04/02/2018

Encontrado na Inglaterra vestígios do Grande Exército vikings

 

Uma vala comum gigante descoberta no norte da Inglaterra há quarenta anos é o lugar de descanso final do lendário Grande Exército Pagão que saqueou os reinos celtas da Grã-Bretanha durante a Idade Média, lê-se em um artigo publicado na revista Antiquity.

"A datação correta dos restos mortais dessa vala é muito importante para nós. Não sabemos praticamente nada sobre as primeiras invasões dos vikings contra a Inglaterra, que foram a base para a criação dos primeiros povoados escandinavos na ilha", disse Cat Jarman da Universidade de Bristol (Reino Unido).

Segundo a Crônica Anglo-Saxã, pequenos grupos de vikings começaram invadindo a costa oriental da Inglaterra no século VIII. Os escandinavos entenderam rapidamente que os mosteiros e igrejas eram presas fáceis cheias de riqueza e o número das invasões aumentou significativamente nas décadas seguintes.

Quando os reis e senhores feudais anglo-saxões começaram lutando contra os invasores, os vikings mudaram sua tática e enviaram à Inglaterra um exército enorme que era constituído de milhares de guerreiros originalmente da Dinamarca e da Noruega. Atingindo a costa da ilha em 865, os vikings destruíram as forças da Nortúmbria e ouros reinos anglo-saxões na costa leste e rumaram ao interior do país.

Eles conseguiram conquistar Mercia, um dos dois reinos mais fortes dos anglo-saxões. Despois da vitória, os guerreiros escandinavos decidiram invernar na cidade de Repton, no atual condado de Derbyshire.

No final dos anos 70, os arqueólogos descobriram um grande sepulcro perto de uma igreja de Repton onde estavam sepultadas mais de 200 pessoas. Tendo em consideração a forma de enterro, os cientistas decidiram que essa vala comum era um vestígio do Grande Exército.

Entretanto, essas esperanças foram destruídas depois de abertura da vala. Segundo a análise por radiocarbono dos restos mortais, eles datam do século VII ou VIII, se acumulando ali durante muitas décadas, e não do século IX. Ao mesmo tempo, os fragmentos dos artefatos e armas tinham a idade “correta” que correspondia às datas da invasão do Grande Exército. Isso causou grande polêmica entre os cientistas.

Jarman e seus colegas realizaram mais uma análise dos restos mortais, tomando em conta um detalhe que os seus antecessores não sabiam: a ligação entre a dieta e a composição isotópica dos ossos e outros tecidos orgânicos.

"Se comemos apenas peixe ou outros mariscos, uma grande quantidade de carbono entra no nosso organismo cuja idade é 'maior' que a do carbono que entra no nosso organismo pela comida terrestre. Isso influencia os resultados da análise", explicou Jarman.

Levando em conta esse fato, os cientistas estimaram que todas as pessoas da vala foram enterradas quase simultaneamente em 872-885 a.C., o que corresponde às datas em que os guerreiros do Grande Exército decidiram invernar em Repton.

No futuro próximo, Jarman e seus colegas planejam reverificar a idade das outras valas comuns da alta Idade Média encontradas no leste da Inglaterra para eventualmente descobrir novos vestígios do Grande Exército.

Tumba de 4.400 anos é descoberta no Egito

Arqueólogos encontraram um túmulo de 4.400 anos perto das pirâmides do Cairo, no Egito.

O Ministério das Antiguidades do Egito anunciou a descoberta neste sábado (3) e disse que o túmulo provavelmente pertencia a uma oficial de alto escalão conhecida como Hetpet durante a 5ª dinastia do antigo Egito. O túmulo inclui pinturas de parede que retratam Hetpet observando diferentes cenas de caça e pesca.

Mostafa Al-Waziri, líder da missão arqueológica, diz que outras cenas representam um macaco — na época comumente mantido como animal doméstico — colhendo frutas e outras dançando diante de uma orquestra.

Ele acredita que Hetpet, uma mulher próxima da realeza egípcia antiga, teve outro túmulo na necrópole ocidental de Gizé, que abriga os túmulos de altos funcionários do antigo Reino do Egito.

Al-Waziri afirmou que há outra tumba sendo escavada.

'Eliminou pessoalmente mais de 90 alemães': relatórios de Stalingrado são revelados

Na sexta-feira (2), o Ministério da Defesa da Rússia publicou os documentos que se mantinham em segredo desde os tempos da Batalha de Stalingrado, que mudou o decorrer da Segunda Guerra Mundial. A Sputnik publica os trechos mais interessantes dos documentos de arquivo que agora foram desclassificados.

Sobre capitulação de Paulus

O comandante do 6º exército, marechal de campo Friedrich Paulus, se rendeu às tropas soviéticas em 31 de janeiro.  Na Alemanha a sua capitulação teve o efeito de explosão de uma bomba. Nunca antes um oficial desse nível tinha levantado a bandeira branca.

O comandante das tropas da Frente do Don, Konstantin Rokossovsky, escreveu um relatório ao líder soviético Josef Stalin, que logo foi enviado ao Kremlin via telégrafo.

"O ex-comandante do 6º exército alemão coronel-general de blindados, atualmente marechal de campo, Paulus e o chefe do estado-maior do 6º exército alemão major-general Schmidt […] se renderam às nossas tropas e, em 31 de janeiro de 1943, chegaram ao estado-maior do 64º exército."

Depois é relatado que o comando do Grupo Sul alemão passou de Paulus para um major-general, cujo nome se estava investigando, que ordenou às tropas do Grupo Sul para cessarem as hostilidades e também se rendeu.

Contudo, Paulus se recusou dar a ordem ao Grupo Norte para cessação das operações militares, explicando isso pelo fato de não ser seu comandante. Por isso, esse grupo continuava resistindo.

Sobre jornais da frente de batalha

Um tipo de artigos muito famoso na imprensa militar da época eram as notas sobre façanhas das unidades militares que fizeram alguma coisa extraordinária. O Ministério da Defesa copiou um boletim da 13ª divisão de infantaria, datada de 6 de setembro de 1942, quando o resultado da batalha ainda não era fácil de prever.

Por exemplo, um trecho contava sobre o batalhão sob comando do primeiro tenente Pronkin: "Hoje os soldados na frente vão conhecer as brilhantes façanhas do batalhão sob comando do primeiro tenente Pronkin. Este batalhão heroico dominou, usando uma manobra ousada e habilidosa um bastião inimigo defendido por dois batalhões alemães. Por suas façanhas se distinguiu a unidade heroica sob comando do tenente-coronel Gorelik. Ela resistiu a ofensiva de 130 tanques alemães."

Frequentemente as publicações eram dedicadas a soldados que se distinguiram. Tais materiais aumentavam muito o espírito combativo dos soldados e das unidades onde eles serviam. Era uma grande honra ser referido nas páginas de um jornal da frente.

Por exemplo, uma nota foi dedicada ao soldado do Exército Vermelho Egor Yasnovsky, que era operador de rádio e cada dia melhorava os seus conhecimentos, ajudando também outros soldados.

Sobre condecorações

A maior parte dos documentos publicados pelo Ministério da Defesa são certificados de condecoração. Um dos heróis mais famosos da batalha de Stalingrado, o comandante da seção de metralhadoras do 42º regimento de infantaria da guarda da 13ª divisão de infantaria de guarda, sargento Yakov Pavlov. Ele capturou, com um punhado de companheiros, um prédio na Praça Lenin que depois defendeu dos alemães durante 58 dias.

O documento detalha que deste prédio era possível ver quase toda a cidade de Stalingrado e metralhar a passagem através do rio Volga. Somente com ajuda de outros três soldados, Pavlov conseguiu cumprir a missão de captura do prédio. Cerca de 15 alemães foram eliminados com granadas e tiros de metralhadora de Pavlov.

"Defendendo o prédio dos três lados, os quatro soldados corajosos mantiveram a casa durante 30 dias repelindo, entretanto, mais de 40 contra-ataques e aniquilando um batalhão de infantaria alemã. Pessoalmente, Pavlov eliminou 90 alemães", revelam os documentos. Yakov Pavlov depois foi condecorado e recebeu o título honorário de Herói da União Soviética.

Além disso, no site do Ministério também se podem ver documentos que contam sobre as façanhas de outros heróis da União Soviética, como o sniper Vasily Zaitsev, o atirador de armas antitanque Ilia Kaplunov, o piloto de avião de assalto Nikolai Kochetkov, o tanquista Ivan Morozov, o piloto de caça Ivan Manoilov e outros.

 

Fonte: Sputinik Brasil/Municipios Baianos

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