23/01/2018

Feira: Atacadista investirá R$ 45 milhões em centro distribuidor

 

Eleita em 2017, pelo 3º ano, a melhor empresa do setor atacadista distribuidor do Brasil pela Fundação Getúlio Vargas, a Bartofil, Cotril e Ormel Distribuidoras (BCR) implantará um centro de distribuição (CD) em Feira de Santana, no centro norte da Bahia. O compromisso foi firmado nesta segunda-feira (22), entre a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) e a distribuidora por meio de protocolo de intenções. Serão investidos R$ 45 milhões e a estimativa é que sejam gerados, nos próximos cinco anos, aproximadamente 300 empregos diretos e indiretos.

De acordo com o diretor comercial da BCR, Rafael Bartolomeu, a previsão é que o centro de distribuição comece a operar no primeiro semestre deste ano e aumente significativamente as vendas no estado, que já é o segundo em faturamento do grupo. "No primeiro momento, dominaremos a operação na Bahia e no futuro pretendemos atender outros estados do Nordeste a partir do CD de Feira de Santana. Com um CD aqui no estado, teremos uma entrega ainda mais rápida e um serviço ainda melhor. Nosso objetivo é entregar na região de Feira de Santana e Salvador em, no máximo, 24 horas", afirma.

O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Jaques Wagner, destaca que o mês de janeiro já traz boas notícias com a atração de um centro de distribuição que vai facilitar a logística beneficiando empresas baianas. "São 300 novos empregos que serão gerados. Tenho certeza que do ponto de vista da mão de obra, a empresa não terá nenhuma dificuldade. O baiano agarra a oportunidade e veste a camisa", diz o secretário.

BCR

Com quase 70 anos de mercado, o principal centro de distribuição da BCR fica localizado em Ponte Nova, no interior de Minas Gerais. O grupo tem mais de 1,2 mil funcionários, 300 transportadores autônomos de carga e 1,2 mil representantes comerciais autônomos.

São mais de 9 mil produtos comercializados, distribuídos nas categorias de agroveterinária, automotivo, construção e reforma, equipamentos de proteção individual (EPI), esporte e lazer, ferramentas e equipamentos, papelaria e informática e utilidades domésticas.

Hackathon Feira de Santana, sobre segurança Pública, será apresentado à imprensa nesta quinta

Será apresentado à imprensa, nesta quinta-feira (25), os detalhes do Hackathon Feira de Santana, que acontece no próximo fim de semana, dias 27 e 28, no Sesi, localizado no Alto do Cruzeiro, no bairro Cruzeiro. O prefeito em exercício Colbert Martins Filho tratou do assunto nesta segunda-feira (22), em audiência com os secretários Valdomiro Silva (Comunicação Social) e Pablo Roberto (Prevenção à Violência e Promoção dos Direitos Humanos). Profissionais que vão participar do evento estarão presentes ao encontro com os jornalistas.

O Hackathon, que vai tratar exclusivamente de soluções em tecnologia para a segurança pública em Feira de Santana, é uma realização da Prefeitura Municipal através da Fundação Egberto Costa. A iniciativa vai de encontro a Agenda Feira 2030, também criada pelo Município para estimular ações que visem ao cumprimento das “metas do milênio”, com ênfase nos meios tecnológicos atuais.

Vão ser dois dias intensos de atividades, com especialistas em softwares e aplicativos que trabalham inclusive na madrugada, para que, ao final, possam apresentar possíveis soluções de questões que exigem meios inovadores. A expectativa é de reunir aproximadamente 60 profissionais, divididos em 10 equipes.

As equipes participantes da maratona de tecnologia vão ter o seu trabalho avaliado e, ao final, aquelas que mais se destacarem vão receber prêmios. O evento tem o apoio de vários organismos da sociedade, a exemplo da Câmara dos Dirigentes Lojistas, Associação Comercial, Sindicato do Comércio, Sesi, Sebrae, Polícia Militar da Bahia, entre outros.

Avenida Senhor dos Passos terá faixa exclusiva para ônibus a partir de quinta

A partir de quinta-feira, 25, a Avenida Senhor dos Passos, um dos principais corredores de transporte urbano de Feira de Santana, passa a contar com faixa exclusiva para ônibus. Até então, a delimitação existente na via, indica uma faixa preferencial, apenas na cor branca.

Delimitada por faixa horizontal contínua na cor azul, paralela a de cor branca, a nova faixa exclusiva começa a partir da Rua Santos Dumont - sentido Centro - e se estende até a Rua Monsenhor Mário Pessoa.

A faixa exclusiva é restrita ao transporte coletivo - exceto nas conversões à direita permitidas apenas em três trechos: antes da entrada da Praça do Nordestino, com acesso pela Rua 10 de junho para a Praça Eduardo Fróes da Mota; nas proximidades do arquivo público para conversão na Avenida Getúlio Vargas, e logo após o centro comercial Poli Moda, com opção de conversão na Rua de Santana e, mais à frente, na Rua Monsenhor Mário Pessoa.

Sinalização já instalada no local

Segundo Maurício Carvalho, superintendente municipal de Trânsito, toda a extensão da pista exclusiva já está sinalizada com placas de trânsito verticais e aérea. "Instalamos sinalização informando a velocidade média permitida com fiscalização eletrônica de velocidade [neste caso 50 km], de circulação exclusiva para ônibus e indicativa de acesso à direita para demais veículos”, explica o gestor da pasta.

Menor tempo de viagem para os passageiros

Para o secretário municipal de Transportes e Trânsito, Saulo Figueiredo [na foto acima], a iniciativa ajuda na melhoria do fluxo dos ônibus, com menor tempo de viagem para os passageiros.

“É importante salientar que a SMTT prioriza a mobilidade urbana e a melhoria dos horários de chegada de ônibus nos pontos. Assim, diminuiremos sempre o tempo de embarque do passageiro, especialmente nos horários com alta demanda”, salientou o secretário.

Motorista precisa ter atenção para evitar infrações

Segundo o artigo 184, inciso III, do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), transitar na faixa ou via de trânsito exclusiva regulamentada para o transporte público coletivo é considerado infração de natureza gravíssima e multa no valor de R$ 293,47. Ainda, rende sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) do condutor.

Já artigo 218, inciso I, aponta infração média ao condutor que transitar em velocidade superior à máxima permitida em até 20%, somada à multa no valor de R$ 130,16. Também, o mesmo artigo, inciso II, prevê infração grave e multa no valor de R$ 195,23 para quem transitar em velocidade superior à máxima permitida em mais de 20% até 50%, e mais cinco pontos na CNH.

Já o motorista que transitar em velocidade superior à máxima permitida em mais de 50% será notificado por infração de natureza gravíssima com multa no valor de R$ 880,41. Este valor final é resultado do fator multiplicador (3) apontado neste tipo de infração para chegar ao valor da multa, ou seja, R$ 293,47 multiplicado por três. "Pedimos aos motoristas atenção às placas para evitar infrações”, adverte Maurício Carvalho.

Feira em História: Os primeiros médicos de Feira. Por Adilson Simas

No livro “A Feira no século XX”, o escritor e poeta Antônio Moreira Ferreira [na foto acima] destaca os primeiros médicos residentes em Feira de Santana, aqui clinicando a partir da Santa Casa de Misericórdia fundada no século XIX, mais precisamente em 1865. O escritor ressalta o trabalho de Joaquim Remédios Monteiro e Gastão Clóvis Guimarães [na foto abaixo] em tempos distintos, além de citar outros como Fernando São Paulo, Honorato Bonfim e Joaquim D’Almeida Couto.

Vale a pena a leitura do texto:

- Não podemos afirmar com exatidão, mas parece-me que a Santa Casa de Misericórdia foi fundada em 1865 sem que houvesse um médico residente em Feira de Santana.

O Dr. Joaquim Remédios Monteiro, ao que sabemos, chegou em Feira entre 1880 e 1890 e, embora tenha vindo em busca da sua saúde dentro do bom clima de Feira, foi realmente o primeiro médico residente a clinicar nesta cidade, quando já existia a Santa Casa de Misericórdia.

Quanto ao segundo médico, ainda depende de uma pesquisa (1º trabalho para a futura Academia de Medicina de Feira de Santana?), pois está muito próximo o período entre Dr. Fernando São Paulo, Dr. Gastão Guimarães, Dr. Honorato Bonfim e o Dr. Joaquim D'Almeida Couto.

Os quatro atuaram na década de 10, porém só temos certeza da residência do Dr. Gastão Guimarães que, em 1914, já se firmara em Feira.

Os primeiros médicos aqui chegados, fizeram o trabalho de verdadeiros desbravadores do atavismo, oriundo do sincretismo que misturava curas, religiões, superstições, com rezas, chás, etc.

Dr. Gastão fez um trabalho de catequese tão perfeito, que não foi muito difícil vacinar o povo contra varíola e posteriormente contra a peste bubônica.

É bom lembrar que, então, não existiam escolas de 2º grau e a maioria das escolas primárias eram regidas por professoras leigas e, assim, não podiam ajudar muito naquele campo.

Por oportuno, lembramos que a escova de dente chegou em Feira no fim da década de 30. O campo da higiene foi outro que coube aos primeiros médicos o trabalho da educação. E, para tanto, tinham que descer do seu linguajar clássico para o coloquial do tabaréu da região.

Agora me lembrei de uma estória, contada por meu avô, acontecida aqui em Feira quando Dr. Remédios Monteiro começou a clinicar.

Segundo ele, existia um fazendeiro na região que, apesar de rico, era muito ignorante. Desejando educar a filha única (Mariinha), mandou-a para um colégio em Salvador donde, tempos depois, voltou professora.

Ao regressar da capital, encontrou sua mãe doente. Perguntando ao pai pela doença da sua genitora, o velho respondeu sem titubear: - "Tá cum tumô na bunda."

Ela, então, aconselhou levá-la imediatamente ao médico.

Enquanto preparavam o carro de boi para levá-la deitada, a moça chamou o pai em particular e recomendou: - "Quando o senhor chegar ao médico, não fale em tumor na bunda. Diga: tumor nas nádegas." - Com um pouco de dificuldade, o velho entendeu que a palavra "bunda" era, então, indecente.

Depois de algumas horas de viagem, chegaram ao consultório do médico, que mandou o casal entrar. A moça preferiu ficar do outro lado do cubículo, o qual era dividido por tábuas de meia altura.

Inicialmente, o Dr. Remédios perguntou ao velho o que havia com sua esposa, e ele disse que ela estava com tumor... como não conseguiu lembrar das nádegas, pôs a cabeça sobre o tablado e perguntou em voz alta: -

"Mariinha!!! como é mesmo o apelido que você botou na bunda de sua mãe?".

 

 

Fonte: Ascom SDE/Secom PMFS/Municipios Baianos

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