de estudantes em idades iniciais. O produto pode ser encontrado por R$ 1,85 em uma livraria e chega a custar R$ 4,30 em outra - diferença de 132%.

Pais também devem prestar atenção nas listas, orienta superintendente do Procon

Pesquisar, comparar preços e produtos, diz a superintendente do Procon, Suzana Mendes, é a única maneira de o consumidor economizar e comprar produtos de qualidade. “Estas pesquisas apontam variações de preços e, baseados nelas, os pais ou responsáveis poderão economizar”, diz a superintendente. “Eles também devem prestar atenção nas listas emitidas pelas escolas”.

Para os livros, uma alternativa de economia é a tradicional Feira de Livros Usados, que é realizada anualmente no estacionamento da Prefeitura, que vai acontecer até o início de março.

  • Veja na relação abaixo outras variações de preços na pesquisa do Procon:

Hidrocor com 12 unidades

Menor preço - 8,33

Maior preço – 15,00

Fita crepe 10m

Menor preço – 0,85

Maior preço – 2,00

Lápis de cor com 12 unidades

Menor preço – 2,52

Maior preço – 4,50

Massa de modelar

Menor preço – 1,85

Maior preço – 4,30

Fita dupla face

Menor preço – 2,09

Maior preço – 4,00

Papel crepom

Menor preço – 0,25

Maior preço – 1,00

Borracha

Menor preço – 0,39

Maior preço – 1,00

Pincel nº 10

Menor preço – 1,45

Maior preço – 3,00

FEIRA EM HISTÓRIA: "Requiem para uma Feira"

Esta quarta-feira dia 10, lembra que há 41 anos aconteceu a transferência da secular feira-livre do centro da cidade para o Centro de Abastecimento, ocorrida no dia 10 de janeiro de 1977, que naquele ano caiu numa segunda-feira.

Foi um fato histórico, que marcou e dividiu a cidade entre favoráveis e contrários. Além do amplo noticiário sobre o acontecimento, o jornal Feira Hoje na sua edição seguinte, de nº 813, publicou um artigo que o jornalista, advogado, poeta e cordelista Franklin Machado assinou com o título “Requiem para uma feira”, que vale a pena ler de novo quatro décadas depois:

– Somente a natureza amanheceu chorando ontem.

Na praça principal, a azáfama da feira-livre se repetia como em toda segunda-feira.

Ninguém diria se não soubesse que aquela seria a última feira ali, depois de uns duzentos anos.

E ali a feira se despedia sem solenidade.

Como um general que ganhou a guerra e se aposenta sem querer receber nenhum louro. Como um filósofo que sabe serem essas coisas efêmeras. O que vale é o registro histórico.

O tempo chorou, mas sabemos que amanhã é um novo dia.

E o sol nascerá radioso, brilhante.

Logo, a feira não se acabou. Apenas, muda de local.

Um local que ainda está meio escondido, pois lhe faltam as vias de acesso projetadas e a visão psicológica de quem chega na praça e não a vê. Como no velho costume.

Somente um bequinho por entre o Umuarama Hotel (quer dizer reunião de amigos em tupi-guarani) e a Loja Pires junto, justamente, à Visão.

O último dia da feira passou em brancas – nuvens, como nos lembrou o ex-radialista Lucílio Bastos (hoje se revelando um cronista das coisas e gentes feirenses).

E o comerciante Carlos Marques que, talvez, se estivesse nos seus tempos carnavalescos de rapaz, faria uma marcha sobre o acontecimento.

Aliás, retruquei “brancas nuvens”, não, pois as nuvens estavam escuras da chuva.

A hora não é para saudosismo nesta Feira que se industrializa, que se asfalta em ruas e estradas, que se alteia, arranhando o céu.

Mas a feira ali dava qualquer coisa de original e único. De coisa bem personalística como seu nome: Feira de Santana!

Nome que começa com seu começo. Em torno da capelinha de Sant’Anna, da fazenda Olhos D’água, dos velhinhos portugueses Domingos e Ana Brandão.

Ali na estrada de São José das Itapororocas para Cachoeira, feirinha dos tropeiros, dos boiadeiros, dos vaqueiros, dos mascates, etc.

História oficial que hoje também está sujeita às mudanças pelos estudos do Monsenhor Renato Galvão.

Não vamos mais ficar a lamentar ou a rememorar fatos, uma vez que nós feirense somos gente portuguesa acostumada a sair pelo mundo para criar mundos.

Gente afeita a olhar para o futuro, mas chorando nos fados tristes.

Foram esses novos feirenses José Falcão da Silva e Lindalvo Farias que tiveram a coragem de sacudir a poeira dos séculos. Com base num plano integrado do governo João Durval.

Entrará Colbert Martins com a incumbência de consolidá-la.

Sabemos que ela será recalcitrante.

Teimará em ficar pelas adjacências como mulher apaixonada que não quer deixar seu homem.

Mas é vida. Viver é estar sempre mudando, se renovando.

Quando se perde essa capacidade é a velhice e a morte.

Tenho visões futurísticas para essa nova feira.

Já a cantei em álbum e folheto de Literatura de Cordel.

Porém não pude deixar de ver o dia chorar ontem.

E, olhando para os feirantes e suas coloridas mercadorias, também chorei.

 

Fonte: Ascom Uefs/Ascom HGCA/Secom PMFS/Municipios Baianos

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