10/01/2018

Bahia vai adotar dose da vacina para febre amarela

 

Entre fevereiro e março deste ano, 75 municípios da Bahia,  São Paulo, e Rio de Janeiro vão realizar campanhas de vacinação contra a febre amarela com doses fracionadas. A decisão, segundo o ministro da Saúde, Ricardo Barros, foi adotada mediante recomendação e autorização da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O fracionamento de doses, de acordo com a pasta, é uma medida preventiva e emergencial adotada em razão do surto da doença no país e que será implementada em áreas selecionadas durante um período de 15 dias. "A dose fracionada, até o presente momento, tem mostrado exatamente a mesma capacidade de imunização que a dose integral", disse o ministro.

Barros destacou que a dose padrão da vacina contra a febre amarela protege uma pessoa por toda a vida, enquanto a dose fracionada protege por pelo menos oito anos. Estudos em andamento, segundo ele, vão continuar a avaliar a proteção da dose fracionada posterior a esse período.

Ao todo, 19,7 milhões de pessoas devem ser imunizadas nos três estados, sendo 15 milhões com doses fracionadas e 4,7 milhões com dose padrão (crianças de 9 meses a menores de 2 anos; pessoas com condições clínicas especiais como HIV/aids, doenças hematológicas ou após término de quimioterapia; gestantes; e viajantes internacionais, mediante apresentação do comprovante de viagem).

Campanhas nos estados

Na Bahia, 2,5 milhões de pessoas serão vacinadas com a dose fracionada e 813 mil com a dose padrão em oito municípios. Também em razão do carnaval, a campanha será feita de 19 de fevereiro a 9 de março, sendo o dia 24 o dia D de mobilização.

O fracionamento

Atualmente, o ministério utiliza a dose padrão da vacina contra a febre amarela com 0,5 mL. Já para a dose fracionada, são aplicados 0,1mL ou 1/5 da dose padrão. Desta forma, um frasco com cinco doses da vacina padrão pode imunizar até 25 pessoas com a dose fracionada contra a doença.

Capacitação

O ministério informou ainda que, em janeiro, estados e municípios vão treinar profissionais de saúde e adequar a logística para o fracionamento de doses. Para isso, a pasta deve repassar aos estados R$ 54 milhões do Piso Variável de Vigilância em Saúde.

Lavagem do Bonfim: SMS monta esquema especial de saúde ao lado da Colina Sagrada

A tradicional Lavagem do Senhor do Bonfim acontece na próxima quinta-feira (11) e, para evitar desidratação e desgaste físico, alguns cuidados são necessários.

Para atendimento aos fiéis, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) montou um esquema especial. Soteropolitanos e turistas vão contar com um módulo assistencial montado ao lado da Colina Sagrada que vai funcionar das 10h às 22h.

O espaço contará com cinco leitos e uma equipe de atendimento composta por dois médicos, dois enfermeiros e quatro técnicos de enfermagem. Ficarão à disposição da população ambulâncias do Samu 192 para as ocorrências que necessitarem de transferências.

O coordenador médico de urgências e emergências hospitalar em Salvador, Ivan Paiva, fez recomendações aos fiéis em nota divulgada pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS). "As pessoas devem sair de casa bem alimentadas e evitar o jejum antes de ir à festa. Usar o protetor solar, calçados confortáveis, roupas leves e levar a sua garrafa de água ou comprar a mineral industrializada para evitar a desidratação. Além disso, ter o cuidado com a ingestão de alimentos e saber a procedência deles", alertou. Paiva orienta as pessoas com doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, a fazer uso da medicação de rotina. Consultar o médico sobre o esforço que irá fazer no percurso também é necessário para evitar problemas no trajeto. O médico ressalta, para aquelas pessoas que exageram no álcool no fim do percurso quando termina a parte religiosa e começa a profana, a importância de beber com moderação e evitar confusão. "É importante que aquelas pessoas que vão fazer uso de bebidas alcoólicas não excedam. Historicamente, a alcoolemia é sempre uma das principais causas de admissões nos módulos de saúde. Por isso a dica é beber com moderação", explicou.

Brasileiros utilizam compostos de veneno de cascavel para tratar hepatite C

Pesquisadores brasileiros utilizaram três compostos do veneno de uma espécie de cascavel para combate ao vírus da hepatite C.

Os três compostos retirados do veneno de um animal da espécie Crotalus durissus terrificus, conhecida como cascavel-de-quatro-ventas, boiçununga ou maracamboia, foram isolados no Laboratório de Toxinologia da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto por cientistas das universidades Estadual Paulista (Unesp), Federal de Uberlândia (UFU) e de São Paulo (USP).

São duas proteínas: a fosfolipase A2 (PLA2-CB) e a crotapotina (CP).

Em uma série de experimentos in vitro com culturas de células humanas, foi testada a ação antiviral dos dois compostos, tanto em separado como em conjunto no complexo proteico.

Foram observados os efeitos dos compostos em células humanas (para ajudar a prevenir a infecção pelo vírus) e diretamente no vírus da hepatite C. "Esse vírus invade a célula humana hospedeira para se replicar, produzindo novas partículas virais. Dentro da célula hospedeira, o vírus produz uma fita complementar de RNA, a partir da qual serão produzidas moléculas de genoma viral que constituirão as novas partículas", disse a coordenadora do estudo, professora Ana Carolina Gomes Jardim, à Agência Fapesp.

"Nosso trabalho demonstrou que a fosfolipase tem a capacidade de se intercalar com o RNA dupla fita, intermediário de replicação do vírus, inibindo a produção de novas partículas virais. A intercalação reduziu em 86% a produção de novos genomas virais, quando comparada ao que ocorre na ausência da fosfolipase", acrescentou.

Quando o mesmo experimento foi feito usando-se a crotoxina, a redução na produção de partículas virais foi de 58%. A segunda etapa do trabalho consistiu em verificar se os compostos conseguiriam bloquear a entrada do vírus nas células humanas em cultura.

Nesse caso, os resultados foram ainda mais satisfatórios, pois a fosfolipase inibiu em 97% a entrada do vírus nas células. Já o uso da crotoxina reduziu a infecção viral em 85%.

Por fim, foi testado um segundo composto isolado do veneno de cascavel, a crotapotina.

Muito embora não se tenha verificado efeitos para impedir a entrada do vírus nas células humanas nem a sua replicação, a crotapotina agiu em outro estágio do ciclo viral, reduzindo em até 78% a saída das novas partículas virais das células.

No caso da crotoxina, a saída das partículas foi inibida em 50%. Segundo os pesquisadores, os resultados dos experimentos demonstram que a fosfolipase e a crotapotina agindo isoladamente tiveram melhor resultado do que em associação.

Gel anti-impotência com nitroglicerina é considerado novo Viagra

Com ação 12 vezes mais rápida do que o Viagra, um gel anti-impotência feito com nitroglicerina pode ser a nova solução para disfunção erétil.

O produto libera gás de óxido nítrico à medida que é esfregado no órgão sexual masculino, o que dilata os vasos e aumenta o fluxo sanguíneo.

Em testes, os cientistas concluíram que 44% dos homens testados conseguiram alcançar uma ereção depois de cinco minutos. Do total de 220 testes realizados, 70% ficaram excitados em 10 minutos.

"As vantagens incluem potencial para uma ação rápida e facilidade de uso. O uso dele poderia ser incorporado nas preliminares sexuais, aumentando o nível de intimidade entre casais", afirmou o urologista David Ralph, da University College Hospital, de Londres, ao The Sun.

Foram observados efeitos colaterais leves, a exemplo de dores de cabeça. No entanto, os médicos disseram ter alterado ligeiramente os ingredientes. Novos estudos são planejados.

Portugal discute legalização do uso de maconha para fins medicinais

Mais de cem médicos, enfermeiros, psicólogos, investigadores e autoridades da área da saúde em Portugal assinaram uma carta aberta que pede a legalização do uso terapêutico da maconha.

O documento apoia dois projetos de lei que pedem liberação do uso da cannabis com finalidade medicinal.  Segundo a Agência Brasil, o tema será discutido nesta quinta-feira (11) pelo Parlamento.

A carta aberta defende que a "planta da cannabis tem inúmeros efeitos medicinais que podem e devem ser colocados ao serviço das pessoas. A legalização permitiria a melhoria da qualidade de vida de muitas pessoas e um maior e melhor acesso ao tratamento mais adequado ao seu estado de saúde".

O texto defende ainda a importância de se levar em consideração as evidências científicas e as experiências em outros países como o Canadá, a Alemanha, Holanda e a Itália, que já regularam o uso medicinal da substância, e salienta que a legalização permitiria o acesso em condições reguladas e com garantia de qualidade.

Dois projetos de lei, um do Bloco de Esquerda (BE) e outro do partido PAN (Pessoas Animais Natureza), serão analisados pelo Parlamento na próxima quinta-feira (11) e têm como objetivo a legalização da cannabis para uso terapêutico.

O texto do projeto de lei do BE ressalta a eficácia da cannabis em situações de tratamento da dor, diminuição da náusea e vômitos associados à quimioterapia e estimulação do apetite.

Além disso, cita a eficiência da utilização "no caso da doença de Alzheimer, na esclerose lateral amiotrófica, no glaucoma, na diabetes, nos distúrbios alimentares, na distonia, na epilepsia, na epilepsia infantil, na fibromialgia, nos distúrbios gastrointestinais, nos gliomas, na hepatite C, no VIH, na doença de Huntington, na incontinência, na esclerose múltipla, na osteoporose, na doença de Parkinson, no stress pós-traumático, na artrite reumatóide, na apneia do sono", entre outras.

O PAN, em seu projeto de lei, destaca o fato de que, em dezembro de 2017, a Organização Mundial da Saúde (OMS) fez uma recomendação ao Comitê de Especialistas em Dependência de Drogas (Expert Committee on Drug Dependence - ECDD) reconhecendo que existe um interesse crescente dos Estados-Membros no uso dessa planta quando existam indicações médicas, inclusive para cuidados paliativos.

A intenção dos partidos é regular a utilização da planta, substâncias e preparações de cannabis para fins medicinais, quando prescritas por médico, mediante receita médica especial. O direito de portar, transportar e cultivar cannabis deve atender aos limites que serão definidos pela lei e o transporte deve ficar limitado a trinta vezes a dose diária prescrita pelo médico e apontada na receita médica especial.

 

Fonte: Tribuna/BN/Municipios Baianos

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