25/01/2018

Multas por homofobia renderam R$ 4 milhões à Fifa nas eliminatórias

 

Multas por homofobia nas eliminatórias fizeram a Fifa arrecadar 1,27 milhão de francos suíços (R$ 4,3 milhões) em multas durante a disputa das eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018, entre 2015, quando a entidade começou a monitorar as partidas para esse tipo de atitude, e 2017.

Do montante, 100 mil francos suíços (R$ 334 mil) foram pagos pela CBF, multada cinco vezes. O valor, porém, é irrisório se comparado com a arrecadação que a confederação teve nas partidas.

Só no jogo contra o Chile, em 10 de outubro, no Allianz Parque -em que a CBF foi multada em 10 mil francos suíços (R$ 33,8 mil) por gritos homofóbicos da torcida- a entidade arrecadou R$ 15,1 milhões em ingressos.

A confederação também recebeu punições nos jogos contra Colômbia, Bolívia, Paraguai e Equador. Todas as multas já foram pagas.

Para evitar que as sanções se repetissem, a CBF promoveu campanhas antes e depois das partidas da seleção. Mensagens pedindo "respeito" eram exibidas nos telões.

Segundo a Fifa, todo o dinheiro arrecadado com multas é revertido para projetos sociais da entidade ou para atividades de desenvolvimento do futebol pelo mundo.

Os cerca de R$ 4 milhões arrecadados fazem pouca diferença para os gastos da Fifa. Entre os anos de 2015 e 2018, ela estima ter despendido US$ 1,6 bilhão (R$ 5,17 bilhões) com essas atividades, segunda consta em seu informe financeiro.

Na Copa do Mundo, a Fifa já informou que não tolerará atitudes discriminatórias por parte dos torcedores, sejam estas homofóbicas ou raciais. Os árbitros serão orientados inclusive a paralisar as partidas em caso de mau comportamento dos espectadores.

A mesma orientação já havia sido feita na Copa das Confederações de 2017, mas nenhuma paralisação foi necessária. O México, porém, foi advertido por causa de alguns gritos isolados no empate em 2 a 2 com Portugal.

No jogo seguinte, contra a Nova Zelândia, a torcida mexicana agiu de forma irônica e trocou os gritos de "puto" (palavra usada, em espanhol, para se referir de forma pejorativa a homossexuais) por aplausos a cada tiro de meta cobrado pelo adversário.

AMÉRICA LATINA

De todas as nações sancionadas por homofobia durante as eliminatórias, as únicas que não fazem parte da América Latina, onde são comuns os gritos homofóbicos, são Grécia, Hungria e Sérvia.

Quem mais sofreu por causa do comportamento da torcida na questão da homofobia foi a federação chilena.

Além de receber dez multas, no total de 234 mil francos suíços (R$ 794 mil), a entidade local foi proibida de sediar por duas rodadas as partidas da seleção no Estádio Nacional de Santiago.

O México também teve de pagar nove multas. E este número só não foi maior porque a federação do país apelou à CAS (Corte Arbitral do Esporte) e saiu vitoriosa.

O órgão mandou a Fifa retirar as sanções de 20 mil francos suíços (R$ 67 mil) de um jogo contra El Salvador, em novembro de 2015, e outros 15 mil francos suíços (R$ 50 mil) de partida contra o Canadá, em março de 2016.

Na decisão do último mês de novembro, a CAS entendeu que "a intenção dos fãs mexicanos não era ofender ou discriminar nenhuma pessoa em específico", mas afirmou que "o canto ainda poderia ser considerado discriminatório e não deveria ser tolerado em estádios".

A corte indicou que naquele momento as multas eram desproporcionais, pois, em episódios anteriores, a Fifa não indicou à federação mexicana que os cantos eram contra o seu regulamento.

A decisão deixou claro, porém, que caso houvesse repetição de gritos homofóbicos a aplicação da multa seria justa. Tanto que as sanções depois destas iniciais foram mantidas pela corte.

MULTAS POR USO DE DRONES

Não foram só os gritos homofóbicos que pesaram no bolso das federações nacionais durante a disputa das eliminatórias.

A Fifa aplicou punições por atraso em início de partidas, locais inadequados para realização de entrevistas coletivas, objetos atirados no gramado, uso de artefatos de pirotecnia e até pelo sobrevoo de drones.

As sanções pela aparição do objeto voador aconteceram em cinco jogos. As multas nestes casos variaram entre 3 mil e 10 mil francos suíços (R$ 10 mil e R$ 33,8 mil).

No caso dos drones, as federações foram enquadradas em um artigo do Código Disciplinar que diz respeito à segurança dos estádios.

Durante a Copa do Mundo, o sistema de segurança determina o fechamento do espaço aéreo sobre os estádios. As autoridades russas terão poder para derrubar qualquer tipo de objeto que sobrevoe as arenas.

Drones, entretanto, serão utilizados pelas forças de segurança da Rússia para ajudar na identificação de torcedores violentos e que estejam causando distúrbios.

"Atenção especial será dada na detecção de espectadores que estejam violando a lei", disse Sergei Melikov, vice-diretor da Guarda Nacional Russa.

No ano passado, o uso de drones causou polêmica no futebol brasileiro, quando o Grêmio utilizou-se do objeto para espionar treinos de vários adversário, inclusive do Lanús, adversário na final da Copa Libertadores.

Na véspera da final da Copa Sul-Americana, torcedores do Flamengo filmaram com um drone e transmitiram pela internet grande parte do treinamento do Independiente no campo anexo do estádio do Engenhão.

Em um episódio curioso, a federação de Butão foi advertida pela Fifa por que um cachorro invadiu o campo em jogo contra a Malásia, em 2015, obrigando o duelo a ser paralisado por duas vezes.

Jornal diz que Neymar está insatisfeito com qualidade do Campeonato Francês

O atacante Neymar se arrependeu de ter trocado o Campeonato Espanhol pelo Campeonato Francês, porque o futebol na França tem um estilo muito defensivo e físico, segundo confessou o jogador em uma conversa privada, divulgou nesta quarta-feira o jornal francês "L'Équipe".

O jogador se queixa das numerosas faltas que sofre e que por isso, segundo confessou em uma recente visita ao Brasil, começa a se arrepender de ter mudado para Paris procedente do Barcelona, após o pagamento de uma cláusula de 222 milhões de euros, o que lhe converteu no jogador mais caro da história.

O jornal aponta que o pai do jogador o aconselhou a ficar na Espanha, mas ele não escutou.

Segundo o "L'Équipe", os responsáveis do PSG estão inquietos perante essa eventualidade, sobretudo após as vaias para o jogador no domingo, depois que ele não deixou o atacante Edinson Cavani bater um pênalti que, se fosse convertido, tornaria o jogador uruguaio no maior artilheiro da história do clube.

O presidente, Nasser al-Khelaïfi, está em contato estreito com o clã Neymar com o objetivo de melhorar sua estadia em Paris e não tem intenção de facilitar a saída do jogador, ainda que a oferta seja muito elevada.

A preocupação também tomou conta de outras categorias do futebol francês, já que às vésperas de uma nova negociação dos direitos de transmissão pela televisão do campeonato, os clubes esperam obter uma soma elevada ligada ao efeito de atração que exerce Neymar.

Não em vão, a audiência de Canal +, que divulga a maior parte das partidas do PSG, subiu quase 40% com relação ao ano passado, segundo um estudo da consultora Sport Index NPA Conseil.

O canal de pagamento superou em várias partidas os 2 milhões de telespectadores, com quotas de audiência de quase 40% entre os telespectadores assinantes.

O estudo reflete também que a assistência aos estádios cresceu 8% e o presidente da consultora, Philippe Bailly, liga esse fato diretamente à chegada de Neymar ao PSG junto à contratação do atacante francês Kyliam Mbappé.

Rui Costa autoriza R$ 4,5 milhões para o FazAtleta em 2018

O Diário Oficial do Estado publica, nesta quarta-feira (24), a aprovação de recursos do Programa Estadual de Incentivo ao Esporte Amador do Estado da Bahia – FazAtleta. O decreto, assinado pelo governador Rui Costa nesta terça-feira (23), durante o seu programa Papo Correria, no Facebook, destina para o exercício de 2018 o montante de R$ 4,5 milhões, a título de incentivo fiscal, para serem aplicados no Programa.

“Com esse decreto, pessoas que fazem esporte ou têm sua associação esportiva vão poder buscar um financiamento do Governo do Estado. Esses recursos são voltados para o patrocínio de atividades esportivas e atletas de alto rendimento”, afirmou o governador.

O FazAtleta é destinado a atletas, equipes ranqueadas e eventos que fazem parte do calendário das federações e/ou confederações que se enquadram na categoria de Esporte Amador, Olímpico e Paraolímpico.

O apoio aos atletas e paratletas inclui, entre outros, o pagamento de despesas em viagens, aluguel de equipamento esportivo, contratação de seguro de vida, aquisição de material esportivo, além de recebimento de bolsa-auxílio para o atleta que se dedique exclusivamente à prática do esporte e remuneração para o técnico que o acompanha.

O programa, que promove o incentivo ao desenvolvimento do esporte amador na Bahia, opera sob a coordenação da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre) em parceria com a Secretaria da Fazenda (Sefaz).

"Entre os anos de 2007 e 2017, foram investidos R$ 39,8 milhões em 1.043 projetos de incentivo ao esporte amador, atendendo 707 atletas, 334 eventos e dois projetos de construção de equipamentos esportivos", pontua a secretária Olívia Santana (Setre).

 

Fonte: Agencia EFE/Secom Setre/Municipios Baianos

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