13/01/2018

Meio Ambiente e a Bioeconomia: uma tendência global?

 

Com refinarias e uma alta chaminé como pano de fundo, grandes amontoados de lenha recepcionam os visitantes da fábrica de bioprodutos Äänekoski Metsä. Localizada na região central da Finlândia, ela é a maior fábrica do tipo no Hemisfério Norte. Na verdade, ela é mais que uma fábrica, ela reúne todo um ecossistema de empresas que ganham dinheiro a partir de árvores como pinheiro, bétula e píceas, todas típicas de países com clima temperado. As toras de madeira são trazidas diariamente por caminhões e vêm de florestas do país gerenciadas de forma sustentável. Reaberta em agosto de 2017, a fábrica de polpa de celulose do grupo Metsä já existe há 35 anos. Trata-se de uma parceria público-privada e é, de longe, o maior investimento já feito pela indústria florestal finlandesa. Ela é também um ótimo exemplo da tendência crescente de se apostar na bioeconomia, defendida tanto por legisladores quanto pela indústria como opção para reduzir a dependência do país de combustíveis fósseis.

Transformando lixo em lucro

Atualmente, a produção da fábrica não se restringe apenas à polpa de celulose, mas a uma ampla gama de produtos feitos a partir de materiais que antes eram categorizados como lixo. A capacidade de processamento anual da fábrica é de 6,5 milhões de metros cúbicos de madeira, que são então transformados em 1,3 milhão de toneladas de polpa de celulose. A venda dessa polpa para Europa e Ásia representa aproximadamente 90% do faturamento.

Além disso, companhias parceiras da Metsä refinam subprodutos da produção de celulose, como tall oil e terebentina, e ainda produzem biocombustíveis sólidos a partir da casca dos troncos das árvores e da serragem. "Nós introduzimos novos produtos, como o ácido sulfúrico, o biogás e um novo tipo de pellet de biocombustível e biocompósitos”, explica o vice-presidente da Metsä, Niklas von Weymarn. À parte dos produtos já citados, a fábrica gera mais um produto final: eletricidade. A expectativa é que, assim que atingir sua capacidade máxima de produção – o que deve ocorrer ainda este ano – ela esteja gerando 1,8 terawatt de energia livre de combustíveis fósseis anualmente. Esse valor é equivalente a 2,5% da produção de energia de toda a Finlândia e seria suficiente para aquecer cerca de 100 mil casas.

O que é bioeconomia?

Não há uma definição única do que é bioeconomia, pois ela abarca uma grande variedade de setores que estão adotando usos altamente tecnológicos de processos biológicos e de materiais orgânicos. "A bioeconomia é uma mudança de paradigma. Basicamente, é uma economia baseada na vida", afirma Marc Palahi, diretor do Instituto Florestal Europeu.  Palahi destaca que o petróleo não é apenas usado para energia, mas também para a produção de uma variedade de produtos e materiais, desde plásticos até tecidos. Entre os exemplos de produtos da bioeconomia em que petroquímicos são substituídos por matéria orgânica estão desde tecidos produzidos a partir do leite até plásticos feitos a partir de algas ou de casca de camarão. O termo bioeconomia também é utilizado para se referir a usos já mais tradicionais de matérias-primas naturais, como a madeira, que pode ser utilizada em construções no lugar do aço-carbono e do concreto. "[Na bioeconomia], se utiliza biomassa ou recursos renováveis vindos da natureza para produtos e serviços, em vez de utilizar materiais não renováveis, como petróleo e carvão", afirmou Lauri Hetemäki, diretor-assistente do Instituto Florestal Europeu, em seu discurso na Cúpula de Investimento em Bioeconomia, realizada em 2017 na cidade de Helsinque. Quando se fala em bieconomia é muito frequente que se fale também de economia circular, visto que com a bioeconomia é possível reciclar subprodutos da agricultura e da manufatura, utilizando resíduos como matéria-prima. A fábrica finlandesa do grupo Metsä, por exemplo, é pioneira no uso do lodo gerado na produção da polpa de celulose para fazer pellets, um tipo de biocombustível. Esses pellets produzidos podem ser convertidos em até 20 gigawatts de biogás por ano. Isso seria suficiente para abastecer cerca de 1,8 mil carros. Além disso, a Metsä também abastece empresas em outras localidades, como uma refinaria de tall oil dos EUA que produz substâncias químicas para tintas, marcação de estradas e produtos farmacêuticos e que, sem isso, utilizariam matérias-primas obtidas de combustíveis fósseis.

Ganhando força no mundo

A União Europeia abraçou a bioeconomia com entusiasmo, tendo lançado sua primeira estratégia bioeconômica em 2012. Atualmente, no entanto, a bioeconomia já está se tornando um tema quente por todo o globo. "Hoje nós temos mais de 50 países e regiões no mundo que possuem estratégias bioeconômicas nacionais e regionais", afirmou à DW o ex-diretor da Comissão Europeia e conselheiro do Governo Alemão para Bioeconomia, Christian Patermann. "É um grande sucesso, que não esperávamos." Além da Finlândia, que estabeleceu a Estatégia Finalndesa de Bioeconomia tendo em vista uma economia sustentável, outro exemplo disso é o Canadá. Todas as províncias canadenses assinaram recentemente o Quadro Pan-Canadense sobre Crescimento Limpo e Mudança Climática, abrindo caminho para um potencial boom bioeconômico. "O mundo inteiro está colocando em prática uma economia de baixo carbono e, definitivamente, bioprodutos  são uma forma de atingir tal objetivo", afirma Judith Bossé, diretora geral de Recursos Naturais do Canadá. "Por isso, há muito interesse [na bioeconomia] neste momento." Defensores afirmam que outros países, como Brasil, China e Índia ainda estão distantes de compreender todo o potencial da bioeconomia. Um grupo industrial indiano de biotecnologia estimou o valor da bioeconomia do país em mais de 30 bilhões de euros (116 bilhões de reais) em 2015. Porém, mais da metade dessa quantia se referia ao setor biofarmacêutico, que produz drogas com materiais naturais e que, portanto, não envolve essencialmente nem redução do uso de combustíveis fósseis nem reciclagem ou economia circular. "A Índia tem que focar mais em pesquisa e investir em [energias] renováveis", afirmou Hemanathan Kumar, pesquisador indiano na Universidade Jyväskylä na Finlândia com pós-doutorado em bioeconomia. Kumar vê com bons olhos um novo projeto em bioeconomia planejado pela Corporação Indiana de Petróleo e pela empresa de reciclagem de carbono LanzaTech. Juntas elas pretendem construir a primeira usina de conversão de gás em bioetanol do mundo. O plano é utilizar enzimas para converter as emissões de resíduos de gás das refinarias tanto em eletricidade quanto em combustíveis. E, com isso, reduzir a emissão de carbono.

O futuro da bioeconomia

De acordo com Weyman, a fábrica Metsä é "carbono-negativa", isso porque ela utiliza madeira de florestas sustentáveis em seu processo produtivo. A cada árvore derrubada para ser usada na fábrica, outras três são plantadas. Ainda assim, a fábrica finlandesa é independente de combustíveis fósseis apenas em suas premissas, já que, para chegar até lá, a matéria-prima da fábrica, a madeira, é transportada em caminhões movidos a diesel. Essa é uma realidade que o grupo Metsä pretende mudar. "Para melhorar essa situação, nós discutimos com as montadoras de caminhões sobre [desenvolver] veículos movidos a biogás e, então, começaremos a produzir biogás na fábrica", disse Weyman. "Dessa forma, no futuro, uma parte significativa do transporte também poderia ser baseada em biocombustíveis." Porém, segundo Hetemäki do Instituto Florestal Europeu, para de fato se distinguir como uma pioneira da bioeconomia, pelo menos 50% do faturamento da fábrica deve corresponder a bioprodutos gerados a partir de resíduos em vez de vir da polpa de celulose em si. Atualmente, contudo, esse valor está na marca dos 10%. "Você deveria repetir essas perguntas daqui a dez anos, para verificar se essa pretensão de gerar bioprodutos inovadores em redes a partir de resíduos, se concretizou", conclui ele.

Quem deve se responsabilizar pelo lixo reciclável exportado pelos países ricos

É lógico pensar que, quando descartamos um aparelho eletrônico num ponto designado para isso ou jogamos o lixo reciclável no contêiner da cor apropriada, os materiais serão processados perto dali, para serem reaproveitados sem causarem o impacto ambiental que provocariam de outra forma. Mas nem sempre é assim que acontece. Para confirmar isso basta dar uma volta pelo bairro de Guiyu, na cidade de Shantou, no sul da China. Aqui, as montanhas de lixo eletrônico e de plástico alcançam proporções épicas. E dão trabalho a milhares de pessoas que se dedicam à sua reciclagem. Alguns se especializam em recuperar componentes de telefones celulares, nos quais as etiquetas em numerosos idiomas revelam que são importados; outros preferem o plástico, porque é mais simples de manipular; e os que contam com recursos mais avançados extraem cobre e ouro de todo tipo de aparelho eletrônico. Até 2013, o trabalho era feito de forma precária em oficinas localizadas nos térreos dos edifícios. A maioria das empresas que se dedicavam à reciclagem era de propriedade familiar e se regiam por uma só norma: a do máximo lucro. Embora faça meia década que as autoridades ordenaram que as 1.200 oficinas registradas ali se aglomerassem em 29 empresas de maior porte e se mudassem para um novo parque industrial dedicado à reciclagem, Guiyu continua cheirando a plástico queimado, e a atividade ilegal resiste aqui e ali.

Mas tudo pode mudar agora, porque em 1º. de janeiro entrou em vigor a nova normativa chinesa que proíbe a importação de 24 tipos de resíduos, entre os quais se encontram diferentes tipos de plástico, papel e tecido. Não é um assunto banal, porque desde a década de oitenta a China é o principal comprador desse tipo de lixo, que geralmente procede de países desenvolvidos. Ao todo, em 2015 a China importou 46 milhões de toneladas de refugos que, depois de serem reciclados, servem para satisfazer parcialmente a enorme demanda interna por matérias primas. Em 2016, 56% de todo o lixo deslocado pelo mundo acabou no gigante asiático. Mas como acontecia – e continua acontecendo em menor escala – em Guiyu, a falta de instalações adequadas e o processamento de quantidades tão grandes de lixo provoca graves danos ambientais (nesta localidade, a água dos rios é preta) e preocupantes problemas de saúde para a população (Guiyu tem um dos mais elevados índices de câncer do país). “A proibição ajudará a reduzir os riscos ambientais que este lixo causa e também para aumentar a capacidade do setor de reciclagem da China para lidar com o rápido aumento dos refugos produzidos pelos 1,3 bilhão de chineses”, dizia, em 15 de dezembro, um artigo no jornal oficial China Daily.

Não por acaso, embora ainda não alcance os quase 300 milhões de toneladas de lixo produzidos anualmente nos Estados Unidos, a China se aproxima rapidamente dessas cifras: no ano passado, gerou 190 milhões de dejetos. O crescimento do consumo, somado a fatores como a expansão do comércio eletrônico, associado a um maior uso de embalagens, fez com que a China se situe quase no mesmo patamar do mundo desenvolvido na produção de resíduos. É uma situação complicada para o Governo de Pequim, que está adotando todo tipo de medidas para aumentar a eficiência industrial, reduzir sua crônica dependência dos combustíveis fósseis e também os níveis de contaminação – neste ano conseguiu diminuir fortemente a poluição atmosférica em Pequim, uma das cidades mais afetadas. O veto à importação de lixo é parte da ambiciosa guinada à qual o país mais povoado do mundo se propõe, e será fortemente notado no resto do planeta.

Aliás, já está sendo. No próprio dia 1º, quando entrou em vigor a nova norma, a rádio PRI informou sobre a enorme quantidade de lixo que as usinas de reciclagem norte-americanas são incapazes de processar. No ano passado, os EUA exportaram 37 milhões de toneladas de refugos – 4.000 contêineres diários –, num valor de 16,5 bilhões de dólares (53,3 bilhões de reais). Um terço desse volume teve a China como destino. No dia seguinte, o jornal The Guardian relatou uma situação semelhante no Reino Unido. “Durante 20 anos exportamos nosso plástico a China, e agora não se sabe o que vai acontecer”, reconheceu o diretor da Associação de Reciclagem do país, Simon Ellin, ao jornal britânico. Segundo o Greenpeace, a Grã-Bretanha exportou 2,7 milhões de toneladas de refugos plásticos para a China desde 2012. Uma quantidade que representa dois terços do total. E, na primeira década deste século, 87% do plástico recolhido na União Europeia para ser reciclado foi parar na China.

Sem dúvida, a proibição ditada por Pequim revelou um negócio do qual pouca gente tem consciência. Mas isso não é nenhuma novidade. “Em grande medida, se os países desenvolvidos conseguiram criar um entorno limpo não foi pela adoção de estritas normas ambientais, e sim graças a dois processos de deslocalização propiciados pela globalização: transferiram aos países em desenvolvimento a reciclagem de seus resíduos e a fabricação de produtos que exigem processos muito poluentes”, diz Xu Bin, professor da China-Europe International Business School (CEIBS).

Definitivamente, os países desenvolvidos descentralizaram sua poluição transferindo a produção poluente para países pobres. Isso vai da indústria pesada e do processamento de matérias primas até os produtos têxteis. No subcontinente indiano, por exemplo, a produção de roupas não tem apenas um elevado custo social. O inadequado – e às vezes inexistente – tratamento de águas residuais nas fábricas se transformou numa das principais fontes de contaminação da sua via fluvial e, consequentemente, também das terras vizinhas. Fontes da indústria admitem que são necessários 5.000 litros de água para produzir uma só calça jeans com aspecto desgastado. “Seria difícil cumprir as normas europeias, por isso fabricamos em Bangladesh”, reconhece o responsável pela produção de uma marca ocidental, que prefere se manter no anonimato. “Fazer as coisas direito é caro e difícil, porque, embora às vezes levem as mãos à cabeça com alguma reportagem sobre as condições trabalhistas, os consumidores estão mais preocupados é com o preço.” Ninguém duvida que essa exportação da poluição e do trabalho semiescravo irá continuar imutável, embora o crescimento da China – com o consequente aumento dos seus custos – leve esse processo a se direcionar para outros países. Sobretudo no Sudeste Asiático e no subcontinente indiano, onde os níveis de renda ainda são menores, os Governos estimulam a fabricação de produtos com pouco valor agregado como fonte de emprego e de riqueza, e as regras ambientais e trabalhistas acabam sendo mais brandas.

A usina de reciclagem da Europa

Um bom exemplo disso é o desmantelamento de gigantescos navios, com bandeiras de inúmeros países, no litoral de Chittagong, em Bangladesh. Embora a situação tenha melhorado sensivelmente nos últimos anos, o processo continua sendo realizado à moda antiga: à mão, com ferramentas muito rudimentares, e sem nenhum equipamento de segurança. Os bolsões de gás que se formam nos tanques de combustível são um perigo que causa numerosas mortes a cada ano entre os operários, e a limpeza desses tanques transforma as praias em faixas de areias pretas. Não muito longe de ali, na capital, Dacca, a reciclagem de lixo procedente dos cinco continentes é feita de forma similar. Pequenas instalações convertem o plástico em lascas, e um exército de trabalhadores – entre os quais não faltam crianças – completam o processo para que diferentes empresas possam reutilizar o material. “Aqui a maioria do plástico vem da Europa. Outras fábricas recebem o dos Estados Unidos”, comenta um dos responsáveis. Ao seu redor, junto a um rio imundo, mulheres e adolescentes descalços e desprovidos de qualquer proteção classificam os plásticos segundo sua cor e consistência. Nenhum deles pensa nas consequências que esse trabalho pode ter para a sua saúde e a do próprio país. Já estão ocupados demais trabalhando para ter algo de comer. “Os Governos dos países desenvolvidos precisam evitar a hipocrisia. Têm a obrigação moral de promover fora das suas fronteiras o mesmo que exigem em seu território. A população desses países, além disso, deveria ser informada do que se faz com seu lixo”, diz a ativista social bengalesa Shirin Akter. “Os cidadãos não podem escolher o que se faz com seus resíduos, mas podem exigir dos seus governantes que sejam coerentes”, propõe.

Em Guiyu, porém, todos parecem convencidos de que o lixo ocidental continuará chegando apesar da proibição, porque uma parte importante entra de forma ilegal. “Algumas empresas privadas envolvidas nesse contrabando separam o aproveitável e não processam o resto adequadamente, o que pode continuar poluindo o ambiente”, comentou Jiang Jianguo, professor da Faculdade de Meio Ambiente da Universidade de Tsinghua, ao jornal South China Morning Post. Em julho do ano passado, as autoridades chinesas advertiram 800 empresas que não cumpriam as normas de reciclagem. E em novembro anunciaram a detenção de 259 pessoas envolvidas na importação ilegal de 303.000 toneladas de lixo. “Se todos os países agissem como a China, a contaminação no mundo se reduziria bastante”, observa Akter. “Infelizmente, isso não interessa nem a quem se desfaz do lixo nem a quem o compra.”

China não vai mais reciclar plástico de outros países

A China quer deixar de ser o depósito de lixo do planeta. O país proibiu as importações de certos tipos de resíduos sólidos do exterior, uma medida que pode ter impactos importantes sobre a indústria mundial da reciclagem. Todas as nações – principalmente as desenvolvidas – que até agora dependiam do gigante asiático para se desfazer de seu lixo deverão agora procurar alternativas, seja administrar esses resíduos por si mesmas ou buscar outro destino para eles. A nova lei, que entrou em vigor no início do ano, proíbe a compra de 24 tipos de resíduos que podem ser agrupados em quatro categorias: plásticos, papel não triado, escória de certos minérios e refugos têxteis. O Ministério do Meio Ambiente afirma que a medida responde aos planos nacionais de combater a degradação ambiental com o fechamento de numerosas usinas de reciclagem especialmente poluentes. As grandes zonas de processamento destes resíduos se encontram nas províncias de Cantão, Zhejiang e Shandong, regiões costeiras com importantes portos de entrada de mercadorias.

A China começou a importar resíduos sólidos durante a década de 1980 para reutilizá-los e, assim, aliviar a escassez de certas matérias primas. Com o passar dos anos se tornou o principal destino de lixo de outras partes do mundo. A proibição que acaba de entrar em vigor não é total – continuarão sendo comprados resíduos que estejam corretamente triados –, mas o impacto é significativo. Para o especialista, “o mundo não pode continuar com o atual modelo de consumo desenfreado baseado no crescimento infinito em um planeta finito”, por isso pede que os países mais afetados pela proibição na China pensem em formas de reduzir os resíduos em vez de novos lugares para onde enviá-los. De fato, aponta o Greenpeace, nações que nos últimos anos aumentaram as compras de resíduos como Malásia ou Vietnã “não têm a mesma capacidade da China” para lidar com esse volume de lixo. A agência oficial chinesa Xinhua aproveitou a proibição para criticar as economias industrializadas que “por décadas exportaram poluição e fugiram de sua responsabilidade beneficiando-se das práticas de importação antes permissivas” em seu país e outras nações. “O mundo desenvolvido deveria ser grato à China que, em detrimento de seu próprio meio ambiente e da saúde de seus habitantes, ficou com seu lixo durante anos”, diz o texto.

 

Fonte: Deutsche Weelle/El País/Municipios Baianos

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