15/02/2018

Carnaval 2018 recuperou o espírito crítico com a classe política

 

A crise política brasileira não deu trégua neste Carnaval. Não apenas na rua, como era mais comum nos outros anos, mas também nos sambódromos do Rio e de São Paulo. As escolas de samba levaram para a avenida neste ano críticas sociais contundentes e muito diretas. O caso mais marcante foi o da Paraíso do Tuiuti, agremiação nascida no morro de mesmo nome, em São Cristovão, no Rio, que surpreendeu o público durante o desfile de domingo à noite e conseguiu enorme repercussão nas redes sociais. Com o samba enredo Meu Deus, Meu Deus, Está Extinta a Escravidão? a escola criticou as condições de trabalho no país e, de quebra, o atual Governo, responsável pela reforma trabalhista aprovada no ano passado.

Thiago Monteiro, diretor de Carnaval da escola, explica que o enredo foi escolhido por concurso. “O objetivo era tratar da exploração do homem pelo homem. Não só da escravidão negreira, mas dessa exploração que se estende por séculos, passando pelos egípcios, celtas, romanos e que continua nos dias atuais. Fazer uma pessoa trabalhar uma jornada de 12 horas, como as costureiras, por um salário às vezes abaixo do mínimo e com direitos mitigados, é perpetuar esse sistema”, diz.

Se a comissão de frente da escola trouxe O grito da liberdade, mostrando escravos saídos da senzala açoitados, o último carro veio com um vampiro vestido com a faixa presidencial, que lembrava Michel Temer. Ele estava em cima do carro chamado neo tumbeiro, ou seja, um navio negreiro dos tempos atuais. Na avenida foram ouvidos gritos de "Fora, Temer", relatou o jornal O Globo. Entre o último e o primeiro carro, o desfile de 29 alas e 3.100 componentes ainda trouxe os manifestoches, integrantes vestidos de verde e amarelo, cor que marcou os protestos a favor do impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff, sendo manipulados por uma mão invisível e encaixados em patos amarelos, símbolo das reclamações contra o antigo Governo feitas pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP). Eles carregavam nas mãos panelas, outro símbolo dos protestos. “Como falávamos da exploração do homem pelo homem queríamos incluir a mitigação dos direitos sociais. Através dos patinhos você representa uma situação anterior na qual os direitos eram bem protegidos e a partir do momento em que uma nova ordem política toma o país você tem novas reformas que, na ótica da escola, tiram direitos sociais de uma parcela da população. A escola quis questionar se quem pediu essa mudança não é também vítima. Essa pessoa que foi para a rua não tem esses direitos cortados também?”, explicou Monteiro.

As críticas explícitas da Paraíso do Tuiuti deixaram em silêncio os comentaristas da TV Globo, que transmite ao vivo os desfiles de Carnaval. Enquanto as alas anteriores eram explicadas em detalhes, a dos manifestoches recebeu um rápido e único comentário de "manipulados, fantoches", logo cortado para um "Jú, 120 [centímetros] de quadril", em referência à passista mostrada em seguida na imagem. Nas redes sociais, a escola foi louvada pela "coragem" das críticas. “No pré-Carnaval, quando foi divulgado o tema do enredo, já tivemos uma repercussão interessante, mas esta repercussão muito grande após o desfile nos surpreendeu. Estamos muito felizes”, destacou o diretor de Carnaval. Mas houve também quem, na Internet, considerasse o desfile um "desserviço" digno de rebaixamento.

Mais críticas

A Mangueira também trouxe, na primeira noite de desfiles do Grupo Especial carioca, uma crítica direta ao atual prefeito do Rio, Marcelo Crivella, que apareceu representado em um dos carros alegóricos como um boneco de Judas, do tipo que é malhado no Sábado de Aleluia. O boneco do político evangélico era acompanhado da frase: "Prefeito, pecado é não brincar o Carnaval". A escola fazia críticas ao corte, por parte da Prefeitura, da metade da verba destinada às escolas de samba e tinha como enredo "Com dinheiro ou sem dinheiro, eu brinco". A Beija-Flor, que desfilou na noite desta segunda, também trouxe um Carnaval político para a Sapucaí. Com o enredo Monstro é aquele que não sabe amar. Os filhos abandonados da pátria que os pariu abordou o descaso com crianças e adolescentes pobres, fazendo uma conexão com a corrupção. Em São Paulo, também houve crítica política, com a volta da X-9 Paulistana ao Grupo Especial, no sábado — o carro A Casa da Mãe Joana trouxe políticos, alguns com a faixa presidencial, e juízes representados sujos de lama e com malas de dinheiro e notas na cueca.

Leonardo Bruno, colunista do jornal Extra e jurado do Estandarte de Ouro, prêmio extraoficial do Carnaval do Rio, acredita que as escolas de samba nunca tiveram muito esse papel de serem tão criticas à sociedade, algo, para ele, mais incorporado pelo Carnaval de rua. "As escolas sempre tiveram uma característica diferente, tanto é que o samba enredo é considerado uma música de gênero épico, que narra os grandes acontecimentos, as grandes conquistas, as grandes realizações", destaca ele. "Agora, por outro lado, o que a gente observa é que nos momentos de maior convulsão, quando a sociedade está mais necessitada de dar um grito contra alguma coisa, elas aparecem representando esse papel de crítica social e política", acredita ele. Ele destaca que isso foi visto em outros dois momentos na história das escolas. Um, na virada dos anos 60 para 70, auge da ditadura militar no Brasil. Três enredos marcantes, nesta ocasião, falavam sobre a liberdade. O primeiro, em 1967, quando a Salgueiro desfilou A história da liberdade no Brasil. Dois anos depois, em 1969, a Império Serrano falou sobre os Heróis da Liberdade. E, no Carnaval de 1972, a Vila Isabel levou o enredo Onde o Brasil aprendeu a liberdade. Era um momento em que a censura estava no auge e as escolas deram vazão a esse grito represado pela liberdade.

Em meados dos anos 80, destaca ele, a Caprichosos de Pilares e a São Clemente também falaram sobre o momento conturbado da abertura política no Brasil, quando o povo ainda não votava. Elas levaram para a avenida o grito de Direitas Já! e usavam faixas falando sobre a Constituinte. "Eram enredos muito críticos para a época", relembra Bruno. Houve também, em 1989, o célebre desfile da Beija-Flor, em que Joãosinho Trinta produziu um Cristo mendigo, para criticar a pobreza, mas a alegoria acabou proibida pela Justiça, a pedido da Igreja. Já no final da década de 90 e nos anos 2000, quando o país viveu mais estabilidade política e econômica, os enredos críticos foram mais deixados de lado, ressalta o jornalista. "Temos que pensar como sociedade em que momento estamos como país, porque as escolas refletem o que se passa nas ruas. Para essas críticas terem chegado à Sapucaí é porque o momento é de uma crise muito grande. As escolas de samba, em geral, são o último ponto onde chega essa voz crítica, elas resistem muito. É um momento de convulsão em todos os níveis de Governo."

Em ano eleitoral, o samba caiu de boca na política

Pecado é não pular o Carnaval", provoca a Estação Primeira de Mangueira, numa referência ao prefeito do Rio de Janeiro e pastor evangélico, Marcelo Crivella. "Desobedecer para pacificar", canta a Mocidade Independente de Padre Miguel. "Liberte o cativeiro social", pede o coro do Paraíso do Tuiuti. "Salve a imigração", saúda a Portela.  Em São Paulo, a Império da Casa Verde usa a Revolução Francesa para falar do caos na política brasileira, com guilhotina e tudo. Será que o brasileiro decidiu levar a revolta para o Sambódromo? A RFI Brasil conversou com o antropólogo Roberto DaMatta, autor do livro "Carnavais, Malandros e Heróis", e com o presidente da Portela, Luiz Carlos Magalhães, para entender o fenômeno.

O Brasil como um "monstro Frankstein", carente "de amor e de ternura". "Troca um pedaço de pão por um pedaço de céu." "Ganância veste terno e gravata, onde a esperança sucumbiu." O samba-enredo da Escola de Samba Beija-Flor de Nilópolis arrancou aplausos antes mesmo do Carnaval, e deverá ser um destaques do panteão carioca em 2018.

A escola de samba manda um recado ao prefeito do Rio, Marcelo Crivella, pastor evangélico que cortou grande parte das verbas destinadas ao evento. A política, aliás, nem sempre esteve tão presente na avenida, como nos conta o presidente da Portela, Luiz Carlos Magalhães. "A tradição de enredos críticos é de algumas escolas", explica Magalhães. "Por exemplo, uma tradição da Caprichosos de Pilares, uma escola que passa hoje por enormes dificuldades, não se sabe nem se ela vai desfilar... E a São Clemente, que é uma escola mais crítica, mais irônica. As outras não têm muito esse perfil, trazem mais enredos culturais. Esse ano é que houve essa mudança de rumo", afirma. Para o presidente da Portela, "o povo ficou mais informado, com todo esse malefício dos escândalos". "Ele ficou mais politizado, se decepcionou com os políticos que elegeu. Isso de alguma forma deve ter um efeito muito grande, assim nós esperamos, nas eleições [de 2018]", continua. "No campo das marchinhas, quase inexistentes hoje, é onde a crítica é muito mais direta", afirma Magalhães.

Carnaval como espelho invertido da sociedade brasileira

"O Carnaval de certa forma revela o fundo da sociedade brasileira", analisa o antropólogo Roberto DaMatta. "Ele inverte, traz o fundo do poço para cima, como virar uma bolsa de cabeça para baixo ou uma roupa do avesso. Numa sociedade brasileira, onde tudo é proibido, uma sociedade que teve também reis, imperadores, que teve uma aristocracia pesadíssima com escravidão negra, uma sociedade que é patronal, familística, e que, como em quase todas as sociedades tradicionais (como no caso romano ou na França pré-revolução Francesa), estavam inscritos na dinâmica destas sociedades determinados momentos orgiásticos, onde se podia fazer tudo", diz DaMatta. "Evidentemente está acontecendo uma mudança, é popular. E popular no Brasil não tem a ver com cidadania, como no caso francês – foi o povo quem fez a Revolução Francesa", afirma. "Acho que nos últimos anos a ênfase na escola de samba diminuiu, e acho que vai diminuir mais, por causa do problema com a política, o populismo. [...] Não haverá mais dinheiro para distribuir para a escola de samba, e esse carnaval que aparece nos blocos, um carnaval atomizado como sempre foi – várias coisas acontecendo ao mesmo tempo – tiram a centralidade das escolas de samba, o que é uma mudança razoável", diz o antropólogo.

Politização deu o tom no carnaval do Rio de Janeiro. Por João Soares

A folia que tomou conta do Rio de Janeiro foi marcada por uma forte politização, no Sambódromo e nas ruas. Na avenida, foi a mais intensa observada em quase três décadas. Entre as 13 escolas de samba do Grupo Especial, a elite do Carnaval carioca, sete irão apresentar enredos de cunho político-social. Enquanto a Beija-flor lembra os "filhos" abandonados pela pátria, a Mangueira exalta a cultura de rua como expressão não alienada. A São Clemente, por sua vez, lembra o incêndio no prédio da Escola de Belas Artes da UFRJ, ainda sem solução.  Vencedoras da edição anterior, Mocidade Independente e Portela bradam contra a intolerância e reivindicam a integração entre os povos. Já o Paraíso do Tuiuti lembra as novas formas de cativeiro, ao passo que o protagonismo das mulheres negras é tema central na escolha do Salgueiro. O último boom de enredos politizados havia sido observado na redemocratização, período que tem como marco o tema escolhido pela Imperatriz Leopoldinense em 1989. Com "Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós", a escola exaltava os 100 anos da proclamação da República.

Pesquisador do Carnaval, o historiador Luiz Antonio Simas esclarece que a festa sempre reflete a conjuntura do país ou da cidade: "É uma festa tensionada. Na época da abolição, os Carnavais abordaram o tema com muita força. O mesmo aconteceu durante a Segunda Guerra Mundial." A politização dos enredos neste ano ocorre justamente após um corte de 50% na verba destinada pela prefeitura do Rio às escolas. Em vez de R$ 2 milhões, cada escola passou a receber R$ 1 milhão anual.

Na época da redução, o prefeito Marcelo Crivella argumentou que o dinheiro poupado poderia ser usado para a alimentação de crianças nas creches do município em 365 dias do ano, em vez de numa festa que dura apenas três dias. A decisão inspirou o carnavalesco da Mangueira, Leandro Vieira, a idealizar o enredo "Com dinheiro ou sem dinheiro, eu brinco" para este ano. "A motivação é o avanço do pensamento conservador na política nacional, que ficou evidente no Rio com a chegada do Crivella à prefeitura. Existe uma tentativa de enfraquecer as manifestações culturais da cidade, e o enredo é uma resposta a isso. É um posicionamento político as escolas desfilarem neste ano", afirma.

Simas, por sua vez, ressalta que a crise das escolas é bem anterior ao início da atual gestão municipal. "A partir dos anos 1960, elas começam a se virar para a indústria do turismo e entretenimento. Esse movimento chega a um ápice 30 anos depois, com os enredos patrocinados. Assim, foram perdendo as relações de afeto com a sociedade", diz o historiador. E acrescenta que, em um contexto de crise econômica e sem o apelo popular de outras épocas, as agremiações se viram obrigadas a buscar uma reaproximação de suas bases. "É a única forma de recuperarem o protagonismo. Paradoxalmente, a crise pode salvar as escolas." Todavia, seria um engano pensar que a politização continuará em alta nos enredos dos próximos carnavais. "A cultura da malandragem não é do enfrentamento. As escolas sempre negociaram com as circunstâncias, desde 1930. Uma escola que traz um enredo de cunho social neste ano pode falar de uma empresa de tubulação no próximo Carnaval", diz Simas.

Humor como forma de protesto

No Carnaval de rua, a politização da festa já é sentida há mais tempo. Blocos com décadas de tradição, como Simpatia é Quase Amor e Barbas, foram criados no contexto da redemocratização, assim como a Sebastiana, associação que reúne blocos da Zona Sul e Centro do Rio. Em 2014, na esteira da efervescência de junho do ano anterior, foi criado o Ocupa Carnaval, movimento que reúne 35 blocos do Rio e desfila em dois dias da festa com seu próprio cortejo. Todos os anos, paródias de marchinhas tradicionais são atualizadas para o contexto político do momento. "Por meio de brincadeiras lúdicas, que aproveitam o humor, a arte e a alegria, fazemos política. Reunimos coletivos que veem no Carnaval um meio de lutar contra a mercantilização da cidade e defender a ocupação das ruas", explica Tomás Ramos, saxofonista que toca em diversos blocos da cidade.

A presidente da Sebastiana, Rita Fernandes, identifica uma politização mais forte dos blocos neste ano, fruto da situação política nacional e regional. Além das reivindicações contra todas as formas de intolerância e pelo direito de ocupar as ruas, a associação levanta a bandeira "Fora, Crivella" neste ano. "O Carnaval de rua corre o risco de acabar no Rio. Organizamos os blocos por amor à festa e à cidade, não somos profissionais. Fomos proibidos de ter patrocinadores que não sejam os oficiais do evento, e o endividamento está no limite do impossível. Além disso, não há diálogo com a Riotur [Empresa de Turismo do Município]", critica. Fernandes diz que só foi convidada para uma reunião com a Riotur para discutir o Carnaval deste ano. Procurada, a assessoria do órgão alega que foram realizadas mais de dez reuniões entre a Riotur e a representante da Sebastiana durante o período do pré-Carnaval, assim como encontros com outras associações de blocos.

"Não é não"

A tendência global de mobilizações femininas pela conscientização sobre o assédio contra a mulher encontra ressonância no Carnaval de rua do Rio. Desde o ano passado, o coletivo "Não é não" distribui tatuagens temporárias às foliãs com a frase que dá nome ao movimento. No ano passado, três mil foram entregues na cidade. Neste ano, foi organizado um financiamento coletivo, e o número de tatuagens subiu para 27 mil. Além disso, a campanha foi expandida para Bahia, Distrito Federal, Minas Gerais, São Paulo e Pernambuco.

"A escolha da tatuagem em vez do adesivo serve para mostrar que o assédio é sentido na nossa pele. Nosso objetivo é conscientizar, mas também formar uma rede de apoio entre mulheres", diz Luka Borges, uma das idealizadoras da iniciativa. "Tivemos a ideia quando uma amiga foi assediada em uma roda de samba e percebemos que todas tínhamos um caso, mas não falávamos sobre isso."

No ano passado, as denúncias de violência sexual aumentaram em 90% na cidade. Por isso, a Comissão de Defesa da Mulher na Câmara dos Vereadores do Rio criou a campanha #CarnavalSemAssédio. Serão distribuídos 250 mil leques de papel com a mesma mensagem inscrita nas tatuagens. "No verso, há um passo a passo sobre como proceder em caso de assédio. O público-alvo são as mulheres, mas a ideia é alcançar os homens também. A gente não rompe com esse processo de machismo se não dialogar com eles. Pensamos no leque pela utilidade prática no verão carioca”, detalha Marielle Franco, presidente da Comissão.

Paraíso do Tuiuti pergunta se a escravidão acabou no Brasil

Com o samba-enredo "Meu Deus, Meu Deus, Está Extinta a Escravidão?", a Paraíso do Tuiuti fez um dos desfiles mais marcantes do Carnaval de 2018 no Rio de Janeiro. A escola de samba de São Cristóvão relembrou o histórico da escravidão no Brasil, a Lei Áurea e chegou até o momento político atual, com críticas à reforma trabalhista do presidente Michel Temer — que foi retratado como vampiro em um dos carros. "Eu sou um vampiro que representa o presidente da República", disse à agência de notícias AFP o professor de história Leo Morais, de 39 anos, enquanto era maquiado. "As escolas de samba têm uma função social", disse. "Elas representam as pessoas comuns". A Sputnik Brasil acompanhou os desfiles na Marquês de Sapucaí e notou o desconforto nas áreas mais nobres do sambódromo durante o desfile da Paraíso do Tuiuti. Já nas arquibancadas, o clima era outro com cantoria e dança.

Tuiuti: sem fantasia, o samba que já entrou na História

Há sambas que, ganhando ou mais frequentemente não vencendo o concurso oficial do desfile das escolas de samba no Rio, a gente sabe, ao ouvir, que entraram para a História. como fez o inesquecível “Canudos” da União da Ilha, em 1976. São aqueles que conseguem arrancar de nós as memórias atávicas, as histórias que nos escondem, os orgulhos que sobrevivem. O samba e o desfile da Paraíso do Tuiuti - vencedores  sem contestação na preferência popular mas, provavelmente, nada além disso nos “júris” oficiais – são destes que serão lembrados anos a fio, por tudo o que têm de qualidade poética, crítica social e humor político dos mais ácidos. Uma maravilha que me manda o amigo Celso Vicenzi, como a lembrar o que pode ser o carnaval sem megapatrocínios, tapetes e astronautas voadores, que reproduzo abaixo, sem a solenidade do desfile, sem as roupas e  adereços brilhantes, mas com os homens e mulheres da vida real. Que cantam, sem fantasia, o que é pura realidade e tanta gente só enxerga e sente na Passarela.

 

Fonte: El País/RFI/CartaCapital/Sputinik Brasil/Municipios Baianos

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