11/01/2018

S. Desidério: Prefeitura firma acordo para recuperação de nascentes

 

Uma parceria bem sucedida entre as três entidades vai viabilizar a recuperação de nascentes localizadas em 11 comunidades rurais do município de São Desidério, oeste baiano. A boa notícia veio com a assinatura de um acordo de cooperação técnica entre a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), a Associação de Agricultores e  Irrigantes da Bahia (Aiba) e a Prefeitura local. O convênio foi firmado na quinta-feira (4), após reunião entre o presidente da Abapa, Júlio Cézar Busato; da Aiba, Celestino Zanella; o prefeito José Carlos de Carvalho e o secretário de meio ambiente, Joacy Ferreira de Carvalho.

O termo prevê a recuperação de Áreas de Preservação Permanente (APP’s) em mais de 80 hectares com um perímetro de 17.870 metros que abrange as nascentes localizadas nas comunidades de Alegre da Pontezinha, Cabeceira do Salto, Alegre, Conceição de Baixo, Marias, Boqueirão do Palmeiral, Estiva, Canabravão, João Rodrigues, Baixa Bonita e Pindaíba, conforme cronograma previamente estabelecido.

“Fizemos um estudo nas comunidades que serão atendidas pela recuperação para levantar os principais fatores causadores da degradação, e ficou confirmado durante nossas visitas que o pisoteio pelo gado e o assoreamento são os responsáveis. A parceria com a Abapa garantirá o aporte financeiro para executarmos o projeto, e, em contrapartida, a Prefeitura garantirá a mão de obra especializada para execução, acompanhamento, além do estudo técnico”, explicou o secretário Joacy Carvalho.

Segundo o presidente da Abapa, Júlio Busato, outras parcerias entre a Associação e as prefeituras do oeste da Bahia estão programadas para este ano que se inicia. “Além de São Desidério, vamos trabalhar em conjunto com Barreiras, Luís Eduardo Magalhães e Correntina, a princípio. Como a essência do Programa Patrulha Mecanizada mantido pela Abapa é a recuperação de estradas e de nossos rios, vamos utilizar nossas máquinas para a preservação dos mananciais da região e melhoria das nossas vias”, disse.

A Área de Preservação Permanente prevista no acordo de cooperação técnica compreende nascentes dos afluentes do rio São Desidério, Guará, Boa Sorte e bacia do Rio Grande.

Recuperação de estrada

Durante o encontro, os presidentes das duas associações apresentaram ao prefeito de São Desidério a proposta inicial para uma nova parceria com foco na pavimentação asfáltica dos 33km da “Rodovia da Soja”, naquele município, importante via de escoamento da produção agrícola.

Para o presidente da Aiba, Celestino Zanella, o investimento em asfalto será uma realidade que as associações colocarão em prática nas diversas estradas vicinais do oeste baiano. “É preciso ser feito e, por isso, faremos. Essa obra já entrou para o nosso planejamento. Além das manutenções que já realizamos com recursos do Prodeagro, o nosso objetivo agora é aplicar o asfalto”, disse. Com base no projeto entregue ao prefeito, um novo encontro será agendado para discutir o assunto com maior aprofundamento.

SÃO DESIDÉRIO TEM 100% DE EQUIPES E COBERTURA DA ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA SEGUNDO O MINISTÉRIO DA SAÚDE

A Nota Técnica emitida pelo Ministério da Saúde em outubro de 2017 mostra que o município de São Desidério dispõe de 100% de equipes e cobertura da estratégia de saúde da família, o que significa que os trabalhos e ações organizados e executados pela Secretaria Municipal de Saúde chegam a toda população.

Com mais de 33 mil habitantes distribuídos na sede, nos dois distritos e nas mais de 125 comunidades rurais, São Desidério atingiu esse índice por meio da Atenção Básica com o trabalho desenvolvido nos Postos de Saúde da Família (PSF), Unidades Básicas de Saúde (UBS), Unidades Satélites de Saúde (USS) e no Centro de Saúde. As informações são atualizadas mensalmente por meio dos sistemas de informação e obtidas diariamente na base de dados dos programas.

“Mesmo sendo avaliados com cobertura de 100%, ainda serão construídas quatro postos de estratégias de saúde da família e três unidades satélites. Desde dezembro de 2017, com o projeto elaborado pela Secretaria de Saúde, conseguimos também o credenciamento para a implantação do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF), o que vai ampliar os serviços e realizar trabalhos de educação permanente”, revela a coordenadora da Atenção Básica, Tatiane Rodrigues.

A Nota Técnica avalia serviços e programas como o Brasil Sorridente, Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), Programa Nacional de Melhoria do Acesso e Qualidade, Programa Saúde na Escola, Acompanhamento das Condicionantes do Programa Bolsa Família dentre outros.

Brasil, país poupador de terras

Devastação de matas e agricultura predatória são dois temas frequentes quando se avalia a preservação ambiental no Brasil, num falatório mal informado, muitas vezes desonesto e frequentemente repetido, no País, pelos bem-pensantes de plantão. Quem se dispõe a discutir seriamente o assunto pode agora recorrer a informações da Nasa, a agência espacial americana. Segundo a agência, as lavouras ocupam 65,91 milhões de hectares, apenas 7,6% do território brasileiro, e a vegetação nativa é preservada em mais de dois terços da superfície do País. Esses números são muito mais compatíveis com os objetivos de conservação ambiental do que os encontrados na maior parte do mundo, incluídos os países mais desenvolvidos e apontados, costumeiramente, como os menos devastadores.

A informação da Nasa, divulgada no fim de dezembro, foi pouco difundida e escassamente comentada no Brasil. Nenhuma pessoa honestamente interessada no assunto deveria, no entanto, desconhecer os dados e negligenciar as comparações. A agricultura ocupa entre 20% e 30% da área na maior parte dos países, de acordo com o relatório, e em algumas economias importantes a parcela usada na produção rural é muito maior.

A proporção fica entre 45% e 65% na maior parte da União Europeia, em 18,3% nos Estados Unidos, em 17,7% na China e em 60,5% na Índia. Na Dinamarca a área cultivada corresponde a 76,8% do território. No Reino Unido, a 63,9%. Na Alemanha, a 56,9%.

Embora as lavouras ocupem uma pequena porcentagem do território brasileiro, o País é uma potência agrícola e um dos líderes no comércio global de vários produtos. Quem acompanhou a evolução do agronegócio desde as décadas finais do século passado entende facilmente como esse quadro se tornou possível.

A explicação principal está nos ganhos de produtividade, centrados, no caso brasileiro, no volume produzido por hectare. Isso depende da fertilização e da preservação da fertilidade do solo, assim como das técnicas de manejo da terra e também do melhoramento e da seleção das plantas. Graças a esses avanços, durante um longo período foi possível aumentar muito mais a produção de vários grupos de lavouras do que a superfície cultivada. Em outras palavras, a agricultura brasileira tornou-se uma atividade poupadora de terra.

A produção de grãos é o exemplo mais visível dos ganhos de produtividade. O aumento da eficiência, observado desde os anos 1980, tornou-se mais ostensivo neste século. Entre a safra de 1997/98 e a de 2006/2007, a produção geral foi sempre superior a 2 toneladas e inferior a 3 toneladas por hectare. Oscilou nas duas temporadas seguintes e a partir de 2009/10 ficou sempre acima da nova marca. Em 2009/10 foram colhidas 3,15 toneladas por hectare. Em 2016/17, 3,91 toneladas. A proporção caiu para 3,67 na safra seguinte, mas o volume produzido por unidade de área ainda foi 29,29% superior ao de 2006/07. Esse conjunto inclui algodão, arroz, feijão, milho, soja, trigo e cereais de inverno. São produtos fundamentais para o mercado interno, para a produção de aves e suínos e para a exportação.

A cafeicultura, outra área de liderança brasileira, também tem acumulado ganhos de eficiência na produção por área. Em 2004 foram colhidas 17,75 sacas por hectare. Em 2006, 19,75. Entre 2010 e 2014 a produção ficou sempre acima de 20 sacas, tendo atingido 24,80 em 2012. Em 2016 foram 26,33 sacas por hectare. No ano passado, 24,10. Em 2017 completaram-se três anos de problemas climáticos e, além disso, o ano foi de ciclo baixo (uma das características da cafeicultura). Mesmo assim, o rendimento foi muito maior do que o de uma década atrás.

Nenhum desses fatos é justificativa para descuidar da preservação ou para deixar de punir devastadores da Amazônia ou de qualquer outro bioma. Mas os dados da Nasa permitem uma discussão mais informada e mais honesta sobre como os brasileiros cuidam dos compromissos ambientais. São também um testemunho a mais sobre o sucesso e a enorme importância da Embrapa e de outras instituições de pesquisa agropecuária.

Bahia forma comissão para modernização da defesa agropecuária

Em reunião, na última semana, entre o governador Rui Costa, o diretor-geral da agência, Paulo Cezar e o superintendente da Seagri, Guilherme Bomfim, ficou definido que a Agência de Defesa Agropecuparia da Bahia (Adab) passará por uma reestruturação do atual modelo de atuação. Para isso, está sendo montada uma comissão que apresentará um balanço do atual cenário, com propostas para o aperfeiçoamento da defesa agropecuária.

Essa comissão vai apresentar projetos e sugestões a médio e longo prazo. A ideia é que a agência, em um trabalho interdisciplinar, possa implementar modelos de gestões que vem dando certo.

Já na tarde de ontem, 08, diretores, técnicos da agência, coordenadores e membros da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri) definiram, em reunião colegiada, os membros dessa comissão. Será elaborado um relatório de apresentação ao chefe do executivo estadual, para que essas ações sejam colocadas em prática. A previsão é que no prazo de 30 dias, o governador esteja com esse relatório em mãos para aprovação e liberação das atividades.

Segundo o diretor-geral da Adab, Paulo Cezar, essa é uma medida fundamental para a modernização. “O governador Rui Costa foi muito claro na nossa reunião. Formem a comissão, nos apresentem as propostas, vamos formalizar isso e colocar em prática. Para isso precisamos do apoio de todos que fazem parte dessa agência. Desde o fiscal que está lá na ponta até o corpo diretivo. Por isso, esse processo é democrático, com a participação de todos. E essa modernização envolve desde o corpo técnico (com a realização de concurso público), atualização das Leis que regem a agropecuária nacional, estudo e aprimoramento do nosso estatuto. Enfim, diversas medidas que vão dar a ADAB o devido credenciamento como agência padrão no Brasil e no mundo”, pontuou.

 

Fonte: Ascom Aiba com informações da Abapa/Agencia Estado/Adab/Municipios Baianos

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