23/01/2018

Arritmia ainda é uma das principais causas de morte em Salvador

 

Cansaço, tontura, desmaios, palpitações, sensação de batimentos rápidos ou lentos; sensação de falhas nos batimentos cardíacos. Alguns desses sintomas você já deve ter sentido alguma vez em sua vida ou deve conhecer alguém com esse histórico. Se sim, fique atento, pois esses indícios podem estar relacionados com a arritmia cardíaca, um problema que acomete mais de 20 milhões de brasileiros e são responsáveis pela morte súbita de mais de 320 mil pessoas todos os anos.

De acordo com o cardiologista Gilson Feitosa Filho, do Hospital Aliança, existem centenas de tipos de arritmias. “Por questões didáticas, uma das formas de dividí-las seria em bradiarritmias (as arritmias com frequência cardíaca lenta) e taquiarritmias (as arritmias com frequência cardíaca rápida). Também por questões didáticas, outra forma de dividi-las seria arritmias ventriculares (que se originam nos ventrículos do coração) ou arritmias supraventriculares (que se originam nos átrios do coração)”, explicou.

Ainda conforme o especialista, “o sistema coronário é todo o sistema vascular responsável por levar sangue, e consequentemente oxigênio e nutrientes, a toda musculatura cardíaca. O mais frequente é que o déficit do sistema coronário – através de um infarto, por exemplo – cause arritmias, principalmente ventriculares, e não o inverso”.

Contudo, nem todas as arritmias podem ser consideradas malignas – e que levam ao óbito –, segundo a também cardiologista e arritmologista, Luciana Cunha. “As arritmias podem ser benignas, quando não geram risco de morte súbita, bem toleradas pelos pacientes e sem repercussão clínica. Ou malignas, quando tem repercussão no funcionamento cardíaco de forma importante gerando risco de morte a ela relacionada. Podem ser resolvidas com medicação ou outros procedimentos, entre eles ablação por cateter e o implante de marca-passos artificiais”.

Origens

Conforme Luciana, as arritmias podem ter como causas desde herança genética (vias acessórias, doenças de canais iônicos) a patologias adquiridas (isquemia do coração, agudas ou crônicas, alterações metabólicas e de eletrólitos a exemplo de potássio e cálcio). Também estão neste rol patologias infecciosas como miocardites e doença de chagas. “Algumas causas são reversíveis, algumas são curáveis e outras não tem cura, somente tratamento”, apontou.

Segundo Gilson Feitosa, alguns cuidados precisam ser tomados por aqueles pacientes que sofrem com a doença para evitar problemas posteriores. “O primeiro e principal conselho talvez seja não menosprezar sintomas e não postergar muito a procura de auxílio médico. Os cardiologistas são formados durante anos para entender e orientar o melhor e mais seguro no acompanhamento e tratamento de sua arritmia”.

“Um leigo que presencie um desmaio deve, antes de mais nada, ligar para 192 (Samu), ou pedir que alguém telefone. Caso exista indivíduo habilitado, iniciar manobras de ressuscitação cardio-respiratória. A taxa de sucesso da recuperação reduz entre  7% e 10% a cada minuto após o início da parada cardíaca. A melhor atitude frente às arritmias é a prevenção e identificação precoce, para logo que possível proceda-se o tratamento”, emendou Luciana Cunha.

Entre os grupos de risco, estão àquelas pessoas que tem idade avançada: quanto mais idosa, maior o risco. “Também por isso, esta população precisa de um acompanhamento mais frequente, mesmo antes de surgirem sintomas. Também apresentam maior risco de desenvolverem arritmias pessoas que já tem outras formas de cardiopatias prévias, como um infarto no passado ou insuficiência cardíaca, por exemplo”, falou Gilson Feitosa.

Neste sentido, a cardiologista acrescenta que existem outros fatores de risco como hipertensão arterial, diabetes e tabagismo, assim como insuficiência cardíaca importante. Em jovens, os diagnósticos mais comuns são miocardiopatia hipertrófica, anomalias de artérias coronárias, displasia arritmogênica do ventrículo direito e canalopatias, uma espécie de doença hereditária.

Como descobrir

Mas, quais são os primeiros passos e os exames necessários para a pessoa descobrir se está, ou não, com a arritmia cardíaca? “A simples palpação do pulso radial pelo próprio paciente já pode ajudar a identificar se há alguma alteração de ritmo associada aos sintomas apresentados. Além disso, diante de quadro suspeito de arritmia, o arritmologista pode lançar mão de alguns exames, para ajudar a elucidar o diagnóstico. Dentre eles temos o eletrocardiograma de 24h (holter)”, explicou Luciana Cunha.

“Na presença de sintomas, percebendo que algo nas batidas cardíacas está fora do habitual, vale a pena procurar auxílio de um médico. Este fará uma anamnese (entrevista médica dirigida) e exame físico para melhor elucidar as dúvidas. Um eletrocardiograma, no caso de queixas compatíveis com arritmias, será sempre necessário. O julgamento clínico ditará se algo a mais precisa ser feito”, finalizou o cardiologista Gilson Feitosa Filho.

Obesidade avança em Salvador e já supera média nacional

Uma em cada cinco pessoas no país está acima do peso. Em dez anos, o número de brasileiros obesos cresceu 60%. Em 2006 o percentual era de 11,8%, em 2016 o índice subiu para 18,9%.  Os dados do Ministério da Saúde apontam ainda que a porcentagem de obesos na capital baiana é de 19,9%, maior do que a média nacional.

Segundo a endocrinologista e coordenadora do Núcleo de Obesidade do Centro de Diabetes e Endocrinologia do Estado da Bahia (Cedeba), Teresa Arruti, o que caracteriza a obesidade é o aumento de tecido gorduroso. 

Para saber o grau de obesidade, a especialista explica que é preciso calcular o Índice de Massa Corporal (IMC). O cálculo do IMC é feito a partir da divisão do peso pela altura ao quadrado. Para ser considerado obeso, o paciente precisa ter um IMC acima de 30.

Conforme a médica, a obesidade é uma doença multifatorial, que pode ter causa genética, emocional (stress) e, principalmente, hábitos de alimentação ruim e vida sedentária. “O indivíduo do século atual  vive sob stress, come coisas processadas e não faz atividade física. Então quando juntam essas três coisas, a tendência da população é aumentar o peso e ficar cada vez mais obesa”, completou.

Somente no Cedeba há quase quatro mil pacientes inscritos no núcleo que trata da obesidade. São pessoas de todo o estado que vão ao centro, na região do Iguatemi, em busca de ajuda. Teresa Arruti conta que todo o tratamento é feito por uma equipe multidisciplinar, composta por médico, psicólogo, fisioterapeuta, enfermeiro e assistente social. Em sua opinião, é dessa maneira que todo tratamento de obesidade deve ser conduzido.

Teresa Arruti chama a atenção para o fato de que a obesidade é a doença com maior potencial para desencadear outras patologias. Diabetes, hipertensão arterial, acidente vascular cerebral (AVC), infarto do miocárdio, depressão e  hérnia de disco são apenas algumas delas.

A médica relata que já há casos de crianças de 12 anos acometidas por  diabetes tipo 2 e hipertensão, por conta da obesidade. Antigamente, essas doenças só afetavam adultos acima dos 40 anos.  O vilão é o estilo de vida, no qual a criança deixa de brincar na rua para passar o dia em frente ao computador e vídeo-game.

A solução para reduzir o número de obesos, na avaliação da endocrinologista, seria praticar atividade física e modificar os hábitos alimentares, principalmente evitando os alimentos processados.

Sesab e Sociedade Brasileira de Infectologia firmam parceria para acompanhamento da Febre Amarela

Em reunião realizada nesta segunda-feira (22), o secretário da Saúde do Estado, Fábio Vilas-Boas, e o coordenador do Comitê de Arboviroses da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Antônio Carlos Bandeira, firmaram acordo de cooperação técnica para acompanhar a situação da Febre Amarela na Bahia, assim como outras arboviroses.

A cooperação técnica incluirá reuniões mensais de monitoramento e discussão com especialistas de todo o país. Outra situação que está sendo monitorada é um surto de malária, que aconteceu na cidade de Wenceslau Guimarães, onde a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) tem atuado para conter a disseminação da doença. Um fórum estadual, com a participação de técnicos da Sesab e representantes da SBI e Fiocruz, está programado para o mês de fevereiro, com a participação de todos os secretários municipais de saúde e dos principais especialistas da área.

Bandeira, que é um dos mais respeitados médicos infectologistas do país, foi um dos responsáveis pelo isolamento do vírus da Zika no Brasil, em 2015. Ele avalia a parceria como muito importante para impulsionar o controle de diversas doenças no estado. “Temos que garantir a tranquilidade para a população”, De acordo com a superintendente de Vigilância e Proteção à Saúde, Rívia Barros, a cooperação irá fortalecer o trabalho da vigilância à saúde.

Hemoba convoca população para doar sangue antes de tomar dose da vacina contra a Febre Amarela

A Fundação de Hematologia e Hemoterapia do Estado da Bahia (Hemoba) convoca a população baiana para realizar doação de sangue antes de se imunizar contra a febre amarela. A Fundação visa reduzir o número de candidatos inaptos e conscientizar a sociedade a respeito dos critérios básicos para a doação de sangue.

A estratégia da Hemoba é convocar o maior número de candidatos possível para realizar doação de sangue, antes de receber a imunização contra a febre amarela. Isto porque quando uma pessoa é imunizada contra a febre amarela, fica impedida de doar sangue por quatro semanas, a contar da data da vacinação. Com a convocação, a Fundação pretende reforçar os estoques de sangue para continuar atendendo com segurança e qualidade a demanda de hemocomponentes dos hospitais e unidades de saúde do estado da Bahia, sobretudo neste período que antecede as festas populares e o Carnaval.

A diretora de hemoterapia da Hemoba, Iraildes Santana, reforça que o objetivo é reduzir o impacto com a inaptidão após a vacina e garantir os estoques regulares para este período. “O nosso objetivo é reduzir ao máximo o impacto da inaptidão após a vacina, por isso aquecemos as campanhas para mobilização de doadores, sobretudo neste período, onde já é comum experimentarmos uma redução nas doações. Toda bolsa de sangue coletada representa esperança e a chance de salvar até quatro vidas”.

Sobre a doação de sangue

Doar sangue é um ato simples, rápido e seguro. O organismo repõe o volume de sangue doado nas primeiras 24 horas após a doação. Todo o material utilizado na coleta é descartável, o que elimina qualquer risco de contaminação para o doador.

Para doar sangue, o voluntário deve estar em boas condições de saúde, pesar acima de 50 quilos, sendo necessário estar alimentado, tendo, preferencialmente, ingerido alimentos sem gordura. O doador precisa ter entre 16 e 69 anos de idade (menores de 18 anos devem estar acompanhados por um responsável legal) e apresentar documento original com foto, emitido por órgão oficial e válido em todo o território nacional.

Mais informações também podem ser acessadas através do site da Hemoba, ou das páginas oficiais da Fundação no Facebook (fb.com/hemoba) e no Instagram (@hemobaoficial).

 

Fonte: Tribuna/Ascom Sesab/Ascom Hemoba/Municipios Baianos

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