10/03/2018

A depressão e a ansiedade são sinais de luta, não de fraqueza

 

Os problemas emocionais não são uma escolha, e ninguém deseja atravessar uma depressão nem passar por momentos de ansiedade. Eles simplesmente podem surgir, após um período de acúmulo de situações e circunstâncias complicadas em nossas vidas.

Existe uma falsa crença de que a ansiedade e a depressão são sinais de fraqueza e de incapacidade diante da vida. Mas não, uma pessoa com ansiedade, depressão ou sintomas mistos NÃO está louca e nem tem uma personalidade fraca ou inferior aos outros.

É triste e esgotador lutar contra isso, mas é uma realidade social que não podemos ignorar. Assim, apesar dos avanços da ciência, o inconsciente moderno que envolve nossa sociedade ainda pensa que os problemas emocionais e psicológicos são sinônimos de fragilidade e vulnerabilidade.

Por isso, dado que a depressão e a ansiedade não são contempladas como feridas que precisam de atenção, é comum ouvir discursos circulares com argumentos do tipo “relaxe”, “não é para tanto”, “comece a se mexer, a vida não é isso”, “você não tem razões para chorar”, “comece a amadurecer”, etc.

São comuns, não é verdade? De fato, é provável que em algum momento tenhamos sido vítimas ou até proferido este tipo de discurso. Por isso é fundamental realizar um exercício de conscientização e dar à dor emocional a importância que ela tem e merece.

Assim, da mesma forma que não iríamos ignorar a dor causada por fortes pontadas no estômago ou uma enxaqueca terrível, não deveríamos ignorar a dor emocional.

Não podemos esperar que estas feridas emocionais se curem sozinhas, devemos trabalhar para extrair delas o significado presente em seus sintomas.

Ou seja, devemos consultar um psicólogo que nos ajude e nos proporcionar estratégias para fazer frente a esta grande dor emocional causada pela ansiedade e pela depressão.

Seguindo com nosso exemplo, assim como deixamos de consumir a lactose quando descobrimos que somos intolerantes a ela, devemos “deixar de consumir”aqueles pensamentos e circunstâncias que infeccionam nossa ferida emocional.

Não valem curativos ou vendas: devemos limpá-las e curá-las verdadeiramente.

Por isso, neste artigo pretendemos normalizar aquelas sensações das pessoas que possuem problemas emocionais deste tipo. Vejamos mais sobre eles para podermos compreender e nos conscientizar…

A ansiedade, uma viagem nefasta em uma montanha russa

As sensações que nos invadem com a ansiedade são muito similares às que surgem em um passeio de montanha russa em que começamos a nos sentir mal.

Coloquemo-nos nesta situação. Fomos passar o dia em um parque de diversões no qual encontramos uma montanha russa incrível e decidimos andar nela. Para fazer isso, temos que esperar em uma longa fila até que chegue a nossa vez.

O dia é quente e o sol está batendo forte em nossa cabeça, o que nos causa uma grande dor e mal-estar físico. Sentimo-nos cansados e não temos vontade de subir no vagão, mas fazemos isso, porque afinal estamos ali para aproveitar.

Uma vez sentados, nosso coração começa a bater forte, tudo dá voltas ao nosso redor, os vagões giram 360 graus várias vezes, nos submergimos em túneis escuros e tudo parece nos atacar.

Nossa respiração se acelera e nosso coração não pode parar. Sentimos que de um momento ao outro vai acontecer alguma coisa conosco. Nossas sensações estão bagunçadas, algo nos aprisiona no peito, ficamos imóveis e sem capacidade de reação.

Não podemos evitar pensar em coisas negativas. Gritamos, choramos e nos queixamos, mas ninguém nos ouve, nem sequer nós mesmos. Pedimos desesperadamente que tudo aquilo pare, e sentimos que estamos morrendo na tentativa.

No entanto, não conseguimos fazer com que nosso vagão freie, pois ele só parará quando acabarem os minutos programados para a viagem.

Neste sentido, um ataque de ansiedade é igual a uma viagem que nos faz mal em uma montanha russa. Em um dado momento tudo vai acabar, mas não sabemos quando nem como, por isso manter o controle diante desta incerteza é algo tão difícil de fazer.

A depressão, a escuridão da alma

Quem sofre de depressão sente que o mundo está envolto em névoa. Pouco a pouco vai perdendo a ilusão por tudo que o rodeia, não há nada que anime ou motive, é difícil estudar ou ir ao trabalho, e a pessoa se sente imensamente triste ou irritável.

A depressão é a gota que faz transbordar o copo, um copo que está cheio de situações e circunstâncias complicadas que nos fizeram mal e mexeram conosco negativamente.

Por isso é importante que, quando nos dermos conta de que algo vai mal, consultemos um profissional que nos ajude e dê coerência emocional ao que está acontecendo conosco.

Ter problemas emocionais não é uma escolha. Uma pessoa com depressão não diz ‘Quero me sentir mal e me coloco em um poço de tristeza para ver se me afogo com ela’. Isso não funciona assim. Na verdade, isso pode acontecer com qualquer um de nós.

Ninguém está livre das garras da depressão e da ansiedade

A depressão e a ansiedade não são sinais de fraqueza, mas sim de força.Estes problemas emocionais não aparecem da noite para o dia, mas surgem pouco a pouco por causa das dificuldades e do esgotamento emocional.

Elas também não são consequência de uma escolha pessoal. Não podemos dizer se queremos ou não queremos que nos acompanhem. Ambos os problemas emocionais são derivados da luta contra as dificuldades da vida que nos acompanham e, portanto, por termos tentados permanecer fortes por tempo demais.

Não podemos nos esquecer disso, pois ninguém está livre de se relacionar com a ansiedade e a depressão em algum momento da sua vida, seja de maneira direta ou indireta.

Prestemos atenção, compreendamos estes problemas e, sobretudo, não julguemos nem a nós nem aos outros…

Tamanho da cintura pode alterar risco de ansiedade entre mulheres, diz estudo

Um dos transtornos mentais mais comuns, principalmente entre mulheres, a ansiedade pode estar relacionada à quantidade de gordura presente no abdome.

Uma pesquisa da Sociedade Americana para Menopausa (NAMS) analisou dados de mais de 5.580 mulheres de meia-idade latino-americanas, com o objetivo de determinar de uma maior gordura abdominal pode aumentar as chances de uma mulher desenvolver o transtorno.

A relação cintura-altura já é usada como indicador para avaliar risco de doenças cardiovasculares. Do total de participantes, 61,3% reportaram ter tido ansiedade, segundo informações do jornal O Globo.

Essa parcela de mulheres apresentava maior tamanho da cintura em comparação com a altura.

De acordo com a pesquisa, há ainda um aumento na frequência da ansiedade em mulheres durante a meia-idade, provavelmente como resultado da queda nos níveis de estrogênio, que protege os neurônios.

"Mudanças hormonais podem estar envolvidas no desenvolvimento da ansiedade e do aumento da circunferência abdominal por conta de sua atuação no cérebro, assim como na distribuição de gordura. Este estudo traz insights valiosos para os prestadores de cuidados de saúde voltados para mulheres de meia-idade porque aponta que a relação cintura-altura pode ser um bom marcador para avaliar ansiedade em pacientes", afirmou o diretor-executivo da NAMS, JoAnn Pinkerton.

Ginecologista alerta para riscos da pílula do dia seguinte e defende 'cultura do preservativo'

Março é conhecido como o Mês da Mulher e, por isso, usado para debater diversas questões relacionadas à população feminina, inclusive saúde. No entanto, são muito comuns histórias de mulheres, principalmente jovens, que se descuidam da saúde sexual.

Para além da importância do uso de preservativo para prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, torna-se necessário discutir a forma correta de uso das chamadas pílulas do dia seguinte, com o objetivo de evitar uma gravidez indesejada.

“Ela não pode ser considerada um método anticoncepcional. Tem adolescentes e adultas jovens, principalmente, que adotam a pílula do dia seguinte como método contraceptivo, mas não é. A taxa de eficácia é mais baixa, e a dose de hormônios é muito alta. Ela é para ser usada em uma emergência”, alertou a ginecologista Cristina Sá.

De acordo com a profissional, o medicamento tem a capacidade de interromper a ovulação. No entanto, sua eficácia é baixa, em comparação ao anticoncepcional, e pode levar ao descontrole do ciclo menstrual, aumentar o risco de gravidez ectópica, além de modificar o muco cervical e o endométrio.

“O que eu acho que falta na nossa população é a cultura do preservativo”, ressaltou. “A gente tem, aqui em Salvador, um índice de HPV altíssimo. É a capital que tem a maior incidência de HPV e HTLV. A sífilis está voltando em todo o país também. Insistir no preservativo é fundamental”.

Cristina Sá também explicou os sintomas, complicações e tratamentos da endometriose – caracterizada pelo crescimento inadequado do endométrio e que pode levar até mesmo à infertilidade.

De acordo com a Associação Brasileira de Endometriose e Ginecologia Minimamente Invasiva, estima-se que mais de 6 milhões de mulheres sofrem de Endometriose no país.

“Essa é uma enfermidade que tem início no sistema reprodutor, mas pode atingir intestino, bexiga... Quando é um caso de endometriose mais avançada, ela forma fibrose. Isso pode ainda levar à infertilidade. Sem falar que, quando é um quadro avançado, a mulher tem uma dor muito intensa na região pélvica, o que dificulta muito a qualidade de vida”, explicou a ginecologista.

Tomar sol pode reduzir risco de esclerose múltipla em até 55%, aponta estudo

Um estudo publicado na Academia Americana de Neurologia revelou que ficar exposto ao sol pode ajudar na prevenção de uma futura esclerose múltipla.

Foram selecionadas 151 mulheres que vivem em diferentes regiões dos Estados Unidos com esclerose múltipla e 235 sem a doença.

As mulheres foram divididas em três grupos: exposição solar alta, moderada e baixa. Quem vive em climas mais ensolarados têm 45% menos chance de desenvolver a doença. Se houver uma alta exposição pessoal especificamente entre os 5 e 15 anos, e maior tempo ao ar livre, o risco pode ser reduzido em até 55%.

O estudo limitou-se ao relato por meio de questionário e a medida de exposição aos raios UV-B pelo local de residência.

De acordo com o G1, outros estudos já associaram níveis mais baixos de vitamina D a um risco aumentado para a esclerose múltipla.

 

Fonte: Controversia.com/BN/G1/Municipios Baianos

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