12/01/2018

Moro mentiu: Patrimônio de Lula é menor que o de Bolsonaro

 

Muito se fala acerca do “grande” patrimônio do ex-presidente Lula, mas poucos sabem que esse cidadão que foi presidente da República por oito anos, quase se elegeu presidente outras três vezes, foi deputado federal e presidente de um dos maiores partidos políticos do Brasil, tem um patrimônio modesto se comparado com políticos de muito menor expressão.

O patrimônio total do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o de sua falecida esposa somam R$ 11,7 milhões.

O juiz federal Sergio Moro pediu o sequestro dos bens e o bloqueio de contas bancárias do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Entre os bens sequestrados a pedido de Moro estão três apartamentos em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, sendo um deles a residência do ex-presidente. Os três imóveis constam da declaração de bens entregue em 2002 e em 2006 pelo ex-presidente quando candidato à Presidência da República.

O pedido do juiz também abrange um terreno na mesma cidade e dois automóveis. O magistrado também ordenou o bloqueio de R$ 606.727,12 depositados em quatro contas bancárias do ex-presidente.

Na decisão em que determinou o bloqueio de contas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o sequestro de seus bens, porém, Moro optou por não incluir um dos dois carros bloqueados, uma caminhonete Ford F-1000, ano 1984, “pela antiguidade do veículo”. Para o magistrado, o automóvel não tem “valor representativo”.

Moro também sequestrou as aplicações da LILS, empresa de palestras de Lula, em previdência privada do Banco do Brasil, a Brasil Prev. A aplicação era para os funcionários da empresa, para sua mulher e seus filhos.

Moro que bloqueou o montante de R$ 9 milhões do ex-presidente Lula. Parte do valor, R$ 7.190.963,75, é relativo a um plano empresarial da LILS (empresa de palestras do petista) e o outro, R$ 1.848.331,34, se refere a um plano individual.

No total, esse patrimônio soma 11,7 milhões de reais.

Já o deputado federal pelo Rio de Janeiro Jair Bolsonaro, tem um patrimônio total (que dividiu com os filhos) no valor de R$ 15 milhões de reais, segundo reportagem do jornal Folha de São Paulo divulgada no último domingo.

São 13 imóveis com preço de mercado de pelo menos R$ 15 milhões, a maioria em pontos altamente valorizados do Rio de Janeiro, como Copacabana, Barra da Tijuca e Urca, sempre segundo a Folha.

O jornal paulista afirma que pesquisou em cartórios o patrimônio de Bolsonaro e identificou que os principais apartamentos e casas comprados por ele – alguns repassados aos filhos – nos últimos dez anos registram preço de aquisição bem abaixo da avaliação da Prefeitura do Rio à época.

Em um dos casos, a ex-proprietária vendeu uma casa em condomínio à beira-mar na Barra a Bolsonaro com prejuízo – pelo menos no papel – de R$ 180 mil em relação ao que havia pago quatro meses antes.

Bolsonaro gosta de acusar Lula de ser corrupto por conta de seu patrimônio, multiplicam-se as lendas sobre o “grande patrimônio de Lula”, mas só o que se conseguiu provar contra ele até hoje é um patrimônio com origem e sem qualquer traço de subfaturamento que, aliás, é 22% menor que o de Bolsonaro.

Detalhe: Lula tem 72 anos, foi deputado federal, presidente do PT, presidente da República por dois mandatos, deixou o poder com 87% de aprovação.

Jair Bolsonaro foi um militar obscuro que em 1989 se elegeu vereador do Rio e é deputado federal desde 1991, há 26 anos. Desde então, aprovou dois projetos. E a isso se resume a sua biografia.

A mim parece que Bolsonaro não tem condições de acusar ninguém de nada. Político obscuro que só se fez notar por fazer baixarias, atacar mulheres, homossexuais e negros e pregar violência policial, tortura e outras loucuras.

Em questão de corrupção, em vez de atacar Lula Bolsonaro deveria responder as 32 perguntas que o jornal Folha de São Paulo lhe enviou e ele não respondeu.

Lula recebe apoio de quatro ex-presidentes sul-americanos

Com a proximidade do julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, marcado para dia 24 de janeiro, o manifesto em defesa de eleições livres ganha força e marca mais de 155 mil assinaturas, incluindo a adesão de quatro ex-presidentes de países sul-americanos.

Depois da assinatura da argentina Cristina Kirchner, o uruguaio José Mujica, o equatoriano Rafael Correa e o colombiano Ernesto Samper formam o quarteto presidencial em defesa da democracia e da candidatura de Lula, condenado sem provas pelo juiz Sergio Moro a 9 anos e 6 meses de prisão no caso do tripléx do Guarujá. O petista, considerado o melhor presidente da história do País, de acordo com levantamentos oficiais, é vítima de intensa caçada judicial, mas lidera todas as pesquisas eleitorais.

O cineasta norte-americano Oliver Stone, nascido em Nova York e ganhador de três estatuetas do Oscar (com “Platoon”, “Nascido em quatro de julho” e “O Expresso da Meia-Noite”), aderiu ao manifesto nesta quarta-feira (10), se somando ao cineasta grego naturalizado francês Costa-Gavras, de ‘Z’ e ‘Desaparecido’.

Entre os artistas brasileiros, os atores Herson Capri e Chico Diaz também aderiram, assim como seus colegas Wagner Moura, Marieta Severo e Gregório Duvivier e os diretores de cinema Tata Amaral (“Trago Comigo”), Kleber Mendonça (“Aquarius” e “Som ao Rede”), Sérgio Machado (“Abril Despedaçado” e “Cidade Baixa” e Sílvio Tendler (“Jango” e “Os anos JK”).

Intelectuais brasileiros reconhecidos no país e no exterior aderiram ao manifesto, como Roberto Schwarz (crítico literário e maior especialista na obra de Machado de Assis), Paulo Sérgio de Moraes Sarmento Pinheiro (ex-secretário de direitos humanos no governo FHC, é professor aposentado do Departamento de Ciência Política da USP), Michael Löwy (diretor de pesquisas do Centre National de la Recherche Scientifique em Paris), Lourdes Sola (doutorado em Ciência Politica pela Universidade de Oxford), Rita Olivieri-Godet (professora da Université de Rennes 2), Silvia Capanema (brasileira eleita vereadora da cidade de Saint Denis, subúrbio de Paris), Beatriz Resende (crítica, pesquisadora, doutora em literatura comparada), Bernardo Ricupero (cientista político e professor da USP), Pedro Meira Monteiro (professor da Universidade de Princeton) e Marluce Muniz de Souza Pedro (psiquiatra especialista em terapia familiar).

Do meio político, o governador do Piauí Wellington Dias e o dirigente do PSOL Gilberto Maringoni estão entre os novos signatários, assim como Manuela D´Ávila, deputada estadual pelo PCdoB; Guilherme Boulos, coordenador do MTST e da Frente Povo Sem Medo; Vagner Freitas, presidente da CUT; João Carlos Gonçalves, o Juruna, secretário-geral da Força Sindical; Edson Carneiro Índio, Secretário-Geral da Intersindical; Nalu Faria, da Marcha Mundial das Mulheres, Flávio Jorge, membro da Soweto Organização Negra de São Paulo e da Coordenação Nacional de Entidades Negras (Conen) e Edson França, da Unegro e Raimundo Bonfim, da Central de Movimentos Populares (CMP).

Com tradução em inglês, francês, espanhol, italiano, árabe, chinês e russo, o documento já ganhou adesões de 110 países na página do Change, movimenta pessoas comuns e personalidades preocupadas com o quadro político no Brasil com a perseguição ao ex-presidente Lula, como o filósofo e psicanalista francês Michel Plon, co-autor do “Dictionnaire de la psychanalyse”, da economista canadense Kari Polanyi (professora emérita da Mcgill University de Montreal) e do cineasta e senador argentino Fernando Solanas e os diretores de teatro Aderbal Freire e Helder Costa, do grupo português “A Barraca”.

Lançado pelo economista Luiz Carlos Bresser Pereira, o diplomata Celso Amorim, o cantor Chico Buarque, os escritores Raduan Nassar e Milton Hatoum, a socióloga Maria Victoria Benevides, o jurista Fábio Konder Comparato, a jornalista Hildegard Angel e o ativista social João Pedro Stedile, como uma iniciativa do Projeto Brasil Nação, o manifesto se converteu em uma referência na campanha em defesa da democracia no país.

Em reunião de articuladores da iniciativa, com a presença de intelectuais, lideranças de partidos, movimentos, sindicatos e organizações políticas e jornalistas, realizada na sexta-feira passada (5/1), com a participação de Celso Amorim, os participantes apontaram que o manifesto é o embrião de campanha cívica e tem potencial de se converter em instrumento para o trabalho de base, mobilizando os eleitores de Lula para a luta em defesa do seu direito de ser candidato.

“A trama de impedir a candidatura do Lula vale tudo: condenação no tribunal de Porto Alegre, instituição do semiparlamentarismo e até adiar as eleições. Nenhuma das ações elencadas está fora de cogitação. Compõem o arsenal de maldades de forças políticas que não prezam a democracia”, diz o texto.

O Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF4) marcou para o dia 24 de janeiro o julgamento do Lula na Operação Lava Jato no caso do triplex do Guarujá. Os signatários do manifesto denunciam que “a tentativa de marcar em tempo recorde para o dia 24 de janeiro a data do julgamento em segunda instância do processo de Lula nada tem de legalidade. Trata-se de um puro ato de perseguição da liderança política mais popular do país”.

As lorotas do homem da mala

Rodrigo Rocha Loures é um sujeito ousado. Com a Lava Jato a pleno vapor, ele escolheu uma pizzaria agitada para receber R$ 500 mil em espécie. Depois do flagrante, o ex-deputado ainda tentou enganar a Polícia Federal. Devolveu a mala com desfalque de R$ 35 mil.

No início da semana, Loures reapareceu no noticiário. Ele foi ouvido no inquérito do decreto dos portos. A investigação apura se o homem da mala e seu ex-chefe, Michel Temer, receberam propina para favorecer a Rodrimar, que opera em Santos.

Quando o ex-deputado foi preso, aliados do presidente entraram em pânico. Seu depoimento sugere que o risco de delação está controlado. Apontado como “longa manus” do presidente, ele revelou ter língua curta. Não contou nada que preocupasse os advogados de Temer.

Apesar da temporada na Papuda, Loures continua ousado. Ele disse à PF que nunca levou propina de empresas do setor portuário. Também negou que agisse como intermediário do presidente. Um executivo da Rodrimar já disse o contrário, acrescentando que as reuniões tinham “frequência praticamente semanal”.

Quando o delegado perguntou por que o ministro dos Portos resolveu parabenizá-lo pelo decreto, Loures desconversou. No telefonema, o ministro festejou a edição do texto como “um golaço”. Gol de quem?

Há mais trechos curiosos. O homem da mala disputou duas eleições para deputado, mas disse não lembrar o nome de seu tesoureiro de campanha. Questionado sobre um certo Edgar, que ele indicou para receber R$ 500 mil da JBS, ele respondeu que o intermediário não existe. “Foi uma pessoa inventada”, alegou.

Em outra passagem, o ex-deputado disse não saber se Temer “possui qualquer vinculação com o setor portuário”, em especial com empresas que operam em Santos. A influência do presidente no porto é conhecida e noticiada há mais de duas décadas. No próximo depoimento, Loures podia contar aquela do papagaio.

Desmoralizado: Romero Jucá perde ação contra passageira que o gravou durante voo comercial

O líder do governo no Senado, senador Romero Jucá (PMDB/RR), perdeu ação na Justiça contra uma passageira  que o hostilizou em um voo de carreira, no dia 29 de novembro passado. Rúbia Graziele de Souza Vegas acusou o senador acobertar irregularidades cometidas por políticos e pelo governo.

A informação é do  Blog do Vicente, que teve acesso à sentença do juiz juiz Marcus Vinícius Reis Bastos, da 12ª Vara de Justiça do Distrito Federal. De acordo com o entendimento do magistrado,  Rúbia, como qualquer cidadão, tem o direito de questionar políticos, mesmo que em tom de cobrança, a respeito de qualquer fato divulgado, sobretudo em relação a temas tão desabonadores que têm sido amplamente divulgados pela mídia.

Na queixa-crime, a defesa de Jucá considera que  Rúbia cometeu o crime de calúnia, difamação e injúria contra o senador. Segundo consta no processo, ela o acusou de “ter salvado seus amigos canalhas”, disse que o “sossego dele ia acabar” e destacou que “ele não tem vergonha na cara”. Para o juiz, essas declarações não podem ser caracterizadas como crime.

Temer usa obra de Alckmin na TV para se promover

O governo Michel Temer (MDB) vem usando imagens de obras concedidas pela gestão Geraldo Alckmin (PSDB) em São Paulo das quais não participa para promover seu programa de investimentos chamado Avançar.Propagandas de televisão do Palácio do Planalto que foram ao ar em dezembro e em janeiro exibiram imagens do Trevo de Ribeirão Preto e da rodovia Castello Branco, ambas paulistas, ao exaltar as medidas da administração federal para promover a recuperação da economia.

As duas obras rodoviárias são administradas por concessionárias do governo de São Paulo. O trevo, na rodovia Anhanguera, foi entregue no final de 2014 com investimento de R$ 120 milhões.

A Castello Branco é administrada pela CCR ViaOeste desde 2006, com término previsto para 2022. Não há investimento do governo federal nos projetos.

Na peça publicitária do Planalto, depois de o narrador dizer que, “quando parece que a crise não tem jeito, o progresso volta com força”, aparece imagem do trevo.  “O governo federal criou o programa Avançar, que retomou mais de 7.000 obras paradas”, enaltece o locutor.

Em nota, o governo Temer afirmou que “a publicidade do programa Avançar usa imagens demonstrando a retomada da economia em vários setores, para mostrar a abrangência e amplitude da expansão do crescimento do país nos últimos meses”.

Segundo a administração federal, “não se identifica obra específica, mas usa-se um todo simbólico do que acontece no país”.  A gestão Alckmin não quis se manifestar.

No entorno de Alckmin, críticas a práticas do governo Temer como a nomeação de ministros em troca de apoios no Congresso, entre outras, sempre foram listadas para justificar a distância. Pré-candidato à Presidência, o tucano teme ser prejudicado pela impopularidade recorde do presidente Michel Temer se, ao endossar suas bandeiras, acabar sendo associado a ele.

 

Fonte: Plantão Brasil/Brasil 247/Folha/Ação Popular/Municipios Baianos

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