10/01/2018

Uauá se transforma na terra dos lisos e da violência

 

A situação no município de Uauá se agravou. Para alguns vereadores, a coisa entortou de vez neste ano de 2018. Se o ano de 2017 foi péssimo, a previsão para este é parecida ou até mesmo pior. Nas secretarias espalhadas pela administração municipal, os funcionários que ocupam cargos de confianças ganhando altos salários começaram a sentir o mesmo drama dos professores e o restante dos funcionários com salários atrasados. Para alguns aliados do próprio prefeito da ‘mudança’, Lindomar Dantas (PCdoB), ‘a sorte dos professores é terem um sindicato combativo que luta pelos interesses da categoria’.

Para os verdadeiros comunistas, ‘salário pago em dia é uma coisa sagrada para o trabalhador’. Mas para os neocomunistas, o atraso de salários é uma coisa normal com o trabalhador ficando em último plano passando fome e as mais variadas necessidades em suas casas no meio da família’. Devido ao descontrole administrativo, algumas pessoas que ocupam cargos de confiança já pensam em procurar outra lavagem de roupa. Mas o descontentamento não pára, pessoas que fizeram parte de outros grupos político – e que se deixaram levar pela promessas de mudança do padre – já estão sentindo na pele o peso do problema no início deste segundo ano de administração desaprumada.

Nas redes sociais, a indignação popular cresce. Veja:

Veja o comentário da moradora conhecida por Daniela: “Aí me vem à cabeça o questionamento: será que as pessoas que estão à frente da Igreja Católica q tanto defendeu a bandeira do 65, da mudança n se incomoda c essa situação?! Será q n se incomoda em ver tantos irmãos humilhados e desrespeitados?! Particularizo a Igreja Católica pq vi durante a campanha se manifestar mt principalmente na gestão passada sobre as coisas erradas q aconteciam e hj vejo a inércia e a parcialidade diante de tantas arbitrariedades durante o ano de 2017”.

Violência

Outro fato que está deixando a população revoltada é quanto ao aumento abrupto da violência. Todos os dias está acontecendo fatos lamentáveis deixando a população aterrorizada. Na madrugada, a Guarda Municipal foi acionada para fazer a busca de uma moto que foi roubada em pleno centro da cidade, nas proximidades dos quiosques. O veículo foi encontrado abandonado nas imediações do bairro Alto do Conselheiro.

Outro fato foi uma briga pesada que aconteceu e um dos bares próximo a feira livre quando homens invadiram o bar, quebraram mesas, e ainda saíram feridos. A Polícia Militar foi obrigada a se deslocar até o local colocando ordem na casa. Ainda segundo informações, algumas pessoas ficaram feridas e levadas para o hospital local.

Na zona rural, a violência também tomou de conta com residências sendo arrombadas e famílias ficando trancadas dentro de suas casas com medo. Uma pessoa não pode mais sair de sua casa para ir ao centro da cidade fazer compras, ir a feira, ou a uma festa na casa de parente que quando chega está tudo arrebentado dentro de casa pelos ladrões. Os criadores de animais são outras vitimas dos bandidos, muitos estão desfazendo de seus rebanhos para evitar mais prejuízos, e ainda o pior: estão com medo de serem mortos no meio da caatinga pelos marginais.

O aumento da violência foi rápido em Uauá. Em muitos dos casos envolvem jovens usuários de drogas e pessoas que não trabalham. Até os donos de bares e lanchonetes que fecham seus estabelecimentos na madrugada estão com receio.

Até para se andar com celular pelas ruas da cidade está sendo um tremendo perigo, inclusive para crianças e estudantes. O município de Uauá era há pouco tempo pacato, uma cidade calma, com pessoas dormindo nas calçadas com portas e janelas abertas. Hoje a coisa mudou, para a pior.

Professores de Uauá lançam nota revoltados com atraso do salário de dezembro

Os professores da rede municipal de Uauá, lançaram Nota de repúdio contra a administração do prefeito comunista, Lindomar Dantas (PCdoB) referente ao atraso de salário do mês de dezembro.

  • Confira a nota:

NOTA DE REPÚDIO DA APLB-UAUÁ SOBRE A FALTA DE PAGAMENTO DO MÊS DE DEZEMBRO DE 2017

A APLB-SINDICATO Núcleo Uauá, CNPJ: 14.029.219/0001-28, entidade de utilidade pública pela lei nº02254/65, registro sindical no Ministério do Trabalho no livro nº 003, às folhas 104, desde 14 de março de 1990 e leis municipais, filiada a CNTE, FETRAB, CTB, em defesa de uma educação de qualidade e valorização dos profissionais em educação, vem através desta REPUDIAR a forma de respeitosa por qual passa os Professores e Demais Servidores da Educação QUE ESTÃO, ATÉ O MOMENTO, SEM O SALÁRIO DO MÊS DE DEZEMBRO DE 2017, ULTRAPASSANDO O CHAMADO “QUINTO DIA ÚTIL.

Segundo o Secretário de Finanças, Administração de Lindomar Dantas (Pc do B), Deusdete Ferreira, disse em reunião que o pagamento está programado para sair no dia 10 DE JANEIRO DE 2018.

O coordenador, Francisco-Prolepses, indignado externou: ” Nós não sabemos nem o que falar para nossa categoria que está, nesse exato momento, desesperada pensando nos débitos para cobrir e vendo a hora dos juros se multiplicarem, pagando caro pela falta de planejamento de uma Gestão que pregou, Para todos nós, PLANEJAMENTO E PAGAMENTO EM DIA. Nós estamos vivendo o mesmo filme de sempre! Nada Mudou! Não tenho dúvidas que esse será mais um ano difícil para nossa classe. Que Jesus nos ilumine, nos proteja e nos der força para continuarmos Firmes e Fortes nessa árdua batalha.”

ASCOM: APLB-UAUÁ

Jaguarari: Prefeitura ainda não quitou os débitos relativos ao São João de 2017

A prefeitura de Jaguarari, município localizado ao norte da Bahia, realizou no mês de Junho de 2017, uma das maiores festas de São João do estado, com grandes atrações, uma superestrutura, divulgação em outdoors espalhados por todo o estado e uma decoração deslumbrante!

No entanto, após 07 meses (210 dias) decorridos da festa, muitas pessoas contratadas para o grandioso evento relatam o não pagamento de seus serviços prestados na referida festa. São bandas que tocaram nos eventos juninos do município (São João e São Pedro), animando as noites; artesãos que confeccionaram artes para a decoração dos eventos juninos; pessoas que prestaram serviços em geral.

As estruturas dos eventos compuseram de dois palcos, duas sonorizações, iluminação cênica, geradores e camarins, tudo de qualidade para que as atrações musicais se apresentassem, pois sem a referida estrutura não haveria festa. Enfim, a festa aconteceu de forma grandiosa!

O que não ocorreu foi à efetivação dos pagamentos a alguns prestadores de serviços dos eventos. Até agora, apenas promessas do cumprimento desses pagamentos.

A divulgação do evento em mídias, tais como TV, rádios, blogs, outdoors, cartazes, panfletos e balões plimb, fizeram com que o evento fosse destaque em todo o estado. As empresas responsáveis pelo marketing da festa utilizaram em seu ofício, trabalho árduo, uma equipe profissional empenhada em fazer um serviço digno. Mas faltou dignidade do poder público municipal ao honrar com seus compromissos de quitar esses débitos contratuais.

As equipes de decoração fizeram um trabalho em tempo hábil, com apenas 12 dias deixaram a cidade em clima de festa, utilizando de um trapeado de bandeirolas na avenida de acesso ao espaço do evento, casa de tijolos, peças de barro, enfeites luminosos, mandalas decorativas, balões gigantescos, casa feita com flechas, esteiras, panelas, travessas, copos e potes de barros, peneiras, enfim, decoração regional e proporcional ao grandioso evento junino.

Toda decoração utilizava-se do trabalho de artesões do município e região. O resultado saiu a contento aos olhos dos moradores e visitantes, no entanto, não existe o mesmo contentamento para aqueles envolvidos na realização dos eventos juninos. Pois, algumas empresas fornecedoras não receberam nenhum pagamento por seus serviços; as artesãs, com suas belas obras confeccionadas de barros e palhas, pernoitando na produção de seus artesanatos, na labuta do dia a dia com trabalho braçal e ao pé do forno de lenha, para que tudo saísse a tempo e perfeitamente, também não receberam seus proventos. Pessoas que trabalharam arduamente na ornamentação, que abrilhantou mais ainda a festa junina, também não receberam.

Artesãs do Jacunã, após um desgaste de seis meses, receberam um valor insignificante referente apenas ao material feito de palha. Os poucos artesão que receberam, o pagamento foi realizado de maneira esdrúxula, covarde, insana, e acima de tudo, ilegal e imoral.

Segundo apurado por nossa equipe, algumas pessoas da ornamentação receberam seus pagamentos, outras, não. As que tiveram seus proventos efetuados não sabem a procedência desse dinheiro.

A empresa Nampy, ganhadora da licitação, por sua vez, ainda não quitou seus débitos com nenhum prestador de serviço do evento junino realizado. Algumas pessoas receberam seus pagamentos de “uma pessoa” que se dizia funcionário da prefeitura por nome de Lucas. Esses pagamentos foram efetuados em várias parcelas: de 50, 100 reais. E teve uma dessas parcelas paga em fichas de cervejas, estas foram distribuídas na Lanchonete Central, localizada na Praça Custódio Barbosa, Jaguarari. Lucas efetuava esse pagamento em dinheiro ou em fichas, na maioria das vezes, a noite.

Não houve nenhum recibo assinado por parte das pessoas que tiveram seus débitos quitados. A empresa Nampy não apareceu para efetuar os pagamentos. Visto que, muitas pessoas, ainda estão sem receber nenhum pagamento, e nenhum funcionário na prefeitura responsável pelo evento resolve a situação.

 

Fonte: Ação Popular/O Diário da Região/Municipios Baianos

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