11/01/2018

Ilhéus: Hospital Costa do Cacau vai ter novo sistema de triagem

 

O Hospital Regional Costa do Cacau é uma das unidades da rede pública do Estado incluída pela Secretaria da Saúde para a implantação do sistema de automação do processo de triagem dos seus usuários.

O secretário Fábio Vilas-Boas, em reunião com os gestores das unidades selecionadas, apresentou o sistema desenvolvido em conformidade com as normas do Ministério da Saúde, que faz a classificação dos atendimentos a partir do grau de risco clínico dos usuários.

“O novo sistema vai tornar ainda mais eficiente o processo de triagem, reduzindo substancialmente o tempo dos procedimentos iniciais dos usuários nas unidades de saúde. Vai também estabelecer com mais rigor a ordem de atendimento, em função do potencial de gravidade dos sintomas apresentados”, avalia o diretor-geral do hospital, Hernani Vaz Kruger, que participou da reunião realizada em Salvador, na sede da Sesab.

O Acolhimento com Classificação de Risco é uma ferramenta tecnológica (software) desenvolvida para identificar a gravidade do estado clínico do usuário através das normas estabelecidas pelo Ministério da Saúde: urgente (atendimento rápido, o paciente pode aguardar), muito urgente (atendimento o mais rápido possível), emergência (atendimento imediato), que são os casos próprios para atendimento no hospital, além de casos não urgentes e pouco urgentes, que são direcionados para unidades da rede básica (postos de saúde).

Na reunião foi também definido que nove profissionais de enfermagem do hospital vão ser treinados pela Sesab, para utilização da plataforma digital, que possibilitará a implantação da automação do processo de triagem, auxiliando nos serviços de urgência e emergência da unidade.

ARTISTA PLÁSTICO GUIDO LIMA EXPÕE OBRAS EM ILHÉUS

A Galeria do Teatro Municipal de Ilhéus (TMI) abrirá a “Expo Guido Lima” na próxima quinta-feira (18), a partir das 19 horas. A mostra apresenta as obras em pinturas do artista plástico Guido Lima. A visitação é gratuita e fica aberta ao público até o dia 15 de março.

Guido Lima é natural de Salvador e iniciou sua carreira em 1969 expondo na Galeria Le Dome, em Salvador. Durante todos esses anos participou de diversas exposições e salões de arte. Expôs recentemente no Palacete das Artes em Salvador; na Animapop, em Vitória da Conquista; Centro de Cultura Adonias Filho em Itabuna. Já em Ilhéus, Guido expôs no TMI com “Caminho das Cores” e no evento Aleluia Ilhéus, além de ter participado da 1ª Bienal Latino Americana.

Lima é também cenógrafo e figurinista premiado por duas vezes nos Prêmios Martin Gonçalves e SNT. É professor de Arte, diretor e criador de vários programas para televisão, diretor de estúdios do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (IRDEB), coordenador de Cultura da Fundação Cultural do Estado da Bahia. Estudou na Universidade Federal da Bahia (UFBA), no curso de Licenciatura em Desenho e Plástica, na Escola de Belas Artes Pintura e Desenho. No momento reside em Ilhéus.

A exposição poderá ser visitada durante a semana das 9 às 22 horas, e, aos sábados, das 9 às 23 horas. No domingo, das 9 às 11 e das 17 às 20 horas.

‘CHOCO SUMMER’ É ATRATIVO A MAIS PARA TURISTAS EM ILHÉUS

Os turistas que visitarem Ilhéus, no litoral sul da Bahia, até 21 de janeiro, tem um atrativo a mais durante esta temporada: a segunda edição do ‘Choco Summer’, evento gratuito que alia a produção do cacau e chocolate da Bahia a outros elementos como gastronomia, música ao vivo e artesanato, além de espaço de entretenimento infantil.

Realizado na Avenida Soares Lopes, o evento tem como um dos principais destaques o Pavilhão do Chocolate, que conta com a participação de 46 expositores, desde cooperativas de pequenos produtores até marcas baianas de chocolate sediadas na Costa do Cacau.

 “Além de ser mais uma oportunidade para o turista vivenciar a cultura da região, bastante voltada para o cultivo do cacau e produção do chocolate, a feira é mais um atrativo para ajudar a aumentar o tempo de permanência do turista em Ilhéus”, afirma o secretário do Turismo do Estado, José Alves.

Com apoio de órgãos do Governo da Bahia, como a Secretaria do Turismo do Estado, o Choco Summer é promovido no período em que a cidade registra bons índices de ocupação dos hotéis da cidade. Segundo Marco Lessa, presidente do Costa do Cacau Convention Bureau, instituição organizadora do evento, a taxa de ocupação dos meios de hospedagem de Ilhéus chega a 90%.

É o caso do Cana Brava Resort, que tem todos os apartamentos reservados nesta semana. De acordo com o diretor comercial Rafael Espírito Santo, o empreendimento registra ocupação máxima durante toda a primeira quinzena de janeiro, chegando à taxa média de 85% neste mês. Segundo Rafael, “o evento ajuda a ampliar as alternativas de entretenimento para os visitantes”.

Proprietário do hotel La Dolce Vita, Luigi Massa explica que o Choco Summer está se consolidando e começa a atrair turistas. Segundo o empresário, a ocupação dos primeiros 18 dias de janeiro é de praticamente 100%.

Canavieiras: Duas semanas de louvor a São Sebastião

Acontece no começo da noite desta quinta-feira, dia 11, o cortejo da levada do mastro de São Sebastião, tradicional evento religioso e folclórico de Canavieiras que é realizado há cerca de 100 anos.

Começa também nesse mesmo dia o novenário em louvor ao santo, cujo ponto culminante será no dia 20, sábado da semana que vem feriado municipal, com missa, procissão e benção.

Neste fim de semana já houve apresentação de bandas e de grupos folclóricos na Praça da Capelinha, por conta do Dia de Reis e do início dos festejos em louvor a São Sebastião.

No dia 13, sábado próximo, haverá mais apresentações musicais na Praça da Capelinha. Depois, no dia 19, véspera do feriado, e no dia 20, também diversas bandas se apresentarão na mesma praça.

Para o cortejo deste ano foi anunciada a participação de filarmônicas, fanfarra, Pastorinhas, Boi Duro e outros grupos folclóricos, precedidos pelo pelotão de fieis católicos empunhando o estandarte de São Sebastião.

A ala mais concorrida, como sempre acontece, é a que conduz às costas o mastro, todo envolto em folhas naturais, que é fincado na Praça da Capelinha, sob vivas e louvores. A saída é do sítio histórico.

Os secretários Amorim (Cultura) e Abel (Turismo) lembram que é objetivo do Governo Ser Humano dar o maior apoio na do nosso calendário de eventos, preservando e valorizando a cultura e dinamizando o setor turístico e o segmento comercial como um todo.

Ilhéus: Festa da Puxada do Mastro acontece neste final de semana, em Olivença

A secular festa da Puxada do Mastro de São Sebastião, considerada um dos mais importantes eventos do calendário turístico de Ilhéus, acontece em Olivença, de 11 a 14 deste mês. A realização é da prefeitura, através das secretarias de Turismo e Esporte (Setur), Cultura (Secult) e Saúde (Sesau), e Associação dos Machadeiros, com o apoio das polícias Civil, Militar e Rodoviária da Bahia. Além dos festejos indígenas e religiosos, a parte profana do evento conta com a participação das bandas locais que vão fazer o agito de quinta-feira a domingo.

No domingo (14), o ponto alto da festa, a programação inicia às 5 horas da manhã com alvorada. Na sequência são realizadas diversas celebrações em frente à Igreja Nossa Senhora da Escada, na Praça Cláudio Magalhães, com ritual indígena e a bênção dos machadeiros (religioso). Após o oferecimento de feijoada começa a caminhada de cerca de cinco quilômetros até a mata de Ipanema. Sempre com muitas orações, agradecimentos e rituais em homenagem aos ancestrais os machadeiros fazem a derrubada da árvore por volta das 10 horas da manhã.

De acordo Erlon Costa, mestre em Desenvolvimento Sustentável em Terras Indígenas (Universidade de Brasília), especialista em psicologia social pela Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), historiador e etnógrafo da puxada do mastro há 18 anos,  a festa tem origem no século XVI quando padres jesuítas estabelecidos na região em tentativa de catequização dos indígenas se apropriam de manifestação cultural nativa, a corrida de tora para disseminar elementos cristão entre os indígenas aldeados.

“O processo de valorização desta história é importante para a cidade. Estamos trabalhando e apoiando o evento, resgatando a tradição, por entendermos que a riqueza desta história precisa ser preservada”, assegura o secretário de Turismo, Roberto Lobão.

Erlon Costa conta que sua história está intimamente relacionada a permanecia e resistência dos indígenas Tupinambá de Olivença, que se utilizaram da festa para a manutenção de traços culturais fundamentais na luta afirmação enquanto povo indígena e demarcação de seu território. “Ainda nos dias que antecedem a puxada do mastro, a comunidade de Olivença prepara-se para os festejos ornamentando o espaço, realizando apresentações culturais a exemplo do Bloco dos Mascarados, Terno das Camponesas e Boi Estrela. Manifestações essas que ao som da zabumba e do sino do badalo fornecem o tom da festa e preservam os resquícios da língua Tupi antigo através do “Ajuê dão, ajuê dão, dão” única música cantada durante o festejo intercalada com trovas e rimas”.

O historiador destaca também que “no local onde a arvore é derrubada, denominado de Cepa, existe um misto de fé, devoção e sacralidade, onde indígenas reafirmam seus trocos familiares, refletem sobre a comunidade e repassam a tradição para os mais novos através do mastaréu; um mastro específico para as crianças que realizam ritual da mesma maneira que os adultos, desgalhando, descascando e puxando o tronco até chegar na primeira praia”.

Herlon Costa discorre ainda o histórico da festa: “Após passado o dia da puxada propriamente dita o mastro é substituído na praça, o tronco novo é retalhado e o antigo guardado junto com o mastaréu para ser queimado nos festejos juninos, muitas simpatias e tradições são realizadas no momento em que o mastro é erguido buscando proteção para toda a comunidade”.

 

Fonte: RBN/BlogdoGusmão/Ilhéus 24 hs/Tabu Online/Municipios Baianos

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