14/01/2018

Salvador: Exposição retrata prostituição no Centro Histórico

 

Com retratos do universo da prostituição no Centro Histórico de Salvador na década de 60, a Exposição Mulher-Dama, está em exibição de 10 de janeiro a 10 de março, no Museu da Cultura Afro-Brasileira (Muncab), no centro da capital. São 42 fotografias inéditas da Rua do Maciel, no Pelourinho, e uma projeção com outras 53 fotos do Cabaré Meia-Três, na Ladeira da Montanha, que marcam a primeira mostra individual do fotógrafo Flávio Damm, fotógrafo gaúcho, que fez diversos trabalhos em Salvador, com publicações nos livros do escritor Jorge Amado.

“Foram fotos feitas em 1966 para um livro que seria chamado Mulher-Dama, com fotos de Flávio Damm com texto de Jorge Amado. Foi um ensaio proposto pelo próprio Jorge. Neste intervalo entre fazer as fotos e publicar o livro, aconteceu o Ato Iinstitucional nº 5. A partir dali seria muito complicado fazer um livro simpático à prostituição, então Jorge desistiu do projeto e ficaram essas fotos guardadas e que pouquíssimas pessoas conheciam”, explicou a curadora da exposição, a arquiteta Silvana Olivieri.

Após algumas demolições de prédios antigas na Ladeira da Montanha e na Conceição da Praia, em 2015, a arquiteta teve a ideia de expor o material. “Eu achei que seria muito pertinente a gente mostrar esse material, que trata de espaços de prostituição pra gente discutir a questão da memória, esse apagamento de memória de lugares incômodos para a sociedade e também colocar em questão a prostituição, que até hoje sofre um enorme estigma”, completou Silvana.

Após 50 anos, as fotografias tentam combater o preconceito. A monitora da exposição Mikelly Debragata, acredita que a iniciativa ajuda a combater o preconceito. “Uma coisa muito interessante porque é uma coisa que está bastante escondida ainda. Como monitora eu estou aqui vendo e aprendendo cada vez mais como acontecia no passado e como está nosso presente. O povo ainda não vê direito, não sabe o que essas mulheres passam”, afirmou a monitora, que é mulher trans.

A exposição tem apoio financeiro do Fundo de Cultura do Estado da Bahia através do Edital Setorial de Artes Visuais e pode ser visitada de terça à sábado, das 10h às 18h. A entrada é gratuita. Outras atividades estão agendadas até o encerramento da exposição, como a Mostra de Documentários “Todo Poder às Putas” que acontecerá na área externa do Muncab nos dias 24 e 31 de janeiro, seguido de bate-papos com a participação de Fátima Medeiros e Mary Silva, diretoras da Associação de Prostitutas da Bahia, parceira do projeto. Nomes como Lourdes Barreto, fundadora do Movimento Brasileiro de Prostitutas, Gabriela Leite e Diana Soares também fazem parte da programação.

  • Serviço:

Exposição Mulher-Dama

Abertura: 10 de janeiro de 2018 (em cartaz até 10 de março)

Funcionamento: Terça a sábado – das 10h às 18h

Curadoria: Silvana Olivieri

Produção e Realização: Giro Planejamento Cultural

Entrada: Gratuita

Banda Cascadura faz show comemorativo de 25 anos de fundação

Fãs do rock baiano tem um compromisso muito sério neste domingo, 14: é o show de reunião – e comemoração dos 25 anos de fundação – da banda baiana Cascadura.

Desativada desde 2015, a banda se reúne para a ocasião aproveitando as férias do vocalista e único membro original remanescente: Fábio Cascadura Magalhães, que foi morar em Toronto (Canadá).

"(De início) A ideia era só fazer um som, tipo pega um Dubliner's ou o Groove Bar, um lugar assim, só pra fazer um som. Aí Thiago (Trad, baterista) deu a ideia de ter alguém produzindo", conta Fábio.

"Chamamos o pessoal da Ruffo (Marketing Cultura e Arte), que já trabalhava com a gente nos últimos anos da banda. Aí a proporção aumentou, foi pro Pelourinho. E a recepção tem sido muito boa, o pessoal tá entusiasmado", diz o cantor.

Destinada à eternidade, a obra deixada pelo Cascadura em seus cinco álbuns é uma das mais consistentes da música baiana em qualquer categoria.

No show, velhos fãs e novatos que nunca tiveram a oportunidade de ver a banda ao vivo, ouvirão material desde o primeiro disco (#1, 1995) até o último (Aleluia, 2012).

"Ah, o velho detalhe do repertório. (Nos ensaios) A gente passa mais tempo decidindo o que vai tocar do que tocando", ri Fábio.

"Então vamos tocar o que é mais representativo, o que as pessoas querem mais ouvir: Queda Livre, Juntos Somos Nós, Aleluia", conta, meio que escondendo o jogo.

No palco, Fábio contará com a última formação ativa da banda: Thiago Trad (bateria), Ricardo Cadinho (baixo) e Du Txai (guitarra).

A este quarteto se juntará mais um guitarrista: o veterano ex-membro Martin Mendonça. Integrante da banda de Pitty desde 2004, Martin foi da Cascadura entre o final dos anos 1990 e o início da década seguinte.

A guitarra de Martin está registrada no terceiro disco da banda, Vivendo Em Grande Estilo (2002).

"Nesse show Martin não é convidado, é membro da banda. Vai tocar o show inteiro. Nesse espaço de tempo que nos reunimos, Martin é membro da banda. É o Cascadura ali", reitera Fábio.

"Sei que Cascadura sempre remete a mim, mas não dava para realizar nada disso sem todos eles também", diz.

Lá e cá

Morando nos últimos dois anos e meio no Canadá com a esposa, Fábio já trabalhou em tudo que é tipo de emprego: foi padeiro, cozinheiro em cafeteria, figurante em série de TV, faxineiro. Agora é auxiliar administrativo em um escritório de serviços de limpeza.

"Faço pagamentos, contratos, agenda etc. Esse é o meu trampo atual. Mas é uma vida boa em Toronto. É uma cidade multicultural, com gente do mudo todo, a oferta de trabalho e cultura é vasta. Tem saúde, educação e transporte, tudo organizado. Lá você tem muita oportunidade de trabalho e aprendizado", conta.

De lá, Fábio também tem acompanhado a evolução do caos diário do Brasil pós-golpe, com preocupação.

"Governo ilegítimo, instituições se esforçando para dificultar a vida do cidadão. Agora o Brasil é isso aí. E esse ano estamos em um ponto perigoso, com a eleições se aproximando. Tudo pode acontecer. Já transferimos nosso titulo para votar para presidente lá em Toronto, isso é muito importante", conclui.

Manuela Rodrigues abre Domingo no TCA 2018

O Domingo no TCA abre 2018 com o show de comemoração das duas décadas de carreira da cantora e compositora baiana Manuela Rodrigues. A apresentação terá as participações especiais de Rebeca Matta, Dão, Giovani Cidreira e Grupo Vozes Veladas. O projeto chega ao 11º ano de potencialização do público frequentador da Sala Principal do Teatro Castro Alves (TCA), em Salvador.

Marcado para o próximo dia 28, às 11h, o espetáculo fará uma viagem musical entre as principais influências musicais e canções autorais que fazem parte dos três discos de Manuela Rodrigues. Os ingressos custam R$ 1 (inteira) e R$ 0,50 (meia), vendidos apenas no dia do evento, a partir das 9h, com acesso imediato ao teatro.

Com uma longa e significativa experiência artística e musical, destacada pela forte presença de palco nas apresentações, Manuela tem conquistado espaço e reconhecimento ao longo da trajetória, que começou aos nove anos. Formada em Canto pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), Manuela também já fez estudos de flauta, piano erudito, iniciação musical e canto coral. Também estudou música em New Orleans (EUA), passando a mergulhar no universo da experimentação musical.

O trabalho já lhe rendeu indicações e prêmios no Troféu Caymmi de Música, Festival de Música da Rádio Educadora e Prêmio Braskem de Cultura e Arte. Manuela ainda dividiu palco com artistas como João Bosco, Nação Zumbi, Lenine, Saulo Fernandes, além de ter participado de discos de Joatan Nascimento, Tuzé de Abreu e Mou Brasil.

Neste show comemorativo, no Domingo no TCA, Manuela ela estará acompanhada de Jelber Oliveira (teclados e acordeom), Júlio Caldas (guitarra, cavaquinho e banjo), Son Melo (baixo) e Lalo Batera (bateria). Dos três álbuns lançados, 'Rotas' (2003), 'Uma Outra Qualquer Por aí' (2011) e 'Se a Canção Mudasse Tudo' (2016), saem canções conhecidas do público que a acompanha, como 'Oxe, Oxe, Oxe', 'Barraqueira', 'Neurose' e 'Nova História'.

Fazcultura

O mais recente disco, produzido e lançado dentro do programa Natura Musical, com apoio do Governo da Bahia por meio do Fazcultura, foi acalentado por muitas mãos. Os produtores André T, Gustavo di Dalva, João Milet Meirelles, Luciano Bahia e Tadeu Mascarenhas dividiram a produção das faixas.

Manuela participou ativamente do processo e é responsável pela direção artística, concepção, coprodução musical, vocais e pianos do álbum. 'Se a canção mudasse tudo' também teve as contribuições dos compositores Rômulo Fróes, Clima e Ronei Jorge e participações de Nicolas Krassik, Silvia Machete e João Cavalcanti (Casuarina). O disco está sendo distribuído pela Tratore e disponível para download gratuito no portal do Natura Musical.

Domingo no TCA

O Domingo no TCA é uma iniciativa do Teatro Castro Alves, equipamento vinculado à Fundação Cultural (Funceb) e Secretaria de Cultura do Estado (Secult), que se compromete em ampliar e diversificar o público frequentador, oferecendo-lhe acesso a espetáculos qualificados, das mais diversas linguagens artísticas.

Ao longo de 10 anos e mais de 100 edições, o projeto engloba apresentações de música, teatro, dança, circo, cinema, de variados estilos e proposições estéticas, da Bahia, do Brasil e do mundo.

 

Fonte: SecultBa/A Tarde/Municipios Baianos

Comentários:

Comentar | Comentários (0)

Nenhum comentário para esta notícia, seja o primeiro a postar!!