09/03/2018

Anvisa aprova medicamento para prevenção do AVC

 

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta terça-feira (6) um novo medicamento que evita a coagulação do sangue e, assim, previne condições como o AVC (Acidente Vascular Cerebral).

O produto inédito no país trata-se de um anticoagulante, que tem como nome comercial Lixiana (edoxabana). A droga é produzida pela empresa de origem japonesa Daiichi Sankyio Brasil Farmacêutica Ltda.

  • De acordo com a Anvisa, o medicamento traz duas indicações terapêuticas específicas:

Redução do risco de acidente vascular cerebral (AVC) ou embolia sistêmica em pacientes adultos com fibrilação atrial não valvar (FANV)

Tratamento de tromboembolismo venoso (TEV) em pacientes adultos, incluindo trombose venosa profunda (TVP) e embolia pulmonar (EP), além de prevenção de TEV recorrente (TVP ou EP).

O medicamento edoxabana faz parte da classe de novos anticoagulantes que passaram a ser pesquisados por volta dos anos 2000. O medicamento se une a um composto que coagula o sangue (fator Xa), e impede sua ação, sendo assim nomeadas de terapias de ação direta.

Ao contrário das drogas antigas, as terapias atuais não interagem com a alimentação, aumentando a eficácia do produto e melhorando a qualidade de vida do paciente.

Pesquisadores estimam que há cinco, e não duas, formas de diabetes

Cientistas propuseram uma nova classificação da diabetes, estimando que existem cinco formas diferentes, e não duas, como se pensava, o que pode ajudar a melhorar os tratamentos.

Atualmente, este trastorno de assimilação do açúcar pelo corpo está classificado em duas categorias.

A diabetes tipo 1 (cerca de 10% dos casos), que aparece geralmente em crianças ou jovens adultos, é caracterizada por uma produção insuficiente de insulina. Este hormônio secretado pelo pâncreas permite manter o equilíbrio da taxa de glicose no sangue.

A diabetes tipo 2 (quase 90% dos casos) corresponde a um aumento prolongado da taxa de açúcar no sangue, associado com frequência com a obesidade e o estilo de vida (sedentarismo, alimentação desequilibrada).

Os autores de um estudo sueco publicado pela revista especializada Lancet Diabetes & Endocrinology propõem ajustar esta classificação, estabelecendo cinco categorias, três graves e duas mais benignas.

"É um primeiro passo em direção ao tratamento personalizado da diabetes (...). A classificação atual não é suficiente para prever as complicações que podem se apresentar", estimou um dos autores do estudo, Leif Groop, da Universidade de Lund.

Para chegar a estas cinco categorias, os pesquisadores analisaram os dados de 13.720 pacientes desde 2008, avaliando sua produção de insulina, seu nível de açúcar no sangue e a idade em que apareceu a doença.

A primeira destas cinco novas categorias corresponde à diabetes tipo 1. As outras quatro são subdivisões da diabetes tipo 2, cada uma com suas características particulares.

Uma delas se caracteriza por um risco maior de retinopatia (doença da retina que afeta quase 50% dos diabéticos tipo 2). Outra diz respeito aos pacientes obesos e se caracteriza por uma grande resistência à insulina, com um risco elevado de afecção renal.

As duas últimas categorias, menos graves, reúnem pacientes obesos que desenvolvem a doença em uma idade jovem, na primeira, e pacientes mais velhos, na segunda (o maior grupo, cerca de 40% dos pacientes).

Um adulto em cada 11 no mundo (425 milhões) sofre de diabetes, o que representa um aumento de 10 milhões em relação a 2015, segundo dados publicados em meados de novembro pela Federação Internacional de Diabetes (FID).

“Epidemia” de cesarianas: a medicina comercial contra o corpo da mulher?

O capitalismo vem avançando no Brasil, naquilo que poderíamos chamar de desrespeito ao corpo da mulher. Isso em várias áreas. Tomemos uma delas: o parto natural, fisiológico.

Nas recentes décadas, a medicina obstétrica vem convencendo à mulher grávida - através da corporação médica e seus interesses de ganhos capitalistas – de que o melhor parto é o cirúrgico. Muitas mães foram se convencendo, também através da mídia que ecoa aquela pressão médica, de que o parto natural, fisiológico, é coisa do passado, obsoleta.

Daí decorre o absurdo boom de cesarianas no Brasil. Aquilo que seria uma exceção, para situações de parto de risco, passou a ser regra.nossa hipótese, aqui, é de que quando a cesariana praticamente ocupou o lugar do parto normal, estamos diante de um desvio “médico” derivado de uma realidade mais forte, que podemos chamar de medicina do capital.

Por definição, o parto é um processo fisiológico, normal, e para o qual a espécie humana – o corpo da mulher – adaptou-se, da forma que foi possível, através de um longo tempo evolutivo.

Apenas em casos excepcionais podem surgir complicações que justifiquem uma intervenção cirúrgica. Deste ponto de vista, seria uma definição muito forçada pensar o parto como um processo cirúrgico a ser executado com bisturi, anestesia e internação hospitalar no parto. Com óbvio impacto sobre a criança e o útero, que será cortado e suturado [ao contrário do parto normal]. E em um procedimento cujo risco de mortalidade para a mãe não é zero.

Em vários países a cirurgia cesariana só é indicada raramente, uma vez em cada dez partos, por exemplo. Na Holanda, a taxa de cesáreas não passa de 10%. Nos Estados Unidos, não chega a 20%. Mesmo sendo países capitalistas. [Na verdade, imperialistas, cuja riqueza vem da espoliação da sua classe trabalhadora mas também de países como o nosso, semicolonizados por aqueles].

No entanto, de acordo com relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) divulgado em 2015, o Brasil apresenta a maior taxa de cesarianas do mundo e Goiás é o Estado campeão em cesarianas no País. No Brasil, a taxa vai a mais de 52% e em Goiás chega a mais de 65%. De acordo com estes números, é possível, portanto, que o lugar do mundo onde menos ocorrem partos naturais seja Goiás.

Ou a mulher brasileira - e a goiana em especial – possui uma anatomia [uma bacia, no caso] fora dos padrões da espécie humana ou o capitalismo, no Brasil, andou mais algumas casas no seu ataque ao corpo da mulher. Já faz isso com a proibição do aborto e também com outras opressões contra a mulher.

Vamos reiterar uma questão bem simples.

Se a medicina obstétrica fosse realmente científica até o fim, se não estivesse comprometida com interesses de lucro, teria que perguntar a si mesma: seria a mulher brasileira dotada de uma anatomia diferente, quem sabe uma bacia ou um canal de parto que não mais dão conta do parto natural? Estaria a mulher brasileira em um processo de involução, antropológica, biológica, que pode terminar transformando o parto em uma espécie de doença a ser tratada apenas cirurgicamente?

O problema pode, no entanto, ser pensado em outra perspectiva.

Se buscarmos o exemplo de economias que, mesmo burocraticamente, expropriaram o capitalismo, a taxa de cesarianas caiu por lá. Na ex-URSS dos anos 1970, chegou-se ao parto mais humanizado do mundo [com o dr Igor Charkovski], um avanço logo soterrado pela mesma burocracia restauracionista.

Mas e o Brasil? É possível - de qualquer ponto de vista que se examine a questão -, que alguém possa defender o ranking do Brasil, como campeão mundial de cesarianas?

Década após década, o Brasil foi se tornando cada vez mais rico para as classes altas e setores das médias. Pois bem, quanto mais rica ficava a elite brasileira, e mais pobre ficava grande parte da classe trabalhadora, mais o parto passava a ser tratado como uma doença a ser resolvida cirurgicamente e de alto custo. Mercantilização da medicina a mil.

E a mulher? E seu corpo?

Ora, aquilo que os doutores não gostam de divulgar e nem de admitir, e que as pesquisas indicam é que na cesariana a mulher está mais sujeita a ter infecção, a recuperação é mais lenta, o bebê é necessariamente separado da mãe ao nascer, e, segundo o próprio relatório do TCU, adotar uma “alta proporção de cesarianas não apresenta benefícios adicionais e pode provocar maiores taxas de mortalidade e complicações para a saúde”. E para a mãe que fez cesariana, próximo parto quase que obrigatoriamente terá que ser cesariana, em consequência da primeira cirurgia no útero.

E aquela avaliação foi de parte de um tribunal; se for feita uma avaliação médica séria, os problemas da cesariana para a mãe, o filho e seu alto custo, vão ganhar seu real significado, bem pior.

Uma notável pesquisadora da Fiocruz, a dra. Maria do Carmo Leal, a mesma que declarou que “a melhor maneira de nascer ainda é o parto normal” para a mãe e o bebê, também denunciou que no Brasil o modelo de atenção ao parto normal é extremamente medicalizado e que no setor privado a taxa chega a quase 90% de cesáreas e que estas constituem um procedimento cirúrgico com riscos tanto para a mãe quanto para o bebê, gerando riscos futuros também. (Ver Deutsche Welle de 16/11/2014, Brasil campeão de cesáreas). Grifo nosso.

Portanto, aquele paradoxo brasileiro levanta novas questões: a quem interessa essa epidemia de cesáreas? Que tipo de processo econômico está ocorrendo com a medicina brasileira? A nossa medicina está sendo mais humanizada ou mais “mercenarizada”? Será que é humanamente e clinicamente válido defender essa medicalização do parto?

Ou por outra: será que é bom – inclusive para os bebês – que o parto deixe de ser um processo fisiológico da mulher, em que ela seja protagonista da ação e o médico um facilitador do processo, que proporciona conforto ao parto normal ou não? É bom que o parto seja tratado como mercadoria?

Este debate deveria ser urgentemente abraçado pelas organizações dos trabalhadores, em especial os de saúde.

Campanha faz esclarecimento sobre a endometriose

Nesta quinta-feira, 8 de março, Dia Internacional da Mulher, será lançada em todo o Brasil, pelo Instituto Crispi, a Campanha de Esclarecimentos sobre a Endometriose 2018.  A Endometriose é uma doença silenciosa que vem causando devastação no organismo feminino e está virando caso de saúde pública no Brasil, com acentuado crescimento, principalmente entre as mulheres mais jovens.  Como  ainda é pouco diagnosticada precocemente, a Endometriose destrói vários órgãos das pacientes, até ser descoberta.

A madrinha da Campanha, pelo quinto ano seguido, é a atriz Camila Pitanga.

Segundo o ginecologista Claudio Crispi, Presidente do Instituto Crispi e Coordenador da Campanha, pelo grau de destruição da doença,  os países mais avançados da Europa e os Estados Unidos já mantém campanhas permanentes de esclarecimento e reciclagem para médicos, para possibilitar um diagnóstico precoce e deter o avanço da doença. No Brasil, por falta de informação e conhecimento, a doença  tem sido detectada até 10 anos depois de seu aparecimento, o que pode mutilar a mulher. Uma das principais conseqüências da Endometriose é a infertilidade. Cerca de 50% dos casos de infertilidade  nas mulheres do mundo inteiro,  são causados pela doença, que atinge 15% da população feminina entre 15 e 45 anos. Os principais sintomas da Endometriose são cólica menstrual intensa, sangramentos na urina ou nas fezes e dor forte durante o ato sexual.

Para informar a população sobre o perigo da Endometriose e a necessidade do diagnóstico precoce, explica o Professor Crispi,  o Instituto Crispi de cirurgias minimamente invasivas, entidade de pesquisa e divulgação da doença, realiza a Campanha de Esclarecimentos sobre a Endometriose 2018,  com distribuição  de folders, palestras, equipes de saúde orientando a população em eventos e mutirões de cirurgias em várias cidades brasileiras.

ENDOMETRIOSE

O Dr. Claudio Crispi, explica também, que a Endometriose é uma doença conhecida há muitos anos, mas a grande dificuldade sempre foi obter o seu diagnóstico correto. O uso de métodos diagnósticos como a ultra-sonografia e exames de sangue, nem sempre conseguem definir com clareza a presença desta doença. No entanto, a ressonância nuclear magnética tem sido um instrumento importante para o diagnóstico da Endometriose.  Observou-se então, que uma grande porcentagem de pacientes que sofrem de dor pélvica (em baixo ventre) que se intensificam progressivamente, como cólicas menstruais intensas, dor em cólica fora do período menstrual, dor profunda na relação sexual e esterilidade, são portadoras da Endometriose. Para exemplificar, nas pacientes com queixas de dor pélvica, alguns estudos científicos já observam a presença da doença em 60 a 70% dos casos.

Mas o que vem a ser esta doença?

O endométrio é um tecido que reveste internamente o útero e quando estimulado pelos hormônios femininos, cresce mensalmente, preparando o útero para uma gravidez. Quando esta não ocorre é eliminado como menstruação.

Por alguns motivos, como o refluxo da menstruação pelas trompas, diferenciação de tecidos embrionários adormecidos e propagação pela corrente sanguínea, este endométrio pode se localizar em outros órgãos como as trompas, ovário, peritônio (membrana que reveste o abdome internamente), bexiga, intestinos, no fundo da vagina, etc. Estes locais, são também estimulados pelos hormônios femininos, sofrendo pequenos sangramentos e causando intensa reação inflamatória local, o que explica a dor de grande intensidade experimentada por essas mulheres. Quando não diagnosticada, a doença progride, intensificando a reação inflamatória e a dor. E pode invadir a bexiga causando sintomas urinários como, cistites e sangue na urina, podendo ainda invadir o intestino e o reto, causando sintomas intestinais no período menstrual. Toda essa reação inflamatória acarreta também, deformação dos órgãos do aparelho reprodutor, diminuindo a capacidade da mulher engravidar.

Portanto, estamos diante de uma doença que traz grande sofrimento à mulher, incapacitando-a para suas atividades sociais e profissionais por vários dias mensalmente ou impedindo-a de engravidar. A necessidade de um diagnóstico precoce é essencial não só para o sucesso do alívio da dor, como para preservar a capacidade reprodutiva da mulher.

 

Fonte: Minha Vida/AFP/Esquerda Diário/Jornal do Brasil/Municipios Baianos

Comentários:

Comentar | Comentários (0)

Nenhum comentário para esta notícia, seja o primeiro a postar!!