12/01/2018

Baianos terão de lidar com aumentos de até 35% em 2018

 

Quando se trata de boletos, não tem pensamento positivo que dê jeito. E em 2018 não está sendo diferente. O ano mal começou e as notícias não são nada boas para as finanças de nós , mortais, que não ganhamos na Mega-Sena da virada. Até abril, o baiano vai pagar mais caro do pãozinho francês de cada dia à taxa de condomínio, aumentos que, segundo a Confederação Nacional de Donas de Casa e Consumidores, devem ser traduzidos em um acréscimo de aproximadamente 35% nos gastos básicos para manter uma casa.

Por exemplo, quem até 2017 gastava R$ 2.500 com gastos envolvendo compras em mercado, água, luz, telefone, condomínio e escola vai passar a ter que desembolsar cerca de R$ 800 a mais para arcar com os mesmos gastos. “Houve aumento de tudo: escola, transporte, gás e até estacionamento. Vai impactar muito no orçamento doméstico. Vai ficar muito pesado. Acreditamos que [o aumento no gasto] vai ser em torno de 35%”, analisou.

Harvard ou ensino médio?

A mensalidade dos colégios privados de Salvador aumentou até 10%, segundo levantamento feito pelo Jornal da Metrópole. Cursar o 6º ano do Ensino Fundamental no Gregor Mendel, por exemplo, está R$ 148 mais caro em relação ao ano passado, com a mensalidade saltando de R$ 1.480 para R$ 1.628. Para o 2º ano do Ensino Médio no Vilas, a correção foi ligeiramente menor, com a taxa de R$ 1.351 mudando para R$ 1.473 em 2018. De acordo com o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado (Sinepe-BA), cada unidade tem a liberdade de corrigir a mensalidade a partir de suas próprias necessidades.

Pãozinho francês até 5% mais caro até fevereiro: “Repassamos o mínimo”

E nem o pão francês vai fugir do reajuste. De acordo com a Associação dos Proprietários de Padaria da Bahia, o pãozinho deve ter um aumento de cerca de 5% até o mês de fevereiro. “As farinhas estão sofrendo aumento a partir dessa semana. Também teremos o aumento de gás, energia elétrica, mão de obra”, listou o vice-presidente da associação, José Luiz Varela Lopes. De acordo com o presidente, o setor já enfrenta uma época de consumo mais “brando”, que deve ser ainda mais afetado. “Repassamos o mínimo possível. Claro que chega um ponto em que isso não é mais possível”, ressalta.

Passagem e gás com preços exorbitantes

Em janeiro, a passagem de ônibus em Salvador saltou de R$ 3,60 para R$ 3,70. “Falaram que ia ser R$ 4,35, R$ 4... É R$ 3,70. Só isso”, justificou o prefeito ACM Neto. O aumento da tarifa, segundo o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Salvador (Setps), tem relação direta com o preço dos combustíveis como gasolina e diesel, que vivem em constante montanha-russa desde que a Petrobras mudou a forma de reajuste. Outro acréscimo que atingiu em cheio a população foi o do gás de cozinha, que segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), teve a maior alta em 15 anos.

Tá pouco? condomínio 7% mais caro

Com a tarifa de água reajustada em 8,8% em 2017, o aumento do salário mínimo de R$ 937 para R$ 954 a elevação de cerca de 3% na conta de luz, a taxa de condomínio também entra na dança e acaba ficando ainda mais cara. De acordo com dados do Sindicato da Habitação da Bahia (Secovi-BA), os condomínios devem reajustar os valores cobrados em até 7% para conseguir suprir as demandas extras de início de ano. Ou seja, um empreendimento cujo valor mensal era de R$ 400 passará a cobrar dos moradores R$ 428.

Reflexo: alta inadimplência

O reflexo de todos esses aumentos, segundo a Economista-chefe do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), Marcela Kawauti, é o aumento da inadimplência no país. “Ela não acontece, necessariamente, em um mês difícil. Lá para março que começam a aumentar as taxas”, explicou. Em março do ano passado, por exemplo, o aumento foi de 0,24%. Já em abril de 2017, o percentual de famílias que não tiveram condições de pagar suas contas ou dívidas chegou a 9,7%.

Salvador: Call center do BB vai abrir 3,5 mil vagas de emprego

Até abril, o novo call center do Banco do Brasil, que vai funcionar no bairro do Cabula, em Salvador, promete gerar 3,5 mil vagas de emprego na capital. O anúncio foi feito pelo secretário municipal de Desenvolvimento e Urbanismo, Sérgio Guanabara, durante a Lavagem do Bonfim, nesta quinta-feira (11). A iniciativa faz parte do programa Salvador 360, que cria medidas para acelerar o crescimento econômico social da capital.

"Atualmente, existe já uma central de teleatendimento do banco em Salvador, com 1,5 mil empregos. Mas, a partir de março ou abril, a instituição financeira vai trazer também a sua estrutura de telecobrança, gerando novos 3,5 mil empregos", explicou o secretário.

TRT-BA condena cervejaria a pagar R$ 10 mil a funcionário

A Cervejaria Petrópolis foi condenada a pagar uma indenização de R$ 10 mil um trabalhador por conta de desvio de função. Segundo o Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT5-BA), o funcionário alegou que exercia, além do cargo de vendedor, a função de cobrador.

De acordo com o órgão, o fato foi confirmado por uma testemunha. Em depoimento, ela informou que todos os vendedores da cervejaria eram obrigados a realizar cobranças.

O entendimento da autarquia é que o trabalhador, com esta prática da empresa, é exposto a risco não correspondente à sua função original. "Ao transportar valores, é evidente que os empregados se colocam numa situação de risco acentuada porque podem ser vítimas de assaltos, podem sofrer perseguições", disse o juiz Guilherme Ludwing.

O juiz alerta ainda que, em situações como esta, a empresa contrate um "serviço especializado" em cobranças. Caso não haja possibilidades de ter este serviço, umas das alternativas, conforme o magistrado, é que o empregador tenha medidas cautelares como a instalação de cofres de segurança ou treinamento dos funcionários em caso de situações de risco.

A reportagem do Portal A Tarde entrou em contato na manhã desta quinta-feira, 11, com a assessoria de comunicação do Grupo Petrópolis, mas até a publicação desta matéria ninguém foi localizado.

Justiça suspende medida que autoriza privatização da Eletrobras

A Justiça Federal em Pernambuco (JFPE) concedeu, nesta quinta-feira (11), uma liminar que suspende parte da Medida Provisória 814/2017 do governo federal que faz mudanças em leis do setor elétrico. Com isso, o artigo 3º, que versa sobre a privatização da Eletrobras e suas controladas é afetado.

Dessa forma parte da MP que retirava a Eletrobras e suas subsidiárias do Programa Nacional de Desestatização (PND) fica suspensa. O retorno ao programa era uma condição obrigatória para que o governo levasse adiante o plano de privatizá-la.

A liminar foi expedida pelo juiz da 6ª Vara Federal de Pernambuco, Cláudio Kitner. Na decisão, o magistrado indaga a utilização da Medida Provisória como instrumento a incluir a Eletrobrás, Furnas, Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), Eletronorte, Eletrosul e Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica no PND.

“Nada foi apontado pelo Chefe do Poder Executivo a justificar a urgência da adoção de uma Medida Provisória, 'no apagar das luzes' do ano de 2017, para alterar de forma substancial a configuração do setor elétrico nacional, sem a imprescindível participação do Poder Legislativo na sua consecução”, diz o juiz no texto.

ORÇAMENTO DE 2018 NÃO PREVÊ CORREÇÃO DA TABELA DO IR, DIZ RECEITA FEDERAL

O orçamento de 2018, já aprovado pelo Congresso Nacional, não prevê a correção da tabela do Imposto de Renda das Pessoas Físicas, informou nesta quinta-feira (11) a Secretaria da Receita Federal. A tabela foi corrigida pela última vez em 2015. Portanto, com 2018 são três anos sem o ajuste. Segundo o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco Nacional), nos últimos 20 anos não houve correção da tabela do IR em quatro governo diferentes. No acumulado de 1996 a 2017, a defasagem é de 88,40%.

Se a defasagem fosse corrigida, a faixa de isenção de pagamento do Imposto de Renda, que hoje é para quem ganha até R$ 1.903,98, subiria para aqueles que recebem até R$ 3.556,56. O valor permitidos para as deduções também aumentaria. No caso do desconto por dependente, passaria de R$ 2.275,08 ao ano para R$ 4.286,28 ao ano, segundo o Sindifisco Nacional.

A ausência de correção ocorre em um cenário de crise econômica, que vêm se refletindo em déficits primários bilionários sucessivos nas contas públicas. Por conta disso, o governo não tem pressa para fazer o reajuste da tabela do IR, já que isso diminui a mordida do leão no salário do trabalhador e, por consequência, faz com que a arrecadação do governo seja menor .

O presidente do Sindifisco Nacional, Cláudio Damasceno, diz que, ao não fazer a correção da tabela do IR, o governo toma posse "daquilo que não tem direito" e "achata a renda do trabalhador."

Ele acrescentou que o "prejuízo do contribuinte não ficou maior porque o IPCA de 2017 foi um dos mais baixos em quase 20 anos". No ano passado, o IPCA, a inflação oficial, foi de 2,95%, a menor desde 1998.

INDÚSTRIA DA BAHIA TEM O SEGUNDO MAIOR CRESCIMENTO DO PAÍS EM NOVEMBRO

Em novembro, a produção industrial da Bahia teve crescimento de 3,5% frente a outubro, após ter registrado duas quedas consecutivas. Nesse confronto, a indústria baiana teve o segundo melhor resultado do país, atrás apenas do Espírito Santo (5,8%), e ficou bem acima da média nacional (0,2%).

Outros seis dos 14 locais pesquisados também mostraram taxas positivas na passagem de outubro para novembro de 2017, na série com ajuste sazonal: Pernambuco (2,6%), Minas Gerais (2,4%), Rio Grande do Sul (1,4%), Pará (1,1%), São Paulo (0,7%) e Região Nordeste (0,2%).

Apesar dos recentes resultados positivos frente a 2016, a produção industrial baiana ainda segue em queda no acumulado no ano de 2017 (-2,7%), embora venha mostrando também uma desaceleração sistemática no ritmo de recuo (que havia sido de -3,0% em outubro).

Considerando-se os 12 meses encerrados em novembro, a indústria baiana acumula queda de -3,2%, também a mais intensa dentre as regiões e um resultado bem pior que a média nacional (2,2%). Entretanto, houve desaceleração da queda em relação ao acumulado até outubro (-3,8%).

Em relação a novembro de 2016, o setor industrial da Bahia apontou aumento de 0,8%, mostrando recuperação do resultado negativo registrado em outubro (-3,6%). Foi o melhor desempenho da produção industrial baiana para um mês de novembro desde 2013 (2,2%).

Nessa comparação, a indústria no estado acumula perdas desde junho de 2016 e ainda tem o pior resultado dentre as regiões pesquisadas, bem abaixo da média nacional (2,3%). Além da Bahia, apresentaram variações negativas no acumulado em 2017 Região Nordeste (-0,5%) e Pernambuco (-0,5%).

 

 

Fonte: Metro 1/A Tarde/Bahia Econômica/Municipios Baianos

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