21/01/2018

Bahia: Walter Pinheiro se aproxima da cúpula do PP

 

Para onde vai Walter Pinheiro? É o que todos estão se perguntaram nessa semana desde que circularam alguns rumores de que ele está conversando com líderes partidários para se lançar nas urnas mais uma vez. O senador licenciado e atualmente sem partido, no entanto, ainda não definiu qual rumo vai tomar na eleição de 2018. Uma coisa, ao menos, já se sabe: o atual secretário da pasta de educação do governo Rui Costa não está parado e deve anunciar o ingresso em uma nova legenda e breve. Na noite da última quinta-feira, Pinheiro se sentou à mesa com o vice do Palácio de Ondina,  João Leão (PP), deputados pepiastas e o senador Roberto Muniz (PP). O encontro aconteceu em uma confraternização pelos 55 anos de idade do governador Rui Costa (PT). “Junto com membros da base Progressista e amigos, viemos trazer nossos votos de longa vida e realizações felizes, para o nosso grande governador Rui Costa”, postou Leão em sua página no Facebook.

Mais cedo, pouco antes da festa, Leão disse ao site Bahia.ba que convidaria Pinheiro para a legenda, mas foi cauteloso ao falar se haveria espaço na chapa governista. “Não sei. Quem sabe? Vamos conversar. Se Jaques Wagner for candidato a presidente, teremos mais uma vaga na chapa”, afirmou. Procurado pela Tribuna, o  secretário-geral do PP na Bahia, Jabes Ribeiro, também informou que ainda não há uma definição sobre a migração de Pinheiro para o grupo.

“Não tem nada definido. Pinheiro é um dos quadros mais valorosos e respeitados da Bahia e da política baiana. Evidentemente, qualquer partido gostaria de tê-lo nos seus quadros. Ele é muito amigo do vice-governador João Leão. Eles trabalharam juntos em vários projetos de interesse do Brasil. Eles ficaram até de ter uma conversa mais objetiva nos próximos dias, mas até agora não há nenhuma definição em relação à filiação”, disse Ribeiro. Walter Pinheiro está sem legenda desde março do ano passado, quando pediu a desfiliação ao diretório do Partido dos Trabalhadores na Bahia. O PT foi o único partido ao qual ele foi filiado em toda sua carreira política, iniciada em 1983. Ele foi vereador, deputado federal por quatro vezes e o primeiro senador baiano pela legenda. Conforme a Tribuna já informou, o ex-petista também manteve conversas com o PSD e o PDT, mas as negociações não avançaram.

16 vereadores de Salvador  podem disputar a próxima eleição

O presidente da Câmara Municipal de Salvador, vereador Leo Prates (DEM), afirmou que a casa legislativa deve acelerar os trabalhos em 2018 para manter o alto ritmo de trabalho desempenhado no ano passado. Segundo o edil, o ano eleitoral pode ser prejudicial para o andamento das discussões e votações no segundo semestre deste ano. “A minha expectativa nesse ano é tentar acelerar ainda mais o primeiro semestre, porque no segundo semestre normalmente na Câmara e em qualquer casa em que há políticos é muito prejudicada em ano de eleição. Então, a minha intenção é acelerar ainda mais porque os meses de julho, agosto e setembro devem ser prejudicados. Nós iremos esticar ao máximo para manter a produtividade do ano passado”, afirmou o democrata à Tribuna.

Questionado se sairá candidato, Prates afirmou que nada está definido – mas que pode disputar uma vaga na Assembleia Legislativa da Bahia. “Eu sou vou decidir esse assunto em junho. Estou iniciando este mês uma fase de consultas com meus aliados, com as minhas bases e com o meu grupo político – especialmente com o prefeito ACM Neto e o vice, Bruno Reis. Vou ouvir todos e tomar a decisão. Ainda não decidi nada. A única decisão que tomei foi que, se eu for candidato, serei candidato a deputado estadual”, pontuou. Mesmo com a possibilidade de não ser candidato, o presidente da CMS afirma que estará ativamente participando do pleito. “Posso não disputar as eleições para ajudar a campanha do prefeito ACM Neto para governador”, avisa. Ele também assegura que não será candidato à reeleição na Câmara. “Não serei candidato à Presidência da Câmara, mas no momento oportuno irei apoiar alguém”.

Além de Prates, entre os nomes que também devem tentar vagas na Assembleia Legislativa da Bahia estão Paulo Câmara (PSDB), Carlos Muniz (PODE), Hilton Coelho (PSOL), Maurício Trindade (DEM), Paulo Magalhães Jr (PV), Luiz Carlos Suíca (PT), Tiago Correia (PSDB), Alexandre Aleluia (DEM), Ana Rita Tavares (PMB), Jose Trindade (PSL) e Palhinha (DEM). Suíca, por exemplo, conta com os bons resultados em pleitos anteriores para tentar uma cadeira na Alba. “De uma forma muito lógica, o nosso nome está colocado aí na disputa. Não posso dizer que sou candidato porque a legislação não permite. Então, sou um pré-candidato a deputado estadual pelo Partido dos Trabalhadores. Uma candidatura que não nasceu de mim”, disse o petista à Tribuna.

Edis se movimentam para lançar campanha

As movimentações nos bastidores entre os vereadores já começaram. Entre os nomes que devem tentar vagas na Câmara dos Deputados, Cézar Leite (PSDB), Igor Kannario (PHS), Joceval Rodrigues (PPS) e Silvio Humberto (PSB).

 “Nós saímos em 2010 como candidatos a deputado federal. Ficamos na segunda suplência. Saímos em 2014 e ficamos na primeira suplência. E agora em 2018, eu não queria, mas... Corremos o estado, fizemos uma plenária e tivemos 100% de unanimidade. Vamos tentar mais uma vez sair e tentar uma vaga na Câmara Federal”, afirmou Joceval.

Vale registrar que as convenções partidárias poderão ser realizadas de 20 de julho até 5 de agosto, sendo que os candidatos poderão registrar suas candidaturas até o dia 15 de agosto. A partir de 15 de maio, os pré-candidatos poderão arrecadar recursos para a campanha. A propaganda eleitoral iniciará dia 16 de agosto. Os pré-candidatos que sejam apresentadores ou comentaristas de programas de Rádio ou Televisão deverão se afastar até 30 de junho.

Prefeitos cobram R$ 2 bi prometidos pelo governo federal: 'Rasteira que nos deram'

A Confederação Nacional de Municípios cobra o repasse de R$ 2 bilhões prometidos em dezembro pelo governo federal. O dinheiro foi usado como barganha pelo presidente Michel Temer para pressionar deputados a votar pela reforma da Previdência. A apreciação da matéria na Câmara deve acontecer em fevereiro.

De acordo com a Folha, houve resistência da equipe econômica do Planalto para liberar os recursos sem a indicação de contrapartida do lado das receitas. Por causa disso, o Palácio do Planalto editou uma medida provisória no fim do ano passado, autorizando a transferência. Por outro lado, será preciso ainda enviar um projeto de lei ao Congresso, para dizer qual a origem do recurso.

A expectativa do governo e dos prefeitos é que a situação seja resolvido até o início de março. "Foi quase uma rasteira que nos deram. Foi tudo confirmado e reconfirmado em audiência com o próprio presidente [Michel Temer]. A revolta é muito grande. Os prefeitos estão extremamente indignados. O ambiente estám uito hostil em relação à União", disse o presidente da entidade que representa os prefeitos, Paulo Ziulkoski.

Segundo ele, defensor da reforma da Previdência, se os parlamentares não se colocarem a favor da matéria, será necessário uma "medida mais radical" nas eleições deste ano. Além dos R$ 2 bilhões prometidos para o ano passado, o governo Temer também se comprometeu a repassar para os municípios mais R$ 3 bilhões, caso a reforma seja aprovada.

“Temer prometeu dar suporte aos municípios, mas correu”, atesta presidente da UPB

À frente da União dos Municípios da Bahia (UPB) há quase um ano, o prefeito de Bom Jesus da Lapa, Eures Ribeiro (PSD) tem a missão de enxugar as contas nas atividades da entidade e ensinar aos municípios a enfrentar o problema da baixa arrecadação. Em mais um ano de crise econômica, prefeitos buscam a UPB para qualificação. Em entrevista ao BNews, o presidente da entidade conta os desafios enfrentados no primeiro ano de gestão e as pautas cobradas ao governo federal.

De acordo com Eures Ribeiro, em uma das mobilizações à Brasília, o presidente Michel Temer (PMDB) prometeu dar suporte financeiro aos municípios até o final do ano passado, mas não realizou. “Temer prometeu dar suporte financeiro, mas no final do ano correu deixando os prefeitos O presidente correu e deixou os prefeitos ‘a ver navios’”.

Ao falar sobre eleições, o prefeito defendeu o nome do presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Angelo Coronel, para representar o partido na vaga ao Senado dentro da chapa majoritária do governador Rui Costa (PT). Ainda reafirmou que não será candidato à deputado.

Em resposta ao MP, Carreira nega irregularidade e diz que prefeitura cumpre Lei de Responsabilidade Fiscal

O secretário da Casa Civil da prefeitura de Salvador, Luiz Carreira negou, após matéria publicada pelo BNews, que haja irregularidade no projeto de Lei aprovado pela Câmara de Vereadores autorizando a Prefeitura a contratar empréstimo de US$ 52,5 milhões junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Carreira pontuou que a gestão municipal cumpre com a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Nesta sexta-feira (19), o Ministério Público da Bahia (MP-BA) decidiu converter um procedimento investigativo preliminar em inquérito civil para apurar se houve irregularidade na apresentação do projeto de lei da prefeitura de Salvador à Câmara Municipal solicitando autorização para contratação de um empréstimo junto ao Banco Interamericano Desenvolvimento (BID) no valor de US$ 52,5 milhões.

 “A Prefeitura cumpre rigorosamente a Lei de Responsabilidade Fiscal, sendo exemplo em todo o país. Infelizmente, a vereadora parece que trabalha contra o desenvolvimento de Salvador e não quer que a população receba os benefícios do projeto ”, disse Carreira.

O chefe da Casa Civil afirmou ainda que, além de ser aprovado pelos vereadores, o projeto passou por todas as instâncias federais, a exemplo da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, Secretaria do Tesouro Nacional e Senado. “Aqui na Prefeitura nós respeitamos a legislação e atuamos rigorosamente dentro da lei. Portanto, tenho certeza que esta denúncia vazia da vereadora é apenas para tentar criar um fato político “, concluiu Luiz Carreira.

Aladilce Souza rebate Carreira sobre investigação do MP e sentencia: falta argumento

O vereador Aladilce Souza (PCdoB) rechaçou a declaração do secretário-chefe da Casa Civil da prefeitura de Salvador, Luiz Carreira (PV), que atribui à comunista “uma denuncia vazia na tentativa de criar um fato político” a provação feita ao Ministério Público a respeito do projeto de lei do Executivo municipal que solicitou autorização para empréstimo ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

“Sou uma vereadora que no exercício das minhas funções requeri a apuração dos fatos ao Ministério Público. A função do vereador é fiscalizar e dizer que quando fazemos o nosso trabalho estamos querendo criar fato político nada mais é do que falta completa de argumento. O secretário deveria se ater ao fato de que o ministério público transformou em inquérito civil e não politizar o que apresenta indicio de irregularidade”.

Carreira afirma que a prefeitura cumpre a Lei de Responsabilidade Fiscal, “sendo exemplo em todo o país. Infelizmente, a vereadora parece que trabalha contra o desenvolvimento de Salvador e não quer que a população receba os benefícios do projeto”.

Para Aladilce, o que a Câmara Municipal fez foi dar um cheque em branco para a prefeitura, contudo, nem isso autoriza extrapolar os limites da legislação. A vereadora ressalta que é preciso aguardar a investigação do MP e que não “adianta o secretário, sem argumento, tentar politizar o assunto depreciando a atuação de quem tem por responsabilidade fiscalizar a gestão”.

 

Fonte: Tribuna/BNews/Municipios Baianos

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