20/01/2018

Malê Debalê encerra primeira temporada do Concha Negra

 

É o Malê Debalê que terá a honra de encerrar a primeira temporada do Concha Negra, projeto que, em edições mensais no último semestre, vem garantindo o lugar da música afro-baiana na programação do Complexo do Teatro Castro Alves (TCA), maior equipamento cultural da Bahia.

O show está marcado para o dia 4 de fevereiro (domingo), às 18h, na Concha Acústica do TCA, com participações especiais de Mariene de Castro e Ellen Oléria, além da abertura com As Ganhadeiras de Itapuã. Os ingressos custam R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia) e estarão à venda a partir deste sábado (20), na bilheteria do TCA, nos SACs dos shoppings Barra e Bela Vista e no site Ingresso Rápido.

O Concha Negra é uma iniciativa do Governo da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado (Secult), através do próprio TCA e do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI), e em alinhamento com a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi).

História

Fundado em 1979, o Malê Debalê nasceu de um grupo de moradores de Itapuã que desejavam ver o bairro representado no carnaval de Salvador. O bloco, hoje com 4 mil integrantes, tem na dança e na música um elo forte com as tradições herdadas da cultura afro, mescladas com o viver popular e a subjetividade coletiva e contemporânea da comunidade praieira.

A bateria, totalmente acústica, é composta de 150 percussionistas e quatro maestros. São ainda 19 alas de dança, num total de 1,5 mil dançarinos, o que fez o jornal The New York Times conceder-lhes o título de “o maior balé afro do mundo”. Seu espetáculo é reconhecido como uma das mais autênticas representações da cultura negra baiana, traduzindo a simbologia da afrodescendência e o imaginário da sua origem. Por isso, já representou o Brasil em festivais no México, Europa, África e Estados Unidos.

O nome do bloco é uma homenagem aos Malês, da mais célebre revolta escrava nas ruas de Salvador, ocorrida em 25 de janeiro de 1835: a Revolta dos Malês. Eram negros muçulmanos, que lutaram contra o processo de escravidão. O Malê Debalê considera uma missão não apenas contar esta história, mas, principalmente, se tornar um outro exemplo de resistência à dominação.

 Concha Negra

O Concha Negra busca fomentar a diversidade cultural da Bahia, suas tradições e patrimônios. A primeira etapa do projeto foi iniciada em setembro, com show dos Filhos de Gandhy, em seguida com o Muzenza, em outubro, Ilê Aiyê, em novembro, Cortejo Afro, e em dezembro, Olodum, até chegar ao Malê Debalê, em fevereiro.

Além das apresentações principais, cada espetáculo tem a participação de pelo menos um convidado especial e também uma abertura com intervenções de outras linguagens artísticas, como teatro, dança e moda.

Sarau de Itapuã homenageia a memória de 3  sambistas do bairro

Na próxima segunda-feira (22), às 18h, a edição do Sarau de Itapuã reverencia os baluartes da “Velha Guarda do Samba de Itapuã”, os sambistas Frasinho, Luis Pupu e Catimba. A entrada é gratuita.

O pandeirista Frasinho, considerado homem simpático e sorridente, que assumia a direção musical dos grupos por onde tocou. O percussionista Luis Pupu, como era conhecido no cenário do samba de Salvador, e seu irmão, o vocalista Catimba, destacavam-se pela forma ímpar de tocar seu instrumento, através da marcação com as mãos.

A abertura começa com o vídeo dos três músicos disponibilizados pela família e fãs. Em seguida, a música é intercalada com bate-papo na Mesa do Samba, entre os músicos convidados e a plateia, recordando casos inesquecíveis dessa turma.

Centro Cultural Plataforma recebe clássicos de Shakespeare: 'Otelo' e 'Romeu e Julieta'

O grupo de teatro da Associação Cultural Herdeiros de Angola apresenta no Centro Cultural Plataforma – espaço cultural administrado pela Secretaria de Cultura do Estado (Secult) – os espetáculos teatrais “Otelo” e “Romeu e Julieta”. As apresentações acontecem neste sábado (20), a partir das 15h. Os ingressos custam R$ 2 (inteira) e R$1 (meia) e a classificação livre. Os espetáculos fazem parte da mostra final do grupo após um ano de pesquisa com a temática do dramaturgo William Shakespeare.

Otelo conta a história do general que serve ao reino de Veneza, e que se apaixona à primeira vista por Desdêmona, a filha de um dos senadores mais poderosos da cidade. O amor é correspondido e Otelo se casa escondido com Desdêmona. O pai dela ao saber do enlace dos dois fica furioso, mas acaba perdoando a filha. Os dois parecem viver na mais plena harmonia, mas uma tragédia marca a vida do casal quando Otelo acaba sendo envenenado pelo personagem Iago, que o inveja em diversos aspectos.

Já em Romeu e Julieta o enredo passa-se em Verona, Itália, por volta do ano 1500 e trata os amores do jovem casal que apesar de serem provenientes de famílias rivais (os Montagues e os Capuleto que são inimigas há muitos anos), se apaixonam um pelo outro. Nesta história as lutas de espada, o disfarce, os equívocos, a tragédia, o humor e a linguagem da paixão simbolizam, no seu conjunto, o amor verdadeiro.

A Associação Cultural Herdeiros de Angola fundada em 9 de maio de 2005, no bairro da Plataforma, tem como o objetivo propor melhor qualidade de vida às pessoas da comunidade trabalhando no sentido de alavancar o desenvolvimento dos jovens e adolescentes através da dança, teatro, literatura, reuniões e seminários educativos e da convivência em grupo, que ressalta a diferença de cada um, mostrando a necessidade de se entender e contemplar essa diferença.

Exposição União entre os Povos abre no Solar Ferrão próxima segunda-feira

No próximo segunda-feira (22), às 17h, será aberta a exposição de artes visuais ‘União entre os Povos’, que fica em cartaz na galeria do Centro Cultural Solar Ferrão, no Pelourinho, até 30 de março. A mostra, coletiva, interativa e realizada pela Brahma Kumaris, conta com 38 peças concebidas por diversos artistas baianos, como Ray Vianna, Miku Multimídia, Aracides Limoeiro, Felipe Arcoverde e Ana Paula Paixão, entre outros. A abertura contará com pocket show da banda Viratrupe.

A exposição é composta por diversas peças feitas a partir de material reciclado que chamam a atenção do público para a conscientização em reciclar e preservar o meio ambiente. Destaque para a obra ‘Árvore da Humanidade’, assinada por Ray Viana, uma árvore de mais de 2 metros de altura, confeccionada com tubos e retalhos de papel. A mostra conta ainda com outras peças interativas, como: ‘O Eco da Vida’, ‘A Cabana do Silêncio’, os ambientes ‘Ser e Estar’ e ‘A Mesa da União’.

“Em tempos de tantas guerras, violência e desunião entre as nações, é imperativa a necessidade de promovermos a união entre os povos. Temas como cuidado com o meio ambiente, respeito entre as religiões, consciência do papel que cada ser exerce no mundo e na interação com a natureza, unidade entre diferentes culturas e a importância do silêncio para a transformação, são artisticamente abordados na exposição”, explica Goreth Dunningham, da Brahma Kumaris.

Sobre a Brahma Kumaris: movimento espiritual mundial dedicado à transformação pessoal e à renovação do mundo. Fundada na Índia em 1937, difundiu-se para mais de 110 países em todos os continentes e teve amplo impacto em muitos setores, como uma ONG internacional. Entretanto, seu verdadeiro compromisso é ajudar os indivíduos a transformarem sua perspectiva em relação ao mundo, de material para espiritual. Apoia a cultura de uma profunda consciência coletiva de paz e dignidade individual de cada ser.

No Brasil, as atividades da BK começaram em 1979, com sedes nas principais capitais e em cidades do interior. Em Salvador, a BK conta com 4 unidades, sendo uma delas um centro de retiros na região metropolitana.

Serviço: Exposição Interativa ‘União entre os povos’

Local: Centro Cultural Solar Ferrão (Rua Gregório de Mattos, 45, Pelourinho)

Período: de 22 de janeiro a 30/03

Horário da Vernissage: 17h

Mais informações: 3356-3900

Entrada Franca

Visitação: de terça-feira a sábado, das 13h às 17h

Mostra na Biblioteca Central dos Barris reúne brinquedos antigos

Em tempos de tecnologia, a diversão de crianças e adolescentes está dentro de uma tela de computador ou smartphone, e cantigas e brinquedos foram deixados de lado. A mostra ‘Brinquedos Além do Tempo’, que está aberta na Biblioteca Central dos Barris, em Salvador, expõe, justamente, as peças de antigamente e segue aberta, em um primeiro momento, até 31 de janeiro.

Os saudosos pião, jogo de damas, resta um, pega-varetas e o pingobol são alguns dos brinquedos em exposição. Tem até uma das primeiras bonecas negras produzidas, datada de 1973. Emprestadas pela população, as cerca de 50 peças estão promovendo uma verdadeira viagem ao tempo na mente dos visitantes. É o caso da dona de casa Iraildes Calixto, que, mesmo não tendo brincado com muitos dos itens, lembrou da infância dos filhos: “Dá uma saudade da época que as crianças brincavam realmente em casa, com coisas mais palpáveis. Hoje em dia, tudo é tecnologia e ninguém dá atenção a ninguém”.

Aberta há cerca de dez dias, mais precisamente em 8 de janeiro, a exposição já acumula mais de 400 visitantes. Cada peça é identificada com o nome da pessoa que a usou, junto com uma história relacionada à brincadeira. “O intuito da iniciativa é atrair as crianças e familiares para a biblioteca no período das férias. O pai e e a mãe que brincaram com esses brinquedos mais antigos trazem os filhos e acabam relembrando um pouco da infância”, explica Silvia Dias, coordenadora do Núcleo de Produção da Biblioteca Central dos Barris.

Participação popular

Os brinquedos expostos estão sendo reunidos por meio de uma campanha feita nas redes sociais (Fabebook Bibliotecas da Bahia e Instagram da Fundação Pedro Calmon) e, desde o início de dezembro, a coleta dos itens - que são devolvidos da mesma forma que foram entregues - vem acontecendo. “Ainda tem muito brinquedo antigo que não está exposto. Se conseguirmos mais peças, deveremos prorrogar a mostra”, explica Silvia Dias.

‘Brinquedos Além dos Tempos’ pode ser conferida de segunda a sexta, das 8h30 às 21h, e aos sábados, das 8h30 às 13h. A Biblioteca Central dos Barris fica na Rua General Labatut, nº 27.

 

Fonte: SecultBa/Bahia Já/Municipios Baianos

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