07/02/2018

Bahia: Sai licitação para construção de mais 5 Policlínicas

 

Com a publicação, no Diário Oficial do Estado desta terça-feira (6), de Aviso de Licitação para construção de Policlínicas Regionais em mais cinco municípios baianos – Vitória da Conquista, Paulo, Juazeiro, Senhor do Bonfim e Jacobina – o Governo do Estado dá mais um passo para o alcance da meta proposta, que é chegar ao final do ano com 17 policlínicas já construídas ou em construção. Já estão em funcionamento as policlínicas de Teixeira de Freitas (extremo sul), Irecê (centro norte), Jequié (centro sul) e Guanambi (sudoeste) Ainda nesse semestre serão inauguradas as unidades regionais de Santo Antônio de Jesus, Valença, Feira de Santana e Alagoinhas.

Cada policlínica representa um investimento médio de R$ 24 milhões, entre a construção e equipamentos, que será assumido integralmente pelo Governo do Estado, enquanto a manutenção será compartilhada entre o Estado, que financiará 40% dos custos, e os municípios consorciados,

que vão cobrir os 60% restantes, proporcionalmente à sua população, além de oferecerem deslocamento entre as cidades consorciadas e a cidade-sede da policlínica.

Com a implantação das Policlínicas Regionais, Governo e municípios se unem para atender melhor a população, indo além da atenção básica, reforçando o propósito de ampliar a oferta de serviços de média complexidade e descentralizar a assistência à saúde na Bahia. Para o secretário estadual da Saúde, Fábio Vilas-Boas, um destaque na iniciativa é a cooperação entre prefeituras e o governo estadual, tendo em vista que o modelo de consórcios agrega municípios e, pela primeira vez na Bahia, agrega também a participação do Governo do Estado, cofinanciando parte dos custos.

Consórcios

As policlínicas regionais são resultado da formação de consórcios de saúde e representam um novo marco da saúde pública na Bahia, planejada e executada de forma coletiva, por cada região, garantindo qualidade de atendimento e rapidez a um custo mais baixo para os municípios, oferecendo serviços em até 18 especialidades, como cardiologia, angiologia e endocrinologia, além de serviços de imagem como tomografia, ecocardiograma, ultrassonografia, endoscopia, dentre outros.

Instituto diz que vacina contra febre-amarela ainda é segura: 'Custo-benefício é positivo'

A ressurgência da febre amarela no Brasil trouxe à tona a necessidade de desenvolver uma nova vacina contra a doença, com menos risco de efeitos adversos.

A vacina atual, usada desde a década de 1930, é comprovadamente segura, mas há casos raros de pessoas doentes que chegam a morrer após a injeção. "Sim, estamos preocupados. Não estamos satisfeitos", disse ao Estado o especialista Akira Homma, assessor científico sênior do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fundação Oswaldo Cruz (Bio-Manguinhos/Fiocruz), instituição responsável pelo desenvolvimento e produção da vacina da febre amarela no Brasil.

Pesquisas já estão em curso para o desenvolvimento de um novo imunizante, mas levará ao menos uma década para se chegar a um produto final, testado e aprovado. Até lá, a vacina atual continuará a ser usada. "O custo-benefício é muito positivo", afirma Homma, ressaltando que os riscos são bem menores do que os da doença - cuja taxa de mortalidade, nos casos mais graves, beira os 50%.

Efeitos colaterais simples, como mal-estar, febre e dor de cabeça são relativamente comuns, ocorrendo em até 5% dos vacinados.

Reações adversas graves, que incluem a própria febre amarela (ou doença viscerotrópica aguda), são bem mais raras, com estatísticas que variam de 1 a cada 400 mil até 1 milhão de aplicações, dependendo do estudo e da população em questão. "São casos extremamente raros, porém extremamente graves", diz o virologista Pedro Vasconcelos, diretor do Instituto Evandro Chagas, em Belém (PA), que também defende o desenvolvimento de uma nova vacina. "Temos vários grupos no Brasil capazes de fazer isso".

No Estado de São Paulo, pelo menos 3 pessoas morreram por reação à vacina desde janeiro de 2017, em um universo de 7 milhões de pessoas vacinadas, segundo dados mais recentes da Secretaria de Estado da Saúde.

Outros casos estão em investigação. "É um risco aceitável nas condições atuais. Mas vale a pena, sim, investir em uma vacina mais moderna", reforça o imunologista Jorge Kalil, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

A vacina usada hoje é, essencialmente, a mesma que foi desenvolvida pelo infectologista Max Theiler nos Estados Unidos, no fim da década de 1930 - que lhe valeu o Prêmio Nobel de Medicina, em 1951.

O risco decorre do fato de ela utilizar um vírus vivo, porém atenuado (enfraquecido), que é inofensivo para a maioria das pessoas, mas pode ser perigoso para alguns grupos de risco, como idosos e pessoas com deficiência imunológica.

Vários imunizantes, como os de raiva, rubéola, pólio e sarampo, utilizam vírus vivos atenuados.

A cepa atenuada da febre amarela, conhecida como 17DD, foi obtida por um processo biológico de sucessivas passagens do vírus por diferentes meios de cultura, de modo a enfraquecer sua virulência.

Uma alternativa para aumentar a segurança da vacina seria produzir uma versão mais atenuada - como se tenta na vacina contra o Zika.

O problema é que, quanto mais atenuado o vírus, mais fraca é a resposta imunológica. "Menor é a proteção", diz o pesquisador Luís Carlos Ferreira, do Laboratório de Desenvolvimento de Vacinas do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP).

Nesse caso, pode ser necessário aplicar várias doses - criando desafios logísticos, econômicos e de adesão.

O mesmo vale para algumas vacinas que utilizam apenas parte dos vírus, ou vírus inativados (mortos), que é uma das estratégias sendo pesquisadas pela Fiocruz.

Estudos iniciais, realizados em modelos animais, mostram que a vacina funcionaria dessa forma, mas com um tempo de proteção mais curto. "Vamos ver se o rendimento dessa tecnologia nos permitirá chegar a um produto", afirma Homma. "O que se deseja é uma vacina que seja eficaz e segura ao mesmo tempo. Esse equilíbrio é difícil de encontrar", afirma Ferreira, do ICB-USP.

Governo estuda ampliar flexibilização do monopólio da União em radiofármacos

O governo vai analisar a conveniência da ampliação da flexibilização do monopólio da União na produção de radiofármacos. Para estudar o assunto, foi criado um grupo técnico formado por vários ministérios.

O grupo tem 120 dias para apresentar as propostas.

Esse prazo poderá ser prorrogado, uma única vez, por mais 60 dias corridos. A constituição do grupo está formalizada em resolução do Comitê de Desenvolvimento do Programa Nuclear Brasileiro, presidido pelo ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), Sérgio Eetchegoyen.

Os trabalhos do grupo serão coordenados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações.

Ainda participam do grupo representantes do próprio GSI, da Casa Civil, dos ministérios das Relações Exteriores, Fazenda, Saúde, Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Planejamento, além da Comissão Nacional de Energia Nuclear, da Amazônia Azul Tecnologias de Defesa e do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares, vinculado à Comissão Nacional de Energia Nuclear.

Homens precisam de mais atividade física do que mulheres para obter benefícios cardíacos

Já é amplamente conhecida a relação benéfica entre a prática de atividade física e prevenção de doenças cardiovasculares.

No entanto, uma pesquisa desenvolvida por brasileiros mostrou que os homens precisam realizar exercícios de maior duração e intensidade para que os benefícios sejam alcançados. "No homem, os parâmetros homeostáticos de repouso - frequência cardíaca, pressão arterial, gasto calórico, níveis de glicemia, entre outros - são mais elevados do que nas mulheres. Para que se consiga quebrar essa homeostase de repouso e fazer com que os mecanismos desencadeiem a proteção cardiovascular, é necessária uma atividade física mais longa e intensa", explicou Francisco Pitanga, um dos autores do estudo e pesquisador da Universidade Federal da Bahia (Ufba).

Isso significa que, mesmo no estado de repouso, os homens têm maior gasto energético do que as mulheres, em função de possuírem maior quantidade de massa musculoesquelética. Dessa forma, para quebrar a homeostase de repouso, é necessário maior esforço.

Os resultados fazem parte do Estudo Longitudinal da Saúde do Adulto (ELSA-Brasil), que será publicado no periódico Arquivos Brasileiros de Cardiologia.

O levantamento é desenvolvido desde 2008, em seis capitais brasileiras - Salvador, Vitória, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre -, a partir da avaliação de mais de 15 mil servidores públicos ativos ou aposentados de seis instituições de ensino superior e pesquisa do país.

"A gente avalia a atividade física através de um instrumento chamado IPAQ [Questionário Internacional de Atividade Física]. É possível identificar a quantidade e intensidade de atividade física feita pelos participantes. Além disso, são realizados exames de sangue, análise de pressão arterial, eletrocardiograma, testes de imagem e outros parâmetros cardiovasculares. Eles foram analisados na associação com a atividade física", acrescentou o pesquisador.

Foi observado ainda que atividades físicas de deslocamento, como ir a pé ou de bicicleta para o trabalho, são insignificantes com relação à prevenção de eventos cardiovasculares no período de 10 anos no futuro.

Ainda assim, "entre não fazer nada e fazer esse tipo de atividade física, é melhor fazer esse", pontuou Pitanga. "Para o homem principalmente, dizer que uma simples caminhada resolve o problema não é verdade. Não em questões de obesidade, mas de proteção a eventos cardiovasculares. Uma simples caminhada, por exemplo, não protege o homem. Claro que, se ele nunca fez nada, deve começar com a caminhada, mas gradativamente aumentar o ritmo e intensidade", concluiu.

 

Fonte: Ascom  Sesab/Agencia Estado/BN/Municipios Baianos

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