10/02/2018

Bailes infantis divertem as famílias no Pelô a partir deste sábado

 

Entre o sábado e a terça-feira de folia o publico infantil tem diversão garantida no Carnaval do Pelô com apresentações que acontecem no Largo Pedro Archanjo, sempre a partir das 15h30. A animação fica por conta de bandas que trazem em seus shows muita animação, um repertório especial e garantem o carnaval dos pequenos foliões.

Abrindo a programação infantil no sábado (10), a banda Dó Ré Mi Lá dá o recado para a criançada por meio de uma linguagem lúdica, nos convidando a refletir, conhecer, brincar e, sobretudo traz a cada apresentação um novo conceito musical para enfatizar a grandeza de ser pequeno, portanto, ser criança.

Já no domingo (11) é a vez do grupo Pumm: Por Um Mundo Melhor, que apresenta canções que falam do reaproveitamento, reciclagem e ações de sustentabilidade, além do respeito ao próximo, e sobre atos para o que podemos fazer “Por Um Mundo Melhor”, é claro com uma linguagem adequada sem perder o foco na importância da infância. O bailinho conta ainda com a animação e brincadeiras do grupo Baloné, que interagindo com as crianças durante todo o evento.

Outra atração do baile é a Banda Gatos Multicores, os felinos se apresentam na segunda-feira (12). Com dezoito anos de existência, os gatos mais queridos do público infantil encantam não somente crianças como também a adultos que acompanham os filhos durante as apresentações. No comando do show, o público se diverte com três gatos cantores: o Tatá (um divertido gatinho azul), a Mamá (gatinha rosa) e Mimi (gata amarela). No repertório, o grupo anima o carnaval da criançada com marchinhas, cantigas de roda com brincadeiras e músicas selecionadas especialmente para o público infantil, entre os hits educativos a criançada aprende cantando o “não atire o pau no gato” uma forma lúdica de ensinar criançada a não maltratar os animais.

Encerra os bailes infantis na terça (13) o grupo Canela Fina, que se intitula e diferencia como grupo de educadores musicais, e apresenta para este carnaval um repertório recheado de ritmos que passeiam pelo Brasil contando histórias. Uma grande aventura é prometida, onde não só as crianças são convidadas a entrar, mas todo aquele que deixa aberto os olhos e ouvidos da imaginação. Nas apresentações o grupo interage com crianças e adultos, através – por exemplo – da utilização de bonecos. É importante frisar que o show é norteado por uma história, contada pelos integrantes da banda, e composto por músicas autorais e de domínio público.

Todas as apresentações dos bailes infantis acontecem de sábado a segunda-feira de carnaval a partir das 15h30, com entrada gratuita, no Largo Pedro Archanjo. Durante as apresentações haverá pintura e maquiagem artística, colorindo o rosto da criançada.

CARNAVAL DA CULTURA

O Carnaval da Cultura é o carnaval da democracia e da diversidade e do folião pipoca, que leva para as ruas, durante todos os dias e circuitos da folia, a mistura de ritmos e gêneros musicais e, principalmente, a estética e a arte de diferentes artistas, grupos e entidades culturais da Bahia. São centenas de atrações e shows gratuitos de afoxé, samba, reggae, axé, pop, MPB, fanfarras e muito mais. É diversão garantida para todos os gostos e estilos no espaço público da rua para alegria do folião. O Carnaval da Cultura – uma realização da Secretaria da Cultura do Estado da Bahia, por meio do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI) – está organizado a partir de quatro programas: Carnaval do Pelô, Carnaval Pipoca e Carnaval Ouro Negro. A programação completa de nossa festa está disponível nos sites www.cultura.ba.gov.br e www.carnaval.bahia.com.br.

Blocos afros levam beleza das comunidades pra Avenida

Fantasias impecáveis, coreografias nas pontas dos pés, alas organizadas, tambores soando alto. O desfile de uma entidade de matriz africana é quase sempre fruto de um trabalho feito durante todo o ano e em alguma das comunidades baianas. Com os blocos da Capoeira e o Bankoma não é diferente. Eles desfilaram no primeiro dia no carnaval de Salvador no circuito Osmar, animando a avenida tomada pelo povo negro que veio mostrar a força do trabalho coletivo feito por muitas mãos. Estas são duas das 91 entidades do Projeto Carnaval Ouro Negro, da Secretaria de Cultura (SecultBA).

Com os berimbaus e grandes rodas formadas, o bloco da Capoeira envolve mais de 600 pessoas na construção da entidade. Um grande avião construído pelo mestre Monza Calabar simboliza a importância da internacionalização da Capoeira, um dos temas do bloco em 2018. Além desses, a Diáspora, o grupo folclórico Viva Bahia e a professora Emilia Biancardi, uma das responsáveis pela difusão da cultura afrobaiana pelo mundo, também são temas. 'A capoeira é vida, literatura, educação. É lindo ver o envolvimento da comunidade e emocionante ver o bloco na rua mais um ano', diz Tonho Matéria, presidente.

Com a bandeira de Sergipe no chapéu, o Mestre Sambaia veio de sua terra trazendo mais de 40 pessoas na caravana e fala com emoção sobre a importância do bloco e da Capoeira em sua vida. 'Equilíbrio emocional, qualidade de vida. É isso que a Capoeira me deu. Por isso essa emoção em desfilar em pleno Carnaval', diz o mestre sergipano com mais de 30 anos de rodas de capoeira.

Região Metropolitana - Portão é o nome da comunidade em Lauro de Freitas que traz pro carnaval pelo 18º ano o bloco Bankoma. São mais de 500 pessoas que ajudam a cortar tecido, a pensar nas alas, a ensaiar passos e toques durante todo ano. O que faz da entidade mais do que um bloco, um ato de atitude, como garante a presidenta Mãe Lúcia, neta de Mãe Mirinha de Portão. 'Bankoma significa povo, gente, festa. E o nosso desfile vem pra mostrar a força dessa gente e pra falar da terra, da importância de curar a alma, nossa cabeça, nesses tempos difíceis', diz Mãe Lucia sobre o tema é revelado sempre no dia 10 de agosto.

'Entrei pro Candomblé por causa do bloco, por ter desfilado com ele. Hoje sou do terreiro e para o Bankoma aprendi a costurar, a pensar a fantasia, a produzir a festa. Vida longa a esse coletivo artístico e cultural', diz emocionada a foliã Claudia Santos que desfila no bloco há 10 anos. O Bankoma ainda desfila no sábado (10.02), no circuito Osmar.

Sobre o projeto

Gerido pela Secretaria de Cultura, o Programa Ouro Negro credenciou 91 entidades para o carnaval de Salvador nos segmentos afro, índio, afoxés, samba e reggae de Salvador. Em 2018 o projeto comemora dez anos e ao longo deste período vem apoiando e reconhecendo o legado e a importância da cultura negra para o carnaval, como forma de manter a plasticidade, beleza e identidade desses blocos na avenida, assim como a maior participação da juventude, transmitindo o legado para as novas gerações.

Foliões se divertem no Centro Histórico ao balanço do Reggae O Bloco

Ritmos jamaicanos ecoaram pelas ruas do Centro Histórico quando 'Reggae O Bloco' ainda apontava na saída da Rua Chile. As cores verde, amarelo e vermelho representadas nas bandeiras e nos abadas dos mil e cem associados presentes nesta quinta-feira (08), tornou mais colorido o Carnaval Ouro Negro 2018 e mais vívida a ladeira da Praça Castro Alves.

Ao som da Banda Dissidência, Ed Vox, discotecagem de DJ Branco e Woston do Reggae, a agremiação entoou cânticos em homenagem a Haile Selassie, antigo imperador da Etiópia e respeitado pelos amantes da cultura Rastafari. 'A gente está trazendo para um pouco da cultura Rasta para o carnaval, a resistência e a auto-afirmação', explicou Abraão Macedo, um dos diretores do bloco.

Reggae, o bloco desfila no contra fluxo e muitos foliões pipoca seguiram o trio do reggae em direção ao Campo Grande. Mas quem ganhou destaque dentre os inúmeros foi a associada Nélia Bispo. Aos 63 anos, apesar de ser considerada a 'vovó' do reggae, transborda jovialidade e relata que viu o bloco nascer. 'Espero o ano todo pra curtir o reggae na Avenida, minha melhor companhia é a música e assim será por muitos carnavais', afirma.

Reggae O Bloco completou 12 anos em 2018. A expectativa em 2019, de acordo com Abraão é alcançar 2 mil foliões, garantir uma atração de peso, investir num trio maior e oferecer uma melhor estrutura aos seus associados para deixar cada vez mais bonito a representatividade do reggae na Bahia e no Brasil.

Carnaval Ouro leva 91 entidades de matrizes africana para avenida

Das mais de 200 atrações que o Governo do Estado está apoiando no Carnaval de Salvador, 91 são entidades de matrizes dos povos africanos e tradicionais, como Olodum, Ilê Aiyê, Cortejo Afro e Filhos de Gandhy. Elas vão desfilar por meio do Carnaval Ouro Negro, que comemora dez anos de criação, se mantendo como um dos mais significativos projetos do governo estadual, sob a organização da Secretaria de Cultura (Secult).

Ao longo deste período, o projeto vem apoiando e reconhecendo o legado e a importância da cultura negra para o Carnaval, como forma de manter a plasticidade, beleza e identidade desses blocos na avenida, assim como a maior participação da juventude, transmitindo o legado para as novas gerações.

Para o governador Rui Costa, a preocupação do Governo, que definiu como tema do Carnaval do Pelourinho deste ano os ‘220 anos da Revolta dos Búzios - Igualdade e Liberdade’, o apoio às entidades afro também busca “reafirmar a luta do povo negro, do povo de Salvador, da história da Bahia, que foi de conquista de afirmação da negritude, da cultura negra”. Segundo Rui, “nada melhor do que o momento do Carnaval para tentar reafirmar essa história que muito nos orgulha”.

As entidades estão subdivididas nas categorias Afro, Afoxé, Samba, Reggae e Índio e foram credenciadas para desfilar nos circuitos Batatinha (Pelourinho), Osmar (Campo Grande) e Dodô (Barra/Ondina). Entre os representantes da categoria afro, blocos de grande expressão popular como o Olodum e o Ilê Aiyê.

Também participam blocos como Cortejo Afro, Muzenza, Malê Debalê, Mangangá e Bankoma, além de grupos a exemplo da banda Didá, Tambores e Cores, Swing do Pelô, Okanbi, entre outros. O segmento afoxé será representado por agremiações como os Filhos de Gandhy. Os blocos de samba pelo Alerta Geral, que, na noite quinta-feira (8), realizou o tradicionalmente abre-alas, no Circuito Osmar (Campo Grande).

 

Fonte: SeculiBa/Municipios Baianos

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