10/01/2018

Bahia: Problema de Rui vai além da matemática básica

 

O governador Rui Costa (PT) voltou a afirmar nesta segunda-feira (8) que vai encontrar espaços para os aliados e que a união será um dos motes da campanha eleitoral de 2018.

O discurso, feito em entrevista à Tribuna da Bahia, é bonito e coeso. Afinal, política se faz com diálogo e Rui, principalmente em ano eleitoral, tem que estar disposto a conversar e ouvir as demandas daqueles que o apoiaram ao longo do mandato e que almejam espaço na chapa majoritária das próximas eleições.

A questão, todavia, é mais do que matemática. São aliados demais, com interesses demais, para apenas quatro vagas na chapa. A única garantida é a do próprio Rui.

Todas as demais ainda estão em avaliação e, por mais que o governador adie o posicionamento, PSD e PP terão prevalência para garantir uma cadeira. E não é por uma questão de posicionamento político. Entre as características que fazem de Rui um bom gestor está o seu pragmatismo. E PSD e PP detém um número expressivo de prefeituras, além de bancadas generosas na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa da Bahia.

João Leão pode até ser “bonitão”, mas não é o papo do vice-governador que vai ser determinante para a permanência dele na chapa.

Para além dessas duas siglas, o grande coringa de Rui é o ex-governador Jaques Wagner. O ex-ministro é cotado para o Senado e pode ter a vaga negociada com outros partidos para evitar um racha na base aliada. A hipótese seria remota, mas não descartada. Afinal, há uma tensão explícita, principalmente com o PSB, para que a senadora Lídice da Mata faça valer o “direito de reeleição” para que a aliança histórica se mantenha – ainda que, em 2014, Rui e Lídice tenham estado em palanques opostos.

Outro partido que almeja espaço é o PCdoB, porém não é preciso ter dons premonitórios para saber que é uma batalha praticamente perdida. O partido não possui densidade eleitoral suficiente para pleitear uma vaga, ainda que seja o mais antigo representante da esquerda em atividade no Brasil.

Rui ainda tem que aplacar a ânsia do PR, principalmente de Ronaldo Carletto, caso venha a se filiar ao partido, para não perder um naco relevante de prefeitos do PP.

Diante desse cenário, Rui tem vagas de menos para candidatos demais.

Só não vale fazer analogias com futebol, dizendo que possui mais jogadores disponíveis do que os adversários, em mais uma provocação à oposição.

Afinal, o primeiro grande erro dele enquanto governador foi comparar policiais militares em confronto com atacantes na frente do gol.

Para Rui, novos nomes de partidos não representam nova política

Para o governador Rui Costa (PT), a estratégia adotada por alguns partidos para mudar de nome, como o PMDB, que voltou a se chamar MDB, não servirá para que essas siglas recuperem sua credibilidade junto ao eleitorado. De acordo com o petista, mudanças substanciais só ocorrerão mediante uma reforma política.

“As mudanças que a população espera são muito mais profundas que isso. Temos que transformar com uma reforma política, que não fizemos, mas espero que após a eleição isso seja prioridade”, defendeu, durante assinatura da ordem de serviço para a revitalização das basílicas do Senhor do Bonfim e Conceição da Praia, na manhã desta terça-feira (09).

“O que temos aqui não existe em nenhum lugar do mundo, 40 partidos. Somos a exceção no erro. A regra é ter partidos fortes, que as pessoas olhem e saibam como aquele partido pensa. Hoje, os partidos, como regra geral, se enfraqueceram e perderam o significado, e isso não é bom. As ideais precisam ser mais fortes”, acrescentou.

Cacá critica governo, diz que país 'precisa' de Maia e Neto 'é o mais forte da oposição'

O deputado federal Cacá Leão (PP) minimizou a sua aproximaçãocom o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), e desconversou sobre um possível rompimento com a base do governador Rui Costa. No entanto, ele voltou a criticar o governo estadual e a interlocução do PT com partidos da base, como PP, PR e PSB. Em entrevista ao Metro1, nesta terça-feira (9), o parlamentar afirmou que o relacionamento piorou depois da chegada de Michel Temer ao Palácio do Planalto.

"O governo errou muito na interlocução e não conseguiu consertar isso ao longo do tempo, principalmente com partidos como PP, PSB e PR. O governador disse à Metrópole que o Ministério da Saúde era o que mais ajudava o governo dele. Isso graças a uma relação nossa, né? Em nenhum momento ele disse que isso era feito pelo PP, ele não disse que quem levava o ministro era a gente, o senador Roberto Muniz, o vice-governador João Leão. Quem abriu essas portas foi a gente. Então, esse tipo de coisa que gera especulação. Mas, nossa relação é muito boa. Tenho dito que parto do pressuposto que, se o governador Rui Costa é candidato à reeleição, o vice-governador João Leão também será. Porque é uma chapa que tem direito à reeleição. Se o PT mudar o candidato a governador, aí existe uma possibilidade de discussão de todos os processos. Mas, tenho certeza que nosso partido estará contemplado, pelo nosso tamanho. Só dá para discutir a reeleição de Rui Costa e João Leão", analisou.

Questionado se há possibilidade de o PP apoiar o presidente da Câmara de Deputados, Rodrigo Maia, se ele for candidato à Presidência da República, Cacá afirmou que "trabalha e torce" e por isso. "Há a possibilidade de o PP fechar com Rodrigo Maia para presidente e há uma torcida minha. Ele tem demonstrado que é um cara que tem total condição de unificar a política do Brasil. O PT e o PSDB não têm condições de fazer essa unificação. Ele se transformou em um coringa da política brasileira. Eu trabalho, defendo e incentivo para que ele seja candidato à Presidência da República, é o nome que a gente precisa", enfatizou.

Para o parlamentar, o possível apoio não deve atrapalhar a coligação do PP com o governador Rui Costa nas eleições de outubro na Bahia. "Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Acho que haverá uma pulverização de candidaturas muito grande para presidente. Talvez, ele [Rodrigo Maia] seja o nome que vai agregar mais partidos. Vários partidos que compõem a base do governador Rui Costa devem ficar na base de apoio da candidatura de Rodrigo Maia. Devem estar o PSD, PR, PP, mas permanecerão aliados ao governador", disse.

Futuro de ACM Neto

Na oportunidade, Leão afirmou ainda que ACM Neto é o nome mais forte da oposição para disputar o governo do Estado com Rui Costa. "Nunca conversamos sobre política de futuro. Já estive em alguns momentos em eventos de gestão, mas que sempre levam para a politica. Mas Neto sempre diz que só decidirá se será candidato depois do Carnaval. Mas eu não tenho nada a ver com isso. Acho que hoje Neto é o nome mais forte da oposição para enfrentar o governador Rui Costa. Mas, eu só posso falar pelo PP", despistou.

Rui diz respeitar aliado que declarou voto em Maia, do DEM

O governador Rui Costa (PT) negou qualquer desconforto com o deputado federal Cacá Leão (PP), integrante da sua base e filho do vice-governador João Leão, após o mesmo afirmar que o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), seria o “melhor nome” para governar o país em 2019.

“Eu acho que a nossa frente de partidos aqui é grande. Não sabemos se conseguiremos unificar um candidato a presidente. Posso adiantar que [Maia] não é e não será meu candidato, mas respeito a opinião de todos, e não vejo problema”, afirmou o governador ao bahia.ba na tarde desta terça-feira (9).

O petista afirmou que ainda não há uma definição, diante das especulações sobre os possíveis candidatos, de quem contará com seu apoio no pleito, mas que isso será definido. “O governador terá um candidato para a presidência da República, e no momento exato nós iremos definir esse candidato”, disse.

Modelo de financiamento do Carnaval adotado pela prefeitura tirou recursos das entidades, aponta Rui

Em entrevista à imprensa na manhã desta terça-feira (09), o governador Rui Costa (PT) criticou o modelo de financiamento do Carnaval adotado pela prefeitura de Salvador. Na avaliação do petista, o patrocínio das empresas privadas “esvaziou o financiamento das entidades carnavalescas”.

“O Poder Público municipal adotou uma forma de autofinanciar por meio dos patrocínios, e isso esvaziou o financiamento das entidades, porque o que ia para as entidades carnavalescas vai para o Poder Público como retorno de publicidade, de fechamento de um mercado de consumo”, disse, durante assinatura da ordem de serviço para execução de limpeza e pintura das fachadas da Basílica de Nossa Senhora da Conceição da Praia e requalificação das instalações elétricas da Basílica do Bom Jesus do Senhor do Bonfim.

“De todos os carnavais, esse será o mais sentido do ponto de vista da crise. As pessoas vão perceber uma crise grande no Carnaval. Mas é preciso que façamos um debate colocando a política de lado, um debate que não pode ser dois, três meses antes do Carnaval. Temos que debater inclusive a forma de financiamento”, acrescentou Rui.

Empresa de investigado na operação Copérnico ganha licitação milionária na prefeitura de Salvador

A empresa Construtora NM venceu uma licitação na prefeitura de Salvador para execução de serviços de requalificação da orla da capital baiana no trecho Barra/Ondina. O montante do contrato é de R$ 26,2 milhões, conforme consta no Diário Oficial do Município desta terça-feira (9).

A NM, do empresário Nicolau Emanoel Marques Martins Júnior, esteve no centro da operação Copérnico, deflagrada no ano de 2016 contra um esquema que tinha como alvo os contratos firmados pelo Instituto Médico Cardiológico da Bahia (IMCBA). Na ocasião, o empresário foi preso sob a acusação de ter desviado verbas em contratos de cerca R$ 750 milhões com as prefeituras de Salvador, Candeias, São Francisco do Conde, Lauro de Freitas e Madre de Deus, entre os anos de 2012 e 2015.

Rui publicará venda da Ebal na próxima semana

O governador Rui Costa (PT) anunciou nesta terça-feira (9) que publicará a venda da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal) na próxima semana. “O Estado não tem competência para gerir supermercado. Não é função do estado fazer isso, ser agente de comércio”, disse o chefe do Executivo baiano, durante evento de lançamento do edital de publicização do artesanato baiano.

A promessa de privatizar a Ebal, responsável pela administração das lojas da Cesta do Povo, foi feita no começo do governo Rui. Em dezembro, o governador havia criticado uma decisão judicial que obrigava o Estado a readmitir 1,7 mil empregados da estatal.

Embasa renova contrato de R$ 7 mi com empresa de mulher de Dauster

A esposa do secretário da Casa Civil do governo Rui Costa, Vera Maria Rocha Dauster, teve um contrato de publicidade renovado por mais 12 meses com a Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa). O valor do contrato é de R$ 7,5 milhões, segundo o Correio.

De acordo com a publicação, a companhia venceu em dezembro de 2014 a licitação de R$ 10 milhões para gerir a conta de publicidade da estatal e, de lá para cá, manteve-se no negócio por meio de sucessivos termos aditivos.

O último foi assinado pela área de contratos da Embasa em 29 de dezembro. Vera também é sócia do marido na Dauster Patrimonial, voltada à compra e venda de imóveis, de acordo com dados da Receita.

 

Fonte: Por Fernando Duarte, no BN/BNews/Metro 1/Bahia.ba/Municipios Baianos

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