16/02/2018

Feira: Secretária de Educação é condenada a indenizar sindicalista

 

A secretária de Educação de Feira de Santana, Jayana Ribeiro, e um internauta terão de indenizar em R$ 9 mil a diretora da APLB Feira- sindicato dos professores, Marlede Oliveira. Segundo o Acorda Cidade, o fato ocorreu durante a Jornada Pedagógica 2016.

À época, Jayana Ribeiro compartilhou um conteúdo considerado ofensa em rede social. Na mesma publicação, o internauta Nivaldo Brito teria chamado Marlede Oliveira de “psicopata, desequilibrada, alcoólatra e sem postura”.

Conforme a sindicalista, o processo não cobrava dinheiro e foi motivado pela liberdade de expressão da categoria e do direito de se manifestar.

Em nota ao Blog do Velame, a secretária negou as acusações e disse que não fez declarações de cunho ofensivo contra Marlede.

Jayana declarou que vai recorrer da decisão.

A secretária também afirmou que cada pessoa que fez comentários no post dela deve ser responsabilizado individualmente.

Bruno Reis quer Zé Ronaldo como vice na chapa de Neto

O prefeito de Feira de Santana, Zé Ronaldo (DEM), é mesmo o nome mais cotado como vice-governador na chapa de ACM Neto (DEM). Durante a concentração da Mudança do Garcia, o vice-prefeito Bruno Reis (MDB) revelou que foi feito um convite e o parlamentar será escalado no time.

“Zé Ronaldo é a maior liderança do interior da Bahia, pela expressividade de toda a região de Feira de Santana. Acho que não há nenhum candidato que tenha voto próprio como ele tem no interior. Ele soma em qualquer posição, mas do ponto de vista político, minha opinião é que ele ajuda mais como candidato a vice-governador”, declarou ao bahia.ba.

As posições da chapa dependem agora da decisão do atual prefeito de Salvador. “A partir do momento em que Neto definir sua posição como candidato a governador, nós vamos definir a posição que cada um vai jogar”, ressaltou Reis.

Prefeitura de Feira quita a última parcela do empréstimo das obras dos viadutos

A última parcela do empréstimo de US$ 11.737 milhões contraído pela Prefeitura Municipal junto à Corporação Andina de Fomento (CAF), para a execução do Projeto de Integração Urbana de Feira de Santana, que resultou na construção de sete viadutos, foi quitada nesta quinta-feira, 15, pelo prefeito José Ronaldo de Carvalho.

Na entrevista coletiva concedida na Sala de Imprensa Arnold Silva, no Centro de Apoio ao Feirense (CEAF), José Ronaldo pontuou os trâmites burocráticos deste contrato, submetido à aprovação do Senado Federal e da Presidência da República.

Firmado há cerca de 10 anos, na sua segunda gestão, o empréstimo teve quatro anos de carência e seis anos para ser quitado. A licitação internacional para a construção dos viadutos foi vencida pelo Consórcio TOP-Trenenge.

A última parcela

“Na época, gerou muita polêmica e dúvida, sobre a capacidade da Prefeitura de Feira contrair um empréstimo internacional. Diziam que iria endividar o Município, tornando-o administrativamente inviável. Hoje, tenho o prazer de, como prefeito, estar assinando a última parcela deste empréstimo”, comemorou Ronaldo.

Feira de Santana foi a primeira cidade brasileira a recorrer à Corporação Andina de Fomento. Trata-se de um banco multilateral com sede em Caracas que conta, em sua composição societária, com a participação de vários países da América do Sul, entre eles a Venezuela, Brasil, Argentina, Peru e Colômbia.

Inscrições para Pré-Vestibular Cidadão acontece dias 23 e 24

As matrículas para o Curso Preparatório para Ingresso ao Ensino Superior, o chamado Pré-Vestibular Cidadão, oferecido pela Prefeitura de Feira de Santana através da Secretaria de Desenvolvimento Social, em parceria com a Uefs, acontecerão nos dias 23 e 24, na sede, localizada na Igreja Avivamento Bíblico, à avenida Senhor dos Passos, 26.

Os interessados deverão apresentar os documentos pessoais (RG e CPF), título de eleitor - para maiores de 18 anos, e os homens, comprovantes de quitação com o serviço militar para maiores de 18 anos, de residência e de conclusão ou que está cursando o último ano do ensino médio.

Também deverá apresentar comprovante de Inscrição no CadÚnico (NIS): próprio, do pai ou da mãe. As vagas são destinadas exclusivamente aos estudantes egressos de escolas públicas. As aulas serão iniciadas no dia 5 de março.

O cursinho é opção para que estudantes de baixa renda se preparem para o Enem e concorrerem as vagas oferecidas pela UEFS (Universidade Estadual de Feira de Santana), no sistema de cotas.

MICARETA: Entrega de documentos para montagem de barracas no Point Universitário até dia 28

O prazo de inscrição para que estudantes universitários formandos interessados em montar uma barraca no Point Universitário, durante a Micareta de Feira de Santana, termina no dia 28 – foi aberto no dia 2 de janeiro.

O Point Universitário, neste ano, terá 30 barracas, com 25 metros quadrados, cada. Os espaços deverão ser explorados para a formação de fundos para a festa de formatura.

No ofício, deverão constar os nomes dos estudantes, com CPF e RG, atestando que a turma é de formandos. Cada turma terá direito a uma barraca no ano da formatura.

Mesmo prazo para quem vai montar camarotes no Circuito Maneca Ferreira

O mesmo prazo vale para que os foliões interessados em montar camarotes apresentem todos os projetos e documentos exigidos pela FPI (Fiscalização Preventiva Integrada).

Só poderão ser armados camarotes em áreas previamente estabelecidas e licenciadas pela Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer. Projetos e documentos deverão ser apresentado na reserva do espaço.

A documentação deverá ser entregue na Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer, à rua Estados Unidos, 37, Kalilândia.

A inscrição das bandas também foi aberta no dia 2 de janeiro. Entretanto, os interessados poderão fazê-la até o dia 19 de março, como prevê o Regulamento da Micareta de Feira de Santana, que acontece de 19 a 22 de abril.

A evolução da micareta de Feira ao longo dos tempos; Por Adilson Simas

A primeira festa momesca em Feira com o nome Micareta foi aberta no sábado, 27 de março de 1937, com o mesmo ritual dos tempos atuais: coroação das majestades e entrega das “chaves” da cidade ao Rei Momo. Era prefeito, Heráclito Dias de Carvalho.

Nos clubes, principalmente “25 de Março” e “Victória”, na famosa “Rua Direita”, hoje Conselheiro Franco, foram realizados bailes a fantasia reunindo a sociedade local, da região e até gente da “Bahia” (alusão aos moradores da capital).

Nas ruas, em especial também na “Rua Direita”, que foi o primeiro “quartel general” da folia, blocos, cordões, mascarados e batucadas (“As Melindrosas”, “Flor do Carnaval”, “Amantes do Sol”, etc) se encarregaram de encher de brilho o que hoje se denomina “sitio da festa”.

Ao longo do tempo, a micareta deixou de acontecer em razão da Segunda Guerra Mundial, e em 1964 por conta do “Golpe Março”. Mas em 1945 só não houve folia de rua, pois a “25 de Março” publicou edital anunciando a realização de quatro grandes bailes.

Concebida por personalidades notáveis da cidade, como Antonio Garcia, João Bojô, Mestre Narcisio, Maneca Ferreira, Manuel de Emilia, Álvaro Moura, Arlindo Ferreira e seguidores como Oscar Marques, Gilberto Costa, Carlos Marques, Ildes Meireles, Joselito Julião Dias, Osvaldo Franco e tantos outros escolhidos para presidi-la, a maior micareta do Brasil, cresceu e avançou.

No começo dos anos 70, na gestão do prefeito Newton Falcão, a prefeitura criou uma diretoria especial e assumiu totalmente a festa em 1971, “aposentando” as tradicionais comissões organizadoras que com o famoso “livro de ouro” visitavam pessoas e empresas buscando os recursos que bancavam a folia.

Ainda naquela década o prefeito José Falcão criou a Secretaria de Turismo para cuidar de toda a programação. Na seqüência, em 1975, instituiu concurso para a escolha do Rei Momo, não mais trazendo “Ferreirinha”, o Rei Momo do carnaval de Salvador. Já o prefeito Colbert Martins criou os primeiros camarotes e arquibancadas.

A micareta soube acompanhar os avanços da cidade. Os bailes à fantasia trocaram os salões da “25 de Março” e “Victória”, pelos amplos e modernos da Euterpe Feirense, Feira Tênis Clube, Clube de Campo Cajueiro e outros menores como Clube dos Comerciários, Ali Babá, Clube dos Sargentos e Clube dos Trabalhadores. Ressalte-se que Tênis e Cajueiro, criaram os bailes pré-micaretescos, “Uma Noite no Hawaí” e “Caju de Ouro”,  respectivamente.

Os desfiles e a animação popular, no começo na “Rua Direita” (desde a Conselheiro Franco até a Tertuliano Carneiro), chegaram às praças da Bandeira e João Pedreira, se expandiram pela avenida Senhor dos Passos e quando davam sinais que ocupariam toda a extensão da longa avenida Getulio Vargas, foram transferidos em 2000, na ultima micareta do milênio, para a avenida Presidente Dutra, na administração do prefeito Clailton Mascarenhas, que promoveu as primeiras melhorias.

Eunice Boaventura foi a primeira rainha da Micareta de Feira

O espetáculo do préstito momesco com ricos carros alegóricos (os últimos nasceram da imaginação do artista Charles Albert), conduzindo rainha e princesas arrancando aplausos - entre elas e em tempos diferentes, Eunice Boaventura, Doralise Bastos, Helenita Tavares, Sonia Cerqueira, Alda Lima Coelho, Maria Angélica Caribé, Ana Maria Nascimento e Sônia Menezes - cederam lugar aos carros sonoros conduzindo moças e rapazes com coloridas mortalhas do “Bloco do Caju”, “Fetecê”, “Mendonça” e outros.

Os blocos e batucadas, das primeiras folias, foram ganhando sucedâneos, de diversas origens, como o  “Pinta Lá”, dos servidores públicos municipais; os trio-elétricos, como o pioneiro “Patury” de Péricles Soledade, nos anos 50, deram lugar a máquinas potentes como a da banda “Chiclete com Banana”; as marchinhas de compositores da cidade (Carlos Marques, Juca Oliveira, Estevam Moura, Gastão Guimarães, Eliziário Santana, Adalardo Barreto, Arlindo Pitombo, Aloísio Resende, Dival Pitombo, Alpiniano Reis, Honorato Bonfim e outros), saíram de cena dando espaço a letras interpretadas por  “furacões” como Ivete Sangalo.

As escolas de samba e os cordões de antigas micaretas abriram alas para “Malandros do Morro”, “Unidos de Padre Ovídio”, “Império Feirense”, “Os Formidáveis” e “Marquês do Sapucaí”, que à exemplo das antecessoras entregavam a autoria dos seus enredos à nova geração de compositores da terra, entre eles Carlos Piter, Vadu, Roberto Pitombo, Edson Bonfim, geralmente pregando o grito de liberdade, ou exaltando o mundo do candomblé.

Eventos que anunciavam mais uma festa de momo, como “Grito de Micareta nos Bairros” com os cantores locais interpretando antigas e novas marchas e ranchos e o “Baile dos Artistas”, este surgido no final dos anos 60, reunindo os meios artístico-culturais e convidados ilustres, as vezes com transmissões ao vivo, foram substituídos por “levadas” e “feijoadas”, da mesma forma reunindo foliões e artistas, dias antes da abertura da festa.

Por fim, no lugar dos antigos serviços fixos de som, narrando a folia registrada nas ruas - “SPR Constelação, a voz do sertão, falando diretamente da marquise da Loja Pires para onde abrange toda a sua rede sonora” -, as numerosas equipes das emissoras de rádio e televisão transmitindo em tempo real, para a Bahia, o Brasil e o Mundo, os lances de uma micareta que preserva do passado a grande animação dos foliões.

Volume de água na lagoa da Terra Dura pode aumentar em até 70 por cento após revitalização

A retirada do material levado pelas águas das chuvas para as partes mais fundas vai revitalizar a lagoa da Terra Dura, que enfrentava processo de extinção devido ao assoreamento – acúmulo de areia e outros detritos. Recuperada, vai se tornar ponto de lazer e de pescaria.

O rebaixamento do solo será feito em toda a extensão da lagoa. Próximo a estrada, a sua profundidade vai passar de quatro metros. A expectativa é de que o volume de água represada aumente em até 70% em relação a capacidade atual. Além do reforço na parede principal, a lagoa vai ganhar um sangradouro.

E o serviço será acelerado porque o Fundo Municipal de Meio Ambiente destinou recursos para que seja contratada uma máquina adequada para fazer este serviço gastando menos tempo – atualmente estão sendo usadas escavadeiras. Em alguns pontos, o barro chega a dois metros de profundidade.

A lagoa, que é alimentada por nascente localizada no Parque da Cidade Frei José Monteiro Sobrinho, é uma das dez que estão em franco processo de revitalização, iniciativa da Prefeitura de Feira de Santana, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, e com parcerias com a iniciativas privada.

Lagoa pertence a microbacia do Subaé

Águas de nascentes correm para a lagoa da Terra Dura. Mas estas também enfrentam problemas com escassez devido a seca, que baixa o lençol freático de toda a região. O ambientalista João Dias, disse que a lagoa pertence à microbacia do Subaé. “Suas águas correm para o rio”. Nos períodos chuvosos, uma lâmina cristalina passa sobre a estrada, e alimenta o Subaé mais adiante, como em 2015.

Segundo ele, o material será retirado até a camada de piçarra, tipo de impermeabilizante natural que impede que a água seja infiltrada rapidamente. João Dias, que também trabalha na Secretaria de Meio Ambiente, disse plantio de árvores das espécies ripárias – aquelas que presentes nas margens de lagoas, como ingás, araticuns, quixabeira branca, entre outros, seguirá ao assoreamento.

Além do peixamento, diz João Dias, a lagoa da Terra Dura atrairá muitas aves, como garças, patos, paturis e marrecos, jacarés e a galinha d’água azul, vista recentemente no local, que está em processo de extinção. A lagoa fica a menos de um quilômetro do povoado que lhe deu nome.

 

Fonte: BN/Bahia.ba/Secom PMFS/Municipios Baianos

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