07/02/2018

Simões Filho: Audiência sobre Rio dos Macacos será em 28/02

 

O Ministério Público Federal na Bahia (MPF/BA) e a 6ª Câmara de Coordenação e Revisão (CCR) do MPF realizarão audiência pública na intenção de buscar soluções possíveis para os problemas ligados à infraestrutura, direito de ir e vir, titulação de terra, entre outros assuntos relacionados à comunidade quilombola Rio dos Macacos e o local onde residem. A área, situada em Simões Filho (BA), município integrante da região metropolitana de Salvador, é alvo de disputa territorial entre a comunidade e a União, por ali terem sido instaladas, pela Marinha, a Barragem Rio dos Macacos e a Vila Naval de Aratu. O evento terá início às 14h do dia 28 de fevereiro, no auditório do MPF/BA, na Rua Ivonne Silveira, 243, Loteamento Centro Executivo – Doron, em Salvador.

A audiência terá à frente o procurador da República Leandro Bastos Nunes, que conduz o Inquérito Civil nº. 1.14.000.000833/2011-91, sobre o tema, e os integrantes da 6ª CCR - Populações Indígenas e Comunidades Tradicionais - Luciano Mariz Maia, coordenador, e Walter Claudius. Foram convidados a participar representantes da comunidade quilombola, da Marinha, da Defensoria Pública, do Instituto nacional de Colonização e Reforma Agrária, da Universidade Federal da Bahia, dos governos estadual e federal e de outros órgãos públicos.

A participação é aberta a cidadãos e entidades civis que tenham interesse no tema e que realizem cadastro prévio, sendo limitada a 100 vagas, de acordo com o previsto no edital de convocação da audiência. Para o preenchimento das vagas será obedecida a ordem de chegada no auditório e a participação seguirá os procedimentos previsto no edital. A presença apenas como ouvinte não dependerá de cadastro prévio, apenas de espaço no local.

Cadastramento

Expositores, cidadãos e entidades civis deverão se cadastrar previamente, entre 21 e 23 de fevereiro de 2018, até as 17h, por meio do e-mail prba-protocolo@mpf.mp.br, ou presencialmente na sede do órgão, em Salvador. No caso de e-mail, o remetente deve colocar como assunto “audiência pública – 28 de fevereiro de 2018” e informar nome completo, endereço residencial ou de trabalho, data de nascimento, CPF e se representará alguma entidade, órgão ou instituição. Os dados dos inscritos não serão utilizados fora das finalidades institucionais do MPF.

  • Serviço

O quê: Audiência pública sobre problemas ligados à infraestrutura, direito de ir e vir, titulação de terra, entre outros assuntos relacionados à comunidade quilombola Rio dos Macacos

Quando: 28 de fevereiro de 2018, às 14h.

Onde: sede do MPF na Bahia, Rua Ivonne Silveira, 243, Loteamento Centro Executivo – Doron, Salvador/BA.

Festa carnavalesca preserva a tradição em Maragogipe

Mascarados desfilam ao som de machinhas. Foliões se divertem usando as fantasias mais variadas. O Carnaval na sua essência. Assim é a folia em Maragojipe, município a 133 km de Salvador. Com o tema Super-herói da Folia, a festa em 2018, que acontece do dia 10 ao dia 13, mantem a tradição dos antigos bailes, ao som de “Mamãe eu quero”, “O teu cabelo não nega”, “Allah-lá-ô” e “Cabeleira do Zezé”.

Reconhecido e registrado pelo Instituto do Patrimônio Artístico Cultural do Estado (IPAC), em 2009, como “Patrimônio Imaterial da Bahia”, na festa, as machinhas tem também o som das centenárias orquestras e charangas maragojipanas. A manifestação tem em sua composição uma diversidade de cores, gestos e práticas ímpares que transformam o evento, em um festejo diferenciado, remontando o verdadeiro carnaval de cunho popular.

“O Carnaval de Maragogipe traz a essência das festas carnavalescas, tendo inspiração festas similares que ocorriam na Europa no século XIX. É uma das referências culturais mais expressivas e populares do Estado da Bahia, com forte predominância de fantasias de figuras folclóricas, como os antigos carnavais, com fortes influências das culturas africana e indígena, retrato do caldeirão cultural que é a cidade de Maragogipe”, disse Francisco Gomes, secretário de turismo do local.

A brincadeira de máscaras e fantasias são o símbolo principal do Carnaval de Maragojipe, que tem sua raiz nos entrudos europeus, muito comparados ao Carnaval de Veneza, mas com a animação e alegria característicos do povo baiano. Através dessas fantasias, diversos turistas participam ativamente do festejo, interagindo com a população local, pintados ou não, muitas vezes até desfilando na tradicional passarela dos mascarados, disputando o concurso de máscaras que acontece durante todo o carnaval.

Maragogipe

Incialmente habitada pelos índios da tribo Maragós, foi palco importante na independência brasileira. Inicialmente, muitos se estabeleceram no local para a extração de madeiras, plantação de mandioca e de cana-de-açúcar, construção de engenhos e casas de farinha. Tornou-se independente em 8 de maio de 1850. Possui seis distritos que são Maragogipe, Coqueiros, Guaí, Guapira, Nagé e São Roque do Paraguaçu.

Samba do Recôncavo é reverenciado por blocos de samba no Ouro Negro

Reconhecido como berço do samba brasileiro, o Recôncavo baiano abriga a música, dança e poesia, que fizeram o ritmo canarinho ganhar inscrição na Lista Representativa do Patrimônio Imaterial da Humanidade. Para reverenciar as riquezas culturais e musicais presentes no Samba do Recôncavo baiano, os blocos de samba ‘Leva Eu’, ‘Vamos Nessa’, ‘Amor e Paixão’, ‘Samba Popular’, e ‘Sambetão’, todos contemplados pelo Carnaval Ouro Negro 2018, fazem homenagem ao samba e a sambistas da região, onde teria surgido as primeiras manifestações do samba de roda.

O apoio financeiro da Secretaria de Cultura da Bahia (SecultB, por meio do Carnaval Ouro Negro, às entidades sócio-culturais de matriz africana no Crnaval da Bahia é imprescindível para realização dos desfiles dessas organizações. Marivaldo Souza Santos é presidente e fundador do bloco ‘Vamos Nessa’. Em 2018, o bloco infantil completa 6 anos de existência e presta homenagem ao samba do Recôncavo. Uma ala de Samba de Roda promete alegrar a criançada na avenida. “O resgate do samba de roda fortalece e valoriza a música baiana. É muito interessante e satisfatório apresentar o samba de Roda para as crianças no circuito do Carnaval, é uma forma de preservação da nossa cultura”.

O Samba Chula de São Braz

Santo Amaro também estará presente no desfile Ouro Negro .. O bloco ‘Sambetão’, este ano, traz o Samba Chula João do Boi para o desfile do Pelourinho, na noite de sexta-feira (9), do bloco. João do Boi é um dos maiores representantes da tradição oral do Samba de Roda do Recôncavo. “No bloco, haverão alegorias, ala de baianas e camisas que homenageiam a João do Boi” prometeu Alberto Lázaro, produtor da agremiação.

Tia Ciata, a Matriarca do samba, é o tema do bloco ‘Samba Popular’. Natural de Santo Amaro, a sambista saiu da Bahia durante a diáspora para se tornar a dama do samba e do candomblé no Rio de Janeiro. O presidente do bloco, Manoel Natividade, explica que as atrações executarão canções de Tia Ciata, além de prestar homenagem a compositora baiana na estampa das fantasias dos foliões no bloco.

Manoel Natividade diz que o programa Ouro Negro é fundamental para colocar o bloco na rua. “Sem apoio da iniciativa privada, nos sentimos limitados em muitos quesitos na realização da festa. O incentivo que recebemos nos permite realizarmos o Carnava". Alberto Lázaro, do ‘Sambetão’ explica que existem dificuldades na realização do Carnaval. Além da distribuição gratuita das fantasias do bloco à comunidade, a entidade com trabalho social voltado ao câncer infantil, valoriza o apoio que recebe para a festa. “Vivemos tempos de dificuldades, mas precisamos continuar fortalecendo a permanência das entidades de matriz africana no Carnaval de Salvador”.

Igrejas do recôncavo receberão verba do Iphan para restauração

A igreja de Maragogipe é um dos cinco bens tombados que tiveram ordem de serviço assinada nesta segunda-feira (5), pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O acordo foi selado em uma em uma solenidade na Casa dos Sete Candeeiros, no Centro Histórico. Durante a obra, 30 mil telhas serão substituídas do prédio fundado em meados de 1650. A igreja, que comporta cerca de 1,5 mil pessoas, receberá um investimento de cerca de R$ 18 milhões para a sua preservação.

Além da igreja do recôncavo baiano, haverá obras também nos municípios de Itaparica, Santo Amaro e São Félix (a primeira na Região Metropolitana de Salvador, enquanto as últimas ficam no Recôncavo). De acordo com a presidente do Iphan, Kátia Bogéa, esses bens foram escolhidos entre as cidades tombadas. “O critério era ver os monumentos com nível de degradação muito grande e as prefeituras tinham que fazer os planos de ação.

Esse patrimônio é absurdamente importante para o país e para um estado que respira cultura”, afirmou ao Correio. Para o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, que também estava na solenidade, o patrimônio histórico é uma das prioridades da pasta. Ele defendeu que os locais que serão restaurados tenham programas de uso sustentável.

“É fundamental que estejamos empenhados no esforço de preservar esses imóveis, para que a gente não tenha que daqui a 10, 20 anos restaurar de novo. É preciso que os proprietários – seja o poder público, seja a igreja, sejam eventualmente privados – assumam, de fato, o compromisso com a manutenção desses espaços”, contou, citando exemplos como a economia criativa.

Cachoeira: Macacos aparecem mortos misteriosamente na Murutuba

Moradores do povoado da Murutuba (zona rural) do município de Cachoeira, no Recôncavo da Bahia, estão apreensivos com a morte misteriosa de macacos do tipo 'mico estrela'. Uma mulher usou as redes sociais para chamar a atenção das autoridades competentes sobre a suspeita de que os animais tenham morrido contaminados pela febre amarela. Ainda segundo relatos da denunciante, ninguém ligado a vigilância epidemiológica ou da Secretária Municipal da Saúde foi ao local averiguar.

Um surto de febre amarela se espalhou por todo o país e especialistas afirmam de que locais onde aparece esses animais mortos pode ser indicativo de um possível surto da doença. A reportagem do Jornal Forte no Recôncavo entrará em contato com as autoridades competentes do município na próxima semana para saber quais medidas serão tomadas a partir dessa suspeita.

Os macacos são as vítimas e não vilões

Na verdade, os macacos, assim como os seres humanos, são vítimas da doença, que também pode matá-los, e não efetivos causadores, como muitos podem erroneamente pensar. Não há como vacinar os macacos que vivem em áreas de mata, contrariamente ao que ocorre com os humanos, que podem se vacinar.

Na verdade, no ciclo silvestre da febre amarela, os macacos são os principais hospedeiros do vírus, mas os vetores, ou seja, aqueles que carregam o vírus e o transmite, são os mosquitos com hábitos estritamente silvestres, que vivem nas matas.

Durante essa fase do ciclo, o ser humano pode se tornar um hospedeiro acidental, quando ele entra em áreas de mata e é picado pelo mosquito que carrega o vírus.

Já no ciclo urbano, ou seja, quando a febre amarela passa a acometer as pessoas, o homem é o único hospedeiro. Ou seja, uma pessoa contaminada é picada pelo mosquito Aedes aegypti (sim, ele mesmo!), que pode picar outras pessoas e assim a contaminação pode ganhar proporções enormes.

O principal reservatório é, portanto, o mosquito. O macaco se tornou apenas um hospedeiro na mata, assim como o ser humano nas cidades.

Devemos pensar em todas as espécies de macacos como guardiões, ou seja, encontrar esses animais mortos ao redor de áreas de mata pode indicar a presença do vírus na região, o que vai gerar a necessidade de campanha de vacinação das pessoas, antes que ocorram casos humanos da doença.

Portanto, a preservação dos macacos é essencial para a prevenção da febre amarela. É preciso informar a Secretaria de Saúde do seu município sempre que encontrar esses animais mortos, para que a causa dos óbitos seja investigada.

 

Fonte: Ascom MPF-BA/Laboratorio de Noticias/SecultBa/BN/Municipios Baianos

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