08/02/2018

Bahia consolida nova rota de exportação para o algodão

 

O presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (ABAPA), Júlio Cézar Busato, e o gerente geral da Mediterranean Shipping Company (MSC), Guilherme Monteiro, em encontro na capital paulista, avaliaram satisfatória a nova rota de algodão para o mercado internacional, via Porto de Salvador. A logística de transporte foi desenvolvida ao longo do ano passado e implementada no último 21 de novembro, com a exportação de uma carga de 200 toneladas de algodão embarcada rumo à Turquia, no Oriente Médio.

“Em função do sucesso no embarque do algodão do oeste da Bahia via porto Salvador, a expectativa é o incremento das exportações com a manutenção por parte da armadora das duas escalas semanais do porto de Salvador. Há a garantia na qualidade desta logística, sem atraso da entrega da mercadoria para os compradores de outros países”, explica Monteiro, da MCS. Passada a fase de testes, o presidente da Abapa acredita que esta nova rota tornou-se realidade. “Vamos buscar este ano nos concentrar em aumentar o volume de algodão exportado e solidificar esta rota marítima para garantir maior segurança ao despachar o produto e maior rentabilidade do produtor com a redução dos custos logísticos, principalmente o frete rodoviário até São Paulo”, afirma. Pela MSC, também participaram do encontro, Isabella Masch, Cayo Silva e Luís Reis.

Além da associação dos produtores baianos e do armador MCS, líder global no transporte de contêineres, a abertura de nova de exportação via porto de Salvador também contou o apoio logístico da XinguAgri, da Louis Dreyfus Company, uma líder na comercialização e no processamento de produtos agrícolas; e do Grupo Wilson Sons, operador do Terminal de Contêineres do Porto de Salvador (Tecon). Em São Paulo, na quinta-feira (1º), Júlio Busato também se reuniu com os representantes das tradings do mercado agrícola, com atuação na Bahia, a Empresa Interagrícola S.A (Eisa) e a Louis Dreyfus, que prometeram aumentar o volume exportado de algodão com escoamento pelo porto baiano depois de também de participarem do carregamento teste da nota rota internacional.

O presidente da ABAPA, por sua vez, acredita que, passada a fase de testes, essa nova rota tornou-se realidade. “Vamos buscar, este ano, nos concentrar em aumentar o volume de algodão exportado e solidificar esta rota marítima para garantir maior segurança ao despachar o produto e maior rentabilidade do produtor com a redução dos custos logísticos, principalmente o frete rodoviário até São Paulo”, afirma Busato.

AGRONEGÓCIO É UM DOS BENEFICIADOS COM PRORROGAÇÃO DE INCENTIVOS FISCAIS DE ICMS

As empresas do setor de agronegócio foram umas das beneficiadas com maior prazo para benefícios fiscais concedidos pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), por meio do convênio 190 que regula a validação dos incentivos tributários de ICMS, publicado recentemente. Dessa forma, os estados que atenderam às exigências, como publicar a identificação dos atos normativos relativos aos benefícios fiscais, ficam autorizados a conceder ou prorrogar os mesmos até 31 de dezembro de 2032 para o fomento das atividades agropecuária e agroindustrial.

Segundo o diretor da KPMG, Ricardo Braghini, a medida foi um marco importante para futura concretização de remissão de débitos tributários decorrentes de incentivos da chamada guerra fiscal. “Além disso, podemos dizer que houve também a possibilidade de reinstituição desses incentivos com uma limitação temporal e desde que observados certos requisitos”, afirma.

De acordo ainda com Braghini, o prazo maior é fundamental para as empresas do setor do agronegócios se prepararem para a mudança da legislação que busca acabar com a guerra fiscal, em especial nos casos em que houve grande investimento na expansão de empreendimentos econômicos, como, por exemplo, a instalação de novos estabelecimentos agroindustriais, justamente em razão do incentivo outorgado. “Nessas situações a manutenção do benefício fiscal por um prazo maior será fundamental para sobrevivência da própria empresa, bem como para manutenção do negócio nas regiões em que atualmente se encontram. O prazo revela a importância do agronegócio para economia brasileira”, acrescenta.

Além do agronegócio, o prazo foi estendido também para empresas que fazem investimento em infraestrutura rodoviária, aquaviária, ferroviária, portuária, aeroportuária e de transporte urbano.

Semente de soja é opção para produzir substância usada no combate à aids

Uma pesquisa desenvolvida por quatro instituições, entre as quais a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, foi premiada pelo Consórcio Federal de Laboratórios (FLC, sigla em inglês) pela excelência na transferência de tecnologia na área de saúde e serviços humanos em todo o território norte-americano.

O estudo feito em parceria com o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH, sigla em inglês), a Universidade de Londres e o Conselho de Pesquisa Científica e Industrial da África do Sul (CSIR, sigla em inglês) comprovou que sementes de soja geneticamente modificadas podem se constituir em biofábrica para a cianovirina, proteína muito eficaz no combate à aids.

O pesquisador Elibio Rech, que coordenou a participação brasileira nos estudos, diz que, além do reconhecimento científico, o prêmio comprova a importância da cooperação técnica para o desenvolvimento de pesquisas de ponta na área de biotecnologia. Para Rech, a homenagem "coroa" uma pesquisa de mais de uma década, que obteve excelentes resultados graças à parceria com os institutos internacionais.

A pesquisa tem forte componente humanitário, porque os países em desenvolvimento com altos índices de propagação da aids, terão licença de produção e de uso livres do pagamento de royalties, ressalta Rech. O pesquisador  lembra que, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), em países como Zâmbia e África do Sul, cerca de 20% da população são portadores da doença.

O estudo constatou que a cianovirina, uma proteína que está presente em algas, é capaz de impedir a multiplicação do vírus HIV no corpo humano e pode ser introduzida em sementes de soja geneticamente modificadas, o que permite que seja produzida em larga escala. A partir dai, é possível desenvolver um gel para prevenir a contaminação por ter propriedades viricidas.

Elibio Rech explica que os efeitos positivos da cianovirina estão comprovados desde 2008, após testes realizados com macacos pelo NIH. “O que faltava era descobrir uma forma eficiente e econômica para produzir a proteína em larga escala.”

Ele destaca que, ao investir em pesquisas com biofármacos, a Embrapa espera fazer com que esses medicamentos cheguem ao mercado farmacêutico com menor custo, já que são produzidos diretamente em plantas, bactérias ou no leite dos animais, as chamadas  biofábricas, o que pode reduzir os custos de produção em até 50 vezes.

Preço de commodities tem alta de 0,92% em janeiro

Os preços das commodities, produtos primários com cotação internacional, iniciaram o ano em alta. O Índice de Commodities Brasil (IC-Br), calculado mensalmente pelo Banco Central (BC), registrou alta 0,92% em janeiro comparado a dezembro. Em 12 meses, a alta é de 3,61%.

O IC-Br é calculado com base na variação em reais dos preços de produtos primários (commodities) brasileiros negociados no exterior.

Em dezembro, o segmento de energia (petróleo, gás natural e carvão) subiu 3,59%, enquanto o de metais (alumínio, minério de ferro, cobre, estanho, zinco, chumbo, níquel, ouro e prata) teve alta de 3,3%.

O segmento agropecuário (carne de boi, algodão, óleo de soja, trigo, açúcar, milho, café, arroz, carne de porco, cacau e suco de laranja) registrou queda de 0,65%, no mês.

O índice internacional de preços de commodities CRB, calculado pelo Commodity Research Bureau, registrou queda de 0,49% no mês passado.

Em dezembro, no Relatório de Inflação, o BC anunciou a revisão da metodologia do IB-Br. Entre as mudanças, está a definição de ponderação associada ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). “A definição da ponderação associada ao IPCA não é trivial, dado que as commodities são, em grande parte, insumos primários para a produção dos bens e serviços da cesta de consumo”, disse o BC, no relatório.

Houve também inclusão de novas commodities nos segmentos agropecuário e metálico: cacau, suco de laranja, ouro e prata. Houve também aumento do peso relativo do petróleo nos meses mais recentes, “em consonância com a nova política de preços adotada pela Petrobras”.

O BC lembrou que em outubro de 2016 a Petrobras alterou sua política de preços, estabelecendo revisões mensais dos preços da gasolina e do diesel, referenciadas na paridade com o mercado internacional. Em junho de 2017, os preços do gás residencial também passaram a ser revisados mensalmente e no mês seguinte a empresa anunciou que poderia promover revisões diárias nos preços da gasolina e do diesel. Em dezembro, a Petrobras anunciou que vai rever sua política de preços do gás, que, no entanto, continuará referenciada nos preços do mercado internacional.

No relatório, o BC destacou que “a influência das commodities sobre a inflação brasileira não se restringe à elevação do custo de produção, uma vez que flutuações nos preços desses produtos tendem a alterar os termos de troca [relação entre preços dos produtos exportados e dos importados], com implicações sobre a renda e a demanda domésticas”. No caso do IC-Br, em particular, acrescentou o BC, como os preços das commodities estão considerados em reais, o indicador capta, ainda, o impacto inflacionário proveniente das variações na taxa de câmbio. “Com efeito, movimentos do IC-Br antecipam parte relevante dos ciclos inflacionários no Brasil”, disse o BC.

 

Fonte: Ascom Abapa/A Tarde/Agencia Brasil/Municipios Baianos

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