11/01/2018

Salvador: Cia. de dança carioca apresenta o passinho do funk

 

Quem nunca ouviu falar no passinho do funk, que atire a primeira pedra. Uma das marcas do funk carioca, a modalidade de dança que surgiu na favela e ganhou o mundo através da internet estará ainda mais próxima dos baianos, a partir de quinta (11). Isso porque a Cia. Passinho Brazil apresenta o famoso estilo de dança no espetáculo Favela Digital, que pode ser visto até domingo (14) na Caixa Cultural, no Centro.

As resenhas do baile funk, o tiroteio que aconteceu na favela, a revista feita pela polícia e outros aspectos do dia a dia das comunidades do Rio de Janeiro servem de inspiração para o espetáculo que, através da dança, conta a história de vida dos jovens do grupo. Coreografia, video mapping (projeção em vídeo) e músicas compostas pelos dançarinos da própria companhia interagem durante 60 minutos de apresentação.

“A partir do passinho, que é o maior e primeiro estilo de dança do Rio de Janeiro, a gente dialoga com um pouquinho do que a gente vive nas comunidades, com o que a gente presencia, mas nem sempre segue”, conta o dançarino e MC Iguinho Imperador, 25 anos, responsável por conduzir a narrativa do espetáculo.

Criado a partir de uma pesquisa que durou quatro anos, Favela Digital conta com referências que vão do frevo à capoeira, passando pela percussão afro-brasileira. “O espetáculo inicia com uma referência aos ritmos africanos e à religião africana, passa pelo frevo, pela capoeira, e vai musicalmente contando as histórias”, resume o coreógrafo e diretor artístico do espetáculo, Henrique Talmah, 52.

Coreógrafo requisitado que já trabalhou para a bailarina Ana Botafogo e a Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, Talmah conta que existe até um termo criado pelos dançarinos para denominar essa mistura. “Eles usam ‘sharingar’, que vem do Naruto, o desenho animado. Significa copiar alguma referência de dança e transformar isso em passinho. Eles foram tirando os movimentos do frevo, dos saltos da capoeira e tudo foi incorporado ao espetáculo”, explica.

Oficinas

O hábito de convidar a plateia para dançar no palco trouxe outro aspecto para a turnê da Cia. Passinho Brazil que, além do espetáculo, realiza duas oficinas gratuitas de dança e de video mapping. “A gente costuma chamar as pessoas e sempre tinham os pedidos ‘ah, vocês podiam dar aula...!’”, lembra o corégrafo.

Assim, a oficina de dança do passinho foi incorporada ao projeto que já passou por diferentes cidades do país. Cada uma das oficinas conta com apenas 20 vagas e as inscrições acontecem na recepção da Caixa Cultural, por ordem de chegada, uma hora antes do horário das oficinas.

A oficina de video mapping acontece no sábado, às 16h30, e apresenta a técnica que consiste na projeção de vídeo em objetos ou superfícies irregulares, como fachadas de prédios e estátuas. Já a oficina de dança do passinho acontece domingo, às 16h30, com MC Iguinho, que apresenta a história, as técnicas e as principais coreografias usadas nesta modalidade.

“O passinho é um fenômeno cultural que veio pra ficar. É uma novidade, de certa forma - ao contrário do balé que tem 300 anos, e é uma coisa que vai tomar corpo dentro da cultura mundial. Daqui a uns três anos essa dança vai ser codificada, com uma metodologia, códigos...”, projeta o diretor artístico do Favela Digital.

O intuito das oficinas, segundo o MC Iguinho, é fortalecer o movimento do passinho e disseminar cada vez mais o funk. Além de criar uma oportunidade para as pessoas vivenciarem a dança de perto, o MC nascido na favela de Manguinhos, na zona Norte do Rio, destaca que a ideia também é mostrar a cultura das comunidades e fugir do estereótipo criado em torno das pessoas nascidas e criadas nas favelas.

“Queremos mostrar que existem jovens que não estão pensando em fazer o que se espera dos jovens da comunidade. Quando as pessoas olham para a favela, só pensam em bandidos, drogas, violência... E no meio disso tudo nasce a dança, a cultura que rende frutos: Djs, MCs...”, defende MC Iguinho. “Eu, por exemplo, cresci do lado de um amigo com fuzil e nem por isso quis agarrar o fuzil. Agarrei meu tênis”, arremata.

Serviço

Espetáculo: Passinho Brazil – Favela Digital

Quando: De quinta (11) a sábado (13), às 20h, e domingo (14), às 19h

Onde: Caixa Cultural (Rua Carlos Gomes, 57 – Centro | 3421-4200)

Ingresso: R$ 10 | R$ 5. À venda a partir das 9h do primeiro dia de apresentação, para todas as sessões.

Clima de Carnaval toma conta da Feira da Cidade com ensaio de Moraes Moreira

O cantor e compositor baiano, Moraes Moreira, escolheu a Feira da Cidade e o Santo Antônio Além do Carmo, no Centro Histórico, para realizar o seu ensaio pré-carnaval. O projeto “Moraes Carnaval Moreira” vai acontecer no próximo sábado (13), às 17h, gratuitamente.

Quem for ao Santo Antônio, também vai poder curtir a Feira da Cidade, principal evento de rua de Salvador, e provar algumas das delícias que vão desde pratos nordestinos até os hambúrgueres artesanais, sem falar das barraquinhas de chops e cervejas artesanais, além da vasta opção de manufaturas valorizando a economia criativa, empreendedora e artesanal.

O evento que reúne música, gastronomia, manufatura, vinil e programação infantil, acontece 13 e 14 de janeiro (sábado e domingo), das 10h às 21h. Durante o sábado, antes da apresentação de Moraes Moreira, os Djs vão fazer uma viagem musical pelos carnavais das antigas.

Já no domingo (14), o tradicional bloco do bairro do Santo Antônio, o “De Hoje a 8”, vai fazer a concentração e o desfile pelo bairro. Ainda no domingo, a programação começa com atividades de bem estar e para as crianças.

Bell promete surpresa em show histórico no TCA

No próximo dia 18, às 21h, vai acontecer no palco principal do Teatro Castro Alves o show de Bell Marques em homenagem ao aniversário de 40 anos do Bloco Camaleão. Através de uma parceria com as Voluntárias Sociais da Bahia, a renda da espetáculo será revertida para o Hospital Aristides Maltez, maior referência do Norte/Nordeste no combate e prevenção ao câncer. Os ingressos já estão à venda na bilheteria do Teatro Castro Alves, nos SACs do Shopping Barra e do Shopping Bela Vista ou pelo site Ingresso Rápido (www.ingressorapido.com.br) , com preços que variam entre R$ 100 e R$ 800.

O valor arrecadado será utilizado na construção de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com dez leitos, duplicando o número atual. “Para esse show especial, convidei o amigo Jarbas Bittencourt, que, além de cantor e compositor, vem realizando um lindo trabalho, dentro e fora do Brasil, como diretor musical. Com ele, vou contar um pouco da história do Camaleão, da minha relação com o bloco, de forma muito mágica, não só através do repertório, mas de intervenções que são grandes surpresas e não posso contar muito", adianta Bell Marques.

De acordo com Bell, o show, além de ajudar o Hospital Aristides Maltez, será uma grande viagem pela sua trajetória profissional e pela história do Carnaval. “São 40 anos nas ruas de Salvador, levando um pouco da nossa festa para o resto do Brasil e do mundo. Quem ama Carnaval, quem já curtiu muito e quer matar a saudade, para meus fãs e os apaixonados pela nossa história de folia, todos vão se emocionar comigo nesse espetáculo especial", conta o artista.

  • SERVIÇO

Bell Marques

Quando: 18 de janeiro (quinta-feira), 21h

Onde: Sala Principal do Teatro Castro Alves

Quanto:

R$ 800 (inteira) e R$ 400 (meia), das filas A a E – cota reservada para vendas institucionais da produção

R$ 600 (inteira) e R$ 300 (meia), das filas F a J – cota reservada para vendas institucionais da produção

R$ 500 (inteira) e R$ 250 (meia), das filas K a P

R$ 400 (inteira) e R$ 200 (meia), das filas Q a Z

R$ 200 (inteira) e R$ 100 (meia), das filas Z1 a Z11

Vendas: Ingresso Rápido (www.ingressorapido.com.br)

 

Fonte: Correio/Tribuna/SecultBa/Municipios Baianos

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