17/01/2018

Após escândalos, Neto deve evitar PMDB na chapa de 2018

 

Após ter o nome dos irmãos Lúcio e Geddel Vieira Lima envolvidos em escândalos de corrupção, o PMDB da Bahia, que até muito recentemente tinha a dupla como maiores lideranças, pode viver um processo de esvaziamento.

De acordo com informações obtidas pelo Bahia Notícias, temerosos com suas situações político-eleitorais em 2018, pelo fato de estarem em um partido cuja imagem está bastante atrelada aos dois, deputados estaduais estão avaliando deixar a legenda em troca da renovação dos mandatos.

E, segundo o apurado, nem mesmo o prefeito ACM Neto (DEM) quer o PMDB, até após a sigla ter trocado de nome para MDB, em seu palanque nas eleições para o governo do Estado.

Nos bastidores circula a informação de que Neto julga que o desgaste criado pela situação dos irmãos poderá trazer prejuízos à imagem dele, enquanto travará uma disputa provavelmente acirrada com o governador Rui Costa pelo comando do Executivo estadual.

Com isso, o prefeito de Salvador já trabalharia com a ideia de deixar o PMDB pelo caminho, sem uma vaga na chapa majoritária.

Tendo este cenário em vista, o democrata se articula para minimizar os efeitos de perder um aliado com a estrutura e o tempo de televisão da sigla, fatores importantes em uma candidatura.

E é aí que entram as tratativas de Neto para atrair PP e PR ao seu grupo político. Ao colocar tudo na ponta do lápis, o prefeito viu que, caso tenha as duas legendas ao seu lado, conseguiria praticamente o mesmo tempo de TV que obteria dos peemedebistas, além de aliados com boa estrutura partidária. Também se livraria do ônus de carregar Geddel e Lúcio nas costas.

Neste momento, os dois são mais fardos políticos do que bons companheiros.

Para acomodar as legendas na majoritária, o grupo do gestor já teria convencido o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (DEM), a assumir a vice, enquanto as duas vagas para o Senado seriam de livre indicação de republicanos e progressistas.

Jutahy Magalhães (PSDB), que não perde a oportunidade de se declarar postulante a um lugar na chapa para tentar ser senador, ficaria de fora.

No entanto, com uma recompensa: será agraciado com um ministério, caso Geraldo Alckmin, que deve disputar a Presidência da República pelo PSDB, vença o pleito.

No momento, atrair o PR seria algo mais provável, já que o deputado federal Ronaldo Carletto (PP) vem articulando seu ingresso na sigla. Ao mesmo tempo, tentar fortalecer a legenda com quadros na Câmara e AL-BA.

Assim, espera poder barganhar uma vaga na majoritária, tanto de Rui quanto de Neto, para o Senado.

Como do lado do petista, a chapa está praticamente fechada – dificilmente o desenho mudará -, o deputado poderia encontrar guarida junto do democrata.

No caso do PP, mesmo com as articulações nacionais envolvendo até o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), o desembarque da base de Rui ainda é incerto.

Conforme fontes do partido ouvidas pelo BN, os progressistas admitem que Maia se cacifou politicamente para disputar a Presidência, mas ainda não se viabilizou eleitoralmente.

A densidade eleitoral dele vai influenciar na decisão, principalmente do âmbito Bahia, do PP permanecer, ou não, com Rui.

Quanto aos deputados que estão querendo se desligar do PMDB, o futuro político deles pode ser, por exemplo, PP e PR, caso as articulações de Neto vinguem.

Por outro lado, as especulações sobre o ingresso do vice-prefeito de Salvador Bruno Reis no DEM são cada vez maiores e há quem garanta, no grupo político do prefeito, que a saída dele do PMDB é inevitável. 

No entanto, não só o DEM pode ser o destino futuro dele. PP e PR também estariam no radar.

Bruno Reis, o coelho da cartola de ACM Neto nas eleições de 2018. Por Fernando Duarte

O vice-prefeito de Salvador, Bruno Reis (PMDB), saiu de “mais um político” a possível prefeito da capital baiana com o mérito de ser um hábil articulador político.

Amigo de ACM Neto (DEM), foi eleito duas vezes deputado estadual com o apoio do democrata e, diante do cenário de reeleição do gestor na capital baiana, acabou alçado ao posto de substituto imediato do herdeiro carlista.

Engana-se, no entanto, quem crê que o vice não é ambicioso.

Está a postos para substituir Neto caso o prefeito decida disputar o governo da Bahia – algo muito provável de acontecer no atual cenário -, porém se tornou também uma opção para disputar a corrida estadual em 2018, se o prefeito optar por terminar o mandato.

Bruno Reis é o coelho na cartola de Neto.

A filiação ao PMDB, acossado pelas denúncias contra os irmãos Geddel e Lúcio Vieira Lima, é talvez a grande ressalva dele tanto para ser prefeito quanto para ser candidato ao governo.

A situação começou a ganhar um novo contorno nesta segunda-feira (15), quando tomou corpo a articulação de que o vice estaria de saída do partido, tendo como destino o DEM, partido que integrou desde sempre, ainda que tenha estado filiado, historicamente, a outros partidos.

Caso ACM Neto deixe a prefeitura, o DEM manteria sob seu comando uma das capitais mais importantes do país.

Se Neto preferir ficar no Palácio Thomé de Souza, situação mais hipotética do que a candidatura ao governo, Bruno Reis estaria associado e atrelado ao prefeito, mesmo sem ter o arcabouço político que acompanha o “amigo”.

Apesar de cada vez mais certa a candidatura de ACM Neto contra a reeleição de Rui Costa (PT), não é descartado que o atual gestor da capital baiana opte por colocar outro aliado para a disputa, já que ir contra a máquina estatal não é tarefa fácil.

Como atualmente Bruno Reis não é ordenador de despesas, o vice pode continuar no cargo ainda que seja candidato a governador este ano. E, dependendo dos ventos, pode sentar na cadeira da governadoria antes de seu mentor.

A cartola de ACM Neto esconde muitas nuances. Bruno Reis é a bola da vez.

TIA ERON CONTRATA RELIGIOSOS PARA SECRETARIA COM ALTOS SALÁRIOS

A Secretaria Municipal de Promoção Social e Combate à Pobreza (Semps), comandada pela deputada federal licenciada Eronildes Vasconcelos, também conhecida como Tia Eron (PRB), contratou por R$ 7,3 milhões duas associações de cunho religioso. As informações constam no Diário Oficial do Município desta terça-feira (16).

A primeira contratação, por R$ 5,2 milhões, foi da Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais Leste (Adra). Segundo o convênio, a entidade servirá de casa de passagem para acolher 100 pessoas adultas em situação de vulnerabilidade e risco social.

Ainda de acordo com o contrato, a associação irá proporcionar "o desenvolvimento de suas potencialidades, tendo consciência de si mesmo e de sua cidadania, atue e interaja no contexto em que vive promovendo a conquista das transformações sociais".

A outra empresa contratada foi a Associação Clube de Mãe do Lar Pérolas de Cristo, por R$ 2,1 milhões. Ela irá, de acordo com a publicação, ofertar "proteção integral a 40 mulheres e seus filhos ou dependentes, em serviço de acolhimento institucional, garantido-lhes condições de acolhimento digno".

Ambos os contratos têm validade até 2020. O Metro1 tentou contato com Eronildes, mas não obteve sucesso.

Carlos Muniz nega que tenha abortado possibilidade de filiação ao PDT

Em rota de colisão com o presidente do Podemos na Bahia, o deputado federal Bacelar, o vereador Carlos Muniz (Podemos) negou que interrompeu a negociação com o PDT para uma possível filiação. A informação de que o diálogo havia sido abortado foi divulgada pela coluna Satélite, do jornal Correio.

“Não descartei conversas com ninguém. Isso é especulação”, garantiu o vereador na manhã desta terça-feira (16), acrescentando que permanecerá no bloco oposicionista. “Pretendo continuar onde estou. Primeiro, nunca conversei com o prefeito de Salvador nem com o seu grupo”, reafirmou, apesar de ter sido especulado que Muniz estava pronto para abandonar o grupo do governador Rui Costa e retornar para a base do prefeito.

Muniz também rechaçou a possibilidade de liderar a bancada, conforme foi especulado nos bastidores na última semana. Circulou a informação de que ele seria o preferido do palácio Thomé de Souza, uma vez que seu perfil seria menos combativo do que o do atual líder, José Trindade (PSL). “Não é esse o objetivo. Eu já disse que não sou candidato a líder, portanto não tenho condições de liderar o grupo”, frisou.

Chamado por Lídice de 'inimigo número 1 do funcionalismo', Rui não esquece críticas da senadora

O governador Rui Costa já deu a senha, embora um dia após tivesse tentado desfazer o que chamou de mal-entendido. Fato é que a chapa da eleição de outubro será uma reedição da mesma que o elegeu em 2014, com PT, PP e PSD.

Logo, a possibilidade de a senadora Lídice da Mata (PSB) tentar renovar seu mandato é remota, próxima de zero. Ao menos dentro da chapa encabeçada por Rui Costa.

A questão não é apenas aritmética. Tanto PP e PSD têm deputados e prefeitos mais do que o PSB. O veto a Lídice passaria também por uma memória recente dos fatos.

Em 2014, quando Rui disputou o governo do Estado, com uma candidatura pavimentada centímetro a centímetro pelo então governador Jaques Wagner,  Lídice, empolgada com a possibilidade do crescimento da candidatura de Eduardo Campos à presidência da República, resolveu se desgarrar do grupo ao qual sempre fez parte, para lançar-se em voo solo ao Palácio de Ondina.

Até aí nada mal. Quem entra na política sonha com os cargos mais altos.

O problema, segundo interlocutores do governo, é que Lídice pesou a mão quando da campanha de 2014. Fez uma oposição ao grupo ao qual é ligada umbilicalmente de forma mais ferrenha do que o próprio candidato da oposição, o ex-governador Paulo Souto (DEM).

No primeiro debate, realizado pela TV Band, Lidice chamou Rui Costa de “inimigo número 1 do funcionalismo público”. A socialista Lídice disse que como Secretario de Relações Institucionais e Secretario da Casa Civil, Rui Costa fracassou nas negociações com os servidores, levando a duas greves que “prejudicaram a Bahia”.

“Ela ia direto no fígado de Rui”, relembrou uma fonte do BNews. “Quando acabavam os debates, Rui virava para um grupo e perguntava: o que está acontecendo com ela?”.

Há quem diga que Rui Costa nunca perdoou Lídice, que agora, se quiser ter o mandato renovado, terá que alçar voo solo, sem a força de nenhum grupo. Nem da oposição, liderada por ACM Neto, nem tampouco governista, comandada por Rui Costa.  

 

Fonte: BN/Metro1/BNews/Municipios Baianos

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