08/03/2018

Salvador: NTCO discute benefícios e riscos da cirurgia bariátrica

 

  • Encontro, que acontece no próximo dia 21 de março, é dirigido a pessoas que sofrem de obesidade.

Para esclarecer dúvidas sobre a cirurgia bariátrica, popularmente conhecida como cirurgia de redução de estômago, o NTCO (Núcleo de Tratamento e Cirurgia da Obesidade) realiza no próximo dia 21 de março, às 18h30, um encontro aberto a pacientes. O evento será realizado na Avenida ACM, Edifício Empresarial Thomé de Souza, 5º andar, nº 3244,  Caminho das Árvores, em Salvador. Informações e inscrições podem ser feitas através do telefone (71) 3038-0700.

No encontro, que é realizado mensalmente, profissionais da equipe médica multidisciplinar do NTCO esclarecem as dúvidas dos pacientes. "Promovemos esse encontro porque é uma oportunidade que o paciente tem de tirar todas as dúvidas sobre o procedimento e de estar em contato com profissionais de diversas áreas, que são fundamentais antes, durante e depois da realização da cirurgia", afirma Erivaldo Alves, cirurgião bariátrico e diretor do NTCO.

Quase um em cada cinco brasileiros sofre de obesidade e mais da metade da população adulta do Brasil, que reside nas capitais, está acima do peso. Em Salvador, 19,9% da população está obesa, índice acima da média nacional,  e 53,8% da população soteropolitana está acima do peso normal (soprepeso). Os dados são da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), realizada pelo Ministério da Saúde.

O país ocupa o segundo lugar no mundo no ranking da cirurgia bariátrica, ficando atrás apenas dos EUA.

Segundo o médico Erivaldo Alves, a cirurgia bariátrica é bastante segura, mas apresenta riscos como qualquer procedimento cirúrgico. "Cada caso precisa ser avaliado cuidadosamente. A análise do paciente envolve vários exames clínicos e laboratoriais. É importante que o paciente esteja bem informado sobre o procedimento, o pré e o pós-operatório e os hábitos que terá que adotar após a cirurgia", esclarece.

Sobre o NTCO

Com 16 anos de fundado, o Núcleo de Tratamento e Cirurgia da Obesidade (NTCO) atua no tratamento clínico e cirúrgico da obesidade e suas comorbidades. Como agente social na luta contra a doença, o NTCO conta com equipe multidisciplinar com cirurgiões, endocrinologista, oncologista, fonoaudiólogo, nutricionista, psicólogo, pneumologista, educador físico e fisioterapeuta, oferecendo todo suporte necessário para uma abordagem integral do paciente. A clínica é dirigida pelo cirurgião bariátrico, Erivaldo Alves, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM).

Método aumenta chances de gravidez em mulheres com mais de 38 anos

A mulher moderna, que prioriza sua formação e sua carreira profissional, costuma adiar a maternidade e, muitas vezes, só resolve ter filhos com mais de 38 anos de idade, quando sua fertilidade já está em declínio em função do envelhecimento natural dos óvulos. Isso é constatado em todo o mundo e, no Brasil, segundo dados do IBGE, as mulheres mais escolarizadas estão tendo filhos cada vez mais tarde. A busca por ajuda especializada para conseguir engravidar é uma realidade cada dia mais comum e as técnicas de reprodução assistida têm assumido um papel relevante na vida da mulher que sonha em ser mãe.

“Quando a gestação não chega espontaneamente, as técnicas de reprodução assistida oferecem alternativas, mas o tratamento indicado depende da reserva ovariana que a mulher possua na época”, explica o médico Joaquim Lopes, especialista em reprodução humana e diretor do Cenafert (Centro de Medicina Reprodutiva).

A fertilidade da mulher entra em declínio com a idade. “Na realidade, desde o nascimento acontece uma redução continuada dos gametas femininos (óvulos). A mulher ao nascer possui em torno de dois milhões de óvulos guardados em minúsculos folículos nos seus dois ovários. Ao iniciarem-se as menstruações e, consequentemente, a vida reprodutiva, restam apenas 400 mil óvulos armazenados nesses folículos. Todos os meses um folículo amadurece e apenas um óvulo é liberado pelos ovários, porém, dezenas de outros folículos (e no interior de cada um deles, um óvulo) sofrem uma atrofia e deixam de existir”, explica Joaquim Lopes.

Apesar do declínio progressivo da fertilidade feminina, cada caso é um caso. Muitas mulheres ainda chegam aos 40 anos com boa capacidade fértil, porém, outras sofrem esgotamento da sua reserva ovariana. “Hoje, existem exames que permitem avaliar a reserva de folículos que a mulher dispõe nos seus ovários e prever, consequentemente, uma maior ou menor dificuldade para obter uma gravidez espontânea”, afirma o médico.

Nos casos de mulheres com esgotamento dos folículos devido à idade ou por conta de outros fatores, como cirurgias ovariana prévias, endometriose e tratamentos oncológicos, recomenda-se a estimulação ovariana com medicamento eficazes  e de menor custo financeiro para que, a partir daí, sejam colhidos os óvulos que vão ser fertilizados in vitro com os espermatozoides do parceiro. O cultivo dos embriões ocorre em incubadoras no laboratório de reprodução assistida, seguindo normas rígidas de segurança para preservação do material biológico.

Segundo Joaquim Lopes, “quando são produzidos embriões em quantidade adequada, eles podem ser transferidos de imediato para o útero da paciente.” Porém, quando o procedimento gera apenas um embrião, é feito o congelamento do mesmo através de uma moderna técnica denominada vitrificação. O embrião fica congelado para uma transferência futura. “Isso porque a transferência de apenas um embrião em mulheres em torno de 40 anos ou mais resulta em baixíssimos índices de gravidez”, acrescenta o especialista.

O procedimento é repetido até obter-se um número adequado de embriões para serem transferidos ao útero da mulher.  Forma-se um Acervo de Embriões. “Essa alternativa aumenta, consideravelmente, as chances de sucesso no tratamento e evita a frustrante situação de repetidas transferências de apenas um embrião em mulheres com idade mais avançada ou mesmo quando a reserva ovariana está reduzida”, explica.

De acordo com recomendação do Conselho Federal de Medicina (CFM), mulheres de 36 a 39 anos podem receber até três embriões durante um tratamento de Fertilização in Vitro (FIV).  Nas mulheres com mais de quarenta anos, como as dificuldades são maiores, podem ser colocados no útero até quatro embriões. Assim, a técnica de armazenar embriões para transferir para o útero da paciente é uma alternativa, pois nem sempre se consegue uma quantidade adequada de embriões de boa qualidade para serem transferidos para o útero em mulher nessas faixas etárias e com redução da reserva ovariana

Em Salvador, o Cenafert – Centro de Medicina Reprodutiva já utiliza a técnica de acervo de embriões com alto índice de sucesso. O método é indicado, principalmente, para mulheres de faixa etária mais elevada, que já apresentam baixa reserva ovariana e não conseguiram engravidar naturalmente.

Quando procurar um especialista

A decisão de buscar ajuda de um especialista para obter uma gravidez depende da idade do casal, especialmente da mulher. Mulheres com menos de 30 anos podem esperar até dois anos para que aconteça a gravidez se na avaliação pré-nupcial não foi detectado nenhum problema para engravidar. Caso a mulher tenha entre 30 e 35 anos não deve aguardar mais que um ano para iniciar uma investigação com o especialista. Se atingiu 35 anos, o prazo de espera não deve ultrapassar seis meses. Após os 40 anos se a mulher deseja engravidar deve, de imediato, iniciar a investigação da sua capacidade fértil.

A infertilidade conjugal é caracterizada pela  ausência de gravidez em um casal com vida sexual ativa e que não usa medidas anticonceptivas por um período de um ou mais anos. Do total, cerca de 40% dos casos de infertilidade de um casal são atribuídos à mulher, 40 % aos homens e em 20% dos casos o problema está presente em ambos os parceiros ou tem causa inexplicada, exigindo uma investigação maior do casal infértil por parte do especialista.

Sobre o Cenafert

Com sede no bairro de Ondina, em Salvador, o Cenafert - Centro de Medicina Reprodutiva, inaugurado há 16 anos, é uma clínica especializada em reprodução assistida e tem como missão garantir uma atenção integral e humanizada ao casal que sonha em ter um filho. Ao longo de sua atuação, a clínica já contabiliza mais de 1.000 bebês nascidos através das diversas técnicas de reprodução assistida. O laboratório de reprodução assistida do Cenafert oferece tecnologia de ponta para a realização dos procedimentos com eficácia e segurança. O casal infértil conta com o suporte de uma equipe médica multidisciplinar, experiente e qualificada, e com serviços que vão desde o atendimento de casos mais simples -  solucionados com tratamento de menor complexidade - até aqueles que exigem o emprego de técnicas avançadas no campo da reprodução assistida.

A clínica é dirigida pelo médico Joaquim Lopes, ginecologista e especialista em Reprodução Humana. Ele também é membro da Academia Americana de Medicina Reprodutiva, membro da Sociedade Europeia de Reprodução e Embriologia e consultor de infertilidade conjugal da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH).

Cobertura vacinal de sarampo é uma 'tragédia', diz coordenadora

A coordenadora substituta do Programa Nacional de Imunização, Ana Goretti Maranhão, classificou como "tragédia" a cobertura de vacina contra sarampo no Brasil. O ideal é que mais de 80% da população tenha recebido a primeira dose do imunizante Ela reconhece, no entanto, que são poucos os locais que atendem a essa recomendação. Os indicadores caem ainda mais quando se é observada a aplicação da segunda dose.

A doença volta a preocupar o Ministério da Saúde, em virtude dos casos registrados em Roraima. Até esta terça-feira, 6, foram confirmados seis ocorrências no Estado, depois de anos sem nenhum registro. Todos de crianças imigrantes da Venezuela, país que já enfrenta um surto da doença. Há ainda um óbito em investigação.

Em razão do aumento de casos, será realizado no Estado, a partir deste sábado, 10, uma campanha de vacinação. A expectativa é imunizar, até 10 de abril, 400 mil pessoas - cerca de 300 mil brasileiros ainda desprotegidos contra a doença e 100 mil venezuelanos que estão no País.

Além do bloqueio vacinal no Estado, o Ministério da Saúde destacou um grupo de profissionais para auxiliar ações de prevenção da doença na região. O Brasil recebeu em 2016 o certificado de eliminação do sarampo, concedido pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Tanto o Ministério da Saúde quanto o representante da Opas no País, Joaquim Molina, descartam o risco de o País perder o certificado em um curto espaço de tempo e, embora os números de pessoas imunizadas estejam abaixo do que seria considerado ideal, Ana Goretti afasta o risco de a doença se espalhar neste momento pelo País.

A coordenadora substituta, no entanto, alertou para a necessidade de se melhorar as coberturas. Não apenas de sarampo, mas de todas as doenças que podem ser prevenidas com imunizantes "É uma questão que estamos vivenciando não apenas para sarampo, mas para outras vacinas."

Um exemplo claro é o da própria febre amarela, doença que causa no País um surto com números sem precedentes. Ana Goretti não considera o movimento antivacina como o principal responsável pelos baixos índices de cobertura entre brasileiros. Para ela, o movimento, já organizado em outros países, é ainda incipiente no País. "Eles fazem um barulho danado, mas não é só isso."

Há várias hipóteses que poderiam explicar a baixa cobertura vacinal, afirma Ana Goretti. A começar pela própria redução do número de pessoas com as doenças alvo de imunização. "É como dizem, o sucesso do programa atrapalhou o próprio programa. As famílias se esquecem de vacinar, os profissionais de saúde já não consideram tão relevante", observa.

Mas há outros pontos. Como o acesso a postos de saúde, abertos geralmente apenas durante o horário em que pessoas estão trabalhando. "A mulher é grande fonte de trabalho, o empregador muitas vezes não libera o trabalhador para vacinar", completa. Soma-se a isso a eventual falta de vacinas nos postos. "Há um desabastecimento mundial de algumas vacinas. A pentavalente, por exemplo, faltou por dois meses no País, por razões que fogem a nossa governabilidade."

Recentemente também foi registrada falta da vacina BCG, por problemas de fabricação. "A gente tem de trabalhar para não ter também o descrédito da população, que leva a criança para vacinar e não tem vacina." Goretti salienta, no entanto, que o problema não ocorre apenas no Brasil. De acordo com ela, as dificuldades também são encontradas em outros países. "A gente ainda é um exemplo."

No caso da febre amarela, a resistência também é patente. No ano passado, a doença começou em Minas Gerais, Estado que apresentava índices baixíssimos de cobertura vacinal, embora fosse, havia mais de 10 anos, área considerada de risco da doença. Neste ano, diante do avanço do vírus para áreas onde a circulação antes não ocorria, foi organizada a campanha de vacinação contra febre amarela em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Nos dois primeiros Estados, a vacinação já for prorrogada e, mesmo assim, ainda não alcançou os níveis considerados ideais Justamente por isso, a recomendação é manter a campanha até que 95% da população esteja imunizada. Balanço divulgado pelo Ministério da Saúde indica que 76% do público alvo foi vacinado

Diante da resistência da vacinação, duas medidas estão em análise. A primeira, de curto prazo, está direcionada para a própria campanha contra febre amarela. Em uma reunião de avaliação, foi identificado que os próprios profissionais de saúde não incentivavam seus clientes a usar a dose fracionada do imunizante, com um quinto da dose integral. "É desconhecimento", define Ana Goretti.

Em função dessa constatação, uma carta será encaminhada para médicos de Sociedades de Infectologia, Imunização, Pediatria, Medicina Tropical e Reumatologia para esclarecer sobre a eficiência da vacina fracionada. Em uma segunda etapa, o Ministério da Saúde quer lançar um programa para valorização da imunização. E, nesse ponto, serão discutidas desde estratégias para criação de postos volantes como incentivos para que cidades abram postos para vacinação em horários que não coincidam com o horário de trabalho.

  • Perguntas e respostas

1. Quem deve se vacinar contra o sarampo?

Todos devem tomar duas doses na vida, aos 12 e aos 15 meses. Mas quem não foi imunizado pode se vacinar na fase adulta, com intervalo de um mês entre as doses.

2. Quais são os sintomas da doença?

Febre alta, manchas vermelhas no corpo e conjuntivite.

3. Quais são as possíveis complicações?

Surdez, problemas pulmonares e cardíacos, encefalite e até a morte.

 

Fonte: Por Carol Campos – Assessora de Imprensa/Agencia Estado/Municipios Baianos

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