02/02/2018

Estudante da Ufba comanda painel sobre mobilidade urbana na ONU

 

Representantes do Brasil no Fórum da Juventude das Nações Unidas, os estudantes Lorenna Vilas Boas (19 anos) e Daniel Saraiva (24 anos) presidiram nesta quarta-feira (31), na sede da ONU, em Nova York (EUA), uma sessão temática sobre mobilidade urbana e sustentabilidade na América Latina. É a quarta vez que o Brasil envia representantes ao Fórum da Juventude, evento anual que reúne mais de 500 jovens de todo o planeta para discutir os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

Os dois brasileiros são participantes do Programa Embaixadores da Juventude, iniciativa da sede brasileira do Escritório sobre Drogas e Crime das Nações Unidas (UNODC), com apoio da Caixa Seguradora. O projeto já capacitou 75 jovens brasileiros de baixa renda no debate sobre a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, documento da ONU que reúne 17 objetivos globais e mais de 160 metas a serem atingidas ao longo da próxima década pelos países.

Este ano, o Fórum da Juventude, iniciado ontem (30), teve como tema central o papel dos jovens na construção de cidades e de áreas rurais mais sustentáveis e resilientes, discutindo soluções para que as comunidades sejam capazes de se adaptar e crescer mesmo diante de desastres naturais ou problemas como ineficiência dos transportes públicos, violência e desemprego.

Apesar de o Brasil contar anualmente com representantes no Fórum Juventude, foi a primeira vez que o país presidiu uma atividade temática no evento, a partir da iniciativa do escritório local da UNODC. “São espaços como que esse que a gente consegue ver em detalhes os problemas concretos enfrentados pela juventude. Além disso, também foi a primeira vez que conseguimos um debate com foco específico na América Latina, o que geralmente não ocorre em eventos globais como esse”, explica Rodrigo Araújo, assessor do escritório brasileiro da UNODC.

Segundo Araújo, que foi o mediador do debate em Nova York, apesar de ser um dos principais problemas da América Latina, o debate sobre mobilidade urbana também atraiu a participação de jovens de países como Espanha, Canadá e França, que também compartilharam suas experiências. Da região, participaram representantes da Argentina, Colômbia e Peru.

Mobilidade

A definição do tema foi uma escolha dos 75 jovens brasileiros atendidos pelo programa Embaixadores da Juventude. “Quando decidimos abordar esse tema, a escolha surgiu de forma praticamente consensual. Éramos jovens de diferentes regiões e estados do país, mas compartilhando do mesmo problema de mobilidade urbana, especialmente nas regiões periféricas das grandes cidades, onde vivemos”, afirma Lorenna Vilas Boas, estudante de engenharia elétrica na Universidade Federal da Bahia (UFBA) e moradora de Candeias, cidade da região metropolitana distante cerca de 50 quilômetros de Salvador.

“A juventude é o segmento da sociedade que mais usa o transporte público, porque precisamos nos locomover diariamente para a escola, faculdade, para atividades culturais as mais diversas, mas a gente se vê impedido de exercer esse direito. Já perdi as contas de quantas vezes eu deixei de ir a manifestações culturais simplesmente porque eu não contava com sistema de transporte público de qualidade. Isso interfere, inclusive, na nossa sensação de pertencimento, parece que a gente não pertence à cidade onde mora”, critica Lorenna.

Para Daniel Saraiva, morador do Gama, cidade do Distrito Federal distante 30 quilômetros de Brasília, o transporte público, apesar de ser um fator-chave para o desenvolvimento de qualquer país, ainda é algo caro, inseguro e insuficiente no Brasil e no restante da América Latina, especialmente para a população mais pobre e que vive nas periferias.

"É possível criar ciclofaixas e faixas exclusivas para ônibus, além de calçamento e adequação urbana nas periferias, mas essas políticas só são levadas às zonas centralizadas e privilegiadas das grandes cidades", analisa. No seu trabalho de mestrado em Engenharia Urbana pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde estudou comunidade do Sol Nascente, periferia de Brasília, Daniel verificou que as políticas de mobilidade urbana nessas regiões, na maioria das vezes, se limitam ao asfaltamento e outras medidas pontuais.

Políticas públicas

A participação no Fórum da Juventude também abriu os olhos de Lorenna e Daniel para a necessidade de inclusão dos jovens na definição das políticas públicas em geral, incluindo a de mobilidade urbana. “É fundamental empoderar a juventude para participar da promoção de políticas públicas, e espaços como esse fortalecem essa necessidade”, salienta Daniel. “Eu acredito muito no poder que a tecnologia e o planejamento podem proporcionar, mas para isso a gente precisa investir em inovação, e inovação só pode florescer de verdade levando em conta o papel da juventude, com acesso à educação e conhecimento”, destaca Lorenna.

Programa oferece 25 mil bolsas para cursos de graduação e pós-graduação na Bahia

Estudar tem se tornado, cada vez mais, a meta de muitos brasileiros. De acordo com os últimos dados divulgados pelo Censo da Educação Superior, a procura por um curso de graduação tem aumentado, atingindo a marca de quase 3 milhões de alunos matriculados. A pós-graduação segue o mesmo ritmo já que os profissionais percebem a importância de investir constantemente em qualificação. Segundo esta linha, o Educa Mais Brasil, maior programa de inclusão educacional do país, está ofertando, somente na Bahia, mais de 25 mil bolsas de estudo - entre graduação e pós-graduação – para a Educação Superior.

Muitos investem em cursos de especialização como meio de manter-se ou recolocar-se no mercado de trabalho. A administradora soteropolitana, Núbia Cristina Santos encontrou na pós-graduação uma oportunidade de qualificação para gerir seu próprio negócio. “Com a crise econômica foi preciso me reinventar. Sempre sonhei em abrir o meu próprio negócio, então investi em uma loja. Senti que precisava de novos conhecimentos para me adaptar a essa nova fase”, declara.

Atualmente, a empreendedora cursa um MBA em Finanças Auditoria e Controladoria na Faculdade UNIME, em Lauro de Freitas, com o apoio do programa de bolsa de estudo do Educa Mais Brasil. “Já consigo perceber a importância de me especializar. Por ter uma pós no currículo consegui um novo emprego, que concilio com o meu negócio. Sem o auxílio de uma bolsa de estudo, sei que não seria possível essa realização”, pontua.

Cursos de pós-graduação são boa opção

Investir em um curso de pós-graduação é uma boa escolha para voltar ao mercado de trabalho mais qualificado ou mesmo se manter atualizado em tempos de alta competitividade. No entanto, apesar de propício, o investimento nos estudos pode ser alto, o que torna a realização distante da realidade de muitos que não têm condição de pagar o valor integral das mensalidades.

Bolsa de estudo é alternativa

Quem deseja uma qualificação, mas não pode arcar com as mensalidades pode optar por uma bolsa de estudo. O Educa Mais Brasil possui parcerias com diversas faculdades, centros universitários e universidades do país. As bolsas podem chegar até a 70% de desconto. A inscrição é gratuita e pode ser feita aqui. Há opções para cursos presenciais e à distância.

Baianos de Itajuípe e Várzea da Roça ganham destaque na Campus Party Brasil

O trabalho desenvolvido por dois baianos, das cidades de Itajuípe e Várzea da Roça, tem ganhado destaque na edição nacional da Campus Party, maior evento de tecnologia e cultura nerd da América Latina, que acontece no Anhembi, em São Paulo, até o dia 4 de fevereiro. Maciel Barreto e Janilson Rios aproveitam a efervescência da CPBR para exibir seus trabalhos de Casemod, que consiste na modificação criativa do gabinete do computador.

Presente na Campus, o secretário estadual da Ciência, Tecnologia e Inovação, Vivaldo Mendonça, comemorou o destaque alcançado pelos baianos. “É importante perceber quanto a Bahia está conectada com o que há de mais avançado nesse segmento de tecnologia. Vamos construir ações que fomentem isso na capital e no interior, envolvendo mais pessoas e destacando esse talento criativo de interação do que há de mais diferenciado na nossa capacidade de inovar e de esta interligado com a nossa cultura empreendedora e tecnológica”, disse.

Destaque de diversas edições da Campus Party, inclusive a primeira edição na Bahia, que aconteceu em agosto do ano passado, Maciel Barreto explicou que esta é sua 10ª participação no evento. “Dessa vez estou como embaixador e palestrante, mostrando o que a Bahia tem de melhor nessa área de modificação de computadores, criando computadores turbinados. Já fui campeão duas vezes e fiquei entre os três melhores do mundo. Estamos mostrando a Bahia no maior evento de tecnologia”.

Enquanto Maciel já pode ser considerado um veterano por suas participações no evento, Janilson Rios, outro baiano casemoder, faz sua estreia em São Paulo. Ele conta que optou por trabalhar um gabinete totalmente do zero. “Utilizei vários recursos naturais, materiais reciclados, desde tampas de shampoo, tela de parabólica, cabo de orelhão e canos de PVC. Procurei unir a arte com a tecnologia por ser amante de computadores, games, séries e filmes”, contou.

 

Fonte: Correio/A Tarde/Ascom Secti/Municipios Baianos

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