12/01/2018

Marqueteiro diz que mito de Bolsa começa a ruir

 

Os jornais começaram a bater em Bolsa. Motivo? Entendem que Lula estará cassado em 24 de janeiro. Sendo assim, o cara que foi tolerado até agora para dividir a atenção com Lula já não tem serventia. Estarão certos? O fato é que, em seu blog, Altamiro Borges diz que o líder da extrema direita perdeu o gás e a graça. Já perceberam, os menos tolos, que ele é feito de ar. As denúncias de que teria enriquecido no poder, junto aos filhos, pegou no contrapé seus defensores.

Denúncias acertam em cheio aura de honestidade criada por Bolsonaro

De um importante marqueteiro, experiente em disputas eleitorais: as denúncias sobre o patrimônio de Jair Bolsonaro feitas pela "Folha de São Paulo" devem impactar sua candidatura.

"O mito que ele criou para si de ser o único político honesto pode começar a ruir", diz.

As denúncias da "Folha", na visão dele, vão jogar Bolsonaro na vala comum de políticos que se aproveitam do poder para enriquecer.

"Uma fatia grande do eleitorado o segue justamente por, supostamente, não ter os mesmos problemas da classe. Ao se beneficiar do cargo para obter vantagens pessoais, ele perde totalmente esse caráter", diz.

A conferir nas próximas pesquisas de intenção de voto. Mas, sem dúvida, as denúncias recentes abalam o fascistoide travestido de vestal da ética. Até seus seguidores mais fanáticos e agressivos, que tratavam o candidato como "mito", estão com cara de mico, de idiotas. No domingo (7), a Folha revelou que Jair Bolsonaro e seus três filhos multiplicaram o patrimônio em seus anos de atuação parlamentar. Eles hoje possuem 13 imóveis com preço de mercado estimado em R$ 15 milhões. A maior parte deles está localizada em áreas nobres do Rio de Janeiro e foi adquirida por valores registrados bem abaixo da avaliação da prefeitura da cidade.

Já nesta segunda-feira, a mesma Folha tirou do arquivo uma frase que mostra que a falta de caráter do velhaco é antiga. "Conselho meu e eu faço: sonego tudo o que for possível", afirmou Jair Bolsonaro durante uma entrevista a um programa na TV Bandeirantes em 1999. "Se puder, não pago (imposto) porque o dinheiro vai pro ralo, pra sacanagem. Prego sobrevivência. Se pagar tudo o que o governo pede, você não sobrevive", admitiu. No mesmo dia, a Folha também revelou que o deputado da extrema-direita ganha auxílio-moradia da Câmara Federal apesar de ter residência própria em Brasília.

"O presidenciável Jair Bolsonaro (PSC-RJ) e um de seus filhos, Eduardo Bolsonaro (PSC-SP), recebem dos cofres públicos R$ 6.167 por mês de auxílio-moradia mesmo tendo um imóvel em Brasília. Ambos são deputados federais. O apartamento de dois quartos (69 m²), em nome de Jair, foi comprado no fim dos anos 90, quando ele já recebia o benefício público, mas ficou pronto no início de 2000. O político recebe da Câmara o auxílio-moradia desde outubro de 1995, ininterruptamente. Eduardo, desde fevereiro de 2015, quando tomou posse em seu primeiro mandato como deputado. Ao todo, pai e filho embolsaram até dezembro passado R$ 730 mil, já descontado Imposto de Renda", revelaram os jornalistas Ranier Bragon e Camila Mattoso.

Diante destas graves denúncias - e de outras que estão no forno, segundo se especula nas redações -, o falso moralista extravasou sua postura fascista. Em seus perfis nas redes sociais, Jair Bolsonaro refuta "a mentira da esquerda amedrontada" e acusa a Folha de ser um jornal esquerdista - pausa pra gargalhada. Em outra postagem no Twitter, o valentão que adora destilar ódio tenta se passar por vítima. "O Brasil vive a maior campanha de assassinato de reputação de sua história recente protagonizada pela grande mídia. Chega a ser cômico, com tanto escândalo e crime dentro da política, a pauta são minhas ações lícitas. Escolheram viver no mundo da fantasia onde eu seria o mau". É bom Bolsonaro "jair" se acostumando com a ideia de que o mito pode virar mico!

Novo livro mostra um ponto em que Bolsonaro parece espelhar Donald Trump

Há saborosas inconfidências trazidas à tona pelo jornalista Michael Wolff em seu bombástico livro sobre a Casa Branca de Donald Trump, a maioria delas crível. O fato de o presidente ter tentado barrar a publicação só reforça esse caráter, mesmo que a prudência recomende um bom distanciamento ao ler esse tipo de obra e que o autor faça ressalvas sobre o que escreveu.

Isso dito, verdadeira ou não, a revelação de que Trump nunca acreditou na vitória e via na campanha um brilhante veículo para projetar seu ego, só para o desespero generalizado quando Hillary Clinton emergiu derrotada, é bastante coerente com tudo o que ocorreu na Presidência americana nos meses seguintes.

CASO MARINA

Impossível não pensar no Brasil. Olhando para trás, essa narrativa se encaixa à perfeição com o que vários auxiliares próximos de Marina Silva descreviam no tão distante 2014. A então candidata a presidente chegou a liderar a corrida antes de ser destroçada pela campanha do PT.

Segundo aliados, ela contemplava horrorizada a ideia de ter de governar de fato. Ou seja, lidar com o Congresso, com o Leviatã estatal. Perder, dizem, foi um alívio, tanto que essas mesmas pessoas não apostam muito nas chances de ela decolar em 2018.

Hoje, a comparação ululante é com a candidatura Jair Bolsonaro. O voluntarismo esposado por seus apoiadores duraria quanto tempo numa altamente improvável vitória?

CASO BOLSONARO

Quem toparia fazer parte de seu governo, fora os Maruns de sempre no Congresso e alguns militares de pijama sequiosos o suficiente de poder para aceitar receber ordens de alguém que quebrou a hierarquia?

O que Wolff descreve é a síndrome daquele cachorro que corre atrás de carros com a vontade de um tiranossauro, só para ser flagrado como o fofo schnauzer que é ao atingir seu objetivo e não saber o que fazer.

Ele está lá por um motivo, que não é ganhar. Se bolsonaristas insistem em ter Trump como exemplo, talvez esse seja o real paralelo possível.

Pré-candidata, ex-apresentadora do Jornal Nacional chama Bolsonaro de mentiroso e o compara a Hitler

Ex-apresentadora do Jornal Nacional e do Fantástico, a jornalista Valéria Monteiro gravou vídeo em que chama o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) de mentiroso e o compara ao ditador nazista alemão Adolf Hitler. Declarando-se pré-candidata à Presidência, Valéria desafia o seu eventual concorrente a um debate.

“Hoje vim aqui falar com você, Bolsonaro. Você é um mentiroso. O seu discurso de ódio faz as pessoas brigarem. Você não respeita as diferenças e vou lutar até o fim contra isso que é o pior do ser humano”, critica na abertura da gravação. “Hitler começou assim. Pegou uma Alemanha pobre, descrente, que precisava de autoestima. Convenceu as pessoas através do medo a acreditar em suas mentiras assim como você faz. Levou o mundo à maior guerra de sua história”, acrescenta Valéria, que negocia sua filiação ao PMN.

Valéria Monteiro diz que sua pré-candidatura busca a união e a conciliação enquanto Bolsonaro usa o discurso da guerra e do medo para atrair o eleitorado e dividir ainda mais o país.

“Você é um mentiroso e usa o medo para aterrorizar as pessoas que já vivem com medo, medo de não pagar as contas, medo de perder o emprego, de viver no meio da violência. O que você tem a oferecer às pessoas é o medo e não vou deixar você fazer isso. Acha engraçado brincar de guerra, acha engraçado mostrar arma para uma pessoa.”

Segundo ela, o brasileiro está descrente da política por causa de Bolsonaro e das “velhas raposas da política, que têm rabo preso”. “Marque local e hora, vamos debater, Bolsonaro. Porque seus 15 minutos de fama acabaram”, encerra a jornalista.

Natural de Belo Horizonte, Valéria começou a carreira na afiliada da Record em Campinas. Foi contratada pela TV Globo em 1986 apresentar o RJTV. Atuou como âncora do Fantástico entre 1988 e 1991. Comandou o Jornal Hoje. Em 1992 foi a primeira mulher a apresentar o Jornal Nacional No ano seguinte voltou ao Fantástico. Em 1995 assumiu a apresentação do GNT Fashion. Também trabalhou como atriz na minissérie Incidente em Antares.

Nos Estados Unidos trabalhou para a Discovery, a Bloomberg e a NBC. De volta ao Brasil em 1999, apresentou a primeira fase do programa A casa é sua pela Rede TV!. Na política trabalhou como garota-propaganda da campanha eleitoral de José Serra.

Rachel Sheherazade detona Bolsonaro e gera revolta entre seus fãs

Jornalista do SBT Brasil, Rachel Sheherazade realmente parece não ter problemas em se ver envolvida em polêmicas. Desta vez, a âncora resolveu atacar justamente Jair Bolsonaro, político que defende ideias semelhantes às suas.

“Convido os seguidores de Bolsonaro, Lula ou quaisquer outros “messias” a desfazerem amizade e deixar minha página limpa. De nada!”, escreveu ela em postagem no Facebook. “Melhor JÁ IR vazando!”, disse ela em outro post.

“Estou amando as “manifestações” dos eleitores bolsonarianos. Continuem vomitando sua essência. Facilita e muito minha faxina! Faxina no face a todo vapor! Continuem se manifestando para que meus administradores possam localizá-los. De nada! Aviso aos Bolso hatters. Fazendo o favor de descurtir a página. Tem gente boa querendo amizade e faltam vagas!”, publicou a jornalista.

Esses comentários inesperados surpreenderam pois grande parte dos eleitores do Bolsonaro defendem ideias propagadas pela comentarista, como quando ela defendeu a tortura de um rapaz amarrado em um poste. Seu nome foi parar nos assuntos mais comentados, confira um pouco dessa repercussão:

‘Traição’ de Bolsonaro faz Patriota e Livres mudarem de planos

“Perdoa-me por Me Traíres” é o título de uma peça do dramaturgo Nelson Rodrigues, escrita em 1957, mas que poderia servir perfeitamente de epíteto para a situação do presidente do PEN-Patriota, Adilson Barroso, e do presidente interino do Livres, Paulo Gontijo. Mesmo que em diferentes níveis, os dois viram seus projetos políticos serem atropelados pelo casamento consumado (expressão usada pelos próprios envolvidos) entre o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) e o PSL, de Luciano Bivar (PE).

Barroso é o presidente do PEN-Patriota, que até a semana passada ainda era a legenda escolhida pelo hoje segundo colocado nas pesquisas de intenção de votos, Jair Bolsonaro, para concorrer à Presidência da República. Já o publicitário Gontijo foi alçado à presidência interina do Livres depois que o movimento foi expelido do PSL, onde militavam havia dois anos, por não concordarem com a chegada dele, o Bolsonaro.

Barroso, claramente, não pretende fechar as portas para Bolsonaro. Por isso, quando fala em traição, faz questão de ressaltar que a traição foi da equipe do deputado. “O Bolsonaro foi enganado por um grupo mal-intencionado que está ao redor dele. Esse grupo não quer elegê-lo presidente. O que eles querem é tomar um partido. Fui traído pelo grupo dele”, disse.

O presidente do PEN-Patriota se disse aliviado porque já não estava suportando a pressão do grupo bolsonarista por espaços na legenda. “Começaram pedindo o controle de cinco Estados. No fim, já estavam com 23 e querendo o Diretório Nacional.”

Ainda assim, Barroso sinalizou com a possibilidade de receber Bolsonaro de volta – caso o casamento com o PSL não seja assim tão feliz. “Aqui ainda tem vaga para ele. Mas com a condição de ter o controle político do partido. Aqui, eu digo, ele pode ter a legenda – isso se nenhuma denúncia pegar nele.”

Ou seja, Barroso não acreditou que o casamento do deputado com o PSL possa vingar. “Já tem muito arranhão lá no PSL. Eles (o grupo do Bolsonaro) vão pedir tudo e vai dar briga. Aqui no Patriota nós temos uma unidade grande. Aqui, quando eu falo ‘a’ é ‘a’. Aqui, quando eu falo ‘você será candidato’, todos acompanham. No PSL metade é contra o Bolsonaro, metade é a favor. No Patriota não tem essa questão de maioria, aqui tem unanimidade.”

Barroso prevê que a candidatura Bolsonaro pode cair no colo de outra legenda. “Não sou profeta, sou técnico. E acho que é o que provavelmente vai acontecer”, afirmou.

Gosto amargo

Já Gontijo, dos Livres, admitiu que no cálculo de Bivar, presidente do PSL, teve um quê de pragmatismo eleitoral, mas que “chegou com gosto de traição”. “Foi um trabalho desenvolvido ao longo de dois anos, tínhamos o controle de 12 Estados, da fundação e da comunicação. Todas essas coisas são marcos de um trabalho bem-feito. Quando tudo isso muda em questão de dias não dá para dizer que não fica um gosto amargo.”

Apesar do amargor, Gontijo é otimista. Ele viu as redes sociais do Livres crescer em uma semana o que crescia em seis e tem recebido a solidariedade de partidos como Novo, Rede e PPS. “Ainda não definimos se os candidatos do Livres vão sair por um partido ou espalhados por vários.”

A assessoria do deputado Bolsonaro foi procurada, mas não se manifestou. Bivar, do PSL, foi procurado, mas também não respondeu à reportagem.

 

 

Fonte: Por Altamiro Borges, no Conexão Jornalismo/Folha/Congresso em Foco/Municipios Baianos

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