23/01/2018

Uauá: Nepotismo em meio a uma crise que não existe

 

O prefeito neocomunista do município de Uauá, Lindomar Dantas (PCdoB) decidiu jogar a verdadeira realidade da máquina municipal para a sociedade e as autoridades empregando o seu irmão, Deusimar Dantas de Abreu para ocupar o cargo de Secretário de Governo, e Prevenção a Violência, ganhando o salário de R$ 5 mil. Ele ainda emplacou a sua esposa, senhora  Luciene de Souza Ribeiro, para ocupar o cargo de Assistente Especial de Saúde, ganhando o salário de R$  2.500,00. Segundo informações, a mesma se encontra licenciada do cargo por parir uma criança em um dos hospitais luxuosos na cidade pernambucana de Petrolina.

No dia 2 de janeiro deste ano foram 29 nomeações, o que configurou um verdadeiro ‘trem da alegria’. Para advogados e conhecedores legítimos da lei, a prática do nepotismo passou a ser escancarada, quando em tese o gestor municipal praticar ato de improbidade administrativa. Em outros municípios da Bahia, o Ministério Público tem autuado condenando tal prática com ações na justiça. Os privilegiados causarão uma despesas mensal aos cofres do município em aproximadamente R$ R$ 90 mil. Segundo informações chegadas ao AP, uma nova lista de agraciados poderá sair a qualquer momento, o que dobraria o valor mensal com gastos de folha.

Na cidade já se comenta que as contratações tem vínculos políticos partidários para as eleições de outubro de 2018, isso porque o desgaste do gestor municipal, e sua equipe, é grande, e mesmo assim, a maioria das pessoas que faz parte do grupo político apoiando a reeleição do deputado federal, José Nunes (PSD).

Durante a campanha política, o prefeito e seu grupo pregaram nos palanques ‘mudanças’ na maneira de administrar, mas suas promessas passaram a contrariar tomando uma nova postura em menos de dois meses de governo. As contradições estão estampadas em todos os atos deixando parte da sociedade e entidades organizadas estarrecidas. A máquina pública foi transformada em um órgão familiar onde até alguns secretários são detentores de uma lista sem fim contendo parentes agarrados nas tetas da administração.

Por outro lado, já começa a rebelião de alguns empresários no município e cidades próximas que estão impacientes porque estão com mais de 8 meses sem receberem. Segundo informações de vereadores, todas as vezes que vão na prefeitura tentar receber a resposta é mesma: ‘infelizmente a receita que chegou hoje não tem como pagar!’. Com isso, a revolta e o desespero dos fornecedores aumentam, e o pior: com o aumento da farra empregando mais pessoas, a impaciência aumenta temendo um calote. Alguns desses empresários já enxergam a coisa como: ‘devo e não pago, e se abusar é que não pago mesmo. Não posso deixar de fazer obras para pagar despesas insignificantes’. O medo de ficar sem pagamento se espalhou até mesmo dentro da própria administração deixando funcionários sem dormir.

Vereadores da própria base já começam a ficar descontentes porque não existe espaço para realização de ações em comunidades que sirvam aos seus redutos eleitorais. Alguns já estão apelando para deputados de outras correntes políticas para conseguir algo, isso porque, dentro da administração o campo se encontra altamente minado.

No meio desse sofrimento estão os funcionários a exemplo dos professores por terem seus direitos retirados a força, atraso no pagamento do 13º salário, abono férias sem receberem, e ainda, mais outro tormento: a possibilidade do não repasse do reajuste salarial para este ano do Governo Federal em 6,81% que deve vigorar a partir deste mês.

O sindicato da categoria, a APLB, emitiu nota de repúdio esta semana classificando a falta de respeito e consideração por parte dos neocomunas quando alegou, que até o “momento não pagou um terço das férias dos professores, e que ainda não existe previsão de pagamento.”  Ainda na nota, o diretor da entidade, Francisco Proleps afirmou que: “a administração pregou nos palanques uma mudança para os servidores, tendo como meta respeitar os direitos e acabar com atrasos, pois vem fazendo igual as outras gestões quando atrasou em 2017, pagando parcelado”.

Em outra parte da nota, o coordenador se mostrou decepcionado com a administração por rejeitar a presença do sindicato para negociar, e que ainda alega desconhecer a crise que passa a administração contratando dezenas de pessoas para ocupar cargos políticos. “É desolador! É uma afronta ao nosso direito constituído e uma decepção para categoria que sonhou com uma nova era, um novo momento, a mudança, e estão vivendo a mesma sofrência de sempre. E o que é mais estranho é que se trata de um governo que não chama o sindicato próprio da categoria para conversar( APLB), mesmo  a entidade tendo mandado ofício, já esse ano, versando sobre o assunto. Porém,  o que vemos no início desse ano são NOMEAÇÕES E MAIS NOMEAÇÕES PARA CARGOS NO GOVERNO MUNICIPAL. AÍ, FICA DIFÍCIL VOCÊ ACREDITAR EM DIFICULDADES FINANCEIRAS. É muito contraditório!”.

O problema de Uauá deixou de ser, apenas, um assunto regional. Nos bastidores da política na capital baiana o problemas é tratado como fato grave, uma pedra no sapato do Governo do Estado que tem o prefeito como aliado político, e teme que a situação de caos seja explorada pela oposição durante a campanha eleitoral.

NOTA DE REPÚDIO DA APLB-UAUÁ: 1/3 DE FÉRIAS DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO EM ATRASO

A APLB-SINDICATO Núcleo Uauá, CNPJ: 14.029.219/0001-28, entidade de utilidade pública pela lei nº02254/65, registro sindical no Ministério do Trabalho no livro nº 003, às folhas 104, desde 14 de março de 1990 e leis municipais, filiada a CNTE, FETRAB, CTB, em defesa de uma educação de qualidade e valorização dos profissionais em educação, vem através desta, mais uma Vez, repudiar a falta de respeito e consideração da administração municipal, que anualmente, vem desrespeitando o mês legal para conceder o pagamento de um terço de férias dos profissionais. Que, até o momento, não receberam e nem tem proposta. Pela lei 59 (estatuto municipal), artigo 111 o 1/3(um terço de férias) tem de ser pago no período das férias.

A atual administração, que pregou uma mudança para os servidores, tendo como meta respeitar os direitos e acabar com atrasos, vem fazendo igual as outras gestões: Atrasou em 2017, pagando parcelado.

O coordenador Francisco-Prolepses, triste com a situação, externou: "É desolador! É uma afronta ao nosso direito constituído e uma decepção para categoria que sonhou com uma nova era, um novo momento, a mudança, e estão vivendo a mesma sofrência de sempre. E o que é mais estranho é que se trata de um governo que não chama o sindicato próprio da categoria para conversar (APLB), mesmo a entidade tendo mandado ofício, já esse ano, versando sobre o assunto. Porém, o que vemos no início desse ano são nomeações e mais nomeações para cargos no governo municipal. Aí, fica difícil você acreditar em dificuldades financeiras. É muito contraditório! Que Jesus nos fortaleça e nos mantenha firmes e fortes nessa árdua missão."

IX Simpósio de Engenharia de Produção da Região Nordeste acontecerá na Univasf em março

Com a temática “Filosofia Lean como Estratégia de Excelência Organizacional”, a Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) realizará o IX Simpósio de Engenharia de Produção da Região Nordeste (SEPRONE) e o VIII Simpósio de Engenharia de Produção do Vale do São Francisco (SEPVASF), de 7 a 9 de março. O evento acontecerá no Complexo Multieventos da Univasf, no Campus Juazeiro. As inscrições para submissão de trabalhos podem ser feitas até 26 de janeiro.

As inscrições são feitas através do site até o dia do evento. Os valores variam de acordo com o lote da inscrição e com a formação do participante, com descontos para grupos. É possível submeter resumos para apresentação oral ou em formato de pôster, que se enquadrem dentro das 11 áreas de atuação do engenheiro de produção. No site, foi disponibilizado o template que deve ser seguido e enviado em formato .doc, tendo, no máximo 2mb e cinco autores. Os valores das inscrições, as normas de submissão e o modelo de resumo estão disponíveis no site.

A programação será composta por palestras, minicursos, oficinas, visitas técnicas, apresentação de trabalhos e atrações culturais. O evento é organizado pelo Diretório Acadêmico de Engenharia de Produção (DAEP) e pelo Colegiado de Engenharia de Produção (CPROD) da Univasf. De acordo com o estudante do curso Pedro Vieira, que integra a comissão organizadora, a temática foi pensada por ser atual e poder ser aplicada nas diversas áreas da Engenharia de Produção. “A filosofia Lean tem como objetivo utilizar ferramentas para eliminar os desperdícios e reduzir as despesas de forma sistemática”, afirma.

O SEPRONE volta a ser realizado depois de seis anos, e, segundo Vieira, esta é uma oportunidade de, juntamente com o SEPVASF, aprender mais sobre a área, que vem aumentando cada vez mais a demanda por conhecimento. “O evento visa reunir participantes de vários locais, principalmente da região Nordeste, para discutir e desenvolver habilidades, além de criar oportunidades direcionadas ao desenvolvimento profissional”, destaca.

Usina de etanol aquece mercado consumidor baiano e de vários outros estados nordestinos

Ao longo dos últimos 37 anos, a Bahia consolidou uma das maiores redes de produção de etanol do Nordeste. A Agrovale, maior empresa produtora de açúcar, álcool e energia no estado, teve papel importante nessa história. Com ela, a produção sucroalcooleira se expandiu para cidades do interior baiano, como Juazeiro, que fechou o ano de 2017 com a marca de 48 milhões de litros de etanol.

A destilaria tem capacidade para produzir ainda mais, cerca de 80 milhões de litros. Para a próxima safra serão investidos R$ 5 milhões visando o aumento da produtividade. Comercializando para mercados como os estados de Pernambuco, Ceará, Piauí e Alagoas, a Agrovale tem na Bahia seu mercado consumidor mais forte. Em média, esse estado absorve 1 bilhão de litros de álcool anidro (usado para combustível), uma demanda alta e que o leva a importar de outras regiões.

O diretor Financeiro e TI da Agrovale, Guilherme Colaço Filho, explica que a usina tem buscado aumentar a oferta do etanol justamente para atender a procura. “É uma vantagem para a Bahia, uma vez que diminui a dependência do álcool oriundo de outros estados”. Por ser obtido da cana-de-açúcar, o etanol é considerado um produto renovável, ou seja, não esgota, além de emitir menos gases poluentes na atmosfera, o que lhe dá a condição de combustível sustentável. “O etanol pode ser produzido diretamente da cana, e também dos resíduos do açúcar, um processo que passa pela moenda, destilação, fermentação, vaporização, até se tornar o produto que usamos nos postos de combustíveis”, pontua Colaço.

Outro benefício da produção do etanol no estado, e particularmente em Juazeiro, está no investimento em tecnologias. Nos últimos cinco anos, a Agrovale investiu em um conjunto de aparelhos para produção de álcool anidro hidratado, centrífugas de fermento, além de ter construído dornas para fermentação do derivado da cana.

“São tecnologias limpas, que necessitam de vários profissionais especializados, seja na operacionalização, manutenção ou testes, o que nos ajudou a alcançar a excelência nacional”, destaca o gerente de produção industrial da usina, Marcelo Maia. A afirmação do gerente é baseada na Agência Nacional do Petróleo (ANP), que atestou a qualidade do etanol produzido pela empresa.

 

Fonte: Ação Popular/Ascom APLB-Uauá/O DiáriodaRegião/Ação Popular/Municipios Baianos

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