15/02/2018

Farra aérea: O algoritmo da mídia e o jatinho do Huck

 

Estou ainda esperando que algum jornal se interesse pela notícia, que Luciano Huck e sua mulher, Angélica, através de uma empresa de propriedade de ambos, retiraram R$ 17,71 milhões  do BNDES para a compra de um jato executivo, de dez lugares, num financiamento para lá de subsidiado, com juros de 3% ao ano. Verdade que a notícia foi divulgada em um sábado, verdade que é carnaval e a apuração dos jornais claudica. Mas não é uma fofoca, um “dizem”, um “falaram que”. É notícia na veia. Os documentos estão explícitos e as fontes são a Receita Federal, a Agência de Aviação Civil e o próprio BNDES. Quer ter ideia se o assunto é jornalístico? Substitua o nome de Huck pelo de qualquer presidenciável.

Empresa de Lula pegou R$ 17,7 mi no BNDES para comprar seu jatinho

Empresa de Alckmin pegou R$ 17,7 mi no BNDES para comprar seu jatinho

Empresa de Bolsonaro pegou R$ 17,7 mi no BNDES para comprar seu jatinho

Empresa de Ciro Gomes pegou R$ 17,7 mi no BNDES para comprar seu jatinho

Empresa de Marina pegou R$ 17,7 mi no BNDES para comprar seu jatinho

E, se fosse a empresa de qualquer um deles, interessaria saber a fonte das receitas para pagar este luxo. Se não são receitas próprias, mas operações cruzadas, de outras empresas, dos próprios ou de terceiros, interessam, quando se trata de alguém que “cogita” governar o Brasil, o que inclui nomear a direção do BNDES.

PP-HUC não é notícia, mas seriam os imaginários PP-LUL, PP-ALC, PP-BOL, PP-CIR ou PP-MAR?

Como profissional de imprensa há 40 anos, ainda me constranjo com este filtro, ainda mais no momento em que o “escândalo” é a preferência nacional, em detrimento do pensamento de fundo sobre a realidade do país. Não se pode reconhecer autoridade moral na mídia para reclamar das “fake news” e do Facebook, se elas utilizam as “seletive news” de forma descarada. Não é melhor uma editoria censória do que um algoritmo “escondedor”. Estou longe de pretender créditos ou louros por uma apuração para lá de básica, que não exige senão um acesso à internet para obter a documentação. Muito menos em aumentar os acessos e a publicidade, porque estaria publicando peitos e bundas, em lugar de jatos glamourosos (como, aliás, sobram na grande mídia…) Meu ofício me ensinou – já mudaram isso, não é? – que jornalista não é notícia e que sua majestade é o fato. E o fato está lá, escancarado. À espera de que o algoritmo da mídia o faça virar notícia.

O dilema existencial (e comercial) de Luciano Huck

O Painel da Folha traz hoje uma história que dá medida do grau de oportunismo e ridicularia a que chegou a política para as elites dominantes deste país: Fernando Henrique Cardoso não foi o único político procurado por Luciano Huck. Após consultar o cardeal tucano, o apresentador reativou pontes com as cúpulas de partidos que, em algum momento, acenaram à sua candidatura ao Planalto, como o DEM. A todos, externou dúvida profunda. Pediu conselhos e ouviu que as decisões mais difíceis são aquelas que se tomam na solidão. Disse ter medo de se lançar e depois ser traído. Se quiser disputar, avisaram, terá que abraçar o risco”. A amigos, Huck tem dito que muda de opinião sobre se candidatar à Presidência “pelo menos umas cinco vezes por dia”. O apresentador confessa ter medo de “entrar numa aventura” e, depois de já ter saído da Globo, “puxarem seu tapete”, acabando sem contrato com a emissora e sem a eleição.

Reparem como até mesmo para uma negociação que fosse meramente comercial já seria um processo de “leilão” grosseiro. Em se tratando de uma questão cívica, pública, relativa ao futuro de uma nação de 208 milhões de habitantes, uma das maiores economias do mundo, é algo mais que ridículo, repugnante. Imagine a cara das raposas da política depois que o rapaz se retira, a estupefação com um “líder vitorioso” que não sabe para que lado vai. “Muda de opinião pelo menos cinco vezes por dia”… O medo da “aventura”, como se lê, é comercial. “Acabar sem contrato com a emissora”… O Hamlet huckiano põe um saco de dinheiro no lugar do famoso crânio da peça… Talvez lhe fossem úteis as palavras do terceiro ato, como advertência: “Tal como alguém que empreende dois negócios ao mesmo tempo, mostro-me indeciso sobre qual inicie,  acontecendo vir ambos a perder.”

Empresa de Huck pegou R$ 17,7 mi no BNDES para comprar seu jatinho

O empresário e apresentador de TV Luciano Huck recebeu, do BNDES, um empréstimo de R$ 17, 71 milhões para comprar o jatinho Phenom 505, , prefixo PP-HUC,  que usa em seus deslocamentos. O crédito, tomado pela Brisair Servicos Técnicos Aeronáuticos Ltda, empresa pertencente a ele e à mulher, Angélica, foi obtido pela linha do Finame (financiamentos a máquinas e equipamentos), a juros de 3% ao ano, 5 meses de carência e outros 114 meses para pagamento, funcionando o Itaú como operador do financiamento. O documento do BNDES pode ser obtido por qualquer um na página de consultas do Banco. A Brisair, que funciona em parte de uma sala na Barra da Tijuca, no seu registro na Receita Federal, consta como tendo atividades de “consultoria em gestão empresarial, exceto consultoria técnica específica” e, secundariamente, “administração de caixas escolares” e “atividades de apoio à educação, exceto caixas escolares “. Seus sócios, como também está nos dados da Receita, são Luciano Huck e Angélica Kysivikis Huck. O documento que lhe atesta a propriedade está no Registro Aeronáutico Brasileiro.

Espera-se que Luciano não reaja como fez em 2005, quando mandou uma carta agressiva para a Revista Contigo, de fofocas de “celebridades” desmentindo o que ela publicara: que ele havia comprado um helicóptero de R$ 1 milhão de reais, na época, e escolhido prefixo PR-KIM para homenagear o filho. Queixou-se em termos duros da revista, a quem acusou de publicar “informação infundada, sem critérios jornalísticos de apuração e publicada de forma não responsável e que pode, de alguma forma, prejudicar a paz e tranqüilidade que eu e minha esposa esperamos poder construir e proporcionar para nosso filho. Nós esperamos que ele tenha uma infância normal e feliz”.

Ele mesmo admitia, porém,  que o helicóptero era da Brisair e que era um dos sócios da empresa. A informação, portanto, não tinha nada de infundado. E tanto era assim que, partindo dela, resolvi procurar aeronaves com prefixo HUC e…bingo! Pega pela vaidade pueril, a compra com financiamento subsidiado, desmonta o discurso do “é meu porque comprei com o meu dinheiro”. Não, foi com o nosso, a juros subsidiados. Se eu quiser comprar um carro popular, vou pagar 25% ao ano. Huck, nos mesmos 12 meses, paga 3% com sua empresa que nem mesmo tem a atividade de táxi aéreo no registro. Se ele a aluga, deve ter as notas fiscais, pois não? Duvido. Alguém que “estuda” ser Presidente da República tem de dizer o que acha disso. Não vale, como os juízes fizeram com o  auxílio-moradia, apenas dizer que ‘é legal” e se “estão dando, eu pego”. Não se está chamando de ilegal, mas de imoral. E, por favor: nada de alegar “informações infundadas’, ok? Os documentos estão linkados, são públicos e oficiais.

O jato de Huck, a lei e a ética jornalística. Por Fernando Brito

A Folha, afinal, reproduziu a informação, publicada em O Tijolaço, de que Luciano Huck recebeu um financiamento, a 3% ao ano, para a compra de seu jato particular (o nome é esse, sem rodeios) através do BNDES. Fez com o devido crédito ao Tijolaço, embora, diferente do que se faz aqui, quando a notícia é da Folha, sem o link para a informação original. É a matéria mais lida do site do jornal, mas o título original – “Huck usou empréstimo de R$ 17,7 mi do BNDES para comprar jatinho” -foi  substituído, na capa, por “Empresa de Huck emprestou R$ 17,7 mi do BNDES para comprar avião”.

Emprestou?

Pau que dá em Chico  pode acariciar Francisco, como se vê. Ou, pra usar o slogan daquela rádio: ” em 20 minutos tudo pode mudar”. Mas isto é assunto para aulas de jornalismo comparado que, lamentavelmente, se tornaram assunto de primeira linha. As “defesas” de Huck centram-se em dois pontos: não é ilegal e foi concedido durante o governo Dilma Rousseff. Ambas passam longe do questionamento essencial: o ético. Porque, desde a notícia postada,  não se acusa o apresentador de qualquer ilegalidade, mas pela imoralidade de ter usado uma linha de fomento a atividade empresarial para financiar um veículo particular – como  o meu carro ou o seu, com uma “cobertura” empresarial. Meu Ford Fiesta 1.0 não está no nome do Blog Tijolaço Comunicação e não é, portanto, despesa operacional para efeitos fiscais. Não creio que um Phenom 500, de dez lugares, o deva ser.

Se a empresa Lils , do ex-presidente Lula. tivesse comprado os famosos pedalinhos, isso poderia ser legal, mas seria escandaloso. Com Huck, não é. Ou os outros jornais, menos pudicos que a Folha, estariam reproduzindo agora o que parece ser imoral. A Brisair comprar o Phenom, com dinheiro subsidiado, não é? Não é o mesmo que um caminhoneiro comprar um Scania para transportar soja. A “defesa” de que foram centenas de milhares de contratos do Finame  é uma furada. Os pequenos empresários são gratos ao BNDES, o crédito mais barato que têm, mas não podem pegar senão uma migalha do que Huck pegou.

Nunca sugeri que Huck deveria ser entregue a Sérgio Moro, embora ele receba da Petrobras por merchandising. A fugaz menção na Folha não me orgulha, me envergonha. Porque o fato é, escancaradamente, minimizado. Os 40 anos desde que, como estagiário de O Globo, sentei diante de uma máquina de escrever, me fizeram amar os fatos. Mesmo que isso me traga riscos e , até, certezas, de que não terei o direito de exercer a a minha profissão, senão por este caminho da independência O fato é fato quando é fato, ainda que abrandado em palavras de algodão.

Como Huck, Dória também pegou R$ 44 mi no BNDES para comprar jatinho

Para quem achava que são uma vergonha  os R$ 17,7 milhões que Luciano Huck pegou no BNDES com juros subsidiados para comprar um jato Phenom para seus deslocamentos, lamento informar que o escândalo é ainda maior. João Dória Júnior, que se orgulha de dizer que viaja pelo país e ao exterior com seu próprio avião, esqueceu de contar que o comprou com dinheiro do BNDES, a juros subsidiados, da mesma forma que o apresentador da Globo.

Mas em valor muito maior: R$ 44 milhões, embora pagando um pouco mais de juros (4,5% ao ano), bem menos do que nós, mortais, podemos pagar. Tecnicamente, o jatinho não é mais de Dória: assim que se elegeu, “passou” a empresa para o filho, que nunca teve renda alguma, exceto a mesada paterna.

Transferência, claro, de fachada, como o próprio Dória declarou em setembro do ano passado, ao divulgar  um vídeo dizendo que não usa dinheiro público em suas viagens: “Não uso dinheiro público, viajo no meu próprio avião. Hoje felizmente tenho condição de bancar minhas viagens. Vim para a vida pública para fazer diferente, para fazer melhor, com inovação, dedicação e transparência. “

Faltou, no quesito transparência, informar que foi pegar o dinheiro, em pleno Governo Lula, no banco público. Foi comprado por sua empresa, depois da eleição transferida a seu filho, em meados de 2010, embora só em junho de 2011 tenha registrado na Junta Comercial a mudança de atividades para “locação de aeronaves sem tripulação”. De novo, como  no caso da empresa de Huck, duvido que haja “locações” que não sejam de fachada. Desta vez, para a nossa imprensa “slow motion” não dizer que o Tijolaço “antecipou” – estava marcada para quando? E, para evitar que a tropa de advogados de Doria queira me arrancar o que não tenho e que não tirei nunca do BNDES ou de qualquer banco público, repito que a questão não é de legalidade: é de hipocrisia com o discurso de destruição do Estado  e da ficção de que o privado é “muito mais eficiente e honesto”. Financiado com dinheiro público, não é?

Planalto coloca Huck no radar e pressiona aliados

Sem expectativa de manter a unidade dos partidos aliados na eleição, o Palácio do Planalto mudou a estratégia e passou a elogiar o apresentador Luciano Huck, sob o argumento de que ele pode até mesmo ter o apoio do MDB, se for candidato à cadeira do presidente Michel Temer. O movimento foi calculado para reagir às articulações do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), na tentativa de mostrar que o MDB pode desequilibrar o jogo. Dono do maior tempo de TV na propaganda política, o partido de Temer não pretende avalizar Huck, que hoje flerta com o PPS. Com a nova tática, porém, demarca o território para deixar claro que, se não querem o seu "dote" por medo da impopularidade do presidente, um outsider na política pode levá-lo e sair na frente nessa corrida.

Nos bastidores, auxiliares de Temer dizem que tanto Alckmin quanto Maia fazem discurso público favorável à reforma da Previdência, mas, na prática, lavam as mãos e não ajudam a angariar votos para aprovar a proposta. A avaliação no Planalto é a de que os dois não têm interesse em fortalecer o governo em um ano eleitoral. Desde que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi condenado pelo Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4) a 12 anos e 1 mês de prisão, o centro político intensificou as negociações para encontrar um nome que possa herdar votos do petista, caso ele fique inelegível pela Lei da Ficha Limpa. O problema é que, até agora, todos os postulantes desse espectro patinam nas pesquisas de intenção de voto, e o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) está isolado no segundo lugar, atrás de Lula.

Agenda

Maia é um dos pré-candidatos que mais incomodam o Planalto porque, além de avançar sobre partidos da coalizão, critica o governo. Com relacionamento apenas protocolar com Temer, o presidente da Câmara projeta sua campanha com apoio do PP, PR, PRB, PHS e Solidariedade. Em recente reunião com o senador Ciro Nogueira, presidente do PP, o deputado Paulo Pereira da Silva - que comanda o Solidariedade - e os ministros Alexandre Baldy (Cidades) e Mendonça Filho (Educação), Maia pregou uma agenda "mais popular".

"O Orçamento da União está comprometido, mas não com novas políticas públicas que cuidem dos jovens", insistiu ele na reabertura dos trabalhos do Legislativo, em mais um discurso que contrariou o Planalto. "Falar a verdade é sempre o caminho para que a política se reconcilie com a sociedade."

Temer vai aproveitar a reforma ministerial, no fim de março, para condicionar a manutenção dos partidos na Esplanada ao apoio a um candidato que defenda o governo na campanha. Até hoje, porém, esse nome não apareceu. O titular da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD), é um dos que disputam a vaga, mas o próprio Temer disse preferir que ele continue no comando da economia. "Só vou tomar uma decisão no fim de março. Peru não morre de véspera", brincou o ministro, que, sem a chancela do PSD de Gilberto Kassab, pode migrar para o MDB. A decolagem de Alckmin, por sua vez, é vista com ceticismo no Planalto. O presidente e seus interlocutores, no entanto, mantêm diálogos frequentes com o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), pré-candidato ao Palácio dos Bandeirantes.

Embora amigos em comum de Temer e Alckmin tentem promover um encontro entre os dois para verificar se é possível algum acerto do MDB com o PSDB, nada foi marcado. "É importante conversar. O Brasil não precisa de guerreiros, mas, sim, de pacificadores", disse o governador ao Estado. Alckmin está preocupado com a falta de candidatos próprios do PSDB para lhe dar palanque em Minas e no Rio, dois dos três maiores colégios eleitorais, depois de São Paulo. A portas fechadas, correligionários de Temer comentam que o tucano poderá ser "cristianizado" na campanha, se não conseguir melhorar seu desempenho. "Michel, com sua alta popularidade, é que deve ser o candidato desse campo. Só ele tem condições de unir os aliados", ironizou o senador Renan Calheiros (MDB-AL), adversário político do presidente. Ministros do MDB argumentam que, se até abril a retomada econômica provocar uma sensação de bem estar social, Temer poderá ganhar pontos e tentar novo mandato. Observam, porém, que, caso sua aprovação permaneça baixíssima, ele não disputará para não ser submetido a um fiasco nas urnas. Nesse cenário, a tendência é que o MDB negocie um candidato a vice, apostando na eleição de grandes bancadas na Câmara e no Senado para voltar a dar as cartas no Congresso, a partir de 2019.

Maia nega que Luciano Huck possa ser candidato à Presidência pelo DEM

Na Sapucaí, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), negou na segunda-feira (12), a possibilidade de o apresentador Luciano Huck sair candidato à Presidência da República por seu partido. Huck já descartou que vá se candidatar, mas estaria tendo conversas com políticos sobre o processo de 2018 mesmo assim. “O DEM vai ter candidato a presidente, e o pré-candidato vai ser lançado em março. Temos o maior carinho pelo Luciano, mas nesse momento ele não faz parte do projeto do nosso partido. Vamos ter entre dez e 12 candidatos nos estados e no início de março vai ficar claro que o partido vai seguir seu próprio caminho”, afirmou. Sobre carnaval, Maia disse que a crítica à Reforma Trabalhista feita pelo Paraíso do Tuiuti em seu desfile, domingo, 11, foi por desinformação do carnavalesco (Jack Vasconcelos). A escola tinha uma ala, chamada “Guerreiros da CLT”, em que uma carteira de trabalho aparecia chamuscada, e o operário tinha vários braços, para simbolizar a sobrecarga de tarefas. Já a ala batizada de “trabalho informal” fez alusão à precarização do trabalho. A escola também fez crítica ao governo Michel Temer (MDB), que apareceu como um vampiro com uma faixa presidencial. O Tuiuti foi a agremiação mais mencionada nesta segunda-feira, 12, nas redes sociais por conta disso. “Tem que respeitar desfile ideológico. Só que as informações do carnavalesco não estão certas”, criticou Maia. “A gente vai ver em 2018 que a nova lei está gerando milhões de empregos. Tem que dar tempo ao tempo. A crítica é sempre importante, para que todos avaliem o governo, o Legislativo, o Judiciário. No caso da Trabalhista, os resultados já estão aparecendo: já tivemos redução de desemprego, nesse ano vamos ter mais de um milhão de empregos de carteira assinada. No próximo ano talvez a gente vai ter um desfile diferente”.

Ele voltou a dizer que é preciso informar bem a população sobre as mudanças na legislação. Referindo-se ao público do Sambódromo, falou das diferenças entre os pobres da arquibancada, que terão de trabalhar até os 65 anos, e os ricos dos camarotes, com necessidade de menos tempo de serviço para se aposentar.

Maia falou também de segurança. Disse que é preciso haver nova operação conjunta entre forças estaduais e federais para o combate à violência no Rio, e também que vai trabalhar junto ao governo para que se coloque no orçamento a construção de mais presídios federais, chegando a “20 ou 30 unidades”. O objetivo, ressaltou, é isolar chefes do crime organizado. “A gente já fez aquela primeira operação dos órgãos federais, que não foi o que a gente esperava, e vai ter que voltar. Além de endurecer a legislação de armas e drogas”, sublinhou. Segundo Maia, o Congresso demandará à Presidência a priorização do tema dos presídios.

Fonte: Por Fernando Brito, no Tijolaço/Tribuna da Internet/Agencia Estado/Correio/Municipios Baianos

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