12/01/2018

São Francisco do Conde: Frei se nega sair de convento interditado

 

Um dos maiores bens da igreja e do convento de Santo Antônio tem valor incalculável. De fala baixa, cansada e tímida, o frei Hermano, alemão de 75 anos que veio para o Brasil fugindo da guerra, está desde fevereiro do ano passado no convento e conquistou todo o município de São Francisco do Conde, no Recôncavo, por seu bom humor e devoção à religiosidade.

Conhecido como “frei fofinho”, Hermano se recusou a deixar o convento mesmo após a interdição. “Ele não quis sair de jeito nenhum. Mal aceitou mudar de quarto”, lembra Hebert Costa, diretor da Defesa Civil de São Francisco do Conde, com semblante preocupado.

Valdelice dos Santos, coordenadora geral da Comissão Salve o Convento, explica a relutância do frei. “Ele é muito disciplinado e ligado à religiosidade. Aqui, ele faz diariamente quatro horas de oração. E acho que ele não tinha noção do risco que corria”, afirma. O frei aproveita o claustro do convento para se exercitar também. “Toda manhã, ele faz caminhadas por aqui, ele se preocupa muito com a saúde dele”, conta Valdelice.

“Tive que trocar [de quarto] porque corria risco de desabar o teto, mas isso não vai acontecer”, diz o “frei fofinho”, entre risos.

A sabedoria, no entanto, fala mais alto e ele completa: “Mas, com segurança a gente não pode brincar”. Perguntado sobre a possibilidade de deixar o convento, ele responde rápida e claramente, com sotaque carregado. “Não, não! Vou continuar aqui!”.

O quarto onde o frei dormia está localizado em cima do refeitório, que é a parte mais crítica da construção. Na quarta-feira (3), a relocação do sacerdote foi feita após a Defesa Civil municipal constatar que a laje do refeitório apresentava sinais de que estava cedendo.

No Brasil, Frei Hermano se instalou inicialmente no estado do Pará, no Norte do país. “Ele teve muito contato com a missão junto aos índios Tiriós. Ele gosta de ficar mais próximo da realidade do povo, por isso escolheu essa missão”, explicou frei Elias, representante da Ordem dos Frades Menores.

“É um frade muito simples, muito humilde, reza muito e também muito fraterno, acolhedor e muito simpático. É muito querido pelo povo franciscano. Nós temos testemunhado juntos o evangelho com o exemplo da mobilização da comunidade pelo convento”, conta frei Rogério, que chegou ao convento junto com o frei Hermano, em fevereiro do ano passado.

Sobre as restaurações, Hermano pondera. “Acho que vão acontecer. Mas precisamos de dinheiro, porque sem dinheiro não fazemos nada”, conclui. Por enquanto, o frei Hermano habita sozinho do convento. Além dele, outros dois freis vivem na construção: Rogério e Vicente. O primeiro está ausente para tratamento médico e o segundo, para uma reunião.

Santo Amaro: Prefeito prefere não comentar ação do MP-BA

Acionado pelo Ministério Público (MP-BA) por ato de improbidade administrativa, Flaviano Rohrs da Silva (DEM), prefeito de Santo Amaro, não quis comentar o caso.

Procurado pelo Bahia Notícias, a assessoria do democrata declarou que ainda não recebeu nenhuma acusação e por isso o prefeito não tem o que comentar e do que se defender.

Flaviano é o segundo gestor do município do recôncavo a ter problemas com a Justiça.

Em 2017, o ex-prefeito Ricardo Machado (PT) passou a ser investigado pela Operação Adsumus.

Na ação contra Flaviano Silva, o promotor João Paulo Santos Schoucair requer o afastamento imediato do político do cargo de prefeito de Santo Amaro pelo prazo de 180 dias e a decretação de medida liminar de indisponibilidade dos bens dos acionados até o limite de cerca de R$ 2,703 milhões.

Segundo o promotor, Flaviano teve “gastos exorbitantes” na produção da “Festa da Purificação 2017”, como também improbidade administrativa no ato de “flexibilizar procedimentos licitatórios” na compra de combustível.

Praias de Cabuçu tem fortes atrativos e os mesmos problemas de todos os anos

A beleza da praia por vezes é ofuscada pelo lixo, a desorganização do espaço, alguns problemas como falta de água, de segurança, queda de energia e até a acessibilidade da estrada principal.

Embora muitas pessoas critiquem, a Praia de Cabuçu, localizada no município de Saubara, é sem dúvida um local muito procurado pelos banhistas e veranistas da região durante o verão.

A praia de águas calmas e mornas tem em sua extensão várias sombras de amendoeiras e estes são alguns dos atrativos para feirenses em veraneio, passeios e excursões. Além disso, muitos comerciantes e ambulantes aproveitam o período de férias e o movimento da praia para ganhar dinheiro.

A beleza da praia por vezes é ofuscada pelo lixo, a desorganização do espaço, alguns problemas como falta de água, de segurança, queda de energia e até a acessibilidade da estrada principal.

O local é simples. Conta com algumas pousadas, comércios locais, como mercadinhos, bares e a maior parte das pessoas que vai visitar a praia se hospeda em casas alugadas. E se engana quem pensa que a apesar dos problemas o aluguel é barato. Os preços e as estruturas de casas variam. Sendo possível encontrar desde um quarto e sala até mansões com acesso direto à praia, piscina e área gourmet.

Em Cabuçu tem mesmo de tudo. Tem a mistura dos guetos, visitantes dos bairros mais periféricos de Feira de Santana, até grandes empresários que possuem casas na praia, lanchas, moto aquáticas e barcos que passeiam de Cabuçu até Salvador e pelas ilhas vizinhas.

Na muvuca do centro de Cabuçu tem sempre um pagodão hit do verão tocando e um carro com um paredão de som. As coreografias ficam por conta dos grupos de amigos que se reúnem para beber, dançar e fazer aquela resenha.

O local é movimentado o ano inteiro e na praia ainda é possível sentir um pouco da cultura nativa com as marisqueiras de Saubara e alguns comerciantes locais.

Há pratos típicos com tempero do Recôncavo Baiano vendidos pelas marisqueiras que logo nas primeiras horas da manhã percorrem a praia para vender as iguarias. Tem caruru, vatapá, peixe e moqueca de camarão, sururu e chumbinho (marisco típico da região). Têm um cheiro inigualável e é muito difícil sentar em uma barraca em Cabuçu e não se render aos temperos das marisqueiras.

Elenice dos Santos Silva conta que há muitos anos trabalha como marisqueira em Cabuçu. Com expectativas de boas vendas ela conta que tem dias que garante um dinheiro bom com a venda dos seus produtos.

“Tenho moqueca de marisco, siri catado e o caldo de sururu. Tem dias que o movimento é muito bom”, acrescentou.

Embora o amor e admiração pelo local sejam muito expressivos, os visitantes que vivenciam os constantes problemas ficam chateados pela falta de estrutura da praia que há tantos anos faz parte do álbum de férias de muitos feirenses.

“A praia de Cabuçu é maravilhosa, o que falta aqui é organização com relação a um banheiro químico, um banheiro público para os banhistas. As estradas também precisam melhorar, além da limpeza. A população também precisa se conscientizar com relação a limpeza e a organização, não custa nada a pessoa trazer seu saco e colocar o lixo para o carro recolher.

Também tem muita reclamação de falta de água. Na virada do ano muitas pessoas reclamaram que ficaram dois dias sem tomar banho. A gente viu um pai dando banho em uma criança com água mineral”, relatou uma frequentadora.

Falta de água

A estrada ruim e cheia de buracos e a falta de água estão entre as maiores queixas dos veranistas e comerciantes. Há 25 anos trabalhando como barraqueiro em Cabuçu, o comerciante Luis Carlos Gonçalves desabafa: “Aqui está faltando melhores condições para trabalhar, por exemplo, a água que falta muito. Além disso, o aluguel é bem caro, chegando a dois mil reais por mês. A praça também poderia ser mais organizada”, disse.

De acordo com ele, os lucros estão compensando as despesas, mas só depois do verão que vai dar para saber melhor quanto ganhou. As promoções ajudam a chamar os clientes e ele vende coco por R$ 4, caldo de cana a partir de R$ 3, e a cerveja três por R$ 10 e duas por R$5.

A comerciante Eunice Brito, que trabalha há cinco anos na praia, também engrossa o coro da reclamações e lamenta as dificuldades de estrutura. Para ela, o comércio só não é melhor devido a essas questões.

“Às vezes a água vem tão fraca que não enche o tanque. Todos os anos é a mesma coisa. Desde dezembro que a água está caindo bem fraca e as vezes não dá pra usar. Todos os comerciantes reclamam”, contou.

Desenvolvimento

Em uma relação de amor e ódio, sempre em alguma roda de conversa entre feirenses vem aquela pergunta: “Você já foi em Cabuçu?” e entre cada “sim” e “não”, cada um tem as suas justificativas. Uns defendem, enquanto outros falam mal.

O fato é que muitos pontos negativos vão sempre sobressair enquanto não houver medidas para o aproveitamento, para potencializar e desenvolver o local.

A praia é bem acessível, agraciado de belezas naturais e há décadas interessa a muitos, com ressalva para os vários feirenses e visitantes, que entra ano e sai ano, batem o ponto certo na praia de Cabuçu.

 

Fonte: Correio/BN/Santo Amaro Noticias/Municipios Baianos

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