06/02/2018

Feira: Resultado do processo seletivo da Uefs sairá no dia 23

 

Acabou nesta segunda-feira (5) a fase de provas do Processo Seletivo (ProSel 2018.1) da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs). Agora, os candidatos aguardam o resultado com a relação de aprovados, previsto para ser divulgado no dia 23 de fevereiro.

Neste segundo e último dia, os candidatos foram submetidos às provas de Matemática, Física, Química e Biologia. Para Charles Alves Queiroz, de Serrinha, BA, os conteúdos abordados foram os esperados e, por isso, acredita que conquistará uma das vagas do curso de Licenciatura em Educação Física, "o que será a realização de um antigo sonho, ainda mais numa instituição conceituada como a Uefs", afirmou.

A estudante Ila Serra, de Feira de Santana, pretende cursar Psicologia. Ela também afirmou que fez boas provas, principalmente de Biologia e Matemática. "Estou confiante em começar o curso neste primeiro semestre".

No total, com a abstenção de domingo, primeiro dia de provas, o percentual de ausentes foi de 28,32%, o equivalente a 2.308 ausentes.

Na avaliação da pró-reitora de Ensino de Graduação da Uefs, Amali Mussi, a aplicação das provas transcorreu normalmente. "A avaliação que fazemos é muito positiva".

O ProSel 2018.1 da Uefs teve 8.151 inscritos para 921 vagas em 25 opções de cursos. As ações afirmativas da Instituições prevêem a oferta de 50% das vagas, em cada cursos, para candidatos que se declaram afro-descendentes e que tenho cursado em escolas públicas os três anos do ensino médio e os últimos dois anos do ensino fundamental. Também serão oferecidas duas vagas a mais, por curso, para candidatos comprovadamente oriundos de comunidades indígenas e quilombolas.

Vereador cobra do governo construção de hospital regional

Durante pronunciamento na tribuna da Casa da Cidadania, na sessão ordinária desta segunda-feira (05), o vereador e líder governista Luiz Augusto de Jesus – Lulinha (DEM) criticou a situação da saúde pública do município e afirmou que as policlínicas têm sido fundamentais para garantir o atendimento aos pacientes. “Se não fossem as policlínicas não sei o que seria da saúde no município de Feira de Santana, porque antigamente só tínhamos o Hospital Geral Clériston Andrade para atender toda a demanda. Mas, hoje temos as policlínicas para dividir essa demanda, mas fica difícil agregar todos os pacientes nas policlínicas”, afirmou.

Lulinha voltou a cobrar a construção do novo hospital regional prometido pelo governador Rui Costa durante campanha eleitoral. “As policlínicas estão sobrecarregadas de pacientes de Feira e municípios vizinhos. Não estamos cobrando ampliação do hospital, mas sim a construção de um novo hospital para atender o povo que está morrendo por conta desse sistema de regulação que não consegue a transferência dos pacientes das policlínicas para os demais hospitais da Bahia”, criticou.

Lulinha ressaltou que o Governo Municipal tem cumprido com suas obrigações, mesmo diante da crise econômica que assola o país. Ele destacou a realização de diversas obras nos setores de saúde, educação, infraestrutura, dentre outros e lembrou que o Município não promoveu demissão e nem atraso de pagamento de salários dos servidores públicos municipais.

Vereador afirma que o governo municipal não valoriza os agentes comunitários

O vereador Zé Filé (PROS), ao discursar na tribuna da Casa da Cidadania, criticou a falta de valorização e reconhecimento do governo municipal para com os agentes comunitários de endemias e agentes comunitários de saúde. O edil questionou a utilização do recurso direcionado pelo Ministério da Saúde para pagamento de gratificação aos referidos profissionais.

“O prefeito não está direcionando a verba para o local correto. Esta é uma verba carimbada e que não pode ser usada para outros fins. O que o prefeito está fazendo com esse dinheiro? Está tirando dos agentes comunitários para investir em outra área, enquanto os profissionais precisam ser melhor remunerados”, questionou.

Zé Filé cobrou mais transparência do Poder Executivo. “Afirmam que esse é um governo transparente. Mas, cadê a transparência? O prefeito viajou, ficou 15 dias fora da cidade e o valor da passagem do transporte coletivo foi reajustado. O prefeito tem que saber que o povo tem que ser tratado com respeito e merece salário digno”, declarou.

“Agentes comunitários precisam de melhores salários”, afirma Tourinho

Durante pronunciamento na tribuna da Casa da Cidadania, o vereador Roberto Tourinho (PV) reafirmou o apoio à luta dos agentes comunitários de saúde e de endemias por melhorias salariais. O edil destacou a importância das atividades realizadas pelos profissionais no diagnóstico de problemas e no trabalho de prevenção a doenças nas comunidades do município de Feira de Santana.

“Subo a esta tribuna para ratificar o posicionamento favorável ao reconhecimento do trabalho que os agentes desenvolvem nesta cidade. Conheço o trabalho executado por estes profissionais desde a sua criação e conheço a luta histórica da categoria por uma remuneração justa”, afirmou.

O edil destacou a importância da aprovação de medidas que assegurem melhores salários aos profissionais. “Não faço discurso para agradar e nem para obter votos. Todos sabem que estes profissionais são muitas vezes injustiçados, trabalham pelo bem de nossa comunidade, expostos às intempéries, por isso os agentes comunitários precisam de melhores salários”, finalizou.

Grupo Quixabeira comemorou três décadas de existência

Há 30 anos nascia uma das representações musicais mais originais do município de Feira de Santana, o grupo Quixabeira da Matinha. Duas décadas após a criação do grupo, o povoado da Matinha, que antes respondia administrativamente a Maria Quitéria, foi elevado a distrito. Neste domingo, 04, aconteceu na praça principal da localidade uma comemoração dupla: 30 anos da Quixabeira e 10 anos da elevação da Matinha a condição de distrito.

A celebração foi evidenciada com a apresentação do grupo de samba de roda, que mesmo sendo uma atração genuinamente caseira, não deixa de ser uma das mais esperadas pelo público na Festa da Matinha, evento promovido pela Prefeitura de Feira de Santana durante o sábado e domingo. Como sempre, a Quixabeira atendeu as expectativas e não permitiu que ninguém ficasse parado. Fez uma verdadeira multidão cair no samba.

A banda comandada por Guda Moreno – filho de Coleirinho da Bahia, fundador do grupo, cantou as antigas e dançantes músicas imortalizadas nos terreiros das casas do então povoado. “Nada melhor do que cantar no nosso lugar, na nossa terra”, afirmou o cantor.

No palco, Chica do Pandeiro, única remanescente da formação inicial, lembrou que o grupo sempre trilhou na defesa da cultura regional. “É mais um dia feliz para todos nós”. Disse que Edite e Iracema deixaram o grupo e que Aureliano Sambador faleceu.

Cidadão deve denunciar, de imediato, veículo com carga perigosa estacionado em seu bairro

“Se você vir um caminhão destes estacionado na sua porta ou perto da sua casa, deve ligar imediatamente para o telefone 156 ou o 190 e denunciá-lo, pois, toda a comunidade está em risco”. A advertência é do técnico da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Recursos Naturais de Feira de Santana, Sergio Aras, e diz respeito ao estacionamento irregular de veiculos transportando cargas perigosas.

Diariamente, em Feira de Santana, transitam cerca de 300 carretas conduzindo produtos dessa natureza, desde combustível (líquidos inflamáveis), a conteúdos sólidos como o chumbo. O grau de periculosidade destas cargas variam entre nove classes: explosivos, gases, líquidos inflamáveis, sólidos inflamáveis, oxidantes e peróxidos orgânicos, tóxicas e infectantes, radioativas, corrosivas e perigos diversos.

Toda carreta que sai do Pólo Petroquimico de Camaçari e que não é embarcada pelo Porto de Aratu, oportunamente irá pegar a BR-324 e, consequentemente, passar por Feira. Por ser este grande entroncamento viário, muitas cargas, do Brasil inteiro, passam por aqui. E aí, mora o perigo. Há aspectos específicos que, embora possam afetar o cidadão, este, em geral, não tem conhecimento ou noção dos riscos.

Quando um destes veículos é flagrado estacionado em locais inapropriados e proibidos pela legislação, como um bairro popular, por exemplo, o melhor a fazer é pegar o telefone e comunicar ao poder público. “Se você observar um caminhão destes estacionado na sua porta, na sua rua, no seu bairro, denuncie-o imediatamente”, reitera o técnico da Semmam. A secretaria, ao ser notificada, busca apurar o fato e uma vez confirmada a irregularidade, aplica as sanções previstas na legislação - inclusive multa contra a empresa responsável.

Órgãos municipais são responsáveis pela fiscalização

O artigo 11 do Decreto Federal 96.044/88, que aprova o regulamento para o transporte rodoviário de produtos perigosos, as autoridades com jurisdição sobre as vias poderão determinar restrições ao seu uso, ao longo de toda a sua extensão ou parte dela, sinalizando os trechos restritos e assegurando percurso alternativo, assim como estabelecer locais e períodos com restrição para estacionamento, parada, carga e descarga. Ou seja, irregularidades flagradas dentro do território feirense, a fiscalização concerne às autoridades municipais como a SMT, a Defesa Civil o Órgão Ambiental do Município (SEMMAM) e/ou do Estado da Bahia, o INEMA, informa o técnico da Secretaria Muncipal de Meio Ambiente e Recursos Naturais, Sérgio Aras.

Ele lembra que, por conta do cenário que se instalava no Brasil e no mundo em tempos de Segunda Guerra Mundial, durante um longo período todo tipo de carga era livre e ‘despreocupadamente’ transportada pelas rodovias e áreas urbanas. Mas a Organização das Nações Unidas (ONU) mudou essa realidade. Estão identificadas pela entidade mundial nada menos que 4.000 produtos específicos, os quais, em razão de seus riscos, são considerados “perigosos”. Destas, mais de 2.000 tipos apresentam os mesmos riscos (explosão, incêndio, contaminação e vazamento). O Transporte de qualquer uma delas requer toda precaução.

Os responsáveis pelo transporte de uma carga perigosa

É responsável pela carga de produtos perigosos quem embarca, quem transporta e quem recebe, diz o consultor ambiental e técnico de segurança do trabalho Carlos Tadeu Moraes Andrade (foto). Ele esteve em Feira de Santana recentemente para um encontro de trabalho com o seu colega Sérgio Aras. O veículo que conduz produtos perigosos deve ser inspecionado antes de toda viagem e o motorista devidamente capacitado pela empresa. Os condutores desses materiais recebem o curso Movimentação de Produtos Especiais (Mope). No entanto, segundo Carlos, a preparação é insuficiente.

“Trata-se de algo muito genérico. Falam de gasolina, etc. O ideal é que haja um curso específico para o transporte de cada produto desses”, afirma o técnico. Em fiscalização realizada pela Polícia Federal em Feira de Santana durante um ano, foram apreendidos cerca de 700 certificados falsos do Curso Mope.

Uma noção básica que todo cidadão deve ter: não se aproximar destas carretas, em caso de acidente e/ou derramamento da carga, por exemplo. “O brasileiro tem esse costume de saquear carretas que tombam com determinadas mercadorias, mas este seria um caso peculiar onde sua vida estaria em risco. Para se ter uma ideia, este motorista específico não pode nem dar uma carona, pois todo o kit de emergência, destinado às situações de risco como acidentes, é estritamente preparado para o uso de apenas uma pessoa, ou seja, o motorista”, afirma Carlos.

 

Fonte: Ascom UEFS/Ascom CMFS/Secom PMFS/Municipios Baianos

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