27/02/2018

Metade dos times baianos tem políticos e candidatos na presidência

 

Metade dos 16 times da primeira e segunda divisões do Campeonato Baiano é comandada por políticos. Dentre eles, três ocupam cargos eletivos e um é secretário municipal. Os outros quatro não têm mandato nem nomeação para funções públicas, mas são filiados a partidos e planejam voos mais altos, seja na disputa eleitoral deste ano ou de 2020.

Entre os oito cartolas que se dividem entre o futebol e a política identificados pelo Correio, cinco devem disputar as eleições de outubro. O deputado estadual Roberto Carlos (PDT) é um deles e vai em busca da reeleição. Ele é presidente e fundador da Juazeirense, atual líder do Baiano e em franca ascensão.

Colegas do pedetista na Assembleia Legislativa, Leur Lomanto Júnior (MDB) e Manassés (Pros) devem entrar na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados. O primeiro é presidente do Jequié, revelação do campeonato deste ano, enquanto o segundo comanda o Cajazeiras, que está na segundona do estadual. No ano passado, as duas equipes fizeram a final da divisão de acesso, vencida pelo time de Leur Júnior.

Zé Chico (DEM) é outro que planeja chegar à Câmara este ano, após ter amargado a suplência em 2014. Ele é presidente do Conselho Deliberativo do Fluminense de Feira e foi responsável pela elaboração do novo estatuto da equipe, que prevê a realização de eleições diretas para o comando do clube, a exemplo de Bahia e Vitória.

Já Rafael Damasceno (Podemos), presidente do Jacobina, não tem mandato, mas cogita candidatura a deputado estadual. Ele diz que as chances são pequenas, mas admite que pode entrar na disputa. Segundo ele,  há um desejo do partido de lançá-lo na corrida eleitoral, apostando na visibilidade conquistada durante os seis anos em que comanda o clube.

Os outros três cartolas-políticos não vão disputar as eleições deste ano. Porém, miram a vaga de vereador em seus municípios na sucessão de 2020. Um deles é Eduardo Mesquita (MDB), presidente do Conquista FC, time que estava parado há 20 anos e que vai disputar a segunda divisão do Baiano. Ele já foi vereador de Vitória da Conquista duas vezes, perdeu na disputa de 2012 e cogita retornar às urnas na próxima eleição municipal.

Na mesma cidade, quem também pode voltar à disputa é Eduardo Moraes (PCdoB), do Vitória da Conquista (Primeiro Passo). O comunista, que escreveu o primeiro estatuto do clube, tentou chegar à Câmara Municipal em 2016, mas não foi eleito.

Raimundo Queiroz (sem partido), presidente do Atlético de Alagoinhas, completa o time dos cartolas que estão na política. Atual chefe de Gabinete do prefeito Joaquim Neto (DEM), ele nunca disputou cargos eletivos, mas estuda entrar na corrida eleitoral de 2020, em busca de vaga no Legislativo da cidade.

Visibilidade

Apesar de se dividirem entre as duas paixões, os cartolas  dizem que não utilizam o futebol como trampolim para a política e vice-versa. Contudo, admitem que o esporte dá visibilidade, o que é um ponto positivo para a vida pública. Tanto é que o movimento de políticos envolvidos com equipes de futebol na Bahia deu um salto nos últimos anos. No entanto, dependem do sucesso de suas equipes, mesmo que não acreditem em retorno nas urnas.

“Futebol  não dá voto. Proporciona visibilidade, mas consome tempo terrível, com muita dedicação. Só assim para ter êxito. Se fosse um elemento que desse voto, Marcelo Guimarães (ex-presidente do Bahia e ex-deputado) tinha sido eleito para tudo”, avalia Roberto Carlos, que fundou a Juazeirense em 2008, após ter rompido com o Juazeiro, equipe tradicional da cidade.

Zé Chico, que já foi suplente do ex-senador João Durval, também não vê benefício político no futebol. “É o inverso. Se for para escolher entre a política e Fluminense, escolho o meu time. Até porque a política não está lá essas coisas”, pontua. Empresário do ramo da mineração, ele diz que, no esporte, céu e inferno são próximos. “No mesmo momento em que você está bem, pode estar em dificuldade. A ideia é não fazer do clube trampolim”, pondera.

Rivalidade entre cartolas novatos

Em lados opostos na Assembleia, Leur Lomanto Júnior, que lidera a bancada de oposição, e Marcos Manassés, da base governista, se enfrentaram dentro de campo na final da segunda divisão do Baiano. Em clima acirrado, os dois fizeram brincadeiras e provocações no Legislativo ao longo da disputa, vencida pelo Jequié, de Leur.

Os dois são os cartolas mais novatos. Leur, apesar da ligação antiga com o time, só virou presidente do Jequié ano passado. Já Manassés fundou o Cajazeiras em 2015, junto com o filho, Igor Manassés, que foi jogador profissional. Mas a relação do deputado com o futebol baiano começou antes, por meio de sua empresa, a On Soccer Brazil.

Com ela, Manassés fez, antes de criar a própria equipe, parcerias com Galícia e Jacobina, clube em que as relações foram marcadas por tensão e disputas de poder entre ele e o presidente, Rafael Damasceno.

No Atlético de Alagoinhas, Raimundo Queiroz é velho conhecido da torcida. Ele foi eleito presidente em 2016, mas já comandou o Carcará por três vezes. A primeira em 2003. Foi com Queiroz que a equipe conquistou seu melhor desempenho no Baiano - 4º lugar em 2009. O prefeito da cidade, Joaquim Neto, também é ligado à equipe, da qual foi médico.

Relação do futebol com poder é antiga

Apesar de ter se intensificado na Bahia nos últimos anos, a história mostra que ligação entre futebol e política é antiga. Um dos maiores exemplos é Osório Villas Boas, que foi presidente do Bahia na conquista do Brasileiro de 1959 e só deixou o comando da equipe dez anos depois. Na política, foi deputado estadual de 1967 a 1969. Ele morreu em 1999, a tempo de ver o  time bicampeão brasileiro em 1989.

Outro ex-presidente do Bahia, Paulo Maracajá também foi deputado estadual, entre 1983 e 1994. Pelo lado do Vitória, o ex-presidente Paulo Carneiro foi vereador de Salvador e deputado estadual por dois mandatos. Hoje, políticos atuam também nos bastidores dos dois maiores times do estado.

O atual presidente do tricolor, Guilherme Bellintani, foi secretário nas duas gestões do prefeito ACM Neto (DEM), mas no clube integra o movimento Simplesmente Bahia, que tem representantes também do governo estadual, como Cícero Monteiro, chefe de Gabinete do governador Rui Costa (PT). No Vitória, o deputado federal José Rocha (PR) já foi presidente do Conselho e integra o quadro de conselheiros.

Na Assembleia, o representante é  Bobô (PCdoB), enquanto na Câmara, Téo Senna (PHS) é vereador, ambos ex-jogadores.

Pelé diz que Neymar já é o melhor jogador do mundo

As atenções estão voltadas para Neymar nesta temporada. Além de ser o jogador mais caro da história do futebol – vendido por 222 milhões de euros pelo Barcelona ao Paris Saint-Germain –, o craque ainda é a principal estrela da seleção brasileira, que chega como uma das favoritas para conquistar a Copa do Mundo de 2018, na Rússia.

Em entrevista à FIFA, Pelé não pensou duas vezes ao afirmar que Neymar “está pronto para liderar o Brasil” e foi além: o Rei do Futebol garantiu que o craque é o “melhor jogador do mundo” atualmente, superando Cristiano Ronaldo, do Real Madrid, e Lionel Messi, do Barcelona.

“Ele está pronto, sim. Ele pode achar que a mudança tática de seu clube para a seleção nacional não é direta, mas Neymar é o principal jogador do Brasil. Ele tem que se preparar para isso. E eu iria mais longe: para mim, tecnicamente, ele já é o melhor jogador do mundo. Estou absolutamente certo disso. Neymar está pronto para liderar o Brasil”, disse o ex-jogador.

O Rei do futebol vê a seleção brasileira como favorita a conquistar o hexa, ainda mais depois de uma ótima campanha feita nas Eliminatórias Sul-Americanas após a chegada de Tite ao comando, em 2016. “Sempre! Se o Brasil tiver tempo para se preparar, eles sempre serão capazes de vencer a Copa do Mundo”, opinou.

Para o tricampeão mundial, duas seleções chegam fortes e, coincidentemente, as mesmas que fizeram a final da Copa do Mundo de 2014: Alemanha e Argentina. No entanto, o ex-jogador alerta que até mesmo a Rússia será uma seleção que pode surpreender, justamente por jogar em casa.

Baiana Formiga desiste da aposentadoria e é convocada por Vadão para seleção feminina

O técnico da seleção brasileira feminina, Osvaldo Alvarez, o Vadão, anunciou neste sábado a lista com os nomes das jogadoras que atuam fora do Brasil para os treinamentos no período da Data Fifa. A principal novidade foi a volta da veterana Formiga, que desistiu da aposentadoria anunciada em dezembro de 2016 para voltar a vestir a camisa verde e amarela.

A experiente jogadora, que atuou 22 anos pela seleção brasileira e defende o Paris Saint-Germain, da França, foi à Granja Comary, em Teresópolis (RJ), em janeiro, para conversar com Vadão sobre a possibilidade de retornar. Depois de novos contatos com o treinador, optou por voltar. Mesmo de fora, Formiga endossou o discurso contra a demissão da técnica Emily Lima no final de setembro do ano passado.

Foram 14 jogadoras convocadas que se juntam às outras 15 para 10 dias de treinamento na Granja Comary no período da Data Fifa, que vai desta segunda-feira até o dia 7 de março. As atividades fazem parte da preparação para a Copa América do Chile, que será disputada entre os dias 4 e 22 de abril.

Principal destaque do Brasil, Marta, que defende o Orlando Pride, dos Estados Unidos, foi chamada pela primeira vez no ano, assim como Rafaelle e Fabiana. Jennifer Maria, que foi campeã sul-americana sub-20 em 2015 e atua no Estados Unidos, terá a sua primeira chance com a camisa verde e amarela.

Esta é a terceira fase de trabalho visando a Copa América. Antes, em janeiro, Vadão comandou a primeira parte das atividades com a presença de algumas jogadoras que atuam fora do Brasil e a segunda, como não era Data Fifa, apenas com as atletas que defendem times brasileiros. Nos treinos houve trabalho de força, potência e de prevenção de lesão.

A Copa América dará ao campeão e vice vagas para o Mundial da França de 2019 e para os Jogos Olímpicos de Tóquio de 2020. A terceira colocada disputará uma repescagem contra uma seleção da Concacaf para também ir à França. E as quatro primeiras estarão garantidas nos Jogos Pan-Americanos de Lima de 2019.

  • Confira a lista das jogadoras convocadas para a seleção feminina:

Goleiras - Bárbara (Kindermann-SC), Aline (CBF), Letícia (Corinthians-SP) e Tainá (Corinthians-SP)

Zagueiras - Érika (Paris Saint-Germain/França), Mônica (Orlando Pride/Estados Unidos), Rafaelle (Changchun FC/China), Daiane Limeira (Avaldsnes Idrettslag/Noruega) e Bruna Benites (Meizhou Huijun FC/China)

Laterais - Fabiana (Barcelona/Espanha), Letícia Santos (Sportclub Sand/Alemanha), Tamires (Fortuna Hjorring/Dinamarca), Joyce (Valencia CFF/Espanha), Poliana (Orlando Pride/Estados Unidos) e Rilany (CBF)

Meias - Formiga (Paris Saint-Germain/França), Gabi Zanotti (Corinthians-SP), Andressa (Portland/Estados Unidos) e Thaisa (Sky Blue FC/Estados Unidos)

Atacantes - Raquel (Ferroviária-SP), Adriana (Corinthians-SP), Millene (Corinthians-SP), Aline Milene (Baylor University/Estados Unidos), Bia (Incheon Hyundai Steel Red Angels/Coreia do Sul), Thaisinha,(Incheon Hyundai Steel Red Angels/Coreia do Sul), Debinha (North Carolina Courage/Estados Unidos), Marta (Orlando Pride/Estados Unidos) e Jennifer (Notre Dame University/Estados Unidos)

 

Fonte: Correio/Tribuna/Agencia Estado/Municipios Baianos

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