09/02/2018

Cemafauna alerta: macacos não transmitem a Febre amarela

 

Nessa época, frequentemente, vemos notícias sobre o aumento do número de casos de pessoas infectadas pelo vírus da febre amarela. Muitas ainda pensam que os macacos dos gêneros Alouatta, Callithrix e Sapajus (que ocorrem na caatinga) são os grandes vilões dessa história e desconhecem o fato de que esses animais são vítimas tanto quanto nós e sucumbem rapidamente. Na verdade, eles são os nossos sentinelas, ou seja, servem de alerta para as instituições de saúde, mostrando que tal área está sob o foco da doença, dessa forma, colaborando para a elaboração de ações preventivas. A febre amarela é transmitida somente pelo mosquito Aedes aegypti e mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes, tanto nos humanos quanto nos macacos.

Em nossa região, predominantemente do bioma Caatinga, é muito comum encontrar até mesmo em áreas urbanas o sagui-de-tufo-branco (Callithrix jacchus), um dos primatas mais conhecidos do Brasil. De acordo com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), essa espécie tem sua origem na Caatinga (é endêmico ao Brasil, estando presente nos estados de Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte como residente e nativo. Nos estados da Bahia, Maranhão, Sergipe e, possivelmente, no nordeste do Tocantins, como residente, mas com origem incerta. Nos estados do Espírito Santo, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina como residente e introduzido. Além dessa espécie, há também o sagui-de-tufo-preto (Callithrix penicillata) tendo sua distribuição   endêmica no Brasil, presente nos estados da Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Minas Gerais, Piauí, São Paulo e no Distrito Federal, como residente e nativo, e nos estados do Espírito Santo, Rio de Janeiro, Paraná e Santa Catarina como residente e introduzido. Ambas as linhagens também são muito vulneráveis ao vírus e acabam morrendo rapidamente.

Pensando na conservação da fauna silvestre, o Centro de Conservação e Manejo de Fauna da Caatinga inicia a campanha 'Febre amarela não é culpa dos macacos!' para alertar a população local e comunidade acadêmica do Campus de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), zona rural de Petrolina, sobre a importância da conscientização a respeito do ciclo de transmissão do vírus da Febre amarela que no país, de acordo com o mais recente boletim epidemiológico, de 1º de julho de 2017 a 6 de fevereiro de 2018, há registro de 353 casos, sendo destes 98 mortes. 

Pernambuco não consta no mapa de casos notificados e confirmados de contaminação com a doença, apesar disso, em Petrolina, a Secretaria Municipal de Saúde recebeu 200 novas doses da vacina que já estão disponíveis desde 19 de janeiro e reforça que o público-alvo (crianças - a partir dos nove meses - que viajarão para regiões consideradas de risco, bem como adultos - até 59 anos - na mesma situação) pode  se dirigir até a AME Policlínica, das 8h às 17h, no centro da cidade.

Entenda o ciclo de transmissão da febre amarela

O vírus da febre amarela é transmitido pela picada dos mosquitos transmissores infectados. A doença não é passada de pessoa a pessoa. A vacina é a principal ferramenta de prevenção e controle da doença.

Há dois diferentes ciclos epidemiológicos de transmissão, o silvestre e o urbano. Mas a doença tem as mesmas características sob o ponto de vista etiológico, clínico, imunológico e fisiopatológico. No ciclo silvestre da febre amarela, os primatas não humanos (macacos) são os principais hospedeiros e amplificadores do vírus e os vetores são mosquitos com hábitos estritamente silvestres, sendo os gêneros Haemagogus e Sabethes os mais importantes na América Latina. Nesse ciclo, o homem participa como um hospedeiro acidental ao adentrar áreas de mata. No ciclo urbano, o homem é o único hospedeiro com importância epidemiológica e a transmissão ocorre a partir de vetores urbanos (Aedes aegypti) infectados.

A pessoa apresenta os sintomas iniciais 3 a 6 dias após ter sido infectada.

Produtos da agricultura familiar são uma opção saudável para a alimentação no Carnaval

Abre alas que já chegou o Carnaval e para curtir a folia de forma saudável é preciso ficar atento à saúde e investir na alimentação. Os soteropolitanos contam com opções para abastecer a dispensa e curtir a festa com tranquilidade. São as Feiras Agroecológicas que funcionam na capital baiana e no interior do estado.

De acordo com o nutricionista, Iuri Lima, alimentos leves, feitos em casa, com muitas vitaminas e minerais, são a melhor opção de alimentação para o folião, no período de carnaval: “Têm nutrientes que irão favorecer a nossa saúde, principalmente para aquelas pessoas que curtem bastante o carnaval, com muita bebida alcoólica, com muitas noites de sono perdido. Então a gente precisa de uma boa nutrição para poder aguentar esse pique que é de uma semana. As frutas e as verduras têm papel fundamental também nesse balanço de alimentação”.

Lima explica que as frutas e as verduras são ricas em vitaminas e minerais que nutrem o corpo, além de muita fibra que faz a desintoxicação do organismo, por isso são importantes, após o consumo de uma alimentação inadequada e, inclusive, após a ingestão de bebidas alcoólicas: “Os alimentos leves não proporcionam aquela sensação de empachamento no seu organismo, que acaba deixando você mais molinho, mais sonolento e sem ânimo para fazer sua corrida atrás do trio. Antes de qualquer saída, prefira sanduíches, muita fruta, verdura, água de coco, sucos e uma simples saladinha com frango grelhado, ao invés de você estar comendo feijoada, rabada”.

O nutricionista, que fala da necessidade de descansar o corpo nas poucas horas de intervalo, alerta que alimentos ricos em gordura só irão trazer malefícios para os foliões e salienta que a hidratação é de fundamental importância, porque o álcool quando entra no organismo, vai diretamente para a célula e acaba por fazer com que você desidrate aos poucos, o que gera a perda de energia, e a sensação de ressaca no dia seguinte.

Feiras agroecológicas

Nas feiras agroecológicas, distribuídas em toda a Bahia, os consumidores podem adquirir produtos agroecológicos, de qualidade, saudáveis e diferenciados, como hortaliças, frutas, raízes, temperos processados, chocolates, biscoitos, ovos e uma variedade de itens, produzidos sem o uso de agrotóxicos e insumos químicos, por agricultores familiares apoiados por programas do Governo do Estado, executados pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR).

Na capital baiana

Em Salvador, os soteropolitanos contam com excelentes opções, a exemplo da Feira Agroecológica realizada às sextas-feiras, a partir das 9h, na área externa do Salvador Shopping, e a Feira de Produtos Agroecológicos do bairro da Saúde, que acontece aos sábados, a partir das 7h, próximo ao Sindicato dos Empregados em Entidades Culturais Recreativas de Assistência Social de Orientação e Formação Profissional do Estado da Bahia (Senalba).

Os consumidores da capital baiana também podem encontrar produtos saudáveis da agricultura familiar nas feiras Agroecológicas da Universidade Federal da Bahia (UFBA), no campus de Ondina, que ocorre toda sexta-feira, em Patamares, no Restaurante Caranguejo da Bahia, aos sábados, e no pátio da sede da SDR, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em funcionamento todas as quintas-feiras.

Feiras no interior

No município de Valença, no Território Baixo Sul, 100 agricultoras comercializam seus produtos, às sextas-feiras, no pátio do Serviço Territorial de Apoio à Agricultura Familiar (SETAF), unidade da SDR. Em Juazeiro é realizada a Feira Orgânica do Vale, às quintas-feiras, das 16h às 20h, na Praça Santiago Maior, no centro. Todas as quintas-feiras acontece a feira de Senhor do Bonfim, também na sede do município. Já aos domingos, é realizada a Feira de Agricultura Familiar e Economia Criativa na Lagoa Grande, localizada na sede de Feira de Santana, entre outras.

Ministério da Saúde libera R$ 383 mil para assistência farmacêutica em 7 cidades da Bahia

Sete municípios baianos vão receber incentivos financeiros do Ministério da Saúde para aprimorar a qualidade e estrutura dos serviços farmacêuticos das unidades de saúde em sete municípios baianos.

O recurso incentiva o processo de aprimoramento, implementação e integração sistêmica das atividades da Assistência Farmacêutica nas ações e serviços de saúde.

O objetivo é dar mais agilidade no atendimento à população e uma melhor organização dos estoques de medicamentos.

A destinação foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) do dia 2 de fevereiro. Os municípios baianos fazem parte do universo de 302 cidades brasileiras que receberão o incentivo. Piraí do Norte e Sítio do Quinto recebem R$ 35 mil, cada, Casa Nova, Tucano e Jaguaquara recebem R$ 60,8 mil, cada e Porto Seguro e Juazeiro recebem, cada uma, R$ 65,3 mil.

 

Fonte - Ministério da Saúde/Ascom SDR/Ascom Sema/Municipios Baianos

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