08/02/2018

Orquestra Sisaleira cria conjunto formado com instrumentos de sisal

 

Através de oficinas de luteria (arte de construção de instrumentos musicais) teve inicio as atividades do projeto Orquestra Sisaleira. Serão construídos violões, rabecas, cavaquinhos, ukulelês e violinhas, todos com a madeira do sisal.

O reaproveitamento dos resíduos da cadeia produtiva do sisal já é uma realidade no projeto O Som do Sisal, que agora tem um novo desafio de criar sua primeira orquestra. Para alcançar este objetivo serão realizadas ações de cooperação, formação e intercâmbio cultural em dez municípios integrantes território do Sisal, contemplando oficinas de construção de instrumentos, iniciação musical, exposições fotográficas e circulação de concertos da Orquestra Sisaleira na região.

O Som do Sisal”, é um laboratório de investigação técnica e sonora da cultura sisaleira criado em pleno sertão baiano, no município de Conceição do Coité. Tudo começou em 2012, quando o coordenador artístico da Orquestra Santo Antônio, Josevaldo Nim, convidou o estudante de luteria, Webson Santana, para construir instrumentos musicais com sisal, inspirados na violinha de Buriti que é encontrada do povoado de Mumbuca, Jalapão/TO.

A criação da primeira orquestra com instrumentos de sisal faz parte dos novos desafios que o grupo Som do Sisal busca. A última ação foi a sua primeira turnê internacional, devolvendo o sisal ao México em forma de música, com recursos financeiros do Fundo de Cultura, a partir do edital de Mobilidade Artística. (https://goo.gl/MXRicj). O projeto recebeu prêmios de inovação e empreendedorismo (FAPESB 2015; LAUREATE BRASIL, 2016), e ganhou notoriedade através de reportagens nos programas Como Será? e Aprovado, na Rede Globo.http://glo.bo/1AUb07I

O projeto tem apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretarias da Fazenda e de Cultura da Bahia. Serão realizadas oficinas de iniciação musical em três cidades (Conceição do Coité, Retirolândia e Valente), e os espetáculos ocorrerão em outras sete cidades, totalizando 50% dos municípios que compõem o Território doSisal; Santaluz, Serrinha, São Domingos, Ichu, Tucano, Teofilândia e Araci.

Os concertos musicais serão realizados em espaços culturais de acesso gratuito ao público como, tais como: centros culturais, teatros, escolas ou repartições públicas. O repertório musical é autoral e apresenta a cultura sisaleira nas composições, valorizando e difundindo a história do seu povo. Junto a realização de cada concerto, será montada uma exposição fotográfica que retrate a cultura, a paisagem e a vida do homem sisaleiro.

Serrolândia registra mais de 200 milímetros de chuvas em aproximadamente 9 horas de forte temporal

A noite de terça-feira, 06, até a manhã desta quarta, 07, foi marcada com muita chuva na cidade de Serrolândia, e até o momento não há sinais que pare de chover por tão cedo. Segundo alguns moradores, que possuem medidores de chuvas em suas residências, já registraram mais de 200mm (duzentos milímetros) de chuva.

Fotos e vídeos circulando nos grupos de WhatsApp mostram a dimensão da chuva na cidade. Outro fator importante, é que a chuva é registrada em toda região, o que traz alívio para os produtores e criadores, uma vez que alguma localidades já não tinham condições para lavoura e nem tão pouco para alimentação animal.

O Açude Serrote que já estava secando, já apresenta uma quantidade significante de água. Algumas residências em Serrolândia, tiveram seu interior invadida pela água da chuva, a exemplo de casas próximas a BA 417, que há anos sofrem com essa questão.

PRODUTORES DE ORGÂNICOS DE JUAZEIRO REALIZAM PROCESSO DE CERTIFICAÇÃO 2018

A Agência de Desenvolvimento Econômico, Agricultura e Pecuária (ADEAP) em parceria com a ‘Certificadora ABC Orgânico’, convida os produtores que praticam a agricultura orgânica em Juazeiro e região para iniciar o processo de certificação dos seus produtos. Os interessados devem comparecer a sede da ADEAP (Rua Oscar Ribeiro, nº 110, Centro), de segunda a sexta, em horário comercial; munidos de RG, CPF, comprovante de residência e cópia do cadastro da terra.

A certificação será participativa, onde o agricultor poderá agregar valor ao seu produto, com baixo custo (R$ 17,00 mensal). “A certificação atuará em grupos de produtores, através do monitoramento mútuo, para comprovar se os mesmos estão adequados, bem como através da avaliação da certificadora. Após esse processo e comprovando toda regularidade, a ABC emitirá o certificado atestando que os produtos estão aptos a serem comercializados como orgânicos”, explicou o superintendente de agricultura da ADEAP, Jefferson Gonçalves.

De acordo com o titular da ADEAP, Tiano Felix, a certificação é uma oportunidade de legalizar, valorizar e ampliar o setor orgânico da região. “Hoje a prefeitura em parceria com os produtores locais, realizam semanalmente a ‘Feira Orgânica do Vale’, uma oportunidade de oferecer produtos saudáveis e de qualidade à população. Acredito que muitos agricultores ainda não possuem o certificado e essa é uma oportunidade de regularizar e ampliar o seu negocio”, destacou.

Barragens do Aipim e Pindobaçu transbordam após fortes chuvas

As fortes chuvas que caíram na região foram suficientes para transbordar duas importantes barragens que juntas atendem vários municípios.

As barragens de Pindobaçu e Aipim amanheceram com um novo cenário devolvendo a esperança de moradores da região castigados pela longa estiagem.

Em Pindobaçu, choveu mais que a média normal, e na região de Senhor do Bonfim, tanques, pequenas aguadas e riachos transbordaram. Existem localidades que estão isoladas. Estradas foram invadidas pelas águas.

Prefeitura se manifesta a respeito da demolição do patrimônio de Juazeiro

O Blog de Geraldo José  denunciou na terça (06) que verdadeiros crimes vem acontecendo em Juazeiro e Petrolina. Patrimônios históricos estão sendo destruídos e geram indignação entre os moradores das cidades. Através de vídeo e fotos mostrou mais uma destruição, dessa vez de uma casa histórica localizada na Orla I e que numa época passada, serviu de residência do comerciante do Mercado "Senhor" Romualdo, depois foi transformada em um quartel da Polícia Militar, e posteriormente Hotel da empresária Calu.

Membros do Conselho Municipal de Cultura denunciaram o fato ao Ministério Público e lamentaram o ocorrido: "A indignação é quanto ao fator histórico e cultural, patrimônio que vai sendo destruído a cada ano em Juazeiro". A obra foi embargada pela Semaurb (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Ordenamento Urbano) que justificou o fato da empresa não ter autorização para a obra. Em contato com a Prefeitura esta ainda não respondeu se o prédio está tombado pela lei de autoria do ex-vereador José Carlos Tanuri para que se preserve os prédios antigos com o objetivo de manter a história da cidade.

O historiador Rogério Tampellini acredita que faltam incentivos para evitar essas situações. “Quando se fala em monumento histórico não tem mais o que fazer depois que foi destruído, então nós temos que lutar para preservar e levar a questão para a sociedade, para criar mecanismos e incentivos para os proprietários e empresários preservarem esses espaços. Mas o poder público tem que dar o exemplo”, explicou.

Nesta quarta-feira (07), através de nota a Secretaria de Meio Ambiente e Ordenamento Urbano (SEMAURB) informa que "a demolição do prédio histórico localizado à Rua Juvêncio Alves, Centro, foi embargada e a demolição já foi paralisada. A Secretaria de Cultura, Turismo e Esporte informa também que o prédio é patrimônio da cidade, conta parte da história da cidade e não deve ser demolido, mas restaurado, preservando sua cultura e identidade".

Na terça também o Conselho Municipal de Cultura se manifestou sobre o assunto.

  • Confira:

O Conselho Municipal de Cultura (CMC), vem, por meio desta, publicizar as ações (reações) no tocante  A Demolição do imóvel histórico, localizado na Avenida Dr. Juvêncio Alves, nº 100. Já na eleição da nova gestão do biênio 2018/19, que ocorrera em dezembro de 2017, houve um comunicado do que estava se passando no imóvel, inclusive fora feito pedido de tal comunicação, constar em ata.

Num segundo momento, com os conselheiros devidamente empossados, tivemos a primeira reunião onde definiu-se duas comissões permanentes, uma delas foi a comissão de Patrimônio e Memória. Desde então, a comissão tem se debruçado sobre os dispositivos legais existentes no município e nas demais esferas. Como produto desse estudo, tivemos, o encaminhamento do primeiro ofício para Secretaria Municipal de Cultura - SECULTE, cuja tônica fora, além de informar requerer da mesma, informações sobre o imóvel. Isso se dera no dia 2 de fevereiro.

Passados poucos dias, vimos que, as intervenções no imóvel se desenrolaram mais rápidas do que as informações da secretaria, assim, tomamos a decisão de encaminhar outro ofício endereçado ao Ministério Público, cujo objetivo seria a paralisação da obra, até que sejam tomadas medidas de adequação e cumprimento da lei.

Ao final do dia tivemos notícias de que a Secretaria de Meio Ambiente e Ordenamento Urbano – SEMAURB, havia embargado a obra, o que pode indicar que a SECULTE e  SEMAURB dialogaram em algum momento.

Para finalizar. Gostaria de elogiar em nome do CMC, os companheiros desse grupo que denunciaram com registros imagéticos e questionamentos sobre o imóvel. É preciso agora um ato público que faça do imóvel em questão um marco afetivo de alerta sobre essa temática (patrimônio histórico-artístico), que tem tentáculos latentes desde, a concepção de organização urbana, novas possibilidades econômicas e a formação afetiva da identidade do juazeirense.

 

Fonte: Ascom OSA/Calila Noticias/Ascom Adeap/Ação Popular/Municipios Baianos

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