14/01/2018

ACM Neto descarta ser candidato a presidente

 

O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), descartou qualquer possibilidade de ser candidato a presidente da República, embora houvesse especulação de que ele poderia entrar na briga pelo Palácio do Planalto. O nome do democrata para disputar a Presidência tem sido, inclusive, aventado pelo presidente da Câmara dos Deputados e colega de partido, Rodrigo Maia. “Se eu deixar a prefeitura, o meu foco vai ser disputar o governo do Estado da Bahia. Isso é uma coisa que está bem resolvida na minha cabeça desde o começo. Essa é decisão que vou ter que tomar”, afirmou, em entrevista ao portal Bahia.ba. De acordo com ACM Neto, o chefe da Câmara é hoje o nome do Democratas para a corrida presidencial. Segundo ele, a candidatura de Maia começa a “ganhar corpo”.  “Acho que é um nome que desponta como novidade no cenário presidencial. Ele é o novo e vai incorporar a proposta do novo. Acredito muito que essa candidatura pode vingar e Rodrigo Maia pode ser um candidato muito competitivo”, ressaltou.

ACM Neto e Maia têm articulado com partidos, como PP e o Solidariedade, para que a candidatura do deputado federal vingue. No entanto, o parlamentar acredita que é preciso ter o apoio de, pelo menos, mais seis siglas para que o postulante tenha chances reais na corrida presidencial deste ano. Ainda para tentar viabilizar a candidatura de Maia, o marqueteiro baiano Fernando Barros tem auxiliado o congressista. Barros, que era próximo ao ex-senador Antônio Carlos Magalhães, foi um dos responsáveis pelo marketing nas campanhas presidenciais de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) nos anos de 1994 e 1998.

Se ACM Neto assumir a direção nacional do DEM – a confirmação só deve ocorrer no dia 22 de fevereiro ou 28 do mês mesmo, data da convenção –, ganha ainda mais contorno a especulação que circula nos corredores da política. Nos bastidores, comenta-se que o prefeito de Salvador e o presidente da Câmara dos Deputados firmaram um acordo de quem for presidente do partido não será candidato à Presidência da República. O encontro nacional da sigla acontecerá em Brasília. Anteontem, o prefeito voltou a cogitar a hipótese. “É possível. Existem lideranças do partido que querem que a gente assuma a presidência do Democratas. Agora, essa é uma decisão que só vou tomar no final de janeiro e início de fevereiro, porque ainda temos muitas conversas”, disse.

DEM conversa com PP, mas não inclui a Bahia

O prefeito ACM Neto falou, ontem, que há uma “aproximação” entre o seu partido, o Democratas, e o Partido Progressista em nível nacional, mas negou que haja discussão neste sentido na Bahia. “Eu tenho a maior estima por Cacá [Leão], grande parlamentar, reconheço o valor e o trabalho dele. Temos do ponto de vista nacional conversado muito, o PP e o DEM. Existe uma aproximação em curso que queremos construir para a eleição presidencial. Não tem discussão para a Bahia. Pode acontecer ou não? Não sei”, afirmou, após o anúncio das novidades do Carnaval deste ano.

Segundo Neto, apesar da aproximação, ainda não está fechado um acordo com PP para apoiar Maia. “Estamos conversando bem com o PP, o Solidariedade e outros partidos também. A ideia é fazer uma frente de partidos de centro, que possam estar unidos para apresentar um projeto para o futuro do Brasil”, ressaltou. Em recentes entrevistas, o deputado federal Cacá Leão (PP) – filho do vice-governador João Leão – defendeu a candidatura de Maia para presidente.  “Dos nomes ventilados, o de Rodrigo Maia é o melhor para ser presidente”, já disse o pepista.

Sobrenome Vieira Lima assombra aliança de Neto; desfecho depende do futuro de Lúcio

O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), está enfrentado um dilema na montagem da chapa majoritária de sua possível candidatura ao governo do Estado nas eleições deste ano.

Importante no grupo por fatores como tempo de televisão e estrutura partidária, o PMDB está dando dor de cabeça ao democrata nas articulações engendradas para fechar os nomes que marcharão com ele no pleito.

De acordo com informações obtidas pelo BN, aliados começam a pressionar Neto para que o inquilino do Palácio Thomé de Souza não tenha a sigla na chapa por causa da situação dos irmãos Vieira Lima, cujas imagens estão muito atreladas ao partido.

Por outro lado, o próprio prefeito se preocupa com a possibilidade de ter na chapa a agremiação, comandada por muito tempo no estado pelo homem do bunker de R$ 51 milhões, o ex-ministro Geddel Vieira Lima.

Com a certeza de que a ligação entre Neto, Geddel e o PMDB será explorada pelo grupo do governador Rui Costa, o prefeito de Salvador quer encontrar um jeito de não deixar a má fama do ex-ministro resvalar na sua imagem.

“Ele não vai querer passar a eleição explicando porque está ao lado do partido de Geddel e Lúcio”, comentou um deputado do grupo de Neto, que preferiu não se identificar. 

E, segundo o apurado pela reportagem, as movimentações para resolver esse quebra-cabeça já começaram.

O objetivo principal é acabar com qualquer resquício de vínculo dos Vieira Lima com o partido.

Neste sentido, segundo algumas fontes ouvidas pelo BN, as articulações passariam por retirar o comando da sigla do deputado estadual Pedro Tavares, cria política dos irmãos.

As negociações teriam até a participação do próprio Neto, que estaria com interesse de entregar a legenda a alguém de sua confiança, como o vice-prefeito Bruno Reis.

No entanto, outros nomes consultados pela reportagem dizem justamente o contrário.

Ninguém dentro do PMDB atualmente estaria disposto a assumir o partido enquanto a agremiação ainda abrigar Lúcio, denunciado pelo Ministério Público Federal no caso do bunker, e também candidato a reeleição para deputado federal.

Fora do partido, Neto também não está disposto a escorregar nesta casca de banana.

Há, ainda, no ninho peemedebista, uma divisão sobre se o comando do partido realmente deveria ser entregue a outra pessoa.

Segundo avaliação de um peemedebista ouvido pela reportagem, o impasse só será resolvido quando o Conselho de Ética julgar o processo contra Lúcio por quebra de decoro parlamentar.

Em Brasília, acredita-se que este deve ser o primeiro caso sobre o qual o colegiado vai se debruçar com o fim do recesso. E, por lá, cresceu o sentimento de que, caso o processo chegue ao plenário da Câmara, o deputado fatalmente terá o mandato cassado. Com isso, ele não poderia concorrer à reeleição.

Além disso, perderia o foro privilegiado, agravando ainda mais sua situação na Justiça.

Caso este cenário se concretize, estaria aí a oportunidade perfeita para retirar o PMDB, de vez, das mãos dos Vieira Lima.

No entanto, se o Conselho de Ética resolver manter o mandato do deputado, o partido precisará encontrar outra forma de solucionar a equação.

O certo é que, por enquanto, apesar de negarem publicamente, a situação na sigla não é tão tranquila.

Alguns deputados manifestam preocupação com o cenário e há até quem esteja pensando em abandonar o barco, caso de Luciano Simões Filho, que, apesar negar estar negociando qualquer desfiliação, também não descarta ir para outro ninho político. Mesmo longe dos seus dias de glória, os irmãos parecem ter se tornado fantasmas na vida de ACM Neto.

Irmãos Vieira Lima se irritam com articulação de ACM Neto para esvaziá-los no PMDB

O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), tem deixado o ex-ministro Geddel Vieira Lima, preso em Brasília, e seu irmão, o deputado federal Lúcio Vieira Lima, ambos do PMDB, irritados.

De acordo com a coluna Expresso, da revista Época, a dupla acha que o democrata está por trás do movimento de enfraquecê-los dentro do partido.

Ainda segundo a publicação, o vice-prefeito de Salvador, Bruno Reis, também peemedebista, tenta ocupar o espaço dos irmãos, investigados pela Polícia Federal e denunciados pelo Ministério Público Federal.

Na quinta (11), o BN mostrou que, realmente, há um desejo do prefeito e entre seus aliados de acabar com qualquer vínculo dos Vieira Lima com o partido.

ACM Neto tem receio de, ao se candidatar a governador, precisar enfrentar o desgaste eleitoral de ter na chapa majoritária uma agremiação que tenha os irmãos.

Assessor dos Vieira Lima pagou R$ 50 mil em espécie a escritório de Föppel. Advogado nega

O assessor Job Ribeiro, que atuou para a família Vieira Lima por décadas e cujas digitais foram encontradas no apartamento onde foram localizados R$ 51 milhões atribuídos ao ex-ministro Geddel Vieira Lima, repassou R$ 50 mil em espécie ao escritório do advogado do peemedebista, Gamil Föppel, como parte dos honorários.

A informação é da coluna Expresso, da revista Época.

Segundo o advogado de Job, Marcelo Ferreira, seu cliente só fez esse pagamento em dinheiro vivo ao escritório.

De acordo com Ferreira, o resto do pagamento foi feito por Geddel e por sua mãe, Marluce Vieira Lima. Procurado pela coluna, Föppel nega ter recebido a quantia em espécie.

Gamil Föppel nega que tenha deixado defesa de Geddel

O advogado criminalista baiano Gamil Föppel nega que tenha deixado defesa do ex-ministro Geddel Vieira Lima, como foi noticiado na imprensa nacional nos últimos dias.

Recentemente, foi publicado que o defensor teria abandonado o caso Geddel porque o ex-ministro teria decidido fazer delação premiada, gesto com o qual Gamil não concordaria. No entanto, a informação do acordo de delação também foi rebatida pelo advogado.

O ex-ministro encontra-se preso preventivamente depois que a Polícia Federal descobriu o bunker com R$ 51 milhões em um apartamento no bairro da Graça, em Salvador, atribuído ao emedebista.

  • Confira a nota emitida pelo criminalista:

"O advogado Gamil Foppel esclarece que trata-se de um exemplo de "fake news" a notícia veiculada pela Veja na coluna Radar de que ele não é mais o advogado de Geddel Vieira Lima e que o mesmo iria fazer uma delação premiada. Gamil lembra que estranhamente a capa da Veja trata justamente do fenômeno "fake news", encontrado como exemplo a própria coluna Radar".

 

Fonte: Tribuna/BN/BNews/Municipios Baianos

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